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terça-feira, abril 22, 2008

A luta entre um número e uma mensagem

Seria esta
uma das visões possíveis
para o confronto democrata
de hoje na Pensilvânia.
Obama quer consolidar-se como "frontrunner".
Hillary como a melhor nos grandes Estados da América,
de que a Pensivâlnia é o último exemplar na disputa das primárias
. NPR: The NPR News Blog


NPR: The NPR News Blog


Obama is hoping to emerge from today’s primary as the clear frontrunner
in the Democratic race. Clinton is hoping a solid performance in
Pennsylvania will send a message to super delegates
that she can win
the big states that will be pivotal in November’s ge

domingo, abril 20, 2008

Salvo por um discurso, morto por uma frase

É o que pode estar a acontecer a Obama na sua corrida presidencial.
Quando o tentaram associar à imagem do pastor negro que apostrofava os EE.UU. nas suas pregações,
um brilhante discurso sobre o tema do racismo e das minorias no EE.UU. reduziu o assunto a uma mera peripécia de campanha.
Maiores dificuldades está tendo Obama para recuperar dos efeitos a prazo,
de uma simples palavra deixada cair num discurso sobre a situação de "amargura" (foi a palavra maldita)
em que vivem populações dos EE.UU. em determinadas zonas atingidas pela recessão crónica de algumas industrias e pela deterioração social de alguns bairros.
Foi quanto bastou para lhe ser colado o "perigoso" rótulo de liberal-esquerdista,
sem capacidade para perceber os problemas dessas populações.
Aliado às suas naturais dificuldades de penetração no eleitorado branco dessas mesma zonas,
estes podem ser obstáculos de difícil ultrapassagem
por quem se pretende o candidado da união, da mudança e da esperança
. Obama pierde magia · ELPAÍS.com



Obama pierde magia · ELPAÍS.com



En EE UU, ’amargo’ es un insulto de descomunales proporciones



Un periodista cometió el error de preguntarle sobre "Obama bin Laden"



Con una sola frase, Obama parece haber laminado su mensaje renovador



Pese a sus palabras, las encuestas siguen siendo favorables al senador de Illinois



Clinton insinúa que Obama negociará con Ahmadineyad y apoya a Hamás



El voto blanco en algunos Estados grandes se le resiste al candidato negro

sexta-feira, abril 18, 2008

Quanto menos candidatos, melhor.

Ou mais vale um candidato na mão do que dois a voar
e a cair em todas as disputas internas possíveis?
Qualquer das conclusões é aceitável,
considerando o que as sondagens,
com 5 meses de distância,
nos dizem sobre as percentagens relativas de democratas e republicanos
na corrida à Casa Branca.
Há 5 meses, os democratas ganhavam aos republicanos por 40% contra 27%.
Hoje, nenhum deles chega aos 40%,
mas MacCain ganha a Hillary por 37% contra 36%
e a Obama por 36% contra 34%.
De qualquer modo,
Hillary aguenta melhor o confronto com MacCain do que Obama
. McCain closes gap with Democrats in poll - The Boston Globe



McCain closes gap with Democrats in poll - The Boston Globe


Five months ago, the Associated Press/Yahoo survey suggested people
preferring an unnamed Democrat for president over a generic Republican
40 percent to 27 percent. In the new poll, McCain led Clinton 37
percent to 36 percent and Obama 36 percent to 34 percent.

sexta-feira, março 28, 2008

O poder dos vencidos

O destino dos votos dos partidários do candidato vencido, na disputa interna dos democratas, começa a
preocupar os dois candidatos democratas.
Há o perigo real de eles preferirem deslocar os seus votos para o partido republicano, em vez de votarem no "inimigo interno" que os derrotou.
Hillary e Obama começam a chamar a atenção para a diferença "abissal"que há entre John Mccain e eles próprios.
É bom que o façam e, sobretudo, que o demonstrem.
Que é, pelo menos, tão grande como a diferença que, neste artigo do Le Monde, Mcain mostra existir entre as suas perspectivas para a política externa americana e as do actual presidente Bush, apesar de ambos republicanos.
Trata-se de um rotundo e estrondoso Requiem, um impiedoso"descansa em paz eternamente" à política bélica e unilateralista de Bush.


Fazer em conjunto.

Estabelecer um pacto global Europa-Estados Unidos.

Tentar convencer e não impor soluções aos aliados europeus.

Tudo o que Bush nunca disse nem nunca fez.
Todo o contrário daquilo que os neo-conservadores republicanos insistentemente doutrinaram.
É verdade que são palavras escritas na Europa e para europeus lerem.
Mas elas não podem deixar de ter eco nos Estados Unidos, como já tiveram,
mesmo que em surdina.
Sobretudo, não podem deixar de ter consequências futuras para a política externa americana, seja quem for que ganhe as presidenciais americanas
.Le Monde.fr : Etats-Unis-Europe,




Le Monde.fr : Etats-Unis-Europe, "pacte global", par John McCain -


Notre grande puissance ne signifie pas que nous pouvons faire ce que
nous voulons quand nous le voulons
, et nous ne devons pas non plus
croire que nous possédons toute la sagesse et la connaissance
nécessaires pour réussir. Nous devons écouter
l’opinion et respecter la volonté collective de nos
alliés démocratiques. Si nous estimons qu’une action
internationale est nécessaire, qu’elle soit de nature militaire,
économique ou diplomatique, nous nous efforcerons de convaincre
nos amis que nous avons raison. Mais nous, en retour, devons être
prêts à être convaincus par eux.


quinta-feira, março 27, 2008

Hillary num beco com poucas saídas

Se é que ainda tem algumas.
Em termos de previsões para os próximos embates
elas não parecem chegar
para superar a distância que, actualmente, a separa de Obama.
Já que se prevêem apenas reduzidas diferenças entre as vitórias previstas para Hillary e para o seu adversário.
A vantagem de Obama -150 delegados - parece excessiva, para ser superada ou significativamente encurtada nas votações dos 10 Estados que o farão a partir deAbril.
Em termos de propaganda e combate estritamente político e eleitoral todas as tentativas de Hillary para conseguir a reviravolta que se impunha, falharam ou voltaram-se contra ela.
Até o problema do pastor negro que lhe caiu do céu como verdadeira prenda divina acabou anulada por um discurso de Obama.
Para a história ficou o discurso. O pastor saiu de cena para não mais voltar.
A última esperança e cartada dos superdelegados, parece revelar-se cada vez menos segura, face a defecções como a do Governador do Novo México que, toda a sua vida foi pro-Clinton e, no momento mais azarado para os Clinton, os troca por Obama.
Tudo aponta para que Hillary, que entrou pela porta larga das grandes expectativas de vitória, termine a sua campanha, saindo pela porta estreita da derrota prevista e previsível.
Esperemos pela sentença definitiva dos votos, dentro do Congresso dos democratas e fora dele.
A sentença do mundo mediático dos analistas e comentadores não podia ser mais definitiva contra Hillary.
Mesmo que se trata de um definitivo muito...provisório.
Obama acaricia la victoria · ELPAÍS.com



Obama acaricia la victoria · ELPAÍS.com

Con todo, la peor noticia para Clinton es el ciclo electoral pendiente.
Quedan 10 elecciones. Ella es favorita en Pensilvania, Kentucky,
Virginia Occidental y Puerto Rico. Obama puede ganar en cinco de los
restantes y queda sin pronóstico Indiana
.
Matemáticamente, es casi imposible que, con este panorama,
Clinton pueda superar la ventaja de unos 150 delegados que actualmente
tiene Obama
.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Obama soma vitórias em fim-de-semana prolongado. Hillary nem consegue segurar a vantagem anterior

Obama continua a "varrer" com vitórias, Estado após Estado.
Hillary corre o risco de se ver "varrida" também.
E segue-se, já, novo confronto num Estado(Maryland) em que ambos lutam por um voto que é,naturalmente, de Obama, "obamaland".
Quase.
Nos Estados Unidos,
as "corridas" presidenciais não são meras metáforas.
São verdadeiras cavalgadas. NPR: The NPR News Blog









Barack Obama Coninues Win Streak in Maine


NPR: The NPR News Blog

The victory means an additional 15 delegates for the Illinois senator,
while Clinton picked up an additional nine. She still maintains a
narrow delegate lead over Obama, 1,136, including separately chosen
party and elected officials known as superdelegates. Obama has1,108.

domingo, janeiro 27, 2008

Na Carolina do sul, Hillary perdeu, de vez, o "Norte"?

Todo cambió en Carolina del Sur · ELPAÍS.com


Algo esencial ha cambiado en Carolina del Sur. La rivalidad entre Obama y Clinton, como es lógico, se iba haciendo más agria a medida que avanzaba la campaña. Pero lo que ha ocurrido aquí es diferente de la tensión propia de una campaña política. Aquí se han tocado los nervios sensibles del Partido Demócrata y de esta sociedad: la convivencia entre razas, la armonía social. Alguien ha decidido resucitar los viejos rencores de la lucha por los derechos civiles, tapados en el país por una losa de pragmatismo y sentido común. Alguien ha levantado una esquinita de esa losa, dejando escapar un tufo de arcaicos debates sobre Martin Luther King, Lyndon Johnson, la revancha y el miedo. Y, por mucho que se busque, no se encuentra a ese alguien en el campo de Obama.
Todo cambió en Carolina del Sur · ELPAÍS.com






Por mim, espero que as profecias não se concretizem.
A minha candidata do coração é Hillary.
Porque também acho que, só ela, podia ser (pode ainda ?) o coração de uma mudança sem rupturas, como a própria História dos Estados Unidos mostra serem as "revoluções" vencedoras naquele país.
Mas as erradas tácticas eleitorais, cedendo às pressões dos ganhos imediatos de votos, pode ter comprometido o futuro desta mudança "por dentro do sistema" que, penso, só Hillary estaria em condições de protagonizar.
Repito, espero que os maus augúrios da Carolina do Sul, não se confirmem e, sobretudo, não alastrem a outros espaços e outras primárias.