Não deixa de haver alguma ironia da História, no facto do antigo presidente da "Convenção para o Futuro da Europa", em 2002 e 2003, Valéry Giscard d'Estaing, de que resultou o "O Projecto de Constituição Europeia," que veio a morrer nas urnas dos eleitores da França e da Holanda, surja agora, não com uma, mas com duas fórmulas salvadoras do Tratado de Lisboa. Parece puro altruísmo. Não salvou o que era seu. Vem agora tentar salvar o que é de outros.
De caminho, acha que o projecto europeu se afastou dos cidadãos nos anos 90. Também de responsabilidade, não sua, mas de outros.
De facto, nessa década, Valéry não pode ser acusado de grandes responsabilidades na matéria. Foi antes, nos anos 70, que foi Presidente da República Francesa. E foi depois do ano 2000, que se envolveu nos trabalhos da Convenção.
quinta-feira, junho 19, 2008
Uma saída para a Irlanda? Não. Duas
Publicada por Dsousa à(s) 12:14 p.m. 0 comentários
quarta-feira, junho 11, 2008
O futuro da UE, nas urnas dos irlandeses
É o que vai acontecer nas próximas 24 horas,
com a votação,amanhã, do referendo sobre o tratado de Lisboa.
As sondagens são contraditórias, tanto dando maiorias ligeiras ao sim como ao Não.
Já fenómeno semelhante aconteceu no último referendo europeu, na Irlanda, sobre o Tratado de Nice. As posições nas sondagens equivaliam-se.
E o primeiro resultado foi a vitória do Não.
Foram necessários alguns "arranjos " de última hora para servir de pretexto a um novo referendo e, finalmente, à vitória do sim a Nice.
Simplesmente, agora, que para os partidários de Não o Tratado de Lisboa aparece como a expressão de todos os males, reais e imaginários, parece difícil conseguir novos arranjos para uma segunda votação,.
Ou tudo se resolve à primeira ou a perspectiva é a Irlanda de 4,5 milhões de habitantes paralisar, de novo, a Europa de 450 milhões.
Precisamente, a Irlanda que é um dos grande êxitos da União Europeia nos últimos 30 anos, está a caminho de se transformar no seu maior pesadelo.
Tudo se joga amanhã, 12 de Junho.
Não é uma sexta feira, 13.
Mas pode ser uma lamentável aproximação. 
Le Monde.fr : Les titres du MondeTrop libéral, pas assez libéral, trop libertaire,
antidémocratique : le traité de Lisbonne est
accusé de tous les maux, y compris ceux qui ne le concernent
pas.
Publicada por Dsousa à(s) 12:55 p.m. 0 comentários



