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terça-feira, agosto 12, 2008

A próxima escolha decisiva

Para os dois candidatos à Casa Branca aproxima-se o momento decisivo da escolha dos nomes para vice-presidente. Ambos parecem apenas esperar uma oportunidade favorável nos média para lançar o seu parceiro de lista.Até porque a lista de nomes possíveis é vasta.
Eis aí nove hipóteses para Obama

quinta-feira, junho 05, 2008

A derrota anunciada de Hillary

A derrota de Hillary estava anunciada nos números.
Estava anunciada na intenções de voto já conhecidas dos superdelegados.

Nas intenções de voto pré-anunciadas e indiciadas de muitos dos superdelegados
que ainda resistiam a anunciar claramente o seu voto.
Na decisão da cúpula do partido democrata sobre a contagem dos votos dos democratas rebeldes da Florida e de Michigan.
Mas Hillary resistiu a todos estes factos desfavoráveis
e guardou a sua palavra final de resistente desistente para uma última consulta aos seus apoiantes mais próximos.
Esta palavra será dita sábado.
E não pode ser outra, senão o reconhecimento e aceitação da derrota.
Restam dois problemas ao vencedor Obama:
Recompor a unidade do Partido democrata.
Negociar habilmente um lugar pra Hilary, sob pena de ferir de morte aquela desejada unidade interna e ficar acantonado no seu eleitorado, o que se arrisca a dar a vitória das presidenciais aos republicanos.
A mim, ainda me resta dizer mais uma palavra sobre Hillary, mas ficará para próxima oportunidade
. Clinton ofrecerá su apoyo a Obama · ELPAÍS.com



Clinton ofrecerá su apoyo a Obama · ELPAÍS.com

El candidato afroamericano tendrá que recomponer la unidad de un partido dividido por una larga y emocionante lucha que hasta ayer no pudo resolverse a favor de Obama, pese a que hace meses que era el favorito indiscutible. Quizá la solución pase por incorporar a Clinton como número dos, tal y como dejó caer la propia Hillary ayer.

terça-feira, maio 27, 2008

Os superdelegados democratas, "super"aliciados


Este é apenas um exemplo da pressão (genuinamente democrática, claro) que vem sendo exercida sobre os chamados superdelegagos à reunião magna do Partido Democrata americano do próximo verão, para a decisão final sobre o seu candidato à presidência.
Neste caso concreto, acresce a curiosidade de ser uma pressão que se pretende representativa da opinião do americano médio que se perguntará mesmo: "Porquê votar McCain ou Obama se se pode escolher Hillary"? E que nenhuma relação tem com republicanos ou democratas.
A verdade é que se começa a considerar a candidatura de Hillary como um caso arrumado e é Obama quem já anda à procura de vice-presidentes.

quarta-feira, abril 23, 2008

Vitória completa



Pelo menos, com os dois ingredientes necessários para ser vista
como uma vitória total,
nos USA:
votos nas urnas e dinheiro nos cofres da campanha.
Os números das urnas tiveram a dimensão de dois dígitos que interessava.
Nos cofres, os dígitos são mais (2,5 milhões)
e, igualmente animadores.
Além disso, Hillary vê reforçado o seu argumento
de que é a candidatura certa dos democratas para as presidenciais,
nos grandes Estados dos USA,
onde se decidem as eleições presidenciais.
Se não é para estes dígitos que Hillary aponta nesta imagem, bem que poderia ser!
. Hillary Clinton:



Hillary Clinton: "EE UU merece un presidente que no se rinda" · ELPAÍS.com


Un portavoz de la campaña ha asegurado que la senadora ha
recibido nada menos que 2,5 millones de dólares (1,56 millones
de euros) en las dos horas siguientes a conocerse su amplia victoria en
Pensilv



terça-feira, abril 22, 2008

A luta entre um número e uma mensagem

Seria esta
uma das visões possíveis
para o confronto democrata
de hoje na Pensilvânia.
Obama quer consolidar-se como "frontrunner".
Hillary como a melhor nos grandes Estados da América,
de que a Pensivâlnia é o último exemplar na disputa das primárias
. NPR: The NPR News Blog


NPR: The NPR News Blog


Obama is hoping to emerge from today’s primary as the clear frontrunner
in the Democratic race. Clinton is hoping a solid performance in
Pennsylvania will send a message to super delegates
that she can win
the big states that will be pivotal in November’s ge

domingo, abril 20, 2008

Salvo por um discurso, morto por uma frase

É o que pode estar a acontecer a Obama na sua corrida presidencial.
Quando o tentaram associar à imagem do pastor negro que apostrofava os EE.UU. nas suas pregações,
um brilhante discurso sobre o tema do racismo e das minorias no EE.UU. reduziu o assunto a uma mera peripécia de campanha.
Maiores dificuldades está tendo Obama para recuperar dos efeitos a prazo,
de uma simples palavra deixada cair num discurso sobre a situação de "amargura" (foi a palavra maldita)
em que vivem populações dos EE.UU. em determinadas zonas atingidas pela recessão crónica de algumas industrias e pela deterioração social de alguns bairros.
Foi quanto bastou para lhe ser colado o "perigoso" rótulo de liberal-esquerdista,
sem capacidade para perceber os problemas dessas populações.
Aliado às suas naturais dificuldades de penetração no eleitorado branco dessas mesma zonas,
estes podem ser obstáculos de difícil ultrapassagem
por quem se pretende o candidado da união, da mudança e da esperança
. Obama pierde magia · ELPAÍS.com



Obama pierde magia · ELPAÍS.com



En EE UU, ’amargo’ es un insulto de descomunales proporciones



Un periodista cometió el error de preguntarle sobre "Obama bin Laden"



Con una sola frase, Obama parece haber laminado su mensaje renovador



Pese a sus palabras, las encuestas siguen siendo favorables al senador de Illinois



Clinton insinúa que Obama negociará con Ahmadineyad y apoya a Hamás



El voto blanco en algunos Estados grandes se le resiste al candidato negro

sábado, abril 19, 2008

Retenhamos a frase de Truman

O resto são picardias
próprias de maratonas eleitorais sem fim,
como está a ser a das presidenciais americanas.
Estas picardias têm por único feito
tentar desgastar o adversário
sem contribuir em nada
para a melhor imagem de quem as usa.
A frase de Harry Truman é

"Se não podes aguentar o calor da cozinha,
a única coisa que deves fazer é deixá-la para outros
.Clinton asegura que Obama no puede soportar la presión · ELPAÍS.com



Clinton asegura que Obama no puede soportar la presión · ELPAÍS.com


"Conozco a los que apoyan a mi rival y sé que están
disgustados por esos comentarios", ha añadido la ex primera dama
durante un debate en Filadelfia. "Tras ocho años en la Casa
Blanca y observar los momentos de presión y estrés, esto
no es nada", ha asegurado. Y ha querido hacer referencia a una cita del
ex presidente demócrata Harry Truman, "estoy con Truman en esto,
si no puedes aguantar el calor, sal de la cocina".


sexta-feira, abril 18, 2008

Quanto menos candidatos, melhor.

Ou mais vale um candidato na mão do que dois a voar
e a cair em todas as disputas internas possíveis?
Qualquer das conclusões é aceitável,
considerando o que as sondagens,
com 5 meses de distância,
nos dizem sobre as percentagens relativas de democratas e republicanos
na corrida à Casa Branca.
Há 5 meses, os democratas ganhavam aos republicanos por 40% contra 27%.
Hoje, nenhum deles chega aos 40%,
mas MacCain ganha a Hillary por 37% contra 36%
e a Obama por 36% contra 34%.
De qualquer modo,
Hillary aguenta melhor o confronto com MacCain do que Obama
. McCain closes gap with Democrats in poll - The Boston Globe



McCain closes gap with Democrats in poll - The Boston Globe


Five months ago, the Associated Press/Yahoo survey suggested people
preferring an unnamed Democrat for president over a generic Republican
40 percent to 27 percent. In the new poll, McCain led Clinton 37
percent to 36 percent and Obama 36 percent to 34 percent.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Entre Hillary e Obama: fronteiras definidas, mas ultrapassáveis

É o que se pode concluir desta visão sumária de John Dickerson, no Slate Magazine,
sobre a situação dos candidatos no campo democrata, depois da super-terça-feira.
Também se relevam outros aspectos curiosos.
Ambos os candidatos conseguiram vitórias esmagadoras, algumas mesmo inesperadas.
Os Clinton derrotaram o clan Kennedy, no terreno destes.
Esta mesma vitória de Hillary demonstrou também que,
mesmo nos USA,
os média ainda podem ser derrotados e as sondagens ultrapassadas.
Para outros dados interessantes, sugere-se a leitura do próprio artigo.
Muita água para correr sob as pontes das eleições primárias deste ano
e algumas surpresas possíveis.
Por exemplo, o tempo e o dinheiro parecem jogar a favor de Obama.
Se chegarão a jogarDid Obama or Clinton win Super Tuesday? - By John Dickerson - Slate Magazine contra Hillary, é o que resta saber.





Did Obama or Clinton win Super Tuesday? - By John Dickerson - Slate Magazine



Obama did well with African-Americans, men, the wealthy, those with
college degrees, and liberal voters. Clinton continues to do well with
women, older voters, Latinos, and those with less education and lower
incomes
. Inside those patterns, some shifts were visible.

Democratas continuam hesitantes entre o "FIRSTBLACK" e a "FIRSTFEMALE"

E parecem indecisos com a ideia de transformar a antiga first lady, na futura "first female".
A super terça-feira, como já se esperava,
não deu um super-resultado decisivo para os dois candidatos democratas.
Ambos arrecadam vitórias.
Obama, no número de Estados (13-8, até ao momento).
Hillary no número de delegados (760-690).
Nem sequer no campo republicano, os resultados foram definitivos.
Quando muito definiram um líder, mas não um vencedor.
Assim, a uma super terça- feira vai seguir-se uma "super-semana"
e ainda, provavelmente, alguns "super- meses" de expectativas.
Clinton, Obama draw; McCain leads - washingtonpost.com





Clinton, Obama draw; McCain leads - washingtonpost.com


The Democratic contest has given voters the chance to nominate a
candidate who would be the first black U.S. president, Obama, or the
first female president, Clinton -- a New York senator and former first
lady.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Os novos decisores eleitorais/2008: o voto do centro em Espanha; sindicalistas,operários e jovens em USA

Razones para el voto · ELPAÍS.com

















son los votantes de centro, una especie que se creía en vías de extinción, quienes están a la espera de escuchar razones para acudir a las urnas y decidir el sentido de su voto
Razones para el voto · ELPAÍS.com

La maratoniana jornada de ambos candidatos este sábado ha estado plagada de
mítines y visitas que tienen como objetivo captar el voto de los latinos,
obreros, sindicalistas y jóvenes.






Será mais uma vez, o centro, que,
no dia a dia da política,
parece ocupado e preocupado com tudo, menos com a política, que,
na hora-maior da política, que são as eleições
vai decidir de tudo,
em dois países tão distantes na geografia e nas próprias questões políticas?
Só nos resta suspender o fôlego na expectativa do que vai acontecer.
Mas nada impede de arriscar um palpite com base
nas falsas/verdadeiras evidências do dia de hoje.
Nos USA, quem está no poder, vai sair.
Humilhado.
Em Espanha, quem está no poder, nele vai continuar.
Reforçado.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

O Dilema Açoriano 2008

Diário Insular OnLine


ÁLAMO MENESES, SECRETÁRIO REGIONAL DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA


Universidade dos Açores carece de revisão


A Universidade dos Açores (UA) tem um problema estrutural, pelo que a questão não é meramente financeira. O Governo Regional está disponível para, em conjunto com a UA e os Ministérios da Educação e das Finanças, resolver os actuais problemas, estando fora de causa quaisquer despedimentos
Diário Insular OnLine


A UNIVERSIDADE DOS AÇORES E O REITOR
por: Bento Barcelos



A questão essencial do financiamento das despesas de funcionamento da U.A., que não estão asseguradas na sua totalidade pelo Governo da República, gerando um problema agravado ano após ano, exige essencialmente uma resolução política.


http://www.diarioinsular.com/noticias/ver.php?edicao=5_18_Janeiro_2008&n_id=45875



Pessoalmente, eu próprio desejaria que todas as opções políticas que se irão colocar aos açorianos nas eleições regionais deste ano de 2008, tivessem a clareza do dilema que estes dois textos sobre a Universidade dos Açores exprimem.
Neste caso, qualquer leitura, por mais ligeira que seja, nos evidencia que estamos perante dois políticos encarando o mesmo problema por duas ópticas, estrutural e radicalmente diferentes.


Pode mesmo dizer-se que estamos em face de



  • Dois Secretários Regionais da Educação;

  • Duas soluções políticas para a Universidade dos Açores;

  • Duas visões políticas de fundo da Autonomia dos Açores;

  • Duas formas, historicamente e ideologicamente opostas, de encarar o tema central da Autonomia Regional, das relações entre o poder Regional e a República, que se esconde/revela nestes dois textos;

  • Dois caminhos para a procura e o encontro das soluções que, neste caso, a Universidade reclama e, em geral, os Açores se defrontam.

Quem se der ao trabalho de confrontar os dois textos e, para isso, terá de recorrer ao próprio DI, que, julgo, continua integralmente acessível apenas a assinantes, vai verificar que
a visão de Bento Barcelos é



  • Retórica e proclamatória;

  • Estereotipada e repetidora incansável de slogans batidos e rebatidos;

  • Que, segundo ele, existem apenas dois lados do problema: O lado bom/autonomista da parte da Universidade que reclama mais dinheiro, e o lado mau do Governo da República/centralista que o recusa.

Vai verificar, igualmente, que
a visão de Álamo Meneses é



  • Global e sistemática;

  • Aprofundada e realista;

  • Política, mas não retórica nem proclamatória;

  • Substitui os slogans pelo debate e confronto de soluções;

  • Situa-se para além do estafado e gasto tema "amaralista" da Autonomia versus centralismo, ou tripolaridade+insularidade.

Para não alongar, além dos mais,
estes dois textos em que, ainda por cima, o do Álamo é uma entrevista e, como tal, condicionada pelo entrevistador, o do Bento, um texto-de-secretária, sem condicionantes e (em teoria, pelo menos) pensado e repensado, são
o retrato de dois políticos e da sua obra de Secretários Regionais da Educação.
E, esperemos que sejam, pelo que podem antecipar do futuro, a opção entre o regresso ao passsado ou a continuidade na senda das soluções discutidas e negociadas.