segunda-feira, outubro 23, 2006

Blogueiros na China terão de usar nomes verdadeiros

 

Verdadeiras também, são as dores de cabeça do Governo chinês com os blogues.
E não é por causa da sua quantidade, que, como tudo o que diz respeito à China, é sempre, estatisticamente esmagadora.
É por causa da  característica mais genuína dos blogues: a sua espontaneidade e dimensão estritamente pessoal.
Expressão maior da liberdade pessoal de agir e reagir, o movimento bloguista só tem possibilidades de progredir na sua específica  função, numa cultura em que o indíviduo seja centro e motor.
Todos sabemos que a China vive marcada por uma cultura milenar que sempre privilegiou os valores colectivos sobre os individuais e por uma cultura política recente  de matriz comunista que se orienta em idêntico sentido.
 Em todo o caso, é mais um exemplo a acompanhar, para tentar perceber o resultado final deste choque, entre um instrumento tecnológico novo, em conflito com um padrão cultural milenar. 

 

 

A China é o segundo maior país em número de internautas, com 123 milhões, e calcula-se que existam cerca de 34 milhões de blogs no país, sendo que alguns entraram na lista de mais lidos do planeta, como o da atriz e diretora Xu Jinglei.

O Governo comunista chinês é um dos que mais restringem a liberdade de expressão na Web, bloqueando milhares de páginas no exterior e até mesmo prendendo jornalistas e ativistas por publicarem artigos críticos sobre a China.

Source: Blogueiros na China terão de usar nomes verdadeiros :: Estadao.com.br

sexta-feira, outubro 20, 2006

O Mar e a Dor

No mar e na dor,
megulharam
todos os nossos poetas.
Com sal, com lágrimas.
Com tragédia e paixão.
Com luar e romance,
Com sonhos e ilusões.

Por que não,
marcar um encontro
com esse mundo,
na poesia de Coelho de Sousa?
No


ÁLAMO ESGUIO

ÁLAMO ESGUIO

quinta-feira, outubro 19, 2006

O clike para a outra vida

La Vanguardia - Código binario - Cavernas virtuales


Kerckhove puso el ejemplo de la cada vez más célebre Second Life, una comunidad virtual que cuenta con cerca de un millón de habitantes en forma de avatar. A través de ellos se puede vivir una vida paralela a la física, realizando transacciones económicas, disfrutando y ofreciendo todo tipo de servicios, relacionándose con otros miembros -muchas veces sexualmente- e incluso contrayendo matrimonio. Una vuelta más de tuerca a esta idea de realidad virtual la ha dado la agencia Reuters, que recientemente ha llegado a un acuerdo para servir noticias en y sobre este mundo. El creador de Second Life, Philip Roseadle, definió con una palabra en una reciente entrevista qué era lo que ofrecía su mundo para tener tantos adeptos: "Identidad". Disponer, en cierta forma, de una vía para ser lo que se quiera ser.
La Vanguardia - Código binario - Cavernas virtuales


Segundas vidas?
Quem as não tem?
Quem as não teve?
Pelo menos, sonhadas, antecipadas, imaginadas ou projectadas em mil e uma formas de substituição ou sublimação?
Quem não acalentou e alimentou, ao lado do seu mundo real do dia a dia, um mundo paralelo e com regras exclusivas e únicas?
O problema sempre foi e continua a ser:
Que fazer a estas "segundas vidas"?
Somá-las às vidas reais?
Subtrair-se, através delas, às vidas reais?
Encontrar, neste mundo, aquilo que as religiões só prometem para o outro?
E que a política já chegou a prometer também para este mundo?
Compete a cada qual, encontrar a sua resposta.
Ela torna-se é mais premente, na actualidade, porque a porta desse mundo-outro, desse mundo virtual, não precisa de ser empurrada ou destrancada, basta ser clikada.
Pois, então, clike.



Second Life: Your World. Your Imagination.

Second Life: Your World. Your Imagination.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Quando o princípio mais parece o fim...

DN Online: Pinto Monteiro enfrenta primeira crise do mandato



DN Online: Pinto Monteiro enfrenta primeira crise do mandato (via DIÁRIO DE NOTÍCIAS - Capa DN Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006)


É uma primeira crise que mais parece... a última.
Por ser, na realidade, ante-primeira.
Porque é sobre a primeira decisão que o novo Procurador toma sobre uma das relevantes condições para o exercício do seu mandato.
A escolha do seu principal colaborador.
Por isso mesmo, pode-se considerar como uma acção prévia ao começo do exercício do mandato.
Apenas é posterior no tempo.
Mas é-lhe, realmente, anterior, como pressuposto para o exercício daquela função.
O que não parece haver dúvida, é que o plano inclinado da credibilidade do cargo, que o anterior procurador conseguiu minar pelos seus próprios erros e insuficiências, promete continuar.
Mas, agora, por obra daqueles que não se mostram nada interessados que a acção deste Procurador se inicie sem dúvidas públicas sobre as condições com que pode contar para o desempenho eficaz das suas competências.
Só ocorre perguntar: Não terão sido estas circunstâncias ( de pessoas ou de ambiente) que conseguiram, no mandato do anterior procurador, que as reais insuficiencias e obstáculos da "corporação" do MP passassem, aos olhos dos portugueses, por erros aparentes e pessoais de Souto Moura?


Vítima de si próprio, tanto como "bode expiatório" de outros?



quinta-feira, outubro 12, 2006

A virar folhas do calendário

Foi esta a  minha principal ocupação nestes últimos dias.
E que teve como consequência levar-me a interromper, mais do que o habitual, as minhas deambulações  pelas terras da blogolândia.
Esta minha ocupação e preocupação com as folhas mortas do calendário dos meus dias é mania recente.
Só começou a acontecer, quando as folhas mortas do calendário outonal dos dias passados começaram a ter mais peso e importância pelos dias de ontem do que pelos dias de amanhã.
Pelos ciclos de vida que vai encerrando do que pelos caminhos de futuro que vai abrindo.
E corre o risco de se tornar num lastro incómodo que nos torna mais pesadas e menos aliciantes as corriqueiras tarefas de todos os dias, como esta de debitar algumas linhas para um blogue.
Veremos, nos próximos dias,  se se  trata apenas de uma ligeira "gripe" outonal. Talvez, até, por, este ano, ainda não ter conseguido chegar  ao meu "inflovac" habitual.
O mais curioso é que até o meu computador parece estar atingido por uma maleita equivalente.
Há uns dias para cá, vira-me as costas com apagamentos súbitos.
Já falei com o meu "115" dessas emergências para o curar dos "desmaios".
Aguardemos melhores dias! 

sábado, outubro 07, 2006

Açores do futuro, rochedos urbanísticos, encurralados entre baías e colinas?

 

Na Madeira, vinte anos de "urbanismo hoteleiro" foi o tempo necessário para transformar o Funchal, numa caricatura de "Monte Carlo, encurralado entre a baía e as colinas".
Nos Açores, não é apenas um.
São três.
Os candidatos a esta metamorfose hoteleira.
Ponta Delgada, Angra e Horta.
Quantos anos serão necessários para conseguir tal in/e/volução?
Vale uma aposta?
Ao ritmo açoriano  tradicional de progressão ternária, a três tempos, portanto, arrisquemos o prognóstico.
Vinte anos, para Ponta Delgada.
Entre trinta a quarenta, para Angra e Horta. 
A verdade é que, nesta matéria, o tempo da transformação nem sequer interessa muito.
A sua aparente inevitabilidade assusta muito mais.

 

 

Madère, rocher fleuri de l'Atlantique

Si les variétés de plantes semblent infinies, les constructions se multiplient dans une partie de l'île depuis vingt ans, au risque de la dénaturer.

 

Au cours des vingt dernières années, les constructions s'y sont multipliées, sans grande précaution urbanistique. Des immeubles de taille impressionnante ont notamment été construits par les groupes hôteliers. Le développement du tourisme permet certes d'offrir des emplois à une population qui a longtemps été contrainte d'émigrer vers l'Afrique ou l'Amérique du Sud, mais il risque de transformer ce qui fut une charmante ville en un petit Monte-Carlo, coincé entre la baie et les collines.

Link to Le Monde.fr : Les titres du Monde

sexta-feira, outubro 06, 2006

Em Portugal, qual é a"pequena diferença"?

 Entre aquilo a que, pomposamente, se chama jornais e jornalismo de referência e o sensacionalismo "tablóide"?
Uma das pequenas diferenças está em que o primeiro tipo de jornalismo "recorre (deve recorrer sempre) aos indispensáveis mecanismos de objectividade: pluralidade das fontes, investigação cuidada,  preocupação de ouvir sempre o "outro lado" em pé de igualdade, com franqueza e lealdade", tal como consta de conhecido "Livro de Estilo" de um outro OCS de referência.

Esta é a teoria.
E, por regra, parece  não passar de teoria, no jornalismo português.
Uma prova, de facto, imediata, é o desmentido solene que tanto Portas como Marcelo fizeram da parangona principal do Expresso da semana passada sobre "concertações" e "pactos", em relação ao aborto, em que aparecia "orquestrada" toda a direita pensante, bem pensante e actuante.
A outra prova mais geral, é muito daquilo que se  ouviu, na reflexão da classe jornalística, sobre a "morte" do "Independente".
No programa do "Clube dos jornalistas" alguém dizia que as práticas de jornalismo agressivo e sensacionalista que caracterizaram os anos de glória do "Independente", nada tinham de exclusivo daquele jornal.
Eram ( e são) moeda corrente em todas as redacções dos outros jornais portugueses.
Não é sem alguma razão que se pode dizer que esta foi uma das práticas que, a prazo, acabou por ser suicidária para o "Independente" e está encaminhando muitos jornais portugueses para o destino de uma morte, lenta, mas inexorável.

Portas e Marcelo lançam ‘pacto’ para o aborto

Zita Seabra organiza, Portas e Marcelo orquestram. Direita quer arquivar processos contra mulheres

Deputados do PSD e do PP vão concertar posições para dar um sinal de ‘boa vontade’ na questão do aborto. No dia em que o referendo for discutido no Parlamento, propõem o arquivamento de todos os processos contra mulheres que abortaram. A ideia - que visa retirar um dos principais argumentos aos defensores do ‘sim’ - partiu, entre outros, de Paulo Portas e Marcelo, mas é Zita Seabra (deputada do PSD, e primeira deputada a defender o aborto na Assembleia, quando era do PCP) a organizadora de um projecto-lei que visa ter, já na quarta-feira, assinaturas de deputados das bancadas da direita e ‘‘talvez de deputadas da bancada do PS’’. »

Source: EXPRESSO

quarta-feira, outubro 04, 2006

Há acidentes e...acidentes

 Para uma Região que mal começa a lançar-se, a sério, na exploração de correntes de turismo altamente selectivas e exigentes, acidentes como este, nas circunstâncias ontem descritas pelo telejornal da RTP-Açores,

  • não podiam ter acontecido;

 

  • não podem voltar a acontecer;

 

  • Só, por um acaso muito improvável, é que   podem deixar de ter consequências altamente negativas para a imagem do turismo na Região; 

 

  • Como argumento de contra-campanha turística contra os Açores, oferecido de mão-beijada pelo próprios Açores, pode-nos vir a  custar mais caro de que todas as campanhas favoráveis, até hoje realizadas; 

 

  • Não podem deixar de levar à tomada de decisões drásticas que impeçam a repetição de casos destes , em circunstâncias similares de "vazio" funcional de comunicações e prevenção.

 

NA MONTANHA DO PICO
Norte-americana encontrada morta

 

Paula Clark terá subido a montanha (com 2.351 metros de altura) na passada sexta-feira, mas só na segunda-feira é que os bombeiros foram alertados para o seu desaparecimento.

 

Source: Diário Insular OnLine

terça-feira, outubro 03, 2006

O sindicato que não gosta de cães

Parece-me a única novidade a retirar da violenta polémica que está a opor o SMMP(Sindicato dos Magistrados do Ministério Público) a alguns directores de jornais.
Parece que não gosta, nem de cães de guarda, nem de cães que ladram.
Mas este é um problema que alguma associação especializada mais imaginativa poderá vir a resolver no futuro,
criando um raça canina alternativa, que não guarde nem ladre, para tranquilidade do intranquilo sindicato.
O mais difícil de conseguir, numa sociedade democrática, é que jornais e seus directores não opinem sobre percursos tão controversos e singulares como os do Procurador Geral que sai e do Presidente do Conselho de Magistratura que entra.
O primeiro, porque continua a mostrar, até ao último suspiro público, que seis anos no cargo não chegaram para ele próprio perceber a razão da teia de incongruências, incompetências e passos em falso, em que se deixou enredar.
O segundo, porque mostra, desde a sua primeira preocupação, manifestada ao chegar ao cargo, com a aspiração corporativa de conseguir representação no Conselho de Estado, que as aspirações da classe continuam a prevalecer sobre as preocupações com a administração da justiça.
Saliente-se ainda a originalidade do recurso, num comunicado sindical, à mais, pretensamente, elevada erudição literária para descer ao mais baixo insulto pessoal.
Para o efeito, estragar o nome de duas figuras da literatura de dois países é um luxo verdadeiramente asiático.


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O sindicato lembra que já num seu ensaio Paul Nizan caracterizava a comunicação social do seu país [França] como "Os novos cães de guarda". E explica: "Conhecendo-se as ligações e dependências económicas, familiares e políticas de directores de jornais e televisões e dos seus principais jornalistas e comentadores (...), não nos podemos espantar com o uniforme e militante sentido ideológico da mensagem veiculada pela maioria desses órgãos de comunicação."

A direcção termina o seu editorial com a citação de um poema de Félix Cucurull: "Não me engraxem os sapatos nem me cortem o cabelo (...) A esmola dava-me volta ao estômago e deixava-me um gosto amargo na boca (...) Porém rejeito o preço que me querem impor estes homens que ladram pela boca dos seus cães."


DN Online Sindicato de magistrados compara directores de jornais a cães de guarda

segunda-feira, outubro 02, 2006

- Actualidade - PSD pressiona Cavaco

 E Cavaco pressiona quem?
Ao receber a Associação Nacional  de Municípios, quando a proposta de Lei das Finanças Locais está apresentada na Assembleia da República para debate?
Foi regra sagrada de anteriores Presidentes da República não darem audiências a entidades directamente interessadas em assuntos em discussão noutros órgãos de soberania, enquanto esses debates não estivessem encerrados nesses órgãos.
Quais são as regras "sagradas" deste Presidente?
Fazer o contrário dos anteriores, como já aconteceu com os diplomas de que é o  primeiro responsável... porque os  publica, e o  primeiro que os desacredita... porque é o seu... primeiro crítico? 
Afinal, a originalidade da "cooperação estratégica" prometida por este Presidente estará em manter este regime "meteorológico" de baixas pressões presidenciais sobre o Governo e a Assembleia da República, até elas acabarem por explodir, mais tarde ou mais cedo, num conflito aberto entre órgãos de soberania?
É uma hipótese que não desagradaria nada, a alguma direita extra-parlamentar e mesmo...parlamentar!

 

Finanças Locais

PSD pressiona Cavaco

Source: EXPRESSO – Notícias, opinião, blogues, fóruns, podcasts. O semanário de referência português.  - Actualidade - PSD pressiona Cavaco

domingo, outubro 01, 2006

O melhor é mesmo abortar

 Juntar o pior da esquerda  arrependida
com o pior da direita "oportunista", na tentativa
de travar a história, com uma habilidade pseudo jurídica, só pode mesmo resultar em "interrupção voluntária" da iniciativa.
Então, suspendiam-se os julgamentos, mas continuavam a aplicar-se penas "de trabalho comunitário" e outras , como?
Pela mansa mão da Ana ou pela mão direita
da "esquerdistazita" Seabra?

 

 

Grupo de deputadas antecipa aborto

Um grupo de deputadas do PSD deverá apresentar no Parlamento, nos próximos dias, um projecto que prevê a suspensão provisória dos julgamentos por prática de aborto. Em alternativa à pensa de prisão, propõem trabalho comunitário e a obrigatoriedade de participar em sessões de planeamento familiar

Ver artigo

A iniciativa partiu de Zita Seabra e de Ana Manso (PSD),

Source: Sol

sábado, setembro 30, 2006

Uma saída possível

 Não sei esta (eventual) inovação do "Sol," de atrasar para o início da semana seguinte, a leitura completa, 0nline, das notícias que publica no fim de semana anterior e de apresentar, na net,  no dia da saída da sua edição impressa, o número da edição anterior, será uma das  soluções possíveis para a imprensa escrita responder aos desafios da nascente sociedade da informação.
O  que é certo é que se trata de  uma tentativa muito mais inteligente do que a ensaiada pelos jornais belgas a que me referi em entrada anterior.
Seja como for, há muitas outras,  já tentadas por outros OCS tradicionais.

 

 

Continue a ler esta notícia na edição em papel disponível online 2ª feira.

Source: Sol

sexta-feira, setembro 29, 2006

Cinco perguntas belgas de alcance universal

 Depois do confronto jurídico da imprensa belga com a Google,
começam a aparecer as perguntas de fundo sobre as verdadeiras questões que, hoje, se colocam à  imprensa escrita face às novas formas de comunicação.
Três características importantes já ela perdeu.
Restam-lhe duas.
Ambas discutíveis e precárias.

 

1. La presse écrite a-t-elle encore l'exclusivité de l'information ? Réponse : De moins en moins ou souvent pas du tout. L'info brute est sur le net et en plus… gratuitement
2. La presse écrite a-t-elle encore le monopole de la rapidité de l'information ? Non. Face à Internet, même un quotidien apparaît comme dépassé alors que les portails offrent des informations réactualisées toutes les demi-heures
3. La presse écrite a-t-elle le monopole du volume de l'information ? Là encore, il n'y a pas photo… les infos sur web sont illimitées. Comme disent les Américains, “you name it, we got it”.
4. Posons également la question du prix ? La radio est gratuite, la TV aussi, Internet l'est aussi et on a même aujourd'hui une presse quotidienne du genre Metro, plutôt bien faite et …gratuite
Bref, aujourd'hui, il n'y a plus que la presse écrite qui est encore payante. Est-ce tenable à moyen terme face aux jeunes générations qui sont désormais habituées à ne plus rien payer ?
5. Reste la dernière et provisoire question: qu'en est-il de l'analyse et de l'explication ? Pour le moment, la presse écrite a encore un avantage sur ce point là. Pour la simple raison que les journalistes sélectionnent et hiérarchisent l'information. En clair, ils lui donnent du sens, ce qui n'est pas rien. Et ce qui n'est pas le cas du Net qui reste encore (excusez-moi de l'expression), un « foutoir à informations ».
D'où ma vraie dernière question : les jeunes générations veulent-elles encore du sens ou se contentent-elles d'une info brute ? La question reste posée.

Source: Trends.be

A devagarosa morte

autoretratojab (capa) 11

Como se em surdina madurassem os figos


Em vão
procurei a doçura pelos ramos de agosto, essa voz que
ouvi nos confins de um século.


(...)


Quando se vai para o outono, modula-se a vida
de fios brancos,
sons que pesam numa cabeça meditativa


(...)


Envelhece- se com as pancadas de uma arqueologia lunar;
flechas que assinalam outros campos, de um lado as
vinhas,
a maturação das uvas;
algures um vestígio de praias, paixões, a alma condoída.


Com tão pouco se fundam os alicerces, a casa de um homem:
caves, cúpulas, os alpendres virados ao mar,
o primeiro beijo ao entardecer das sebes.

Morre-se tão de repente.
Morre-se devagarosamente

quinta-feira, setembro 28, 2006

À Sombra do Álamo Esguio

Aceite um bom conselho!
Para saborear em pleno os amenos raios de sol
deste açoriano outono primaveril, acolha-se à boa sombra  do
ÁLAMO ESGUIO.

Lá, poderá encontrar pérolas como estas:
 

O Pão Nosso da saudade
é o meu sustento agora.
Verdes anos, mocidade...
Oh! tempos lindos de outrora!...

A viola já morreu,
porque ninguém a tocou
E  S. João vai passando
E com ele também  eu vou!

Duas fases tem a vida:
A primeira, a mocidade
A segunda cabe toda
nesta palavra saudade!

 

Vá! Não hesite! Nem precisa correr!
Basta linkar

terça-feira, setembro 26, 2006

O Veneno... e o seu Antídoto

Tudo no mesmo jornal!

Tudo pelo preço de um só jornal!

Tudo separado apenas por (+ ou -) duas dezenas de páginas!


Permita-me um conselho impertinente.


Não faça a vontade ao jornal.

Ponha o DI de pernas para o ar!


Comece por tomar o antídoto na página 24!

E depois...
delicie-se a olhar para a capa,
a ler o editorial,
a saborear as medidas (reais) da autonomia.


Mas o DI fez precisamente o contrário!!

Não se preocupe!


É sina dele!


VER MAIS LONGE…
por: Guilherme Marinho


Dia 13 p.p. o Jornal que gentilmente me acolhe destacava em primeira página o
recente Acórdão do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. Conclusão
editorial: a nossa Autonomia está limitada. A RDP-Açores consultou um perito em
assuntos europeus (Prof. Carlos Amaral da Universidade dos Açores) que logo
descobriu nuvens negras no futuro do regime político autonómico.


VER MAIS LONGE…
por: Guilherme Marinho


Diário Insular OnLine






AUTONOMIA AÇORIANA
O peso da ilusão

A Autonomia açoriana está sobrevalorizada. Quem o diz é o professor Carlos Amaral, especialista em Assuntos Europeus na Universidade dos Açores. O académico revela em conversa com o DI que os Açores não são tão autónomos como se tem feito crer: Bruxelas tem influência em muitas das decisões legislativas, assim como Lisboa. Pede, por isso, que se pense a sério no assunto.


Diário Insular OnLine







 

segunda-feira, setembro 25, 2006

Uma Nação globalmente injusta

Ao ouvir, ontem, no acaso de um zapping televisivo, as palavras do Secretário Geral da Nações Unidas, a falar de uma economia mundial globalmente injusta, não pude deixar de recordar-me destes números sobre os Estados Unidos, vindos a público, no princípio deste mês.




Le Monde

sábado, setembro 23, 2006

O "Sol" do Expresso chama-se Cavaco Silva

Só quem tiver lido as primeiras páginas do semanário Expresso
é que soube que Cavaco Silva esteve no centro das grandes decisões políticas
das últimas três semanas.

Foi uma verdadeira revolução "coperniciana" da vida política portuguesa.

E só o Expresso é que lá estava para o revelar.

Calculem só, aquilo que perderam aqueles que andaram à procura do "Sol,"pelas parangonas de outros semanários!



Cavaco Silva pressiona novo pacto de regime

O gelo derreteu e Sócrates chegou a acordo com Mendes na área da Justiça. Agora, para Cavaco Silva, começou uma nova demanda: um pacto na Segurança Social. Difícil? Sem dúvida. Impossível? Nada o é em política.

EXPRESSO











Carta de Sócrates a Mendes: não há negociações pessoais O não ao pacto para a Segurança Social marca a 1.ª divergência entre Sócrates e o Presidente. Alexandre Relvas, ‘o Mourinho de Cavaco‘, diz que o Governo tem de fazer ‘rupturas’ ousadas. O ministro Vieira da Silva acusa companhia de seguros de fazer lóbi a favor do PSD.
EXPRESSO



Escolha do novo Procurador-Geral
Cavaco pôs Sócrates a falar com Marques Mendes










EXPRESSO

quarta-feira, setembro 20, 2006

A luz escaldante dos incêndios de Agosto

Image-0084.

É uma luz que ilumina os verões de muita gente em Portugal.
E que chega a "queimar" a paciência de muito boa gente, mesmo só através dos écrans das televisões.
Porque será que os fogos, que parecem todos iguais a quem os vê na televisão, parecem possuir a secreta magia de despertar a atenção e a emoção sempre renovada aos operadores de imagem das televisões?
Neste verão de 2006, a luz dos incêndios não brilhou tão forte nem queimou tão devastadoramente.
A área ardida, até 31 de Agosto, desceu para um quinto  do ano anterior ( cerca de 60 mil hectares contra 300 mil).
Mesmo assim, haverá sempre chamas que não se apagarão da memória, da vida e dos olhos das pessoas.
Estas, http://www.filmloop.com/x?H/VbWWdStGeqCywzOKYJ3aTcmMJ7H3O6, por exemplo. 

segunda-feira, setembro 18, 2006

A Tardia Idade dos "porquês"



“Porquê eu?!”

Source: EXPRESSO


É o que parece estar a acontecer a Maria Elisa:
Só aos 56 anos de vida, chegar à idade dos porquês.
O que parece um eco muito tardio dos repetidos porquês que toda a gente sempre foi colocando ao longo das muitas viragens da sua vida pública.
A própria entrevista tem muitas amostras elucidativas sobre estes abundantes "mistérios" "Elisinos".

E agora, Maria?
Por quê, o teu porquê?


Por que razão?


E do apoio que deu a Freitas do Amaral na campanha para a Presidência da República?


Refere muitas vezes ser uma mulher de esquerda. Mas anos mais tarde , após ter estado ao lado Maria de Lourdes Pintasilgo, apoiou, por exemplo, Krus Abecassis, do CDS, para a Câmara de Lisboa?


E do apoio que deu a Freitas do Amaral na campanha para a Presidência da Republica?



Nas legislativas de 2002 integrou as listas do PSD como independente. Considera o PSD um partido de esquerda?


Enquanto deputada surgiu uma polémica por querer manter o estatuto de jornalista.


Mas a Comissão de Ética do Parlamento acabou por levantar o problema.


Também não viu qualquer incompatibilidade em ter feito uma entrevista a Cavaco Silva para ser utilizada durante um tempo de antena?


Renuncia ao mandato na Assembleia alegando que a sua doença, a fibromialgia, não lhe permitia exercer o cargo. Pouco depois, vai para a Embaixada em Londres, o que suscita muitas críticas.