domingo, novembro 19, 2006

Mitos da autonomia à PSD-Açores

São muitos estes mitos.


E há décadas que embaraçam e baralham as perspectivas,
histórica e politicamente adequadas,
à dimensão real da autonomia dos Açores.
Um deles é o mito do garantidismo jurídico.
O que é isto?
Uma concepção quase-museológica da autonomia baseada na ideia que,
mediante determinadas precauções e artíficios jurídicos,
é possível preservá-la das contingências, dos avanços e recuos
e transformações de toda a ordem que ocorrem no País e na Europa em que nos integramos.
Esta concepção de uma autonomia blindada e preservada
das contingências que, nomeadamente, ocorrem no País, tem a sua expressão máxima em certos dogmas que se arquitetam à volta do Estatuto.
Por exemplo, a sua expressão máxima é a ideia de que todas e cada uma das alterações, em concreto, a introduzir no Estatuto, mesmo aquelas que digam respeito à mais ínfima das alíneas do menos importante dos artigos, só pode sê-lo por iniciativa da Região.
É uma ideia quase sagrada que o PSD-Açores introduziu na vulgata da autonomia mas que não tem sustentação objectiva.
Mas não deixa de ser curioso que o PSD-Açores, provavelmente, à falta de capacidade para se enquadrar, criativamente, nas condições históricas da "nova autonomia" em que , historicamente vivemos, continue a fazer a apologia do alargamento desta ideia do Estatuto da Região para outras áreas como a da Lei das Finanças Regionais.
Em vão.
E mais ainda, contra os precedentes históricos que o próprio PSD criou, em 2002, com a Lei de Enquadramento Orçamental de Manuela Fereira Leite.






Declaração de voto do PSD_Açores ( pag. 14 e 15 pdf)


Redundante com o estabelecido no artigo 7º.
A alínea c) necessita de ser clarificada.
A expressão “de modo a evitar situações de desigualdade” pode levar a
que se abra a possibilidade de intervenção da Lei de Estabilidade
Orçamental, ou outra semelhante, que introduza factores adicionais de
perturbação, abalando a estabilidade das relações financeiras que deve
estar presente na LFRA e conduzindo a situações rodeadas de
imprevisibilidade.


Não é claro que a “demais legislação complementar” se refira
exclusivamente à “presente Lei”. Dessa forma, poderá estar posta em
causa a estabilidade, e consequente previsibilidade, que devem ficar
associadas à nova Lei, uma vez que um outro instrumento legislativo,
por exemplo a Lei de Estabilidade Orçamental, se pode sobrepor à
LFRA.


Declaração de voto do PSD_Açores ( pag. 14 e 15 pdf)

quarta-feira, novembro 15, 2006

Como é que as 17 Autonomias Espanholas resistem a 186 CAPF (Comissões de Acompanhamento)?


Hoje, 15 de Novembro, é um dia que ficará assinalado nos anais da autonomia dos Açores.
Finalmente, concretiza-se, no termo de 2006, a revisão da Lei de Finanças das Regiões Autónomas, que a própria lei previa se tivesse efectuado em 2001.
O atraso é grande.
Mas a História acabou por escrever direito por linhas tortas.
A Lei actual é da iniciativa de governos socialistas nos Açores e em Lisboa.
A sua revisão também acaba por sê-lo.
E os governos da República da responsabilidade do PSD, não mereciam o mérito desta revisão, pelo modo, perfeitamente arbitrário e atrabiliário, como lidaram com a autonomia financeira das Regiões Autónomas.
Em vez de completarem a revisão da Lei, que ficou, técnica e politicamente preparada, em 2001, preferiram, expeditamente, em 2002, suspender a sua aplicação.
Entretanto, também, neste ano da graça de 2006, o PSD-Açores resolve (re)inventar, como Adamastor do mar tenebroso do centralismo, a Comissão de Acompanhamento das Politicas Financeiras, que existe, pacifica e consensualmente, na Lei, desde 98.
Por acaso, sabem quantas comissões do género tinham existido nas vizinhas autonomias espanholas, até 2002?
Nada menos que 186.
Abjecto centralismo- dirá o lúcido PSD-Açores.
Como conseguem resistir as "raquíticas" autonomias espanholas, a tantas agressões do centralismo madrileno, pergunto eu, tentando ser quase tão lúcido como o lúcido líder Costa Neves?

As conferências sectoriais
são órgãos mistos formados por representantes das diferentes Comunidades Autónomas, no seio das quais ambas as administrações se encontram representadas, presididas pelo Ministro do departamento correspondente.
Com carácter genérico, estas conferências encontram-se previstas na lei do Processo Autonómico, se bem que possam estar, também, previstas em leis sectoriais.
Compete-lhes o debate e a formalização de acordos sobre as grandes linhas de actuação das administrações públicas numa matéria específica, pelo que actuam como instrumento de cooperação inter administrativa.
O Pacto Autonómico de 1992 desenvolve o princípio da cooperação, sobre o qual se fundamenta o funcionamento das conferências e das comissões sectoriais.
Diccionario de Términos Autonómicos, ob. cit., p. 32.

As comissões sectoriais são órgãos mistos e paritários compostos por representantes do Estado e de uma Comunidade Autónoma, cuja finalidade é o tratamento de questões que afectam o interesse dessa Comunidade.
A sua criação é voluntária, pelo que carecem de legislação específica.
Para além destas comissões, existem as comissões mistas de transferências, órgãos mistos e paritários formados por representantes do Estado e de uma Comunidade Autónoma e previstos nos Estatutos de Autonomia respectivos.
Nas suas reuniões são aprovados os acordos de transferência de meios e serviços necessários para o exercício de uma determinada competência.
Constituídas ao longo do processo autonómico, existem cerca de 186 comissões sectoriais.
Estas comissões, como mecanismo de integração, foram criadas com base na doutrina do TC e no próprio desenvolvimento do processo autonómico, visando as modalidades de relacionamento entre o Estado e as autonomias, em obediência aos princípios de coordenação, de colaboração e de cooperação.
Diccionario de Términos Autonómicos, ob. cit. p. 23; Manuel Fraga Iribarne, Impulso Autonómico, ob. cit., p. 65.

Nossa Senhora de todos os títulos e invocações

Coelho de Sousa lhos deu,
na sua poesia de gosto popular
e sabor lírico-religioso.
Tem, assim, três motivos
para a procurar



No


ÁLAMO ESGUIO



ÁLAMO ESGUIO

Uma coisa lhe posso garantir:
Se, pela mão de Coelho de Sousa,

não encontrar Nossa Senhora,
na água... na casa... na aldeia...
é porque a perdeu, em definitivo,
ou nunca chegará a encontrá-la.
Como o lamento por si!
Como me lamento por mim!


Por isso, lhe digo, com CS:

Nossa Senhora da água
fonte pura a correr tanto,
Que não sei se a fonte é mágoa
se a água é fonte e é pranto.


terça-feira, novembro 14, 2006

Quatro Mentiras em quatro Parágrafos

É difícil ficar mais perto de entrar no Guinesse dos recordes.


Só mesmo mentindo à linha.

Leiam este verdadeiro recorde de mentiras neste texto
oficial da nossa Assembleia Regional.


Declaração de voto (pag. 14 e 15 do pdf)


Surge agora um organismo controlador e fiscalizador –
Conselho de Acompanhamento;


Mentira histórica. Não surge agora, existe desde 1998.


Esse Conselho de acompanhamento está imbuído de poderes que
podem atentar contra a autonomia financeira dos Açores;

Mentira política. Este Conselho tem os poderes que sempre teve.
Meramente consultivos.


A composição do Conselho, para além de não ser igualitária,
Estado e Regiões Autónomas, é definida por despacho conjunto
do Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, o que permitirá a
sua tutela directa, ficando a R. A. Açores dependente dos
“humores” mais ou menos centralistas;


Mentira literal. Literalmente, isto é, atendendo ao que está na letra
do artigo da proposta, não é, nem deixa de ser igualitário.
Simplesmente, está por definir na actual proposta.
Tal como estava na lei de 98.
Ou seja, a Proposta é má, naquilo que muda na lei de 98.
Precisamente, porque muda.
Mas também é má, naquilo que não muda.
Precisamente... porque não muda!


Este Conselho dá pareceres sobre tudo e todos actos
influenciando negativamente a relação Estado / Região Autónoma;


Mentira inútil e ociosa.
Dita , só pelo vício de mentir mais uma vez.
Estão definidos na proposta,
tal como sempre estiveram na actual lei,
o número exacto de situações e matérias
sobre as quais o Conselho dá pareceres.

Pergunta ociosa, mas, talvez, não de todo inútil:

Mentir ao Parágrafo passou a ser uma nobre actividade político-parlamentar?

domingo, novembro 12, 2006

As alíneas da discórdia

estão elas, as alíneas da discórdia.


Se estiver interessado em fazer uma avaliação pessoal da questão, leia, compare com o texto de 1998 e tire as suas próprias conclusões.


Não creio que, por razões objectivas, elas se afastem muito das seguintes:



  • As matérias em que o Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras (CAPF) é chamado a pronunciar-se, na proposta de lei, são matérias que pela sua natureza, (empréstimos públicos, endividamento, e projectos de interesse comum) excedem o âmbito restrito das competências próprias dos órgãos de governo das Regiões e, por isso mesmo, genericamente, já estavam compreendidas nas funções atribuídas ao CAPF na lei de 1998, particularmente na alínea b) do artº 9º.



  • Sendo matérias cuja decisão final depende dos órgãos de soberania, Governo e Assembleia da República, constitucional e estatutariamente, esses órgãos têm obrigação de ouvir os Governos Regionais, mas nada impede que a lei preveja a audição de outras entidades, como é o caso do CAPF, sobretudo, quando a sua função é meramente consultiva e de carácter mais técnico do que político.

Mantém-se de pé a questão.


Porquê, então, o clamor da oposição ?


Cada qual é capaz de encontrar as mais variadas explicações para esse singular facto.


Mas convém não esquecer, nessa apreciação, a recém- anunciada posição do CDS, que decidiu abster-se na votação na Assembleia da República e apresentar propostas de alteração, tendo em conta, especialmente, o caso da Madeira.

Em face disso, até podemos chegar, sempre, à mesma conclusão.


Tanto barulho e tanta gritaria só para disfarçar, aquilo que é indisfarçável.


O problema é da Madeira e das suas aventuras financeiras e não dos Açores nem, muito menos, das Autonomias.




Proposta de Lei nº 97/X


Artigo 27.º



Empréstimos públicos



1 -Os empréstimos a contrair pelas Regiões Autónomas denominados em moeda sem curso legal em Portugal não podem exceder 10% da dívida directa de cada Região Autónoma.


2 -Desde que devidamente justificada e mediante parecer prévio do Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras, a percentagem a que se refere o número anterior pode ser ultrapassada, mediante autorização da Assembleia da República, sob proposta do Governo.


Artigo 30.º



Limites ao endividamento


1 -Os limites máximos de endividamento regional são fixados tendo em consideração as propostas apresentadas pelos governos regionais ao Governo da República e o parecer do Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras, e obedecem às metas estabelecidas pelo Governo da República quanto ao saldo global do sector público administrativo, tendo em vista assegurar o cumprimento do princípio da estabilidade orçamental.


Artigo 40.º


Projectos de interesse comum


1 -A classificação de um projecto como sendo de interesse comum depende de decisão favorável do Governo da República e do governo regional.


2 -As condições concretas de financiamento pelo Estado dos projectos previstos no número anterior são fixadas por Decreto-Lei, ouvidos o Governo Regional a que disser respeito e o Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras.


sexta-feira, novembro 10, 2006

O Decálogo das Mentiras da Web 2.0

  • 1. We learned our lesson last time. And we're going to cash out before this bubble pops.

    Vamos aproveitar a lição da nossa última (má) experiência. Desta vez, vamos abandonar o "barco", antes de tudo isto estourar como um balão.

    2. This is not a bubble. Hot parties, overheated PR pitches, and five or six dozen social networking sites are just healthy indicators of a new boom.

    Desta vez, não se trata de uma "bolha". Festas animadas, operações promocionais, e cinco ou seis dúzias de "sítios sociais" na "net", são sinais saudáveis de novo momento favorável e próspero . É o novo "boom".

    3. It's all about community and sharing. But we told our venture capitalists that our exit strategy will make them rich. (Corollary: But you have to know someone to get into our conference/party.)

    Interessa é comunicar e partilhar. Mas já tivemos o cuidado de avisar o nosso capitalista patrocinador que a nossa saída estratégica o vai enriquecer.

    Corolário: Precisas de alguém das nossas relações que te recomende para participares na nossa conferência/festa.

    4. Online advertising will pay for everything. As if click fraud is any kind of a threat.

    Os anúncios "online" vão cobrir todas as despesas. Cliques fraudulentos são uma verdadeira traição.

    5. These sites are so easy, my mother could use them. And they're so geeky, she has no interest in even trying.

    Estas páginas da Web 2.0 são tão simples que até minha mãe as poderia usar. E ao mesmo tempo exigem tanta perícia que ela nem sequer se arriscaria a sonhar em tentar essa experiência.

    6. The analysts are trustworthy now. Like the one who said MySpace will be worth $15 billion in a few years -- or was that the one who said Amazon was worth $400 a share? Whoops, I'm mixing my bubbles.

    Desta vez, pode-se confiar nos analistas. Por exemplo, naquele que disse que "My Space" valeria milhões em poucos anos... ou será antes, naquele que previu que a "Amazon" nunca valeria mais que umas centenas de dólares? Que chatice... Acho que estou baralhando as "bolhas" todas!

    7. There's no glut of social networks -- young people are always up for trying something new. And we're happy to share in the 17 percent of them who aren't glued to MySpace.

    Não há "redes sociais" em excesso - os jovens estão sempre disponíveis para participar em coisas novas. O nosso alvo são os 17% que ainda não estão grudados no "My Space".

    8. Our site is still in Beta. And it won't be out of Beta until we figure out how to make money from it, or sell it to Google, whichever comes first. (Paraphrased from Ivor Tossell's piece in Canada's Globe and Mail newspaper.)

    O nosso "sítio" ainda está na fase Beta. Pensamos mesmo que, nela, vai continuar , até começar a dar lucro ou o vendermos à "Google". Veremos o que acontece primeiro.

    9. We're different from all those other sites. But we have a silly name, open APIs, some flashy Ajax technology, and other features just like the rest of them. (Thanks again to Tossell.)

    O nosso "sítio" é diferente de todos os outros.Apesar de, como todos os outros, ter um nome atoleimado, usar a mesma tecnologia e até " software" idêntico.

    10. We look forward to working with our new partners at Google. Take the money, hand over the keys and step aside. Larry and Sergey are driving your bus now.

    Estamos ansiosos por trabalhar com os nossos futuros parceiros na "Google". Pegar no dinheiro, deixar as chaves e e "raspar-se", é o nosso lema.O Larry e Sergey da "Google" já aí estão, ao dobrar da esquina.


    A tradução do texto é da nossa inteira responsabilidade. Não teve a intenção de ser literal, mas visou respeitar o seu sentido global. Provavelmente, nem sempre o conseguiu. Aceitam-se correcções, sugestões ou críticas.

    Não me parece que quaisquer comentários possam acrescentar algo de novo ao texto ou ao contexto tipicamente "americano" que ele reflecte. A anos-luz do nosso.

    The Tech Chronicles

quarta-feira, novembro 08, 2006

Descubra as diferenças

Tanta distracção, em 1998?

Para tão grande escândalo, em 2006?

É o que será possível avaliar, pela comparação com o texto de 1998 da Lei de Finanças das Regiões Autónomas, que criou o Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras, com a aprovação explícita de todos os partidos e o consenso, explícito ou implícito, de todos os "grandes" e "pequenos" autonomistas, e o texto da actual proposta de lei presente na Assembleia da República.

Compare, então, por favor...



E, se continuar a achar, que a adição de uma alínea e a mudança de um verbo, alteraram a natureza e as funções de uma entidade pacificamente criada e aceite desde 1998,
então,
brade aos céus,
clame contra o centralismo,
rasgue as suas melhores vestes de autonomista,
bata-se pela intransigente defesa dos grandes princípios da autonomia,
junte-se, heróica e decididamente, a João Jardim, Costa Neves, Joaquim Ponte, Mota Amaral, Gustavo Moura e outros que tais.

Se não achar, faça como eu.
Pergunte:
Tanto barulho, porquê e para quê?
Onde dói a João Jardim é fácil de perceber.
A dor-fantasma de todos os outros é que não dá para entender.
Então, cortaram-lhes a tal "perna" da autonomia em 1998 e só agora, em 2006, é que eles a choram?

Até acho muito bem que Costa Neves tenha ido carpir a sua "grande" dor para a Madeira.
Espero que os madeirenses não o esqueçam.
Os açorianos não o vão esquecer.
Só não percebo por que é que todos eles não imitam em tudo João Jardim.
Façam-no em nome da Madeira.
Porque bem parece em vão, invocar aqui o nome dos Açores!





Proposta de Lei 97/X/2


Aprova a Lei de Finanças das Regiões Autónomas, revogando a Lei n.º 13/98, de 24 de Fevereiro.



Artigo 11.º

Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras

1 - Para assegurar a coordenação entre as finanças das Regiões Autónomas e as do Estado, funciona, junto do Ministério das Finanças e da Administração Pública, o Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras, com as seguintes competências:

a) Acompanhar a aplicação da presente lei;

b) Analisar as políticas orçamentais regionais e a sua coordenação com os objectivos da política financeira nacional, sem prejuízo da autonomia financeira regional;

c) Apreciar, no plano financeiro, a participação das Regiões Autónomas nas políticas comunitárias, nomeadamente as relativas à união económica e monetária;

d) Assegurar o cumprimento dos direitos de participação das Regiões Autónomas na área financeira previstos na Constituição e nos estatutos político-administrativos;

e) Analisar as necessidades de financiamento e a política de endividamento regional e a sua coordenação com os objectivos da política financeira nacional, sem prejuízo da
autonomia financeira regional;

f) Acompanhar a evolução dos mecanismos comunitários de apoio;

g) Emitir os pareceres estipulados no n.º 4 do artigo 27.º, no n.º 2 do artigo 30.º, e no n.º 3 do artigo 40.º;

h) Emitir pareceres a pedido do Governo da República ou dos governos regionais.

2 - O Conselho reúne ordinariamente uma vez por ano, antes da aprovação pelo Conselho de Ministros da proposta de Lei do Orçamento do Estado e, extraordinariamente, por solicitação devidamente fundamentada do Ministro das Finanças ou de um dos governos regionais.

3 - A composição e o funcionamento do Conselho, que integra representantes nomeados pelos governos regionais, são definidos por despacho conjunto do Primeiro-Ministro e do Ministro das Finanças, depois de ouvidos os Governos Regionais dos Açores e da Madeira.



Lei nº 13/98 de 24 de Fevereiro (pag.3 do pdf)

Artigo 9º

Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras


Para assegurar uma mais correcta articulação entre as finanças das Regiões Autónomas e do Estado,funcionará junto do Ministério das Finanças o Conselho de Acompanhamento das Políticas Financeiras,que terá a sseguintes competências:

a) Acompanhar a aplicação da presente lei;

b) Analisar as políticas orçamentais regionais e a sua articulação com os objectivos da política nacional, sem prejuízo da autonomia financeira regional;

c) Apreciar,noplanofinanceiro,a participação das Regiões Autónomas nas políticas comunitárias,nomeadamente as relativas à união económica e monetária;

d) Assegurar o cumprimento dos direitos de participação das Regiões Autónomas na área financeira previstos na Constituição e nos estatutospolítico-administrativos;

e) Analisar as necessidades de financiamento e apolítica de endividamentoregional;

f) Acompanhar a evolução dos mecanismos comunitários de apoio;

g) Pronunciar-se sobre o financiamento dos projectos de interesse comum;

h) Dar pareceres a pedido do Governo da República ou dos governos regionais.

2—A composição e o funcionamento do Conselho,que integrará representantes dos governos regionais, e demais aspectos relativos ao seu funcionamento serão definidos por despacho conjunto do Primeiro-Ministro e do Ministro das Finanças,depois de ouvidos os Governos Regionais dos Açores e da Madeira.
Lei nº 13/98 de 24 de Fevereiro (pag.3 do pdf)

A nova alínea e alteração de um verbo terão mesmo modificado a natureza e as funções deste, até agora, incontestado, Conselho?

É o que podemos tentar perceber em próxima ocasião.







terça-feira, novembro 07, 2006

O Aloím ?...Valha-nos Deus!


Foi já há uma semana que assisti, na nossa televisão regional, aos esforços desesperados e às mal alinhavadas e balbuciadas tentativas de um sociólogo da nossa praça, para explicar a "expansão" e a "força" que as singulares comemorações do Haloeen teriam entre nós ( entenda-se Ponta Delgada e montras das suas lojas), ao contrário do que aconteceria no continente português, (provavelmente também reduzido a Lisboa e arredores).
Mas foi só ontem, que, acasos vários, me fizeram chegar às mãos, a edição da revista do Diário Insular do passado domingo, em que Luís Fagundes Duarte, na sua habitual crónica semanal e no seu peculiar e saboroso estilo, nos demonstrava aquilo que o dito sociólogo televisivo se enredava em explicar.

Se ainda não leu, não perca a oportunidade.

Também, se tiver oportunidade, tente que o referido sociológo e alguém da nossa regionalíssima televisão se dêem ao útil incómodo de lê-lo.

Se ainda tiver oportunidade para isso, tente mostrar aos responsáveis da nossa regionalíssima televisão, que mais vale eles tentarem preocupar-se com manter ou reactivar velhas tradições como o pão por deus do dia 1 de Novembro, do que contribuir, zelosamente, para se estimular a macaqueação, na noite anterior, do equivalente festivo do Mcadonald que é o saxónico Haloeen.
Finalmente, divirta-se a repetir, alto ou baixinho, a tradicional cantilena da

Soca Vermelha
Soca Rajada
tranca no cú
a quem não dá/ não sabe nada.


O Aloím do Pão Por Deus

Procure na página 10

´

sexta-feira, novembro 03, 2006

ÁLAMO ESGUIO


Mar! O Mar. Arremedo tenebroso da insondável eternidade!


Mar! O mar.
Um céu de água onde Cristo embarcou,
por entre o bem e a mágoa da barca-em-cruz
que nos levou
ao porto da sua luz!
ÁLAMO ESGUIO
(via Login)


O mar-espelho
continua
aberto
para o mergulho dos sentidos
e o espelho da alma


No



ÁLAMO ESGUIO

ÁLAMO ESGUIO

quinta-feira, novembro 02, 2006

Uma tradição que acaba...



a proposta de Plano para 2007, ontem entregue pelo vice-presidente do Governo Regional, Sérgio Ávila, na Horta ao presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Meneses.

(via Diário Insular OnLine)



...e Outra tradição que começa?


É a pergunta que me parece justificado fazer, a propósito desta errada informação do DI sobre a entrega, na Assembleia Legislativa do Açores, da proposta de Plano para 2007.
Ela foi, efectivamente, entregue palo Vice Presidente do Governo Regional.
Mas foi recebida por um dos Vice- Presidentes da Assembleia.
Por sinal, o Vice-Presidente do PSD.
Não sei se esta circunstância também terá algum significado.
O que sei é que nunca teria acontecido, com o PSD na Presidência da Assembleia.
Pelo menos, o PSD que todos os açorianos conheceram até perder o poder em 1996.
Mas, o que tem, realmente, significado é a recepção do documento ter sido feita, pela primeira vez, por um Vice -Presidente da Assembleia.
A tradição, até ao início desta legislatura, tinha sido, desde sempre, a do Presidente do Governo se deslocar à Assembleia para entregar o documento. E, como se impunha, o Presidente da Assembleia recebia-o.
Até que...
a entrega começou a ser feita por um dos Vice-Presidentes do Governo. Mas este continuou a ser recebido pelo Presidente da Assembleia.
Parecia evidente o desacerto protocolar e institucional.
Mas manteve-se o desacerto, sem qualquer contestação conhecida, pelo menos publicamente, nos anos seguintes.
Até que...
Até que, este ano, se repôs o equilíbrio.
E até pode ter sido por acaso, ou em razão de qualquer circunstância fortuita.
Espero que não.
E espero, sobretudo, que seja, de facto, o nascimento de uma nova tradição.

terça-feira, outubro 31, 2006

Números que impressionam e...




Microsoft superou Yahoo e Google em setembro - O Globo Online

Mais de 726,7 milhões de pessoas navegaram na internet em setembro, a maioria em sites da rede da gigante Microsoft. Foi o que constatou a consultoria internacional comScore em levantamento de visitantes únicos (unique visitors) com idades acima dos 15 anos. Pelos dados relativos a setembro, os sites ligados à Microsoft receberam pelo menos 505,47 milhões de visitantes únicos, pouco acima dos 480,6 milhões que acessaram sites do Yahoo!. Em terceiro no ranking dos 15 portais mais acessados aparece o Google, com 467,49 visitantes únicos. Em seguida estão os sites que pertencem ao portal de leilões eBay (237,32 milhões) e à Time Warner Network (217,84 milhões).
Microsoft superou Yahoo e Google em setembro - O Globo Online




...Números que esmagam



854 millions d’affamés dans un monde plus riche "
Les tendances les plus récentes sont préoccupantes " Huit cent cinquante-quatre millions de personnes sont sous-alimentées dans le monde - elles disposent de moins de 1 900 calories par jour -, dont 820 millions dans les pays en voie de développement (contre 823 millions en 1990). Le rapport annuel publié, lundi 30 octobre, par la FAO, l’Organisation des Nations unies pour l’alimentation et l’agriculture, ne traduit pas d’amélioration depuis dix ans. Les chefs d’Etat et de gouvernement de 180 pays s’étaient donné comme objectif, lors du Sommet de l’alimentation de novembre 1996, de diviser par deux le nombre d’affamés d’ici à 2015.
Journal Electronique

segunda-feira, outubro 30, 2006

A "Lei do Muro": O "Bush da Lei"

Journal Electronique


DANS leurs discours de campagne, les deux candidates à l’élection législative au Nouveau-Mexique n’en parlent jamais. Si quelqu’un pose la question, elles offrent des réponses prudentes. " L’immigration ressemble à l’avortement : un sujet qui divise tellement qu’il vaut mieux l’éviter ", explique Brian Sanderoff, directeur d’un institut de sondages d’Albuquerque. Le président américain, George Bush, a signé, jeudi 26 octobre, la loi créant officiellement le mur d’un millier de kilomètres sur la frontière mexicaine, décision qualifiée de " grande erreur " par le président élu du Mexique, Felipe Calderon, qui a comparé jeudi le futur édifice au mur de Berlin.


(..)Pour Alex Trujillo, qui parle encore le castillan que ses ancêtres ont apporté dans la région il y a trois cents ans, le président Bush est responsable de tout, y compris de l’afflux récent d’immigrants : " Il a voulu une main-d’oeuvre à bas prix, pour casser les syndicats. " Quant à la barrière, " je suis pour, dit-il. A condition qu’on mette les républicains de l’autre côté ".
Journal Electronique






O autor da lei merece a lei.
E a lei merece o autor da lei.
O nome da lei não podia ser outro: Lei do Muro.
O autor do muro não podia ser outro: George Bush.
Só mesmo Bush podia ter inventado uma lei como esta.
Só mesmo uma lei como esta podia ter um nome como este.
O muro é de Bush. A lei também.
O muro a proteger a lei. A lei a proteger o muro.
Ambos a proteger Bush.
Uma política de imigração de uma nação com 43 milhões de imigrantes,
que coloca o problema da imigração ao mesmo nível do tema-tabú do aborto,
só poder ter como resultado final: um muro e uma lei do muro.
E só pode ter um mesmo autor: O Bush do muro.O Bush da lei do muro.


E por que não fazer a vontade ao Alex Trujillo, "aborto" hispano americano com três séculos de América?
Atirar o Bush, para o outro lado do muro.
Do muro da sua lei.
Que não da lei do seu muro.






sexta-feira, outubro 27, 2006

A Tentação do braço de ferro

Journal Electronique


Le général de Gaulle n’avait sans doute pas imaginé, en 1962, quand il fit adopter la réforme de l’élection présidentielle, une telle dérive du suffrage universel. En 1965, pour le premier scrutin, seuls six candidats étaient sur les rangs. En 2002, seize prétendants à l’Elysée s’étaient présentés. Pour 2007, et alors que les principaux partis n’ont pas encore désigné leur champion, trente-quatre candidats sont, à ce jour, officiellement déclarés ! Certes, tous n’auront pas les 500 parrainages requis pour aller jusqu’au bout, mais cette explosion de candidatures n’est pas de bon augure. La flambée de vocations présidentielles est particulièrement forte à gauche.(...)
Mais tout se passe à gauche comme si aucune leçon n’avait été tirée du séisme du 21 avril 2002, quand Lionel Jospin, confronté à sept concurrents de gauche et d’extrême gauche, qui avaient totalisé 26,71 % des suffrages, avait été éliminé dès le premier tour. Le but de l’élection présidentielle est d’élire un(e) président(e) de la République, et non de présenter une photographie de toutes les composantes et sous-composantes du paysage politique. Un tel émiettement peut être d’autant plus préjudiciable à la démocratie que, pendant ce temps, sans même avoir besoin de s’exprimer, Jean-Marie Le Pen continue de gagner du terrain. © Le Monde
Journal Electronique







Tem de se considerar deveras estranha esta, por assim dizer, doença infantil da esquerda europeia,de aproveitar todas as oportunidades do calendário eleitoral, para medir forças entre as suas diversas divisões e tendências.
Em Portugal, também tem sido esta a regra, em eleições presidenciais.
Recordem-se apenas dois casos, com resultados finais opostos.
As eleições presidenciais de 85.
Com a divisão da esquerda portuguesa, passando também por dentro do Partido Socialista com as candidaturas de Salgado Zenha e Mário Soares, mas alargando-se para além dele, com Maria de Lurdes Pintassilgo e o inevitável candidato do PC, cujo nome nunca fica sequer para o rodapé da nota histórica do acontecimento.
A inércia histórica, de então, vivendo ainda da memória recente dos anos de Abril, permitiu à esquerda a tábua de salvação da 2ª volta.
Nas últimas eleições presidenciais, 20 anos depois, já não houve tábua de salvação possível, para a esquerda perdida no labirinto das suas pequenas querelas.
Com responsabilidade agravada para o PS, com o seu eleitorado salamizado entre um candidato fora de prazo de validade histórica, Mário Soares, e outro candidato, Manuel Alegre, que apenas federava o eleitorado dos eternos descontentes e insatisfeitos com qualquer política que vá para além da simples retórica proclamatória dos grandes princípios.
O resultado final é conhecido.
A curiosidade é que, em França, se está correndo o risco de repetir Portugal.
Para mal da esquerda francesa e da própria França, que bem parece necessitar de um forte abanão histórico para sair dos seus crónicos impassses sociais e políticos recentes.





quinta-feira, outubro 26, 2006

Portugal: O menos sueco dos países latinos

La Vanguardia - La Libreta - El modelo sueco no se exporta











Parece incontestável que assim é.
Pelo menos, no que respeita a assumir responsabilidades por acontecimentos ocorridos, no âmbito das competências e responsabilidades de entidades públicas.
Na Suécia, os ministros demitem-se por pequenas infracções cometidas na sua vida particular.
Não pagar os descontos de uma empregada doméstica para a segurança social ou a taxa de televisão.
Em Portugal, caem pontes.
Morrem pessoas.
Demite-se o Ministro com a pasta das obras públicas, mas mais nada acontece.
Ou melhor dito. Acontece o mesmo de sempre.
A comunicação social faz um grande escarcéu. Mas também, sem conseguir, nunca, carrear quaisquer elementos úteis para o esclarecimento dos factos.
Os representantes das vítimas fazem um grande alarido clamando por vingança.
Exactamente no mesmo estilo daqueles que se postam, estrategicamente, à porta dos tribunais, apenas para dar vazão aos impulsos mais primários de gritar aos arguidos ou simples suspeitos aquilo que, aos domingos, gritam contra os árbitros de futebol, os treinadores que perdem jogos e os jogadores que falham penalties e, nos dias úteis, sussurram contra os patrões, que os empregam ou vociferam contra os políticos em que, eles próprios, votaram.
O Ministério Público é um saco roto que nem consegue guardar os segredos de justiça a que é obrigado, nem construir processos que resistam às exigências das provas em tribunais.
Os tribunais cometem erros processuais de palmatória, até em simples notificações que anulam, em segunda instância, aquilo que, muito, muito lentamente, foi conseguindo fazer prova em primeira instância.
Os sindicatos dos Magistrados barafustam a sua indignação contra o ministro, que os liberta da dura obrigação de gozarem dois meses seguidos de férias, mais as intermitências do Natal e da Páscoa, para "adiantar" o trabalho que deixam atrasar nos outros 9/10 meses de trabalho(s).
Entretanto, o país, farto de pactuar com tanta (s) injustiça(s), vê os, assim chamados, partidos de governo ( com o despeito do terceiro partido, que se diz do "arco governativo"- não seria antes do "arquinho e balão governativo"?-), com a benção de Belém, a tecer um pacto para a Justiça!
Teçam, teçam, mas que a justiça deixe de ser, em Portugal,uma manta de retalhos mal cerzida!
Em modelo sueco!
Em modelo celeste!
Ou sem modelo nenhum!
Mas que venha, para matar a fome e sede de justiça deste bem-aventurado(!) país.








El modelo sueco tiene también estas cosas. A los servidores públicos se les exige total transparencia. Y si se descubre una pequeña irregularidad, aunque sea en cuestiones tan triviales como la seguridad social de una empleada doméstica o el pago de la cuota de televisión, dimiten con la misma rapidez con que fueron nombrados. El modelo sueco no ha arraigado en el Mediterráneo. Ni en Catalunya ni en España ni en Italia. Francia tampoco se libra. No me imagino la dimisión de un ministro por estas menudencias. Tiene que producirse un gran escándalo para que alguien considere la posibilidad de dimitir. No quiero pensar qué sería de nuestros ayuntamientos, de la mayoría de autonomías o de los gobiernos de Madrid si el modelo sueco se aplicara en España. Con la gran cantidad de grúas que cubren los cielos peninsulares, con los planes de urbanismo que conceden licencias para edificar, para talar bosques, para construir campos de golf, para destrozar el medio ambiente, me temo que nos quedaríamos sin gobernantes.
La Vanguardia - La Libreta - El modelo sueco no se exporta






segunda-feira, outubro 23, 2006

Blogueiros na China terão de usar nomes verdadeiros

 

Verdadeiras também, são as dores de cabeça do Governo chinês com os blogues.
E não é por causa da sua quantidade, que, como tudo o que diz respeito à China, é sempre, estatisticamente esmagadora.
É por causa da  característica mais genuína dos blogues: a sua espontaneidade e dimensão estritamente pessoal.
Expressão maior da liberdade pessoal de agir e reagir, o movimento bloguista só tem possibilidades de progredir na sua específica  função, numa cultura em que o indíviduo seja centro e motor.
Todos sabemos que a China vive marcada por uma cultura milenar que sempre privilegiou os valores colectivos sobre os individuais e por uma cultura política recente  de matriz comunista que se orienta em idêntico sentido.
 Em todo o caso, é mais um exemplo a acompanhar, para tentar perceber o resultado final deste choque, entre um instrumento tecnológico novo, em conflito com um padrão cultural milenar. 

 

 

A China é o segundo maior país em número de internautas, com 123 milhões, e calcula-se que existam cerca de 34 milhões de blogs no país, sendo que alguns entraram na lista de mais lidos do planeta, como o da atriz e diretora Xu Jinglei.

O Governo comunista chinês é um dos que mais restringem a liberdade de expressão na Web, bloqueando milhares de páginas no exterior e até mesmo prendendo jornalistas e ativistas por publicarem artigos críticos sobre a China.

Source: Blogueiros na China terão de usar nomes verdadeiros :: Estadao.com.br

sexta-feira, outubro 20, 2006

O Mar e a Dor

No mar e na dor,
megulharam
todos os nossos poetas.
Com sal, com lágrimas.
Com tragédia e paixão.
Com luar e romance,
Com sonhos e ilusões.

Por que não,
marcar um encontro
com esse mundo,
na poesia de Coelho de Sousa?
No


ÁLAMO ESGUIO

ÁLAMO ESGUIO

quinta-feira, outubro 19, 2006

O clike para a outra vida

La Vanguardia - Código binario - Cavernas virtuales


Kerckhove puso el ejemplo de la cada vez más célebre Second Life, una comunidad virtual que cuenta con cerca de un millón de habitantes en forma de avatar. A través de ellos se puede vivir una vida paralela a la física, realizando transacciones económicas, disfrutando y ofreciendo todo tipo de servicios, relacionándose con otros miembros -muchas veces sexualmente- e incluso contrayendo matrimonio. Una vuelta más de tuerca a esta idea de realidad virtual la ha dado la agencia Reuters, que recientemente ha llegado a un acuerdo para servir noticias en y sobre este mundo. El creador de Second Life, Philip Roseadle, definió con una palabra en una reciente entrevista qué era lo que ofrecía su mundo para tener tantos adeptos: "Identidad". Disponer, en cierta forma, de una vía para ser lo que se quiera ser.
La Vanguardia - Código binario - Cavernas virtuales


Segundas vidas?
Quem as não tem?
Quem as não teve?
Pelo menos, sonhadas, antecipadas, imaginadas ou projectadas em mil e uma formas de substituição ou sublimação?
Quem não acalentou e alimentou, ao lado do seu mundo real do dia a dia, um mundo paralelo e com regras exclusivas e únicas?
O problema sempre foi e continua a ser:
Que fazer a estas "segundas vidas"?
Somá-las às vidas reais?
Subtrair-se, através delas, às vidas reais?
Encontrar, neste mundo, aquilo que as religiões só prometem para o outro?
E que a política já chegou a prometer também para este mundo?
Compete a cada qual, encontrar a sua resposta.
Ela torna-se é mais premente, na actualidade, porque a porta desse mundo-outro, desse mundo virtual, não precisa de ser empurrada ou destrancada, basta ser clikada.
Pois, então, clike.



Second Life: Your World. Your Imagination.

Second Life: Your World. Your Imagination.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Quando o princípio mais parece o fim...

DN Online: Pinto Monteiro enfrenta primeira crise do mandato



DN Online: Pinto Monteiro enfrenta primeira crise do mandato (via DIÁRIO DE NOTÍCIAS - Capa DN Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006)


É uma primeira crise que mais parece... a última.
Por ser, na realidade, ante-primeira.
Porque é sobre a primeira decisão que o novo Procurador toma sobre uma das relevantes condições para o exercício do seu mandato.
A escolha do seu principal colaborador.
Por isso mesmo, pode-se considerar como uma acção prévia ao começo do exercício do mandato.
Apenas é posterior no tempo.
Mas é-lhe, realmente, anterior, como pressuposto para o exercício daquela função.
O que não parece haver dúvida, é que o plano inclinado da credibilidade do cargo, que o anterior procurador conseguiu minar pelos seus próprios erros e insuficiências, promete continuar.
Mas, agora, por obra daqueles que não se mostram nada interessados que a acção deste Procurador se inicie sem dúvidas públicas sobre as condições com que pode contar para o desempenho eficaz das suas competências.
Só ocorre perguntar: Não terão sido estas circunstâncias ( de pessoas ou de ambiente) que conseguiram, no mandato do anterior procurador, que as reais insuficiencias e obstáculos da "corporação" do MP passassem, aos olhos dos portugueses, por erros aparentes e pessoais de Souto Moura?


Vítima de si próprio, tanto como "bode expiatório" de outros?



quinta-feira, outubro 12, 2006

A virar folhas do calendário

Foi esta a  minha principal ocupação nestes últimos dias.
E que teve como consequência levar-me a interromper, mais do que o habitual, as minhas deambulações  pelas terras da blogolândia.
Esta minha ocupação e preocupação com as folhas mortas do calendário dos meus dias é mania recente.
Só começou a acontecer, quando as folhas mortas do calendário outonal dos dias passados começaram a ter mais peso e importância pelos dias de ontem do que pelos dias de amanhã.
Pelos ciclos de vida que vai encerrando do que pelos caminhos de futuro que vai abrindo.
E corre o risco de se tornar num lastro incómodo que nos torna mais pesadas e menos aliciantes as corriqueiras tarefas de todos os dias, como esta de debitar algumas linhas para um blogue.
Veremos, nos próximos dias,  se se  trata apenas de uma ligeira "gripe" outonal. Talvez, até, por, este ano, ainda não ter conseguido chegar  ao meu "inflovac" habitual.
O mais curioso é que até o meu computador parece estar atingido por uma maleita equivalente.
Há uns dias para cá, vira-me as costas com apagamentos súbitos.
Já falei com o meu "115" dessas emergências para o curar dos "desmaios".
Aguardemos melhores dias! 

sábado, outubro 07, 2006

Açores do futuro, rochedos urbanísticos, encurralados entre baías e colinas?

 

Na Madeira, vinte anos de "urbanismo hoteleiro" foi o tempo necessário para transformar o Funchal, numa caricatura de "Monte Carlo, encurralado entre a baía e as colinas".
Nos Açores, não é apenas um.
São três.
Os candidatos a esta metamorfose hoteleira.
Ponta Delgada, Angra e Horta.
Quantos anos serão necessários para conseguir tal in/e/volução?
Vale uma aposta?
Ao ritmo açoriano  tradicional de progressão ternária, a três tempos, portanto, arrisquemos o prognóstico.
Vinte anos, para Ponta Delgada.
Entre trinta a quarenta, para Angra e Horta. 
A verdade é que, nesta matéria, o tempo da transformação nem sequer interessa muito.
A sua aparente inevitabilidade assusta muito mais.

 

 

Madère, rocher fleuri de l'Atlantique

Si les variétés de plantes semblent infinies, les constructions se multiplient dans une partie de l'île depuis vingt ans, au risque de la dénaturer.

 

Au cours des vingt dernières années, les constructions s'y sont multipliées, sans grande précaution urbanistique. Des immeubles de taille impressionnante ont notamment été construits par les groupes hôteliers. Le développement du tourisme permet certes d'offrir des emplois à une population qui a longtemps été contrainte d'émigrer vers l'Afrique ou l'Amérique du Sud, mais il risque de transformer ce qui fut une charmante ville en un petit Monte-Carlo, coincé entre la baie et les collines.

Link to Le Monde.fr : Les titres du Monde

sexta-feira, outubro 06, 2006

Em Portugal, qual é a"pequena diferença"?

 Entre aquilo a que, pomposamente, se chama jornais e jornalismo de referência e o sensacionalismo "tablóide"?
Uma das pequenas diferenças está em que o primeiro tipo de jornalismo "recorre (deve recorrer sempre) aos indispensáveis mecanismos de objectividade: pluralidade das fontes, investigação cuidada,  preocupação de ouvir sempre o "outro lado" em pé de igualdade, com franqueza e lealdade", tal como consta de conhecido "Livro de Estilo" de um outro OCS de referência.

Esta é a teoria.
E, por regra, parece  não passar de teoria, no jornalismo português.
Uma prova, de facto, imediata, é o desmentido solene que tanto Portas como Marcelo fizeram da parangona principal do Expresso da semana passada sobre "concertações" e "pactos", em relação ao aborto, em que aparecia "orquestrada" toda a direita pensante, bem pensante e actuante.
A outra prova mais geral, é muito daquilo que se  ouviu, na reflexão da classe jornalística, sobre a "morte" do "Independente".
No programa do "Clube dos jornalistas" alguém dizia que as práticas de jornalismo agressivo e sensacionalista que caracterizaram os anos de glória do "Independente", nada tinham de exclusivo daquele jornal.
Eram ( e são) moeda corrente em todas as redacções dos outros jornais portugueses.
Não é sem alguma razão que se pode dizer que esta foi uma das práticas que, a prazo, acabou por ser suicidária para o "Independente" e está encaminhando muitos jornais portugueses para o destino de uma morte, lenta, mas inexorável.

Portas e Marcelo lançam ‘pacto’ para o aborto

Zita Seabra organiza, Portas e Marcelo orquestram. Direita quer arquivar processos contra mulheres

Deputados do PSD e do PP vão concertar posições para dar um sinal de ‘boa vontade’ na questão do aborto. No dia em que o referendo for discutido no Parlamento, propõem o arquivamento de todos os processos contra mulheres que abortaram. A ideia - que visa retirar um dos principais argumentos aos defensores do ‘sim’ - partiu, entre outros, de Paulo Portas e Marcelo, mas é Zita Seabra (deputada do PSD, e primeira deputada a defender o aborto na Assembleia, quando era do PCP) a organizadora de um projecto-lei que visa ter, já na quarta-feira, assinaturas de deputados das bancadas da direita e ‘‘talvez de deputadas da bancada do PS’’. »

Source: EXPRESSO

quarta-feira, outubro 04, 2006

Há acidentes e...acidentes

 Para uma Região que mal começa a lançar-se, a sério, na exploração de correntes de turismo altamente selectivas e exigentes, acidentes como este, nas circunstâncias ontem descritas pelo telejornal da RTP-Açores,

  • não podiam ter acontecido;

 

  • não podem voltar a acontecer;

 

  • Só, por um acaso muito improvável, é que   podem deixar de ter consequências altamente negativas para a imagem do turismo na Região; 

 

  • Como argumento de contra-campanha turística contra os Açores, oferecido de mão-beijada pelo próprios Açores, pode-nos vir a  custar mais caro de que todas as campanhas favoráveis, até hoje realizadas; 

 

  • Não podem deixar de levar à tomada de decisões drásticas que impeçam a repetição de casos destes , em circunstâncias similares de "vazio" funcional de comunicações e prevenção.

 

NA MONTANHA DO PICO
Norte-americana encontrada morta

 

Paula Clark terá subido a montanha (com 2.351 metros de altura) na passada sexta-feira, mas só na segunda-feira é que os bombeiros foram alertados para o seu desaparecimento.

 

Source: Diário Insular OnLine

terça-feira, outubro 03, 2006

O sindicato que não gosta de cães

Parece-me a única novidade a retirar da violenta polémica que está a opor o SMMP(Sindicato dos Magistrados do Ministério Público) a alguns directores de jornais.
Parece que não gosta, nem de cães de guarda, nem de cães que ladram.
Mas este é um problema que alguma associação especializada mais imaginativa poderá vir a resolver no futuro,
criando um raça canina alternativa, que não guarde nem ladre, para tranquilidade do intranquilo sindicato.
O mais difícil de conseguir, numa sociedade democrática, é que jornais e seus directores não opinem sobre percursos tão controversos e singulares como os do Procurador Geral que sai e do Presidente do Conselho de Magistratura que entra.
O primeiro, porque continua a mostrar, até ao último suspiro público, que seis anos no cargo não chegaram para ele próprio perceber a razão da teia de incongruências, incompetências e passos em falso, em que se deixou enredar.
O segundo, porque mostra, desde a sua primeira preocupação, manifestada ao chegar ao cargo, com a aspiração corporativa de conseguir representação no Conselho de Estado, que as aspirações da classe continuam a prevalecer sobre as preocupações com a administração da justiça.
Saliente-se ainda a originalidade do recurso, num comunicado sindical, à mais, pretensamente, elevada erudição literária para descer ao mais baixo insulto pessoal.
Para o efeito, estragar o nome de duas figuras da literatura de dois países é um luxo verdadeiramente asiático.


114589


O sindicato lembra que já num seu ensaio Paul Nizan caracterizava a comunicação social do seu país [França] como "Os novos cães de guarda". E explica: "Conhecendo-se as ligações e dependências económicas, familiares e políticas de directores de jornais e televisões e dos seus principais jornalistas e comentadores (...), não nos podemos espantar com o uniforme e militante sentido ideológico da mensagem veiculada pela maioria desses órgãos de comunicação."

A direcção termina o seu editorial com a citação de um poema de Félix Cucurull: "Não me engraxem os sapatos nem me cortem o cabelo (...) A esmola dava-me volta ao estômago e deixava-me um gosto amargo na boca (...) Porém rejeito o preço que me querem impor estes homens que ladram pela boca dos seus cães."


DN Online Sindicato de magistrados compara directores de jornais a cães de guarda

segunda-feira, outubro 02, 2006

- Actualidade - PSD pressiona Cavaco

 E Cavaco pressiona quem?
Ao receber a Associação Nacional  de Municípios, quando a proposta de Lei das Finanças Locais está apresentada na Assembleia da República para debate?
Foi regra sagrada de anteriores Presidentes da República não darem audiências a entidades directamente interessadas em assuntos em discussão noutros órgãos de soberania, enquanto esses debates não estivessem encerrados nesses órgãos.
Quais são as regras "sagradas" deste Presidente?
Fazer o contrário dos anteriores, como já aconteceu com os diplomas de que é o  primeiro responsável... porque os  publica, e o  primeiro que os desacredita... porque é o seu... primeiro crítico? 
Afinal, a originalidade da "cooperação estratégica" prometida por este Presidente estará em manter este regime "meteorológico" de baixas pressões presidenciais sobre o Governo e a Assembleia da República, até elas acabarem por explodir, mais tarde ou mais cedo, num conflito aberto entre órgãos de soberania?
É uma hipótese que não desagradaria nada, a alguma direita extra-parlamentar e mesmo...parlamentar!

 

Finanças Locais

PSD pressiona Cavaco

Source: EXPRESSO – Notícias, opinião, blogues, fóruns, podcasts. O semanário de referência português.  - Actualidade - PSD pressiona Cavaco

domingo, outubro 01, 2006

O melhor é mesmo abortar

 Juntar o pior da esquerda  arrependida
com o pior da direita "oportunista", na tentativa
de travar a história, com uma habilidade pseudo jurídica, só pode mesmo resultar em "interrupção voluntária" da iniciativa.
Então, suspendiam-se os julgamentos, mas continuavam a aplicar-se penas "de trabalho comunitário" e outras , como?
Pela mansa mão da Ana ou pela mão direita
da "esquerdistazita" Seabra?

 

 

Grupo de deputadas antecipa aborto

Um grupo de deputadas do PSD deverá apresentar no Parlamento, nos próximos dias, um projecto que prevê a suspensão provisória dos julgamentos por prática de aborto. Em alternativa à pensa de prisão, propõem trabalho comunitário e a obrigatoriedade de participar em sessões de planeamento familiar

Ver artigo

A iniciativa partiu de Zita Seabra e de Ana Manso (PSD),

Source: Sol

sábado, setembro 30, 2006

Uma saída possível

 Não sei esta (eventual) inovação do "Sol," de atrasar para o início da semana seguinte, a leitura completa, 0nline, das notícias que publica no fim de semana anterior e de apresentar, na net,  no dia da saída da sua edição impressa, o número da edição anterior, será uma das  soluções possíveis para a imprensa escrita responder aos desafios da nascente sociedade da informação.
O  que é certo é que se trata de  uma tentativa muito mais inteligente do que a ensaiada pelos jornais belgas a que me referi em entrada anterior.
Seja como for, há muitas outras,  já tentadas por outros OCS tradicionais.

 

 

Continue a ler esta notícia na edição em papel disponível online 2ª feira.

Source: Sol

sexta-feira, setembro 29, 2006

Cinco perguntas belgas de alcance universal

 Depois do confronto jurídico da imprensa belga com a Google,
começam a aparecer as perguntas de fundo sobre as verdadeiras questões que, hoje, se colocam à  imprensa escrita face às novas formas de comunicação.
Três características importantes já ela perdeu.
Restam-lhe duas.
Ambas discutíveis e precárias.

 

1. La presse écrite a-t-elle encore l'exclusivité de l'information ? Réponse : De moins en moins ou souvent pas du tout. L'info brute est sur le net et en plus… gratuitement
2. La presse écrite a-t-elle encore le monopole de la rapidité de l'information ? Non. Face à Internet, même un quotidien apparaît comme dépassé alors que les portails offrent des informations réactualisées toutes les demi-heures
3. La presse écrite a-t-elle le monopole du volume de l'information ? Là encore, il n'y a pas photo… les infos sur web sont illimitées. Comme disent les Américains, “you name it, we got it”.
4. Posons également la question du prix ? La radio est gratuite, la TV aussi, Internet l'est aussi et on a même aujourd'hui une presse quotidienne du genre Metro, plutôt bien faite et …gratuite
Bref, aujourd'hui, il n'y a plus que la presse écrite qui est encore payante. Est-ce tenable à moyen terme face aux jeunes générations qui sont désormais habituées à ne plus rien payer ?
5. Reste la dernière et provisoire question: qu'en est-il de l'analyse et de l'explication ? Pour le moment, la presse écrite a encore un avantage sur ce point là. Pour la simple raison que les journalistes sélectionnent et hiérarchisent l'information. En clair, ils lui donnent du sens, ce qui n'est pas rien. Et ce qui n'est pas le cas du Net qui reste encore (excusez-moi de l'expression), un « foutoir à informations ».
D'où ma vraie dernière question : les jeunes générations veulent-elles encore du sens ou se contentent-elles d'une info brute ? La question reste posée.

Source: Trends.be

A devagarosa morte

autoretratojab (capa) 11

Como se em surdina madurassem os figos


Em vão
procurei a doçura pelos ramos de agosto, essa voz que
ouvi nos confins de um século.


(...)


Quando se vai para o outono, modula-se a vida
de fios brancos,
sons que pesam numa cabeça meditativa


(...)


Envelhece- se com as pancadas de uma arqueologia lunar;
flechas que assinalam outros campos, de um lado as
vinhas,
a maturação das uvas;
algures um vestígio de praias, paixões, a alma condoída.


Com tão pouco se fundam os alicerces, a casa de um homem:
caves, cúpulas, os alpendres virados ao mar,
o primeiro beijo ao entardecer das sebes.

Morre-se tão de repente.
Morre-se devagarosamente

quinta-feira, setembro 28, 2006

À Sombra do Álamo Esguio

Aceite um bom conselho!
Para saborear em pleno os amenos raios de sol
deste açoriano outono primaveril, acolha-se à boa sombra  do
ÁLAMO ESGUIO.

Lá, poderá encontrar pérolas como estas:
 

O Pão Nosso da saudade
é o meu sustento agora.
Verdes anos, mocidade...
Oh! tempos lindos de outrora!...

A viola já morreu,
porque ninguém a tocou
E  S. João vai passando
E com ele também  eu vou!

Duas fases tem a vida:
A primeira, a mocidade
A segunda cabe toda
nesta palavra saudade!

 

Vá! Não hesite! Nem precisa correr!
Basta linkar

terça-feira, setembro 26, 2006

O Veneno... e o seu Antídoto

Tudo no mesmo jornal!

Tudo pelo preço de um só jornal!

Tudo separado apenas por (+ ou -) duas dezenas de páginas!


Permita-me um conselho impertinente.


Não faça a vontade ao jornal.

Ponha o DI de pernas para o ar!


Comece por tomar o antídoto na página 24!

E depois...
delicie-se a olhar para a capa,
a ler o editorial,
a saborear as medidas (reais) da autonomia.


Mas o DI fez precisamente o contrário!!

Não se preocupe!


É sina dele!


VER MAIS LONGE…
por: Guilherme Marinho


Dia 13 p.p. o Jornal que gentilmente me acolhe destacava em primeira página o
recente Acórdão do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. Conclusão
editorial: a nossa Autonomia está limitada. A RDP-Açores consultou um perito em
assuntos europeus (Prof. Carlos Amaral da Universidade dos Açores) que logo
descobriu nuvens negras no futuro do regime político autonómico.


VER MAIS LONGE…
por: Guilherme Marinho


Diário Insular OnLine






AUTONOMIA AÇORIANA
O peso da ilusão

A Autonomia açoriana está sobrevalorizada. Quem o diz é o professor Carlos Amaral, especialista em Assuntos Europeus na Universidade dos Açores. O académico revela em conversa com o DI que os Açores não são tão autónomos como se tem feito crer: Bruxelas tem influência em muitas das decisões legislativas, assim como Lisboa. Pede, por isso, que se pense a sério no assunto.


Diário Insular OnLine







 

segunda-feira, setembro 25, 2006

Uma Nação globalmente injusta

Ao ouvir, ontem, no acaso de um zapping televisivo, as palavras do Secretário Geral da Nações Unidas, a falar de uma economia mundial globalmente injusta, não pude deixar de recordar-me destes números sobre os Estados Unidos, vindos a público, no princípio deste mês.




Le Monde

sábado, setembro 23, 2006

O "Sol" do Expresso chama-se Cavaco Silva

Só quem tiver lido as primeiras páginas do semanário Expresso
é que soube que Cavaco Silva esteve no centro das grandes decisões políticas
das últimas três semanas.

Foi uma verdadeira revolução "coperniciana" da vida política portuguesa.

E só o Expresso é que lá estava para o revelar.

Calculem só, aquilo que perderam aqueles que andaram à procura do "Sol,"pelas parangonas de outros semanários!



Cavaco Silva pressiona novo pacto de regime

O gelo derreteu e Sócrates chegou a acordo com Mendes na área da Justiça. Agora, para Cavaco Silva, começou uma nova demanda: um pacto na Segurança Social. Difícil? Sem dúvida. Impossível? Nada o é em política.

EXPRESSO











Carta de Sócrates a Mendes: não há negociações pessoais O não ao pacto para a Segurança Social marca a 1.ª divergência entre Sócrates e o Presidente. Alexandre Relvas, ‘o Mourinho de Cavaco‘, diz que o Governo tem de fazer ‘rupturas’ ousadas. O ministro Vieira da Silva acusa companhia de seguros de fazer lóbi a favor do PSD.
EXPRESSO



Escolha do novo Procurador-Geral
Cavaco pôs Sócrates a falar com Marques Mendes










EXPRESSO

quarta-feira, setembro 20, 2006

A luz escaldante dos incêndios de Agosto

Image-0084.

É uma luz que ilumina os verões de muita gente em Portugal.
E que chega a "queimar" a paciência de muito boa gente, mesmo só através dos écrans das televisões.
Porque será que os fogos, que parecem todos iguais a quem os vê na televisão, parecem possuir a secreta magia de despertar a atenção e a emoção sempre renovada aos operadores de imagem das televisões?
Neste verão de 2006, a luz dos incêndios não brilhou tão forte nem queimou tão devastadoramente.
A área ardida, até 31 de Agosto, desceu para um quinto  do ano anterior ( cerca de 60 mil hectares contra 300 mil).
Mesmo assim, haverá sempre chamas que não se apagarão da memória, da vida e dos olhos das pessoas.
Estas, http://www.filmloop.com/x?H/VbWWdStGeqCywzOKYJ3aTcmMJ7H3O6, por exemplo. 

segunda-feira, setembro 18, 2006

A Tardia Idade dos "porquês"



“Porquê eu?!”

Source: EXPRESSO


É o que parece estar a acontecer a Maria Elisa:
Só aos 56 anos de vida, chegar à idade dos porquês.
O que parece um eco muito tardio dos repetidos porquês que toda a gente sempre foi colocando ao longo das muitas viragens da sua vida pública.
A própria entrevista tem muitas amostras elucidativas sobre estes abundantes "mistérios" "Elisinos".

E agora, Maria?
Por quê, o teu porquê?


Por que razão?


E do apoio que deu a Freitas do Amaral na campanha para a Presidência da República?


Refere muitas vezes ser uma mulher de esquerda. Mas anos mais tarde , após ter estado ao lado Maria de Lourdes Pintasilgo, apoiou, por exemplo, Krus Abecassis, do CDS, para a Câmara de Lisboa?


E do apoio que deu a Freitas do Amaral na campanha para a Presidência da Republica?



Nas legislativas de 2002 integrou as listas do PSD como independente. Considera o PSD um partido de esquerda?


Enquanto deputada surgiu uma polémica por querer manter o estatuto de jornalista.


Mas a Comissão de Ética do Parlamento acabou por levantar o problema.


Também não viu qualquer incompatibilidade em ter feito uma entrevista a Cavaco Silva para ser utilizada durante um tempo de antena?


Renuncia ao mandato na Assembleia alegando que a sua doença, a fibromialgia, não lhe permitia exercer o cargo. Pouco depois, vai para a Embaixada em Londres, o que suscita muitas críticas.

quinta-feira, setembro 14, 2006

2884 passos


São os números,
de hoje,
da minha
doméstica pedometria.
Não são muitos.
Nem chegam a metade,
dos passos,
das únicas caminhadas da minha vida,
que me esmero em quantificar,
por tardio capricho tecnológico.
As únicas caminhadas que faço
sem outro objectivo
que não seja
o simples
e determinado objectivo
de fazê-las
ou tê-las feito.
Estes passos de pedometria,
de que só, fisicamente,
se beneficia,
tal como são feitos,
assim
podem ser
desfeitos,
refeitos,
rarefeitos,
contrafeitos,
precisamente,
porque,
apenas
para o físico
têm efeitos.
Mas os
2884 passos
de hoje,
não podem,
nunca mais,
ser
desfeitos,
refeitos,
ou contrafeitos.
Foram passos
para uma morte.
Passos para a morte.
Passos para a minha morte.
A morte
de qualquer ser vivo,
com laços de convívio,
e de afecto,
tidos
e mantidos
para além da simples presença física,
é a nossa própria morte
antevista
antecipada,
figurada,
anunciada,
brutalmente
despoletada.



Nunca mais,
poderei desfazer
estes
2884 passos
da minha doméstica
pedometria.
Foram passos meus
para o atropelo
da morte fria.




quarta-feira, setembro 13, 2006

As respostas de Romano Prodi podem não ser exaustivas, mas são claras

O que é ser de esquerda, na Europa?


Qu’est-ce qu’être de gauche en Europe ?


Nous sommes devenus le pays d’Europe le plus inégalitaire. Pour l’Italie, être de gauche, c’est rétablir une meilleure redistribution des richesses. De plus, il y a en Italie une évasion fiscale inconnue ailleurs. Berlusconi a pu déclarer que 40 % des revenus des Italiens échappaient à l’impôt. Etre de gauche, c’est rétablir la justice dans la répartition de l’effort sans faire machine arrière sur le plan social ; c’est rendre compatible le développement d’un pays avec le maintien des acquis sociaux.


A União Europeia é de esquerda?



Comment définir des solidarités aujourd’hui dans un monde globalisé ?


Sur cet aspect, l’Union européenne est de gauche. C’est l’unique structure mondiale dans laquelle les zones les moins développées ont crû plus que les zones développées, grâce aux fonds structurels et à une politique régionale sérieuse. Un pays dépourvu d’infrastructures comme l’Espagne s’est transformé en pays ultramoderne grâce aux fonds européens.






segunda-feira, setembro 11, 2006

Valerá a pena perguntar porquê?

Valerá a pena perguntar
porque é que no dia 11 de Setembro de 2006,
aparentemente sem qualquer esforço de sensacionalismo tablóide,
o "Público" online, resume os grandes temas jornalísticos deste dia,
em cinco notícias de tom apocalíptico e uma pergunta de "juízo final",
que é sobre o futebol,
mas que bem podia ser sobre o mundo
que é o nosso,
e o país que é o nosso,
tal como,
um e outro,
se podem vislumbrar por detrás desta cortina de notícias,
que tanto revela como esconde o mundo em que vivemos?

Mas perguntar o quê?

Se este dia é que é malfadado, por qualquer misteriosa conjunção ou conjugação astrólogica?( 11 de Setembro de 1858, morre, de congestão, o historiador terceirense Francisco Ferreira Drumond; em 11 de Setembro de 1891 suicida-se Antero de Quental; em 11 de Setembro de 1973, morre Salvador Allende, na defesa do seu lugar de Presidente eleito do Chile)

Se este ano de 2006 é que é, todo ele, mais um dos repetidos "annus horribilis"que se tem encadeado uns nos outros, nos tempos mais recentes?

Que estamos a viver apenas um intervalo histórico, entre os tempos velhos do século XX, mas que ainda não morreram totalmente, e os tempos novos do século XXI, que tardam em nascer?

No fundo, interessa é que perguntemos.

Como primeiro passo, para tentarmos começar a ordenar o caos.



11 de Setembro: cinco anos depois

Nova Iorque concentrada no Ground Zero

Mirandela: população invadiu hospital em protesto contra fecho da
maternidade

Regresso às aulas em clima de contestação
sindical

Autarquias antecipam receitas antes que a lei o proíba

Bagdad: pelo menos 16 mortos em ataque suicida

Quem tem mais responsabilidades pelo caos que está instalado no futebol português?

sexta-feira, setembro 08, 2006

Duas Europas, também para os Imigrantes.

  • No dia em que o analfabetismo  é lembrado como uma das ancestrais raízes da Europa como sociedade dual, é capaz de ser oportuno recordar também  que a "nova" Europa da União Europeia se  está construindo com base em insidiosos dualismos sociais: 
      •  A Europa dos "Imigrantes regularizáveis"
      • A Europa dos "Perpétuos clandestinos"

En Espagne, pays de l'Union européenne qui a reçu le plus d'immigrés au cours des dernières années, en raison notamment de son dynamisme économique, l'immigration massive arrive d'abord par les aéroports. Cette immigration n'est pas planifiée. En arrivant simplement avec des passeports en règle - et comme touristes -, ces étrangers-là ont pu, et pourront, sans trop de difficultés, bénéficier de l'une des mesures de régularisation prises par les gouvernements espagnols successifs, de droite puis de gauche. Parce qu'ils arrivent sans passeports, expliquent les associations humanitaires, les Noirs africains venus par cayucos n'ont d'autre destin que la clandestinité perpétuelle

Source: Le Monde.fr : Pathétique Europe

terça-feira, setembro 05, 2006

O nosso patriotismo só pode ser uma imensa compaixão




Neste dia 5 de Setembro de 2006, depois de alguns dos acontecimentos do dia de ontem (comemoração "solene" dos 30 anos da Assembleia Regional, por exemplo) e do programa "Prós e Contras" da noite televisiva, também de ontem , sobre o infindável e inimaginável embróglio-novelo-novela "Caso Mateus", tenho de reconhecer que não sei se me apetece escrever alguma coisa sobre tudo isto, ou, sequer, se me apetece o esforço de escolher alguma coisa sobre o que escrever, depois de tudo isto e a respeito de tudo isto.
O que, de imediato, me ocorreu, foram estas palavras de Millan Kundera sobre a sua República checa.
No seu romance, "A Ignorância", faz ele a distinção entre dois tipos de patriotismo.
O patriotismo dos grandes povos, como os alemães e os russos.
Um patriotismo que se alimenta da exaltação da sua glória, da sua importância, da sua missão universal.
E a outra variante de patriotismo, própria dos checos.

"Os checos amavam a sua pátria não por ela ser gloriosa, mas por ser desconhecida.
Não por ser grande, mas por ser pequena e estar incessantemente em perigo.
O seu patriotismo era uma imensa compaixão pelo seu país."

O que pode ser o nosso patriotismo, além de uma imensa compaixão pelo nosso país, na noite, em que ouvimos, claramente lido, um ofício arrogante da arrogante FIFA, a ditar-nos ultimatos sobre quando e como resolvermos questões que dizem respeito exclusivamente à nossa organização e actuação interna como entidade soberana com estruturas e regras próprias?

O que pode ser o nosso "patriotismo regional", ou, se preferirmos mais rigor, o nosso açorianismo autonomista, senão uma imensa compaixão, quando nos apercebemos, pelas imagens e pelos relatos, que a comemoração dos 30 anos da nossa Assembleia Regional e Autonomia, ainda foi mais pobre, mais amorfa, mais "insulada", mais vazia de tom e som, de reflexão sobre o passado ou de prospectiva sobre o futuro, de consciência da força da herança ou voluntarismo da ambição de futuro, do que já haviam sido, também sob a égide da Assembleia, as comemorações dos 25 anos da Autonomia?.
De uma e outra comemoração restam duas moedas comemorativas.
Em ambas, procurando transmitir-se uma imagem que as comemorações não souberam (ou não puderam) traduzir: asas rasgando o futuro.
Só se espera que as moedas tenham razão, contra as comemorações que assinalam.

segunda-feira, setembro 04, 2006

A papoila é aquele monstro afegão...


"L'opium afghan alimente les insurrections en Asie occidentale, nourrit les mafias internationales et cause la mort de 100 000 personnes par surdose chaque année",

Source: Le Monde.fr : La production d'opium atteint un niveau record en Afghanistan

As lições da Pedra

sexta-feira, setembro 01, 2006

Opções de um mundo-cão






Mirama Tuna recolhe água não-potável de um charco coberto de algas.
"Os animais também bebem a água do charco."
"Venho cá buscar água três vezes por dia.
Às vezes o charco seca e tenho que ir longe buscar água."

Credit: WaterAid / Jenny Matthews



"$3.50( 1,30 Euro) parece quase nada para alguém de um país rico, mas a maioria das pessoas
nos países mais pobres ganham menos de um dólar por dia. E precisam desse dinheiro
para alimentar as suas famílias"


"Eles não vão poder ir à escola, porque não têm tempo para isso. São as meninas
em particular que sofrem, porque são as mulheres e as meninas que se encarregam
de ir buscar água."