sábado, janeiro 19, 2019

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quarta-feira, julho 29, 2015

quarta-feira, julho 23, 2014

Flores de luto

Flores sobre restos
de destroços fumegantes
o luto possível
por sinistrados
viajantes.
Dor expostado sofrimento
escondido.
A resposta
em gesto
comedido.
 
 

domingo, julho 06, 2014

https://docs.google.com/presentation/d/1cb5G1Zt34NW_f35deEs-R72CnXv5US_AH6Z1cFIoq08/pub?start=true&loop=false&delayms=3000

domingo, junho 29, 2014

Passeio com cães


 
 
O cão fiel amigo,

Mas um de cada vez

Quase merece castigo

Quem estas contas não fez

 

O “barbado “ da Terceira

Mais a cocker inglesa

Em toda e qualquer feira

Teriam prémio de beleza

 

A caminhada não é longa

E quase sem curva.

Mas a muitos assombra

E até mesmo perturba.

 

Caminhar a direito

Com a língua de fora.

É caminhar a preceito

Que o “Júnior já adora

 

A cocker pelo muro

O “barbado” a ele colado.

É artifício do homem-guia
Para não se ver desfeiteado


segunda-feira, maio 05, 2014

traços humanos

Traços humanos 

na terra dos homens

linhas demarcando

o mais universal
dos bens.




Adornam a natureza

E simbolizam a posse

Ganham
em beleza


fosse
como fosse




Terra
humanizada


com
sebes vivas


Terra
assenhoreada


com
marcas incisivas


sexta-feira, novembro 22, 2013

Sol da manhã

O sol sobre o mar
Ergueu-se majestoso
Na terra vai tornar
Tudo belo, tudo vistoso...

Rei do dia
Vencedor da noite
Penhor de alegria
Da escuridão açoite.

Cada dia nasce
Cada dia fenece
Sem ele a face
Do mundo escurece.

Prenda renovada
Em cada manhã.
Presença ansiada
Abraço de lã

Da harmonia das esferas,
És o zeloso guardião
Sobre tudo imperas,
Oh sol da minha afeição.


sexta-feira, setembro 13, 2013

Pacu

O texto publicado no Diário Insular, no passado Sábado ,com o sugestivo título de “Pacu e os eleitores” despertou em mim  a ideia para um breve escrito sobre “Pacu e os jornalistas”.
Pelo que respeita à cobertura jonalística de campanhas e pré-campanhs eleitorais( para nos mantermos no mesmo tereno ) afigura-se-me que os jornalistas se podem classificar em três categorias, o jornalista ganha-pão, o jornalista que tem mais olhos que barriga e o que tem mais barriga do que olhos.
O jornalista ganha-pão é aquele que tem uma sensibilidade muito viva para o seus problemas pessoais e que fará tudo para poder comer três vezes ao dia.Pouco interessam  as suas convicções(normalmente é-lhe indeferente  trabalhar ou não  ao arrepio delas) ele não deixará de cumprir as tarefas que lhe encomendam. Faz  lembrar aqueles católicos sociológicos que  independentemente das suas convicções mais íntimas ,estarão sempre presentes, na missa, na coroação, na procissão.
O jornalista que tem mais olhos que barriga  é aquele que está de olho vivo para aquilo em que os candidatos se assemelham, mas que é totalmente falho de apetite e atenção para as diferenças que os distanciam. Pode vê-las, ocasionalmente, mas nunca as come ou digere. Tem uma medida e pauta única para todos. São todos iguais. Venha o diabo e que escolha.
O jornalista que tem mais barriga do que olhos é aquele que (quase fisicamente, mas decerto metaforicamente) come e abocanha o candidato. Ele é que é o protagonista. O candidato é apenas uma figura menor para contracenar com o jornalista. O jornalista quase que o dispensa e só precisa dele como pretexto.
Custa meter o Pacu, neste quadro?  Não. Também, entre os jornalistas, o Pacu não teria alimentação garantida,


terça-feira, setembro 03, 2013

Aniversário de morte de Coelho de Sousa

Perfazem-se hoje 18 anos sobre a data da morte de Coelho de Sousa (2 de Setembro de 1995). Podia recordá-lo de muitas maneiras. Por palavras minhas. Por palavras dele próprio  Prefiro fazê-lo através de um episódio narrado por outra  pessoa. Por Onésimo Teotónio de Almeida.
 O facto de eu ter uma biblioteca  que bate recordes de desorganização, permite-me descobrir de quando em vez novidades “antigas” que a memória esquecera. Ontem mesmo, fui redescobrir os”Onze Prosemas” do Onésimo. Num deles  - o prosema sobre a nuvens -  Onésimo viaja de avião sobre os  gelos Da Gronelândia, quando o comandante de bordo anuncia que se encontravam a sobrevoar “north of Terceira Azores”. A informação deixou indiferente os restantes passageiros. Apenas Onésimo abriu uma nesga da sua persiana. Mas, diz Onésimo, “nada de ilha e nem sequer mar só nuvens e mais branco e de repente uma alucinação  Não é a Serra de Santa Bárbara essa não  fura assim este algodão espesso mas o PICO ele mesmo ou a ponta dele um cone de azul plantado sobre aquela imensidão de branco sereno e altivo imponente e majestático altaneiro e belo que o padre Coelho na aula de português disse parecer um seio mas isso era visto de Angra o cimo da montanha sobre o corpo de São Jorge como se de uma mulher deitada ou sereia estendida de costas(...)
Só eu levarei comigo na bagagem para casa aquele cume da montanha do Pico que eu sozinho namorei de longe muito longe e era azul suave e talvez mesmo um seio terno como na metáfora do padre Coelho na minha aula de português”-
 Nota oportunista. Curiosamente, hoje, também foi desbloqueada a situação de impasse que impediu durante alguns dias que o “Testamento Poético” de Coelho de Sousa estivesse acessível para aquisição. Lembro o link http://www.bubok.pt/livros/7321/TESTAMENTO-POETICO


segunda-feira, agosto 26, 2013

A vaidade

  1. A vaidade é a espuma do orgulho.

quarta-feira, julho 31, 2013



A felicidade é feita de pequenas coisas. Sobretudo, pequenas coisas que são o resultado de um grande esforço, de permeio com algum espírito de aventura a risco.
Estas afirmações muito genéricas vêm a propósito de uma coisa muito concreta. ...Do facto de ter tido
ontem nas minhas mãos a concretização de um sonho longamente acalentado. A publicação do "Testamento Poético" de Coelho de Sousa. Para mim, que tenho milhares de livros em casa, devia ser apena mais um. Mas não. Aquele é "o"livro que tem por detrás de si muitas horas/anos de selecção, organização, catalogação de um espólio imenso mas desordenado. Costumo dizer que é o meu contributo de reformado para o enriquecimento da cultura açoriana. Talvez seja presunção, mas, pelo menos, foi esta aspiração que encheu e preencheu os meus dias de reformado. E que assumiram outras formas para além do livro. Um blogue e um "site" mantidos ao longo de uma dezena de anos.
Mas atrás, falei de aventura e risco. Refiro-me ao processo de publicação do livro. Um processo moderno de auto-publicação, em que tudo é da responsabilidade e da escolha do autor. A paginação, a formatação em Word e PDF, a escolha e o desenho da capa, etc. Todos os pequenos e grandes pormenores que permitem a composição de um livro. Tudo novo para mim, tudo incerto quanto ao seu resultado final. Hoje, estou convencido e vivendo o resultado de um final feliz.


A propósito ( ou a despropósito) lembro que o livro pode ser adquirido aqui http://www.bubok.es/comprar/TESTAMENTO-POETICO/id=225438Ver mais


sábado, julho 20, 2013

Evidências

quarta-feira, junho 26, 2013

A vida

  1. Que fiz eu da vida?
    Que fez ela de mim?
    Quanta coisa feliz ignorada e perdida!
    Quanto princípio que não teve fim!
    (Fernando Pessoa)

    Variantes

    Que fiz eu da vida?
    Que fez ela de mim?
    Quanta inutilidade aprendida
    Em Francês, Português e Latim.

    Que fiz eu da vida?
    Que fez ela de mim?
    Uma vivência comedida
    Sem magia de perlimpimpim.

segunda-feira, junho 24, 2013

A vida

  1. Que fiz eu da vida?
    Que fez ela de mim?
    Quanta coisa feliz ignorada e perdida!
    Quanto princípio que não teve fim!
    (Fernando Pessoa)

    Variantes

    Que fiz eu da vida?
    Que fez ela de mim?
    Quanta verdade a começo pressentida
    E acabando desdenhada por fim.

    Que fiz eu da vida?
    Que fez ela de mim?
    Quanta hesitação sofrida
    Entre o Não e o Sim.

sábado, junho 01, 2013

Sonetilho

  1. Sonetilho 11

    Canto longínquo
    Triste e lento.
    Som oblíquo
    Como o vento.

    Sentir profícuo
    Em cada momento.
    Veloz e ubíquo
     E com sentimento.

    Música da noite
    Que se insinua
    Grave e profunda.

    Embora me acoite
    À luz da lua
    Na escuridão se afunda.

quarta-feira, maio 01, 2013

O pimeiro primeiro de Maio


    1. O primeiro primeiro de Maio. Em 1974.Encontrava-me em Lisboa nesta data. Vivi a emoção da liberdade reconquistada. Senti-me mais um na multidão que transporta bandeiras, que entoa slogans. O povo unido jamais será vencido. O povo que reencontra a sua unidade primordial. O povo que esquece e apaga todas as diferenças. O povo que procura e celebra uma nova idade que começa. São 500.00? Não sei. Ao que parece é para cima de um milhão que se estende pela cidade, rumo à Alameda Afonso Henriques e vai desaguar num Estádio que, nesse mesmo dia, foi baptizado de 1º de Maio. Um misterioso sentimento de unidade liga todas as pessoas. Há reivindicações concretas. O fim da guerra colonial. O fim da censura. O direito à greve. Mas o que conta acima de tudo é esta liberdade nova que une, que festeja, que celebra. E há flores, muitas flores. E há cravos, muitos cravos que são atirados aos soldados que enquadram a multidão. Vive-se um espírito de euforia, em que tudo parece possível e fácil. Esbatem-se e anulam-se todas as divergências. Desfazem-se todos os preconceitos. Esboroam-se todas as distâncias e divisões.
      O primeiro primeiro de Maio foi o primeiro dia do trabalhador celebrado em liberdade, em Portugal. Mas “trabalhadores” eram todos os que vinham comungar na festa e banhar-se na multidão. Por isso mesmo, foi o primeiro. Mas mais que primeiro, foi único..

sábado, março 23, 2013

dia do pai


  1. ...
    Foto: Dia do Pai

Dia do pai
E o pai no seu dia.
Da memória não se esvai
Mesmo quando o pai morria.

Paternidade é um privilégio
Uma graça, um dom
É um singular mistério
P’ra cantar em qualquer tom.

Ser pai,
Suprema ventura.
Todo o bem atrai
E para todo o sempre perdura.

Ser Pai
E todos os filhos acolher.
É toda a alegria que se esvai
Se vir algum filho morrer.

Pais que envelhecem
A ver os filhos crescer.
Pais que nunca esquecem
Os que dele dependem no seu ser.

Com três letras apenas
se escreve a palavra pai.
É das palavras mais pequenas
E que do coração do filho nunca sai

O pai tem o seu dia
Para com alegria celebrar.
Sem truque nem magia
Na memória há-de ficar.

segunda-feira, março 11, 2013

Pescador da beira mar


Pescador da beira mar

Pescador da beira mar
Em tarde de domingo soalheira
O peixe hás-de pescar
E prepará-lo à tua maneira.

Pescar é um passatempo
Que ajuda as horas a passar.
Não tens em qualquer momento
A pressa a te atormentar

Anzóis e linha fina
Em flexível cana.de pesca
É quanto basta e te anima
Para fazeres a tua festa.

Peixes vários e saborosos
Para a tua mesa regalar.
São repastos deliciosos
E p’ra todos hão-de chegar.

Pescador de entretenimento
E longas horas a olhar.
Pescador tão paciente
Como a onda que bate devagar.
Foto
Foto
Foto