quarta-feira, novembro 08, 2006

Descubra as diferenças

Tanta distracção, em 1998?

Para tão grande escândalo, em 2006?

É o que será possível avaliar, pela comparação com o texto de 1998 da Lei de Finanças das Regiões Autónomas, que criou o Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras, com a aprovação explícita de todos os partidos e o consenso, explícito ou implícito, de todos os "grandes" e "pequenos" autonomistas, e o texto da actual proposta de lei presente na Assembleia da República.

Compare, então, por favor...



E, se continuar a achar, que a adição de uma alínea e a mudança de um verbo, alteraram a natureza e as funções de uma entidade pacificamente criada e aceite desde 1998,
então,
brade aos céus,
clame contra o centralismo,
rasgue as suas melhores vestes de autonomista,
bata-se pela intransigente defesa dos grandes princípios da autonomia,
junte-se, heróica e decididamente, a João Jardim, Costa Neves, Joaquim Ponte, Mota Amaral, Gustavo Moura e outros que tais.

Se não achar, faça como eu.
Pergunte:
Tanto barulho, porquê e para quê?
Onde dói a João Jardim é fácil de perceber.
A dor-fantasma de todos os outros é que não dá para entender.
Então, cortaram-lhes a tal "perna" da autonomia em 1998 e só agora, em 2006, é que eles a choram?

Até acho muito bem que Costa Neves tenha ido carpir a sua "grande" dor para a Madeira.
Espero que os madeirenses não o esqueçam.
Os açorianos não o vão esquecer.
Só não percebo por que é que todos eles não imitam em tudo João Jardim.
Façam-no em nome da Madeira.
Porque bem parece em vão, invocar aqui o nome dos Açores!





Proposta de Lei 97/X/2


Aprova a Lei de Finanças das Regiões Autónomas, revogando a Lei n.º 13/98, de 24 de Fevereiro.



Artigo 11.º

Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras

1 - Para assegurar a coordenação entre as finanças das Regiões Autónomas e as do Estado, funciona, junto do Ministério das Finanças e da Administração Pública, o Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras, com as seguintes competências:

a) Acompanhar a aplicação da presente lei;

b) Analisar as políticas orçamentais regionais e a sua coordenação com os objectivos da política financeira nacional, sem prejuízo da autonomia financeira regional;

c) Apreciar, no plano financeiro, a participação das Regiões Autónomas nas políticas comunitárias, nomeadamente as relativas à união económica e monetária;

d) Assegurar o cumprimento dos direitos de participação das Regiões Autónomas na área financeira previstos na Constituição e nos estatutos político-administrativos;

e) Analisar as necessidades de financiamento e a política de endividamento regional e a sua coordenação com os objectivos da política financeira nacional, sem prejuízo da
autonomia financeira regional;

f) Acompanhar a evolução dos mecanismos comunitários de apoio;

g) Emitir os pareceres estipulados no n.º 4 do artigo 27.º, no n.º 2 do artigo 30.º, e no n.º 3 do artigo 40.º;

h) Emitir pareceres a pedido do Governo da República ou dos governos regionais.

2 - O Conselho reúne ordinariamente uma vez por ano, antes da aprovação pelo Conselho de Ministros da proposta de Lei do Orçamento do Estado e, extraordinariamente, por solicitação devidamente fundamentada do Ministro das Finanças ou de um dos governos regionais.

3 - A composição e o funcionamento do Conselho, que integra representantes nomeados pelos governos regionais, são definidos por despacho conjunto do Primeiro-Ministro e do Ministro das Finanças, depois de ouvidos os Governos Regionais dos Açores e da Madeira.



Lei nº 13/98 de 24 de Fevereiro (pag.3 do pdf)

Artigo 9º

Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras


Para assegurar uma mais correcta articulação entre as finanças das Regiões Autónomas e do Estado,funcionará junto do Ministério das Finanças o Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras,que terá a sseguintes competências:

a) Acompanhar a aplicação da presente lei;

b) Analisar as políticas orçamentais regionais e a sua articulação com os objectivos da política nacional, sem prejuízo da autonomia financeira regional;

c) Apreciar,noplanofinanceiro,a participação das Regiões Autónomas nas políticas comunitárias,nomeadamente as relativas à união económica e monetária;

d) Assegurar o cumprimento dos direitos de participação das Regiões Autónomas na área financeira previstos na Constituição e nos estatutospolítico-administrativos;

e) Analisar as necessidades de financiamento e apolítica de endividamentoregional;

f) Acompanhar a evolução dos mecanismos comunitários de apoio;

g) Pronunciar-se sobre o financiamento dos projectos de interesse comum;

h) Dar pareceres a pedido do Governo da República ou dos governos regionais.

2—A composição e o funcionamento do Conselho,que integrará representantes dos governos regionais, e demais aspectos relativos ao seu funcionamento serão definidos por despacho conjunto do Primeiro-Ministro e do Ministro das Finanças,depois de ouvidos os Governos Regionais dos Açores e da Madeira.
Lei nº 13/98 de 24 de Fevereiro (pag.3 do pdf)

A nova alínea e alteração de um verbo terão mesmo modificado a natureza e as funções deste, até agora, incontestado, Conselho?

É o que podemos tentar perceber em próxima ocasião.







terça-feira, novembro 07, 2006

O Aloím ?...Valha-nos Deus!


Foi já há uma semana que assisti, na nossa televisão regional, aos esforços desesperados e às mal alinhavadas e balbuciadas tentativas de um sociólogo da nossa praça, para explicar a "expansão" e a "força" que as singulares comemorações do Haloeen teriam entre nós ( entenda-se Ponta Delgada e montras das suas lojas), ao contrário do que aconteceria no continente português, (provavelmente também reduzido a Lisboa e arredores).
Mas foi só ontem, que, acasos vários, me fizeram chegar às mãos, a edição da revista do Diário Insular do passado domingo, em que Luís Fagundes Duarte, na sua habitual crónica semanal e no seu peculiar e saboroso estilo, nos demonstrava aquilo que o dito sociólogo televisivo se enredava em explicar.

Se ainda não leu, não perca a oportunidade.

Também, se tiver oportunidade, tente que o referido sociológo e alguém da nossa regionalíssima televisão se dêem ao útil incómodo de lê-lo.

Se ainda tiver oportunidade para isso, tente mostrar aos responsáveis da nossa regionalíssima televisão, que mais vale eles tentarem preocupar-se com manter ou reactivar velhas tradições como o pão por deus do dia 1 de Novembro, do que contribuir, zelosamente, para se estimular a macaqueação, na noite anterior, do equivalente festivo do Mcadonald que é o saxónico Haloeen.
Finalmente, divirta-se a repetir, alto ou baixinho, a tradicional cantilena da

Soca Vermelha
Soca Rajada
tranca no cú
a quem não dá/ não sabe nada.


O Aloím do Pão Por Deus

Procure na página 10

´

sexta-feira, novembro 03, 2006

ÁLAMO ESGUIO


Mar! O Mar. Arremedo tenebroso da insondável eternidade!


Mar! O mar.
Um céu de água onde Cristo embarcou,
por entre o bem e a mágoa da barca-em-cruz
que nos levou
ao porto da sua luz!
ÁLAMO ESGUIO
(via Login)


O mar-espelho
continua
aberto
para o mergulho dos sentidos
e o espelho da alma


No



ÁLAMO ESGUIO

ÁLAMO ESGUIO

quinta-feira, novembro 02, 2006

Uma tradição que acaba...



a proposta de Plano para 2007, ontem entregue pelo vice-presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, na Horta ao presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Meneses.

(via Diário Insular OnLine)



...e Outra tradição que começa?


É a pergunta que me parece justificado fazer, a propósito desta errada informação do DI sobre a entrega, na Assembleia Legislativa do Açores, da proposta de Plano para 2007.
Ela foi, efectivamente, entregue palo Vice Presidente do Governo Regional.
Mas foi recebida por um dos Vice- Presidentes da Assembleia.
Por sinal, o Vice-Presidente do PSD.
Não sei se esta circunstância também terá algum significado.
O que sei é que nunca teria acontecido, com o PSD na Presidência da Assembleia.
Pelo menos, o PSD que todos os açorianos conheceram até perder o poder em 1996.
Mas, o que tem, realmente, significado é a recepção do documento ter sido feita, pela primeira vez, por um Vice -Presidente da Assembleia.
A tradição, até ao início desta legislatura, tinha sido, desde sempre, a do Presidente do Governo se deslocar à Assembleia para entregar o documento. E, como se impunha, o Presidente da Assembleia recebia-o.
Até que...
a entrega começou a ser feita por um dos Vice-Presidentes do Governo. Mas este continuou a ser recebido pelo Presidente da Assembleia.
Parecia evidente o desacerto protocolar e institucional.
Mas manteve-se o desacerto, sem qualquer contestação conhecida, pelo menos publicamente, nos anos seguintes.
Até que...
Até que, este ano, se repôs o equilíbrio.
E até pode ter sido por acaso, ou em razão de qualquer circunstância fortuita.
Espero que não.
E espero, sobretudo, que seja, de facto, o nascimento de uma nova tradição.

terça-feira, outubro 31, 2006

Números que impressionam e...




Microsoft superou Yahoo e Google em setembro - O Globo Online

Mais de 726,7 milhões de pessoas navegaram na internet em setembro, a maioria em sites da rede da gigante Microsoft. Foi o que constatou a consultoria internacional comScore em levantamento de visitantes únicos (unique visitors) com idades acima dos 15 anos. Pelos dados relativos a setembro, os sites ligados à Microsoft receberam pelo menos 505,47 milhões de visitantes únicos, pouco acima dos 480,6 milhões que acessaram sites do Yahoo!. Em terceiro no ranking dos 15 portais mais acessados aparece o Google, com 467,49 visitantes únicos. Em seguida estão os sites que pertencem ao portal de leilões eBay (237,32 milhões) e à Time Warner Network (217,84 milhões).
Microsoft superou Yahoo e Google em setembro - O Globo Online




...Números que esmagam



854 millions d’affamés dans un monde plus riche "
Les tendances les plus récentes sont préoccupantes " Huit cent cinquante-quatre millions de personnes sont sous-alimentées dans le monde - elles disposent de moins de 1 900 calories par jour -, dont 820 millions dans les pays en voie de développement (contre 823 millions en 1990). Le rapport annuel publié, lundi 30 octobre, par la FAO, l’Organisation des Nations unies pour l’alimentation et l’agriculture, ne traduit pas d’amélioration depuis dix ans. Les chefs d’Etat et de gouvernement de 180 pays s’étaient donné comme objectif, lors du Sommet de l’alimentation de novembre 1996, de diviser par deux le nombre d’affamés d’ici à 2015.
Journal Electronique

segunda-feira, outubro 30, 2006

A "Lei do Muro": O "Bush da Lei"

Journal Electronique


DANS leurs discours de campagne, les deux candidates à l’élection législative au Nouveau-Mexique n’en parlent jamais. Si quelqu’un pose la question, elles offrent des réponses prudentes. " L’immigration ressemble à l’avortement : un sujet qui divise tellement qu’il vaut mieux l’éviter ", explique Brian Sanderoff, directeur d’un institut de sondages d’Albuquerque. Le président américain, George Bush, a signé, jeudi 26 octobre, la loi créant officiellement le mur d’un millier de kilomètres sur la frontière mexicaine, décision qualifiée de " grande erreur " par le président élu du Mexique, Felipe Calderon, qui a comparé jeudi le futur édifice au mur de Berlin.


(..)Pour Alex Trujillo, qui parle encore le castillan que ses ancêtres ont apporté dans la région il y a trois cents ans, le président Bush est responsable de tout, y compris de l’afflux récent d’immigrants : " Il a voulu une main-d’oeuvre à bas prix, pour casser les syndicats. " Quant à la barrière, " je suis pour, dit-il. A condition qu’on mette les républicains de l’autre côté ".
Journal Electronique






O autor da lei merece a lei.
E a lei merece o autor da lei.
O nome da lei não podia ser outro: Lei do Muro.
O autor do muro não podia ser outro: George Bush.
Só mesmo Bush podia ter inventado uma lei como esta.
Só mesmo uma lei como esta podia ter um nome como este.
O muro é de Bush. A lei também.
O muro a proteger a lei. A lei a proteger o muro.
Ambos a proteger Bush.
Uma política de imigração de uma nação com 43 milhões de imigrantes,
que coloca o problema da imigração ao mesmo nível do tema-tabú do aborto,
só poder ter como resultado final: um muro e uma lei do muro.
E só pode ter um mesmo autor: O Bush do muro.O Bush da lei do muro.


E por que não fazer a vontade ao Alex Trujillo, "aborto" hispano americano com três séculos de América?
Atirar o Bush, para o outro lado do muro.
Do muro da sua lei.
Que não da lei do seu muro.






sexta-feira, outubro 27, 2006

A Tentação do braço de ferro

Journal Electronique


Le général de Gaulle n’avait sans doute pas imaginé, en 1962, quand il fit adopter la réforme de l’élection présidentielle, une telle dérive du suffrage universel. En 1965, pour le premier scrutin, seuls six candidats étaient sur les rangs. En 2002, seize prétendants à l’Elysée s’étaient présentés. Pour 2007, et alors que les principaux partis n’ont pas encore désigné leur champion, trente-quatre candidats sont, à ce jour, officiellement déclarés ! Certes, tous n’auront pas les 500 parrainages requis pour aller jusqu’au bout, mais cette explosion de candidatures n’est pas de bon augure. La flambée de vocations présidentielles est particulièrement forte à gauche.(...)
Mais tout se passe à gauche comme si aucune leçon n’avait été tirée du séisme du 21 avril 2002, quand Lionel Jospin, confronté à sept concurrents de gauche et d’extrême gauche, qui avaient totalisé 26,71 % des suffrages, avait été éliminé dès le premier tour. Le but de l’élection présidentielle est d’élire un(e) président(e) de la République, et non de présenter une photographie de toutes les composantes et sous-composantes du paysage politique. Un tel émiettement peut être d’autant plus préjudiciable à la démocratie que, pendant ce temps, sans même avoir besoin de s’exprimer, Jean-Marie Le Pen continue de gagner du terrain. © Le Monde
Journal Electronique







Tem de se considerar deveras estranha esta, por assim dizer, doença infantil da esquerda europeia,de aproveitar todas as oportunidades do calendário eleitoral, para medir forças entre as suas diversas divisões e tendências.
Em Portugal, também tem sido esta a regra, em eleições presidenciais.
Recordem-se apenas dois casos, com resultados finais opostos.
As eleições presidenciais de 85.
Com a divisão da esquerda portuguesa, passando também por dentro do Partido Socialista com as candidaturas de Salgado Zenha e Mário Soares, mas alargando-se para além dele, com Maria de Lurdes Pintassilgo e o inevitável candidato do PC, cujo nome nunca fica sequer para o rodapé da nota histórica do acontecimento.
A inércia histórica, de então, vivendo ainda da memória recente dos anos de Abril, permitiu à esquerda a tábua de salvação da 2ª volta.
Nas últimas eleições presidenciais, 20 anos depois, já não houve tábua de salvação possível, para a esquerda perdida no labirinto das suas pequenas querelas.
Com responsabilidade agravada para o PS, com o seu eleitorado salamizado entre um candidato fora de prazo de validade histórica, Mário Soares, e outro candidato, Manuel Alegre, que apenas federava o eleitorado dos eternos descontentes e insatisfeitos com qualquer política que vá para além da simples retórica proclamatória dos grandes princípios.
O resultado final é conhecido.
A curiosidade é que, em França, se está correndo o risco de repetir Portugal.
Para mal da esquerda francesa e da própria França, que bem parece necessitar de um forte abanão histórico para sair dos seus crónicos impassses sociais e políticos recentes.





quinta-feira, outubro 26, 2006

Portugal: O menos sueco dos países latinos

La Vanguardia - La Libreta - El modelo sueco no se exporta











Parece incontestável que assim é.
Pelo menos, no que respeita a assumir responsabilidades por acontecimentos ocorridos, no âmbito das competências e responsabilidades de entidades públicas.
Na Suécia, os ministros demitem-se por pequenas infracções cometidas na sua vida particular.
Não pagar os descontos de uma empregada doméstica para a segurança social ou a taxa de televisão.
Em Portugal, caem pontes.
Morrem pessoas.
Demite-se o Ministro com a pasta das obras públicas, mas mais nada acontece.
Ou melhor dito. Acontece o mesmo de sempre.
A comunicação social faz um grande escarcéu. Mas também, sem conseguir, nunca, carrear quaisquer elementos úteis para o esclarecimento dos factos.
Os representantes das vítimas fazem um grande alarido clamando por vingança.
Exactamente no mesmo estilo daqueles que se postam, estrategicamente, à porta dos tribunais, apenas para dar vazão aos impulsos mais primários de gritar aos arguidos ou simples suspeitos aquilo que, aos domingos, gritam contra os árbitros de futebol, os treinadores que perdem jogos e os jogadores que falham penalties e, nos dias úteis, sussurram contra os patrões, que os empregam ou vociferam contra os políticos em que, eles próprios, votaram.
O Ministério Público é um saco roto que nem consegue guardar os segredos de justiça a que é obrigado, nem construir processos que resistam às exigências das provas em tribunais.
Os tribunais cometem erros processuais de palmatória, até em simples notificações que anulam, em segunda instância, aquilo que, muito, muito lentamente, foi conseguindo fazer prova em primeira instância.
Os sindicatos dos Magistrados barafustam a sua indignação contra o ministro, que os liberta da dura obrigação de gozarem dois meses seguidos de férias, mais as intermitências do Natal e da Páscoa, para "adiantar" o trabalho que deixam atrasar nos outros 9/10 meses de trabalho(s).
Entretanto, o país, farto de pactuar com tanta (s) injustiça(s), vê os, assim chamados, partidos de governo ( com o despeito do terceiro partido, que se diz do "arco governativo"- não seria antes do "arquinho e balão governativo"?-), com a benção de Belém, a tecer um pacto para a Justiça!
Teçam, teçam, mas que a justiça deixe de ser, em Portugal,uma manta de retalhos mal cerzida!
Em modelo sueco!
Em modelo celeste!
Ou sem modelo nenhum!
Mas que venha, para matar a fome e sede de justiça deste bem-aventurado(!) país.








El modelo sueco tiene también estas cosas. A los servidores públicos se les exige total transparencia. Y si se descubre una pequeña irregularidad, aunque sea en cuestiones tan triviales como la seguridad social de una empleada doméstica o el pago de la cuota de televisión, dimiten con la misma rapidez con que fueron nombrados. El modelo sueco no ha arraigado en el Mediterráneo. Ni en Catalunya ni en España ni en Italia. Francia tampoco se libra. No me imagino la dimisión de un ministro por estas menudencias. Tiene que producirse un gran escándalo para que alguien considere la posibilidad de dimitir. No quiero pensar qué sería de nuestros ayuntamientos, de la mayoría de autonomías o de los gobiernos de Madrid si el modelo sueco se aplicara en España. Con la gran cantidad de grúas que cubren los cielos peninsulares, con los planes de urbanismo que conceden licencias para edificar, para talar bosques, para construir campos de golf, para destrozar el medio ambiente, me temo que nos quedaríamos sin gobernantes.
La Vanguardia - La Libreta - El modelo sueco no se exporta






segunda-feira, outubro 23, 2006

Blogueiros na China terão de usar nomes verdadeiros

 

Verdadeiras também, são as dores de cabeça do Governo chinês com os blogues.
E não é por causa da sua quantidade, que, como tudo o que diz respeito à China, é sempre, estatisticamente esmagadora.
É por causa da  característica mais genuína dos blogues: a sua espontaneidade e dimensão estritamente pessoal.
Expressão maior da liberdade pessoal de agir e reagir, o movimento bloguista só tem possibilidades de progredir na sua específica  função, numa cultura em que o indíviduo seja centro e motor.
Todos sabemos que a China vive marcada por uma cultura milenar que sempre privilegiou os valores colectivos sobre os individuais e por uma cultura política recente  de matriz comunista que se orienta em idêntico sentido.
 Em todo o caso, é mais um exemplo a acompanhar, para tentar perceber o resultado final deste choque, entre um instrumento tecnológico novo, em conflito com um padrão cultural milenar. 

 

 

A China é o segundo maior país em número de internautas, com 123 milhões, e calcula-se que existam cerca de 34 milhões de blogs no país, sendo que alguns entraram na lista de mais lidos do planeta, como o da atriz e diretora Xu Jinglei.

O Governo comunista chinês é um dos que mais restringem a liberdade de expressão na Web, bloqueando milhares de páginas no exterior e até mesmo prendendo jornalistas e ativistas por publicarem artigos críticos sobre a China.

Source: Blogueiros na China terão de usar nomes verdadeiros :: Estadao.com.br

sexta-feira, outubro 20, 2006

O Mar e a Dor

No mar e na dor,
megulharam
todos os nossos poetas.
Com sal, com lágrimas.
Com tragédia e paixão.
Com luar e romance,
Com sonhos e ilusões.

Por que não,
marcar um encontro
com esse mundo,
na poesia de Coelho de Sousa?
No


ÁLAMO ESGUIO

ÁLAMO ESGUIO

quinta-feira, outubro 19, 2006

O clike para a outra vida

La Vanguardia - Código binario - Cavernas virtuales


Kerckhove puso el ejemplo de la cada vez más célebre Second Life, una comunidad virtual que cuenta con cerca de un millón de habitantes en forma de avatar. A través de ellos se puede vivir una vida paralela a la física, realizando transacciones económicas, disfrutando y ofreciendo todo tipo de servicios, relacionándose con otros miembros -muchas veces sexualmente- e incluso contrayendo matrimonio. Una vuelta más de tuerca a esta idea de realidad virtual la ha dado la agencia Reuters, que recientemente ha llegado a un acuerdo para servir noticias en y sobre este mundo. El creador de Second Life, Philip Roseadle, definió con una palabra en una reciente entrevista qué era lo que ofrecía su mundo para tener tantos adeptos: "Identidad". Disponer, en cierta forma, de una vía para ser lo que se quiera ser.
La Vanguardia - Código binario - Cavernas virtuales


Segundas vidas?
Quem as não tem?
Quem as não teve?
Pelo menos, sonhadas, antecipadas, imaginadas ou projectadas em mil e uma formas de substituição ou sublimação?
Quem não acalentou e alimentou, ao lado do seu mundo real do dia a dia, um mundo paralelo e com regras exclusivas e únicas?
O problema sempre foi e continua a ser:
Que fazer a estas "segundas vidas"?
Somá-las às vidas reais?
Subtrair-se, através delas, às vidas reais?
Encontrar, neste mundo, aquilo que as religiões só prometem para o outro?
E que a política já chegou a prometer também para este mundo?
Compete a cada qual, encontrar a sua resposta.
Ela torna-se é mais premente, na actualidade, porque a porta desse mundo-outro, desse mundo virtual, não precisa de ser empurrada ou destrancada, basta ser clikada.
Pois, então, clike.



Second Life: Your World. Your Imagination.

Second Life: Your World. Your Imagination.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Quando o princípio mais parece o fim...

DN Online: Pinto Monteiro enfrenta primeira crise do mandato



DN Online: Pinto Monteiro enfrenta primeira crise do mandato (via DIÁRIO DE NOTÍCIAS - Capa DN Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006)


É uma primeira crise que mais parece... a última.
Por ser, na realidade, ante-primeira.
Porque é sobre a primeira decisão que o novo Procurador toma sobre uma das relevantes condições para o exercício do seu mandato.
A escolha do seu principal colaborador.
Por isso mesmo, pode-se considerar como uma acção prévia ao começo do exercício do mandato.
Apenas é posterior no tempo.
Mas é-lhe, realmente, anterior, como pressuposto para o exercício daquela função.
O que não parece haver dúvida, é que o plano inclinado da credibilidade do cargo, que o anterior procurador conseguiu minar pelos seus próprios erros e insuficiências, promete continuar.
Mas, agora, por obra daqueles que não se mostram nada interessados que a acção deste Procurador se inicie sem dúvidas públicas sobre as condições com que pode contar para o desempenho eficaz das suas competências.
Só ocorre perguntar: Não terão sido estas circunstâncias ( de pessoas ou de ambiente) que conseguiram, no mandato do anterior procurador, que as reais insuficiencias e obstáculos da "corporação" do MP passassem, aos olhos dos portugueses, por erros aparentes e pessoais de Souto Moura?


Vítima de si próprio, tanto como "bode expiatório" de outros?



quinta-feira, outubro 12, 2006

A virar folhas do calendário

Foi esta a  minha principal ocupação nestes últimos dias.
E que teve como consequência levar-me a interromper, mais do que o habitual, as minhas deambulações  pelas terras da blogolândia.
Esta minha ocupação e preocupação com as folhas mortas do calendário dos meus dias é mania recente.
Só começou a acontecer, quando as folhas mortas do calendário outonal dos dias passados começaram a ter mais peso e importância pelos dias de ontem do que pelos dias de amanhã.
Pelos ciclos de vida que vai encerrando do que pelos caminhos de futuro que vai abrindo.
E corre o risco de se tornar num lastro incómodo que nos torna mais pesadas e menos aliciantes as corriqueiras tarefas de todos os dias, como esta de debitar algumas linhas para um blogue.
Veremos, nos próximos dias,  se se  trata apenas de uma ligeira "gripe" outonal. Talvez, até, por, este ano, ainda não ter conseguido chegar  ao meu "inflovac" habitual.
O mais curioso é que até o meu computador parece estar atingido por uma maleita equivalente.
Há uns dias para cá, vira-me as costas com apagamentos súbitos.
Já falei com o meu "115" dessas emergências para o curar dos "desmaios".
Aguardemos melhores dias! 

sábado, outubro 07, 2006

Açores do futuro, rochedos urbanísticos, encurralados entre baías e colinas?

 

Na Madeira, vinte anos de "urbanismo hoteleiro" foi o tempo necessário para transformar o Funchal, numa caricatura de "Monte Carlo, encurralado entre a baía e as colinas".
Nos Açores, não é apenas um.
São três.
Os candidatos a esta metamorfose hoteleira.
Ponta Delgada, Angra e Horta.
Quantos anos serão necessários para conseguir tal in/e/volução?
Vale uma aposta?
Ao ritmo açoriano  tradicional de progressão ternária, a três tempos, portanto, arrisquemos o prognóstico.
Vinte anos, para Ponta Delgada.
Entre trinta a quarenta, para Angra e Horta. 
A verdade é que, nesta matéria, o tempo da transformação nem sequer interessa muito.
A sua aparente inevitabilidade assusta muito mais.

 

 

Madère, rocher fleuri de l'Atlantique

Si les variétés de plantes semblent infinies, les constructions se multiplient dans une partie de l'île depuis vingt ans, au risque de la dénaturer.

 

Au cours des vingt dernières années, les constructions s'y sont multipliées, sans grande précaution urbanistique. Des immeubles de taille impressionnante ont notamment été construits par les groupes hôteliers. Le développement du tourisme permet certes d'offrir des emplois à une population qui a longtemps été contrainte d'émigrer vers l'Afrique ou l'Amérique du Sud, mais il risque de transformer ce qui fut une charmante ville en un petit Monte-Carlo, coincé entre la baie et les collines.

Link to Le Monde.fr : Les titres du Monde

sexta-feira, outubro 06, 2006

Em Portugal, qual é a"pequena diferença"?

 Entre aquilo a que, pomposamente, se chama jornais e jornalismo de referência e o sensacionalismo "tablóide"?
Uma das pequenas diferenças está em que o primeiro tipo de jornalismo "recorre (deve recorrer sempre) aos indispensáveis mecanismos de objectividade: pluralidade das fontes, investigação cuidada,  preocupação de ouvir sempre o "outro lado" em pé de igualdade, com franqueza e lealdade", tal como consta de conhecido "Livro de Estilo" de um outro OCS de referência.

Esta é a teoria.
E, por regra, parece  não passar de teoria, no jornalismo português.
Uma prova, de facto, imediata, é o desmentido solene que tanto Portas como Marcelo fizeram da parangona principal do Expresso da semana passada sobre "concertações" e "pactos", em relação ao aborto, em que aparecia "orquestrada" toda a direita pensante, bem pensante e actuante.
A outra prova mais geral, é muito daquilo que se  ouviu, na reflexão da classe jornalística, sobre a "morte" do "Independente".
No programa do "Clube dos jornalistas" alguém dizia que as práticas de jornalismo agressivo e sensacionalista que caracterizaram os anos de glória do "Independente", nada tinham de exclusivo daquele jornal.
Eram ( e são) moeda corrente em todas as redacções dos outros jornais portugueses.
Não é sem alguma razão que se pode dizer que esta foi uma das práticas que, a prazo, acabou por ser suicidária para o "Independente" e está encaminhando muitos jornais portugueses para o destino de uma morte, lenta, mas inexorável.

Portas e Marcelo lançam ‘pacto’ para o aborto

Zita Seabra organiza, Portas e Marcelo orquestram. Direita quer arquivar processos contra mulheres

Deputados do PSD e do PP vão concertar posições para dar um sinal de ‘boa vontade’ na questão do aborto. No dia em que o referendo for discutido no Parlamento, propõem o arquivamento de todos os processos contra mulheres que abortaram. A ideia - que visa retirar um dos principais argumentos aos defensores do ‘sim’ - partiu, entre outros, de Paulo Portas e Marcelo, mas é Zita Seabra (deputada do PSD, e primeira deputada a defender o aborto na Assembleia, quando era do PCP) a organizadora de um projecto-lei que visa ter, já na quarta-feira, assinaturas de deputados das bancadas da direita e ‘‘talvez de deputadas da bancada do PS’’. »

Source: EXPRESSO

quarta-feira, outubro 04, 2006

Há acidentes e...acidentes

 Para uma Região que mal começa a lançar-se, a sério, na exploração de correntes de turismo altamente selectivas e exigentes, acidentes como este, nas circunstâncias ontem descritas pelo telejornal da RTP-Açores,

  • não podiam ter acontecido;

 

  • não podem voltar a acontecer;

 

  • Só, por um acaso muito improvável, é que   podem deixar de ter consequências altamente negativas para a imagem do turismo na Região; 

 

  • Como argumento de contra-campanha turística contra os Açores, oferecido de mão-beijada pelo próprios Açores, pode-nos vir a  custar mais caro de que todas as campanhas favoráveis, até hoje realizadas; 

 

  • Não podem deixar de levar à tomada de decisões drásticas que impeçam a repetição de casos destes , em circunstâncias similares de "vazio" funcional de comunicações e prevenção.

 

NA MONTANHA DO PICO
Norte-americana encontrada morta

 

Paula Clark terá subido a montanha (com 2.351 metros de altura) na passada sexta-feira, mas só na segunda-feira é que os bombeiros foram alertados para o seu desaparecimento.

 

Source: Diário Insular OnLine

terça-feira, outubro 03, 2006

O sindicato que não gosta de cães

Parece-me a única novidade a retirar da violenta polémica que está a opor o SMMP(Sindicato dos Magistrados do Ministério Público) a alguns directores de jornais.
Parece que não gosta, nem de cães de guarda, nem de cães que ladram.
Mas este é um problema que alguma associação especializada mais imaginativa poderá vir a resolver no futuro,
criando um raça canina alternativa, que não guarde nem ladre, para tranquilidade do intranquilo sindicato.
O mais difícil de conseguir, numa sociedade democrática, é que jornais e seus directores não opinem sobre percursos tão controversos e singulares como os do Procurador Geral que sai e do Presidente do Conselho de Magistratura que entra.
O primeiro, porque continua a mostrar, até ao último suspiro público, que seis anos no cargo não chegaram para ele próprio perceber a razão da teia de incongruências, incompetências e passos em falso, em que se deixou enredar.
O segundo, porque mostra, desde a sua primeira preocupação, manifestada ao chegar ao cargo, com a aspiração corporativa de conseguir representação no Conselho de Estado, que as aspirações da classe continuam a prevalecer sobre as preocupações com a administração da justiça.
Saliente-se ainda a originalidade do recurso, num comunicado sindical, à mais, pretensamente, elevada erudição literária para descer ao mais baixo insulto pessoal.
Para o efeito, estragar o nome de duas figuras da literatura de dois países é um luxo verdadeiramente asiático.


114589


O sindicato lembra que já num seu ensaio Paul Nizan caracterizava a comunicação social do seu país [França] como "Os novos cães de guarda". E explica: "Conhecendo-se as ligações e dependências económicas, familiares e políticas de directores de jornais e televisões e dos seus principais jornalistas e comentadores (...), não nos podemos espantar com o uniforme e militante sentido ideológico da mensagem veiculada pela maioria desses órgãos de comunicação."

A direcção termina o seu editorial com a citação de um poema de Félix Cucurull: "Não me engraxem os sapatos nem me cortem o cabelo (...) A esmola dava-me volta ao estômago e deixava-me um gosto amargo na boca (...) Porém rejeito o preço que me querem impor estes homens que ladram pela boca dos seus cães."


DN Online Sindicato de magistrados compara directores de jornais a cães de guarda

segunda-feira, outubro 02, 2006

- Actualidade - PSD pressiona Cavaco

 E Cavaco pressiona quem?
Ao receber a Associação Nacional  de Municípios, quando a proposta de Lei das Finanças Locais está apresentada na Assembleia da República para debate?
Foi regra sagrada de anteriores Presidentes da República não darem audiências a entidades directamente interessadas em assuntos em discussão noutros órgãos de soberania, enquanto esses debates não estivessem encerrados nesses órgãos.
Quais são as regras "sagradas" deste Presidente?
Fazer o contrário dos anteriores, como já aconteceu com os diplomas de que é o  primeiro responsável... porque os  publica, e o  primeiro que os desacredita... porque é o seu... primeiro crítico? 
Afinal, a originalidade da "cooperação estratégica" prometida por este Presidente estará em manter este regime "meteorológico" de baixas pressões presidenciais sobre o Governo e a Assembleia da República, até elas acabarem por explodir, mais tarde ou mais cedo, num conflito aberto entre órgãos de soberania?
É uma hipótese que não desagradaria nada, a alguma direita extra-parlamentar e mesmo...parlamentar!

 

Finanças Locais

PSD pressiona Cavaco

Source: EXPRESSO – Notícias, opinião, blogues, fóruns, podcasts. O semanário de referência português.  - Actualidade - PSD pressiona Cavaco

domingo, outubro 01, 2006

O melhor é mesmo abortar

 Juntar o pior da esquerda  arrependida
com o pior da direita "oportunista", na tentativa
de travar a história, com uma habilidade pseudo jurídica, só pode mesmo resultar em "interrupção voluntária" da iniciativa.
Então, suspendiam-se os julgamentos, mas continuavam a aplicar-se penas "de trabalho comunitário" e outras , como?
Pela mansa mão da Ana ou pela mão direita
da "esquerdistazita" Seabra?

 

 

Grupo de deputadas antecipa aborto

Um grupo de deputadas do PSD deverá apresentar no Parlamento, nos próximos dias, um projecto que prevê a suspensão provisória dos julgamentos por prática de aborto. Em alternativa à pensa de prisão, propõem trabalho comunitário e a obrigatoriedade de participar em sessões de planeamento familiar

Ver artigo

A iniciativa partiu de Zita Seabra e de Ana Manso (PSD),

Source: Sol

sábado, setembro 30, 2006

Uma saída possível

 Não sei esta (eventual) inovação do "Sol," de atrasar para o início da semana seguinte, a leitura completa, 0nline, das notícias que publica no fim de semana anterior e de apresentar, na net,  no dia da saída da sua edição impressa, o número da edição anterior, será uma das  soluções possíveis para a imprensa escrita responder aos desafios da nascente sociedade da informação.
O  que é certo é que se trata de  uma tentativa muito mais inteligente do que a ensaiada pelos jornais belgas a que me referi em entrada anterior.
Seja como for, há muitas outras,  já tentadas por outros OCS tradicionais.

 

 

Continue a ler esta notícia na edição em papel disponível online 2ª feira.

Source: Sol

sexta-feira, setembro 29, 2006

Cinco perguntas belgas de alcance universal

 Depois do confronto jurídico da imprensa belga com a Google,
começam a aparecer as perguntas de fundo sobre as verdadeiras questões que, hoje, se colocam à  imprensa escrita face às novas formas de comunicação.
Três características importantes já ela perdeu.
Restam-lhe duas.
Ambas discutíveis e precárias.

 

1. La presse écrite a-t-elle encore l'exclusivité de l'information ? Réponse : De moins en moins ou souvent pas du tout. L'info brute est sur le net et en plus… gratuitement
2. La presse écrite a-t-elle encore le monopole de la rapidité de l'information ? Non. Face à Internet, même un quotidien apparaît comme dépassé alors que les portails offrent des informations réactualisées toutes les demi-heures
3. La presse écrite a-t-elle le monopole du volume de l'information ? Là encore, il n'y a pas photo… les infos sur web sont illimitées. Comme disent les Américains, “you name it, we got it”.
4. Posons également la question du prix ? La radio est gratuite, la TV aussi, Internet l'est aussi et on a même aujourd'hui une presse quotidienne du genre Metro, plutôt bien faite et …gratuite
Bref, aujourd'hui, il n'y a plus que la presse écrite qui est encore payante. Est-ce tenable à moyen terme face aux jeunes générations qui sont désormais habituées à ne plus rien payer ?
5. Reste la dernière et provisoire question: qu'en est-il de l'analyse et de l'explication ? Pour le moment, la presse écrite a encore un avantage sur ce point là. Pour la simple raison que les journalistes sélectionnent et hiérarchisent l'information. En clair, ils lui donnent du sens, ce qui n'est pas rien. Et ce qui n'est pas le cas du Net qui reste encore (excusez-moi de l'expression), un « foutoir à informations ».
D'où ma vraie dernière question : les jeunes générations veulent-elles encore du sens ou se contentent-elles d'une info brute ? La question reste posée.

Source: Trends.be

A devagarosa morte

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Como se em surdina madurassem os figos


Em vão
procurei a doçura pelos ramos de agosto, essa voz que
ouvi nos confins de um século.


(...)


Quando se vai para o outono, modula-se a vida
de fios brancos,
sons que pesam numa cabeça meditativa


(...)


Envelhece- se com as pancadas de uma arqueologia lunar;
flechas que assinalam outros campos, de um lado as
vinhas,
a maturação das uvas;
algures um vestígio de praias, paixões, a alma condoída.


Com tão pouco se fundam os alicerces, a casa de um homem:
caves, cúpulas, os alpendres virados ao mar,
o primeiro beijo ao entardecer das sebes.

Morre-se tão de repente.
Morre-se devagarosamente

quinta-feira, setembro 28, 2006

À Sombra do Álamo Esguio

Aceite um bom conselho!
Para saborear em pleno os amenos raios de sol
deste açoriano outono primaveril, acolha-se à boa sombra  do
ÁLAMO ESGUIO.

Lá, poderá encontrar pérolas como estas:
 

O Pão Nosso da saudade
é o meu sustento agora.
Verdes anos, mocidade...
Oh! tempos lindos de outrora!...

A viola já morreu,
porque ninguém a tocou
E  S. João vai passando
E com ele também  eu vou!

Duas fases tem a vida:
A primeira, a mocidade
A segunda cabe toda
nesta palavra saudade!

 

Vá! Não hesite! Nem precisa correr!
Basta linkar

terça-feira, setembro 26, 2006

O Veneno... e o seu Antídoto

Tudo no mesmo jornal!

Tudo pelo preço de um só jornal!

Tudo separado apenas por (+ ou -) duas dezenas de páginas!


Permita-me um conselho impertinente.


Não faça a vontade ao jornal.

Ponha o DI de pernas para o ar!


Comece por tomar o antídoto na página 24!

E depois...
delicie-se a olhar para a capa,
a ler o editorial,
a saborear as medidas (reais) da autonomia.


Mas o DI fez precisamente o contrário!!

Não se preocupe!


É sina dele!


VER MAIS LONGE…
por: Guilherme Marinho


Dia 13 p.p. o Jornal que gentilmente me acolhe destacava em primeira página o
recente Acórdão do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. Conclusão
editorial: a nossa Autonomia está limitada. A RDP-Açores consultou um perito em
assuntos europeus (Prof. Carlos Amaral da Universidade dos Açores) que logo
descobriu nuvens negras no futuro do regime político autonómico.


VER MAIS LONGE…
por: Guilherme Marinho


Diário Insular OnLine






AUTONOMIA AÇORIANA
O peso da ilusão

A Autonomia açoriana está sobrevalorizada. Quem o diz é o professor Carlos Amaral, especialista em Assuntos Europeus na Universidade dos Açores. O académico revela em conversa com o DI que os Açores não são tão autónomos como se tem feito crer: Bruxelas tem influência em muitas das decisões legislativas, assim como Lisboa. Pede, por isso, que se pense a sério no assunto.


Diário Insular OnLine







 

segunda-feira, setembro 25, 2006

Uma Nação globalmente injusta

Ao ouvir, ontem, no acaso de um zapping televisivo, as palavras do Secretário Geral da Nações Unidas, a falar de uma economia mundial globalmente injusta, não pude deixar de recordar-me destes números sobre os Estados Unidos, vindos a público, no princípio deste mês.




Le Monde

sábado, setembro 23, 2006

O "Sol" do Expresso chama-se Cavaco Silva

Só quem tiver lido as primeiras páginas do semanário Expresso
é que soube que Cavaco Silva esteve no centro das grandes decisões políticas
das últimas três semanas.

Foi uma verdadeira revolução "coperniciana" da vida política portuguesa.

E só o Expresso é que lá estava para o revelar.

Calculem só, aquilo que perderam aqueles que andaram à procura do "Sol,"pelas parangonas de outros semanários!



Cavaco Silva pressiona novo pacto de regime

O gelo derreteu e Sócrates chegou a acordo com Mendes na área da Justiça. Agora, para Cavaco Silva, começou uma nova demanda: um pacto na Segurança Social. Difícil? Sem dúvida. Impossível? Nada o é em política.

EXPRESSO











Carta de Sócrates a Mendes: não há negociações pessoais O não ao pacto para a Segurança Social marca a 1.ª divergência entre Sócrates e o Presidente. Alexandre Relvas, ‘o Mourinho de Cavaco‘, diz que o Governo tem de fazer ‘rupturas’ ousadas. O ministro Vieira da Silva acusa companhia de seguros de fazer lóbi a favor do PSD.
EXPRESSO



Escolha do novo Procurador-Geral
Cavaco pôs Sócrates a falar com Marques Mendes










EXPRESSO

quarta-feira, setembro 20, 2006

A luz escaldante dos incêndios de Agosto

Image-0084.

É uma luz que ilumina os verões de muita gente em Portugal.
E que chega a "queimar" a paciência de muito boa gente, mesmo só através dos écrans das televisões.
Porque será que os fogos, que parecem todos iguais a quem os vê na televisão, parecem possuir a secreta magia de despertar a atenção e a emoção sempre renovada aos operadores de imagem das televisões?
Neste verão de 2006, a luz dos incêndios não brilhou tão forte nem queimou tão devastadoramente.
A área ardida, até 31 de Agosto, desceu para um quinto  do ano anterior ( cerca de 60 mil hectares contra 300 mil).
Mesmo assim, haverá sempre chamas que não se apagarão da memória, da vida e dos olhos das pessoas.
Estas, http://www.filmloop.com/x?H/VbWWdStGeqCywzOKYJ3aTcmMJ7H3O6, por exemplo. 

segunda-feira, setembro 18, 2006

A Tardia Idade dos "porquês"



“Porquê eu?!”

Source: EXPRESSO


É o que parece estar a acontecer a Maria Elisa:
Só aos 56 anos de vida, chegar à idade dos porquês.
O que parece um eco muito tardio dos repetidos porquês que toda a gente sempre foi colocando ao longo das muitas viragens da sua vida pública.
A própria entrevista tem muitas amostras elucidativas sobre estes abundantes "mistérios" "Elisinos".

E agora, Maria?
Por quê, o teu porquê?


Por que razão?


E do apoio que deu a Freitas do Amaral na campanha para a Presidência da República?


Refere muitas vezes ser uma mulher de esquerda. Mas anos mais tarde , após ter estado ao lado Maria de Lourdes Pintasilgo, apoiou, por exemplo, Krus Abecassis, do CDS, para a Câmara de Lisboa?


E do apoio que deu a Freitas do Amaral na campanha para a Presidência da Republica?



Nas legislativas de 2002 integrou as listas do PSD como independente. Considera o PSD um partido de esquerda?


Enquanto deputada surgiu uma polémica por querer manter o estatuto de jornalista.


Mas a Comissão de Ética do Parlamento acabou por levantar o problema.


Também não viu qualquer incompatibilidade em ter feito uma entrevista a Cavaco Silva para ser utilizada durante um tempo de antena?


Renuncia ao mandato na Assembleia alegando que a sua doença, a fibromialgia, não lhe permitia exercer o cargo. Pouco depois, vai para a Embaixada em Londres, o que suscita muitas críticas.

quinta-feira, setembro 14, 2006

2884 passos


São os números,
de hoje,
da minha
doméstica pedometria.
Não são muitos.
Nem chegam a metade,
dos passos,
das únicas caminhadas da minha vida,
que me esmero em quantificar,
por tardio capricho tecnológico.
As únicas caminhadas que faço
sem outro objectivo
que não seja
o simples
e determinado objectivo
de fazê-las
ou tê-las feito.
Estes passos de pedometria,
de que só, fisicamente,
se beneficia,
tal como são feitos,
assim
podem ser
desfeitos,
refeitos,
rarefeitos,
contrafeitos,
precisamente,
porque,
apenas
para o físico
têm efeitos.
Mas os
2884 passos
de hoje,
não podem,
nunca mais,
ser
desfeitos,
refeitos,
ou contrafeitos.
Foram passos
para uma morte.
Passos para a morte.
Passos para a minha morte.
A morte
de qualquer ser vivo,
com laços de convívio,
e de afecto,
tidos
e mantidos
para além da simples presença física,
é a nossa própria morte
antevista
antecipada,
figurada,
anunciada,
brutalmente
despoletada.



Nunca mais,
poderei desfazer
estes
2884 passos
da minha doméstica
pedometria.
Foram passos meus
para o atropelo
da morte fria.




quarta-feira, setembro 13, 2006

As respostas de Romano Prodi podem não ser exaustivas, mas são claras

O que é ser de esquerda, na Europa?


Qu’est-ce qu’être de gauche en Europe ?


Nous sommes devenus le pays d’Europe le plus inégalitaire. Pour l’Italie, être de gauche, c’est rétablir une meilleure redistribution des richesses. De plus, il y a en Italie une évasion fiscale inconnue ailleurs. Berlusconi a pu déclarer que 40 % des revenus des Italiens échappaient à l’impôt. Etre de gauche, c’est rétablir la justice dans la répartition de l’effort sans faire machine arrière sur le plan social ; c’est rendre compatible le développement d’un pays avec le maintien des acquis sociaux.


A União Europeia é de esquerda?



Comment définir des solidarités aujourd’hui dans un monde globalisé ?


Sur cet aspect, l’Union européenne est de gauche. C’est l’unique structure mondiale dans laquelle les zones les moins développées ont crû plus que les zones développées, grâce aux fonds structurels et à une politique régionale sérieuse. Un pays dépourvu d’infrastructures comme l’Espagne s’est transformé en pays ultramoderne grâce aux fonds européens.






segunda-feira, setembro 11, 2006

Valerá a pena perguntar porquê?

Valerá a pena perguntar
porque é que no dia 11 de Setembro de 2006,
aparentemente sem qualquer esforço de sensacionalismo tablóide,
o "Público" online, resume os grandes temas jornalísticos deste dia,
em cinco notícias de tom apocalíptico e uma pergunta de "juízo final",
que é sobre o futebol,
mas que bem podia ser sobre o mundo
que é o nosso,
e o país que é o nosso,
tal como,
um e outro,
se podem vislumbrar por detrás desta cortina de notícias,
que tanto revela como esconde o mundo em que vivemos?

Mas perguntar o quê?

Se este dia é que é malfadado, por qualquer misteriosa conjunção ou conjugação astrólogica?( 11 de Setembro de 1858, morre, de congestão, o historiador terceirense Francisco Ferreira Drumond; em 11 de Setembro de 1891 suicida-se Antero de Quental; em 11 de Setembro de 1973, morre Salvador Allende, na defesa do seu lugar de Presidente eleito do Chile)

Se este ano de 2006 é que é, todo ele, mais um dos repetidos "annus horribilis"que se tem encadeado uns nos outros, nos tempos mais recentes?

Que estamos a viver apenas um intervalo histórico, entre os tempos velhos do século XX, mas que ainda não morreram totalmente, e os tempos novos do século XXI, que tardam em nascer?

No fundo, interessa é que perguntemos.

Como primeiro passo, para tentarmos começar a ordenar o caos.



11 de Setembro: cinco anos depois

Nova Iorque concentrada no Ground Zero

Mirandela: população invadiu hospital em protesto contra fecho da
maternidade

Regresso às aulas em clima de contestação
sindical

Autarquias antecipam receitas antes que a lei o proíba

Bagdad: pelo menos 16 mortos em ataque suicida

Quem tem mais responsabilidades pelo caos que está instalado no futebol português?

sexta-feira, setembro 08, 2006

Duas Europas, também para os Imigrantes.

  • No dia em que o analfabetismo  é lembrado como uma das ancestrais raízes da Europa como sociedade dual, é capaz de ser oportuno recordar também  que a "nova" Europa da União Europeia se  está construindo com base em insidiosos dualismos sociais: 
      •  A Europa dos "Imigrantes regularizáveis"
      • A Europa dos "Perpétuos clandestinos"

En Espagne, pays de l'Union européenne qui a reçu le plus d'immigrés au cours des dernières années, en raison notamment de son dynamisme économique, l'immigration massive arrive d'abord par les aéroports. Cette immigration n'est pas planifiée. En arrivant simplement avec des passeports en règle - et comme touristes -, ces étrangers-là ont pu, et pourront, sans trop de difficultés, bénéficier de l'une des mesures de régularisation prises par les gouvernements espagnols successifs, de droite puis de gauche. Parce qu'ils arrivent sans passeports, expliquent les associations humanitaires, les Noirs africains venus par cayucos n'ont d'autre destin que la clandestinité perpétuelle

Source: Le Monde.fr : Pathétique Europe

terça-feira, setembro 05, 2006

O nosso patriotismo só pode ser uma imensa compaixão




Neste dia 5 de Setembro de 2006, depois de alguns dos acontecimentos do dia de ontem (comemoração "solene" dos 30 anos da Assembleia Regional, por exemplo) e do programa "Prós e Contras" da noite televisiva, também de ontem , sobre o infindável e inimaginável embróglio-novelo-novela "Caso Mateus", tenho de reconhecer que não sei se me apetece escrever alguma coisa sobre tudo isto, ou, sequer, se me apetece o esforço de escolher alguma coisa sobre o que escrever, depois de tudo isto e a respeito de tudo isto.
O que, de imediato, me ocorreu, foram estas palavras de Millan Kundera sobre a sua República checa.
No seu romance, "A Ignorância", faz ele a distinção entre dois tipos de patriotismo.
O patriotismo dos grandes povos, como os alemães e os russos.
Um patriotismo que se alimenta da exaltação da sua glória, da sua importância, da sua missão universal.
E a outra variante de patriotismo, própria dos checos.

"Os checos amavam a sua pátria não por ela ser gloriosa, mas por ser desconhecida.
Não por ser grande, mas por ser pequena e estar incessantemente em perigo.
O seu patriotismo era uma imensa compaixão pelo seu país."

O que pode ser o nosso patriotismo, além de uma imensa compaixão pelo nosso país, na noite, em que ouvimos, claramente lido, um ofício arrogante da arrogante FIFA, a ditar-nos ultimatos sobre quando e como resolvermos questões que dizem respeito exclusivamente à nossa organização e actuação interna como entidade soberana com estruturas e regras próprias?

O que pode ser o nosso "patriotismo regional", ou, se preferirmos mais rigor, o nosso açorianismo autonomista, senão uma imensa compaixão, quando nos apercebemos, pelas imagens e pelos relatos, que a comemoração dos 30 anos da nossa Assembleia Regional e Autonomia, ainda foi mais pobre, mais amorfa, mais "insulada", mais vazia de tom e som, de reflexão sobre o passado ou de prospectiva sobre o futuro, de consciência da força da herança ou voluntarismo da ambição de futuro, do que já haviam sido, também sob a égide da Assembleia, as comemorações dos 25 anos da Autonomia?.
De uma e outra comemoração restam duas moedas comemorativas.
Em ambas, procurando transmitir-se uma imagem que as comemorações não souberam (ou não puderam) traduzir: asas rasgando o futuro.
Só se espera que as moedas tenham razão, contra as comemorações que assinalam.

segunda-feira, setembro 04, 2006

A papoila é aquele monstro afegão...


"L'opium afghan alimente les insurrections en Asie occidentale, nourrit les mafias internationales et cause la mort de 100 000 personnes par surdose chaque année",

Source: Le Monde.fr : La production d'opium atteint un niveau record en Afghanistan

As lições da Pedra

sexta-feira, setembro 01, 2006

Opções de um mundo-cão






Mirama Tuna recolhe água não-potável de um charco coberto de algas.
"Os animais também bebem a água do charco."
"Venho cá buscar água três vezes por dia.
Às vezes o charco seca e tenho que ir longe buscar água."

Credit: WaterAid / Jenny Matthews



"$3.50( 1,30 Euro) parece quase nada para alguém de um país rico, mas a maioria das pessoas
nos países mais pobres ganham menos de um dólar por dia. E precisam desse dinheiro
para alimentar as suas famílias"


"Eles não vão poder ir à escola, porque não têm tempo para isso. São as meninas
em particular que sofrem, porque são as mulheres e as meninas que se encarregam
de ir buscar água."

quinta-feira, agosto 31, 2006

notícias de um mundo-cão

"No mundo em desenvolvimento, uma em cada seis pessoas não tem acesso a água potável, e seis mil pessoas morrem diariamente devido a doenças causadas pelo consumo de água não tratada."

Imagens de um mundo-cão

20060508131435_41419848_boydrin300reuters[1]

Imagens (futuras)
de um mundo-homem?

20060508130635_41629970_lifestraw1203[1]

Um novo filtro bocal
que purifica a água
ao mesmo tempo
que esta é bebida

Infelizmente, parece que,
nunca,
chegará a ser um
mundo-homem
para muitos.

Razão: Custo incomportável.


Pouco mais de 1 (um) Euro, de seis em seis meses,
por utilizador individual,
é custo excessivo para os habitantes
do mundo-cão.

Resultado: O mundo-cão continua...cão.

O mundo-homem também continua...adiado.


quarta-feira, agosto 30, 2006

Alívio e Apreensão

Não difere muito da restante população do mundo, que apenas viveu por procuração mediática os dramas da guerra dos 34 dias, o sentimento geral dos bloguistas libaneses e israelitas que os experimentaram nas suas próprias vidas.
Pelo menos, a avaliar por esta amostra da BBC.
Provavelmente, por isto mesmo é que, embora quinze dias já passados sobre a sua vivência e a sua escrita, ainda se constata que não envelheceram.
Poder passear, de novo, o cão nas ruas de Beirute;
Ou entregar-se a amargas reflexões sobre os erros dos militares e políticos de Israel cometidos neste longos 34 dias da "pior das guerras";
são, entre outros, temas de ressonância universal e de perenidade garantida de que os bloguistas libaneses e israelitas da guerra vivida em directo na sua rua e no seu país ( e não apenas no falso directo dos seus écrans televisivos) se fazem eco.

terça-feira, agosto 22, 2006

Para que o Líbano Viva

Pour que le Liban vive


é um blogue da responsabilidade de libaneses não identificados, que se pretendem acima de quaisquer tendências partidárias ou religiosas, e que surgiu para acompanhar e actuar contra a guerra que devastou o Líbano durante este verão.
A sua última iniciativa foi um "die in", em Paris, para continuara a chamar a atenção da opinião pública internacional para os problemas do Líbano.
E o primeiro problema do Líbano é, desde há muito, precisamente este:
Que toda a comunidade internacional queira mesmo que ele viva. Como povo. Como Nação. Como Estado.


IMG_8118.jpg


Pour sensibiliser l’opinion publique aux problèmes qui se posent aujourd’hui au
LIBAN nous réalisons un « die-in ». Des participants couchés tels des cadavres
sont recouverts du drapeau libanais. Ils figurent la masse anonyme des morts.
Cette action a été réalisée la première fois à Berlin le 27 juillet par un
groupe d’artistes opposés à la guerre conduite par le gouvernement israélien au
Liban. Elle a été reprise le 1er août à Boston par un groupe de juif.


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Pour que le Liban vive

segunda-feira, agosto 21, 2006

As Pedras de... Fernando Pessoa

(segundo Alberto Caeiro)

Se as pedras tivessem alma, eram coisas vivas,
[não eram pedras;
E se os rios tivessem êxtases ao luar,
Os rios seriam homens doentes.


É preciso não saber o que são flores e pedras e rios
Para falar dos sentimentos deles.
Falar da alma das pedras, das flores, dos rios,
É falar de sí próprio e dos seus falsos pensamentos.
Graças a Deus que as pedras são só pedras,
E que os rios não são senão rios,
E que as flores são apenas flores.

ALBERTO CAEIRO

As Pedras de ...Cristo

(segundo Fernando Pessoa)
... ... ... ... ... ...

No céu tudo era falso,
tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.

... ... .... .... ....
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
... ... ... ... ... ... ....
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.


FERNANDO PESSOA

Poemas de Alberto Caeiro

sábado, agosto 19, 2006

Pedras atiradas

OS PEQUENOS LISBOETAS 

Burgueses filhos de burgueses
Do mundo sequestrados
E do Tejo descrentes
Reformam-se no Restelo


Natos nas sete colinas
São bastardos da corte
Dizem-se filhos da urbe
Para o reino atiram pedras


Existem e mordem com raiva
Fechados no canil de si mesmos
E os que de longe chegam ao Tejo
Tropeçam neles desde quinhentos

ANTÓNIO DACOSTA

sexta-feira, agosto 18, 2006

Presidencialíssima Contradição

Será da minha velha miopia?
Não me parece.
Não salta, mesmo aos olhos mais míopes, o seguinte:
Se, nos cinco anos de debates nos Açores,
nos vários meses de debates na Assembleia da República,
em todas as posições públicas dos partidos nos Açores
e em Lisboa,
"tudo indiciava que seria possível alcançar uma solução de compromisso";
Se tudo era tão promissor,
antes
da aprovação da lei na Assembleia da República,
como é possível dizer-se,
à distância de um simples parágrafo,
e com a mesma presidencial certeza,
que,
depois,
"não fiquei minimamente persuadido de(sic) que
seria possível alcançar um consenso partidário
mais alargado"?
Será mesmo que a lógica presidencial consegue escapar
a este férreo dilema.
Ou, Antes,
tudo
era ilusão.
Ou, depois,
tudo foi capricho
partidário(?)
sem explicação?
A minha rasteira lógica
de simples mortal não o consegue.
É possível que a subtil lógica presidencial
obedeça a outras regras.
O que é certo é que foi a ela que lhe escapou a visão correcta
de tudo o que se passou antes.
Antes, tudo indiciava que não haveria o tal consenso.



Esta Pedra, porquê ?

A FÍSICA desta pedra

O nome daquela árvore

A nuvem e o mar

O que a palavra diz

A hora de nascer

Enfim o mundo e eu

Porquê?

ANTÓNIO DACOSTA

quinta-feira, agosto 17, 2006

A oposição da mentira descarada





O PSD justificou a sua oposição ao novo texto por considerar que os socialistas pretenderam "moldar a lei eleitoral à sua medida" e de quererem "perpetuar-se no poder através de manobras de secretaria".







Esta crítica do PSD-Açores à nova lei eleitoral da Região, ontem promulgada pelo Presidente da República, dá bem a medida do baixo nível em que aquele partido se manteve durante os longos cinco anos ( é verdade cinco anos! ) do debate da lei.
Um nível em que nunca conseguiu estar:


a) à altura do seu passado histórico;
b) à altura da importância do assunto para a credibilidade do sistema democrático regional;
c) à altura das exigências de carácter técnico para a sua útil discussão;
d) à altura da "esponja" benevolente com que o Presidente da República resolveu "limpar" esta vergonhosa página da atribulada história recente do PSD-Açores.


Todas estas ( e outras) circunstâncias, que acompanharam a promulgação da lei reclamam mais alongadas considerações, mas que deixo para próxima oportunidade.

És Também Pedra

«TU ÉS A TERRA »


Tu és a terra em que pouso.
Macia, suave, terna, e dura o quanto baste
a que teus braços como tuas pernas
tenham de amor a força que me abraça.

És também pedra qual a terra às vezes

contra que nas arestas me lacero e firo,
mas de musgo coberta refrescando
as próprias chagas de existir contigo.

E sombra de árvores, e flores e frutos,
rendidos a meu gesto e meu sabor.
E uma água cristalina e murmurante
que me segreda só de amor no mundo.

És a terra em que pouso. Não paisagem,
não Madre Terra nem raptada ninfa
de bosques e montanhas. Terra humana
em que me pouso inteiro e para sempre.

Londres, 15-3-1973

JORGE DE SENA

quarta-feira, agosto 16, 2006

Pedra-não-Pedra

A NAVE DE ALCOBAÇA

Vazia, vertical, de pedra branca e fria,
longa de luz e linhas, do silêncio
a arcada sucessiva, madrugada
mortal da eternidade, vácuo puro
do espaço preenchido, pontiaguda
como se transparência cristalina
dos céus harmónicos, espessa, côncava
de rectas concreção, ar retirado
ao tremor último da carne viva,
pedra não-pedra que em pilar's se amarra
em feixes de brancura, geometria
do espírito provável, proporção
da essência tripartida, ideograma
da muda imensidão que se contrai
na perspectiva humana. Ambulatório
da expectação tranquila.
Nave e cetro,
e sepulcral resíduo, tempestade
suspensa e transferida. Rosa e tempo.
Escada horizontal. Cilindro curvo.
Exemplo e manifesto. Paz e forma
do abstracto e do concreto.
Hierarquia
de uma outra vida sobre a terra. Gesto
de pedra branca e fria
, sem limites
por dentro dos limites. Esperança
vazia e vertical. Humanidade.

Araraquara, 27-11-1962

JORGE DE SENA

30 anos de tragédias no Líbano

terça-feira, agosto 15, 2006

As Guerras são todas Iguais

Porque ontem mesmo acabou mais uma guerra,
Igual e Desigual
a todas as outras guerras
deste mundo,
apetece-me começar este dia 15 de Agosto,
exactamente,
como devia ter acabado o dia de ontem,
14 de Agosto.
Com este poema de Carlos Drummond de Andrade.
Igual e Desigual,
a todos os outros
grandes poemas
de Carlos Drummond de Andrade.



IGUAL-DESIGUAL


Eu desconfiava:
todas as histórias em quadrinho são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de
futebol são
iguais.
Todos os partidos políticos
são iguais.
Todas as mulheres que andam na moda
são iguais.
Todas as experiências de sexo
são iguais.
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e
rondós são iguais
e todos, todos
os poemas em verso livre são enfadonhamente iguais.



Todas as guerras do mundo são iguais.


Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as acções, cruéis, piedosas ou indiferentes são
iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro
homem, bicho ou coisa.
Ninguém é igual a ninguém.
Todo o ser humano é um estranho
ímpar.


Carlos Drummond de Andrade





domingo, agosto 13, 2006

Sem uma pedra

nervura na folha
do degredo


mar de verdes dunas


sem uma pedra


as vozes
amanhecem

JOSÉ MANUEL MENDES

O Homem, A Guerra e o Horror (III)



"Como o menino na cozinha com os criados,
o rapaz do campo no gabinete dos horrores,
os jovens voluntários, nas camaratas, apertavam-se agachados à roda dos mais antigos,

para ouvirem estremecer na sua voz os terrores do campo de batalha.

Mesmo que os rostos empalidecessem e que os olhos se sulcassem de olheiras, seria difícil encontrar um que fosse,
que não se consumisse ainda mais com a espera do dia da partida.

Todos ansiavam por olhar a "Górgona" bem de frente

mesmo se, perante tal visão, o coração devesse deixar de bater".

O Porquê das Pedras

A CIDADE


os passos
trazem na boca
o porquê das pedras


um hálito rompe o silêncio
é uma palavra que cresta
sobre a memória parada


quantos são hoje?


na cidade morta
um velho lembra uma data
qualquer
pára um momento
alongando a sombra


JOSÉ MANUEL MENDES

sexta-feira, agosto 11, 2006

O Homem, A Guerra e o Horror (II)



O HORROR

"O horror é também parente próximo da embriaguez do sangue e do prazer do jogo.

Não passámos nós, crianças, longas noites de Inverno a ouvir histórias angustiantes?
Todas as nossas fibras vibravam, dava vontade de nos encolhermos numa gruta resguardada, mas pedia-se sempre mais(…)

Nos lugares onde o povo vai à procura de uma vida mais intensa em qualquer campo de feira, em qualquer concurso de tiro, o horror exibe-se nas telas pintadas, nas cores berrantes feitas para atrair clientes.
Crimes sádicos, execuções capitais, manequins de cera cobertos de tumores purulentos, um nunca mais acabar de monstruosidades anatómicas:

Quem as exibe conhece as massas e enche as algibeiras.

Demorei-me muitas vezes, diante de tais barracas, a fixar as caras que de lá saíam.
Havia nelas quase sempre risos, mas que tinham um som estranho, embaraçado, sufocado.
Que pretendiam, então, esconder esses risos?
E porque é que eu me encontrava ali?

Não seria, afinal o prazer que o horror me causava?

Ninguém pode dizer que é estranho aos prazeres das crianças e do povo.

Cais, Esperança de Pedra

Aquele cais ali, agudo e nu,
Que o mar percute e coroa de asas,
Sabes? pareces-me tu,
Adiada - e, ao fundo, casas.


Tu, não mulher salva ou perdida,
Nem tu, esperança de pedra,
Mas terra da minha vida
Onde o mar alto medra.


O cais vazio!
O que eu deixei no cais, despachado e chorando:
Meu vulto de menino frio
Que mal aquece um «até quando?»


A linha gris, rasa e arredada
Em minhas lágrimas tão nuas,
E minha ausência procurada
(Um pouco tarde) pelas tuas.


Assim um «teu» num «meu» insiste.
Que mãe anónima adianta
Cabelo longo e riso triste
À filha feita de tanta
Coisa que não existe?

Ao cais que eu penso
Não chega vela, nem jamais
Asa ou ponta de lenço
Ensina porto ou saudade
— Que é pura pedra sem idade,
Dentro de mim, o cais.

VITORINO NEMÉSIO

quinta-feira, agosto 10, 2006

O Homem, A Guerra e o Horror (I)


O Horror


"O horror faz parte, também ele, do círculo das emoções há muito enterradas no mais profundo de nós mesmos, para ressurgirem com uma força elementar(…)
Para o homem primitivo, era o constante e invisível companheiro das suas correrias pelas imensidades das estepes vazias.
Surgia na noite, no trovão e no raio, para, com uma força de estrangulador, o fazer ajoelhar, a ele, nosso antepassado, com o seu pobre sílex em punho, exposto a todos os poderes da terra.

Era, porém, este segundo de suprema fraqueza que o elevava acima do animal.

Pois se é certo que o animal pode sentir medo, quando um perigo o ameaça de surpresa,
e a angústia se é perseguido e encurralado.
Já o horror, porém, lhe é estranho.

É o primeiro relâmpago no céu da razão".

A Pedra da Noite

Quem não tem casa sua
Faça da noite pedra
Ou talhe o seu coração,
Que já não dorme na rua.


VITORINO NEMÉSIO

quarta-feira, agosto 09, 2006

A Pedra Rasa

Nesta cova


Nesta cova onde se vaza
Minha estória até ao fim,
Uma simples pedra rasa
Tanto basta para mim.



O peso já não me assusta,
Já me não inspira medo;
Depois de morto não custa
Uma areia ou um penedo.

Aqui nesta cova jaz
O filho dum português;
O nome ficou atrás,
O corpo foi-se de vez.

Aqui nesta cova jaz
Um velho l(usa)landês
Nesta mesma se desfaz
Quanto foi e quanto fez.

João Teixeira de Medeiros

terça-feira, agosto 08, 2006

A Pedra é Frágil

FRAGILIDADE



Teu nome nas águas
tão fundas, tão grandes

perde-se na espuma,
castelo de instantes.

No aço azul da noite
teu firme retrato

acorda entre nuvens
já desbaratado.

A sorte da pedra
é tornar-se areia.

Mas quem não soluça
pensando em teu rosto

reduzido a poeira...


Cecília Meireles

segunda-feira, agosto 07, 2006

Nas Pedras

CANÇÃO DO DESERTO
A Enrique Peña



Minha ternura nas pedras
vegeta.

Caravanas de formigas
tomam sempre outro caminho.
E a areia - cega.

Noite e dia, noite e dia
- como se estivesse à espera.

O sol consome as cigarras,
a lua pelas escadas
se quebra.

Minha ternura? - Nas pedras.

Para o último céu perdido,
meu desejo sem auxílio
se eleva.

Mas os passos deste mundo
pisam tudo, tudo, tudo...
Morte certa.


Morte por todos os passos...
(Só com a sola dos sapatos
os homens tocam a terra!)


Minha ternura? - nas pedras.
Nas pedras.


Cecília Meireles

O planeta mascarado

O velho Júpiter da mitologia greco-romana, sempre teve o gosto e o capricho do disfarce e da máscara.
O Júpiter do nosso sistema solar também.
Estas cores de esplendor e fascínio são falsas.
Esta beleza tranquila esconde tempestades seculares.
Este link vai-lhe dar a oportunidade de espreitar por detrás da máscara.



redspot1[1]

domingo, agosto 06, 2006

Gesto de Pedra

EXCESSIVAMENTE PESSOAL

De pedra sem um gesto
escolho o silêncio voluntário

De pedra sem um gesto
escolho este frio
como um rio de fogo branco
imerso na paisagem do amor enxovalhado

De pedra sem um gesto
oiço agora o que só ouve quem
também de pedra e sem um gesto pode ouvir o que não ouve
quem agitado e alegre nesta hora nada sabe de lá e para lá

porque só deste tempo
neste odioso tempo
agitado e alegre morto jaz


Mário Dionísio

sábado, agosto 05, 2006

Coração de Pedra

CORAÇÃO DE PEDRA



Oh, quanto me pesa
este coração, que é de pedra!
Este coração que era de asas
de música e tempo de lágrimas.



Mas agora é sílex e quebra
qualquer dura ponta de seta.


Oh, como não me alegra
ter este coração de pedra!



Dizei por que assim me fizestes,
vós todos a quem amaria,
mas não amarei, pois sois estes
que assim me deixastes, amarga,
sem asas, sem música e lágrimas,



assombrada, triste e severa
e com meu coração de pedra!



Oh, quanto me pesa
ver meu próprio amor que se quebra!
O amor que era mais forte e voava
mais que qualquer seta!


Cecília Meireles


sexta-feira, agosto 04, 2006

A Alma das Pedras

As Pedras tocam-me


As pedras tocam-me a alma
Todas as pedras E não pecam
Não imploram absolvição
Para elas todas as sextas-feiras
são santas
Não necessitam de carne ou pão.



Gerês, 14 de Abril de 1995


(Sexta-feira Santa)


Ivo Machado





quinta-feira, agosto 03, 2006

Uma Pedra e Pronto


PEDRA-POEMA PARA HENRY MOORE


Um homem pode amar uma pedra
uma pedra amada por um homem não é uma pedra
mas uma pedra amada por um homem


O amor não pode modificar uma pedra
uma pedra é um objecto duro e inanimado
uma pedra é uma pedra e pronto


Um homem pode amar o espaço sagrado que vai de um homem a uma pedra
uma pedra onde comece qualquer coisa ou acabe
onde pouse a cabeça por uma noite
ou sobre a qual edifique uma escada para o alto


Uma pedra é uma pedra
(não pode o amor modificá-la nem o ódio)


Mas se a um homem lhe der para amar uma pedra
não seja uma pedra e mais nada
mas uma pedra amada por um homem


Ame o homem a pedra
e pronto


Emanuel Félix



quarta-feira, agosto 02, 2006

No Meio do Caminho

No meio do caminho


No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.



Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, agosto 01, 2006

A mesma pedra no mesmo caminho

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Tropeçar em vários "Canás"(Caná, Qana, Canaã),com diferentes grafias, pronúncias e localizações geográficas, é fácil, e até inevitável, desde Domingo passado, para qualquer jornalista ou leitor de jornais.

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Uma consulta de qualquer textocomo este, ou este sobre o assunto, revelará a razão destas possíveis confusões.


Tropeçar por duas vezes na mesma Caná, com dez anos de intervalo, e exactamente para o mesmo trágico efeito bélico de massacre e destruição é que já se torna de mais difícil compreensão e explicação.
Ainda é mais dramática a repetição do erro, quando, já em 1996, a respeito do Hezbollah e do "efeito" Caná, se dizia que Israel "nada havia compreendido".
E em 2006, em que voltou a repetir o erro, vai reincidir nacaptura1snagit incompreensão?

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A repercussão destes erros nos propósitos e objectivos de Israel pode entender-se facilmente em face destes exemplos das reacções da opinião pública internacional.

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