quinta-feira, agosto 09, 2007

Guiné-Bissau: primeiro narco- Estado assumido?

Parece ser a única dúvida sobre os resíduos de Estado que ainda subsistem na Guinéu-Bissau.
Se já se assume como "primeiro narco-Estado de África", como subentende o britânico "Thelegraph," na interpretação das palavras do 1º ministro, ou se ainda resiste a este trágico destino como, benevolamente, prefere acreditar o luso "Público".





 Publico EDIÇÃO IMPRESSA
Na sua tomada de posse, em Abril, o primeiro-ministro Martinho N"Dafa
(que substituiu Aristides Gomes) prometeu combater a
corrupção e o narcotráfico para voltar a dar
credibilidade ao país.
Publico



The African gateway for UK cocaine - Telegraph



Guinea Bissau’s prime minister, Martinho Dafa Cabi, insists
that because cocaine is a vice only among feckless Westerners, their
own governments should lead the fight against it. "Nobody here
makes it or consumes it, and we are too weak to fight the problem
alone," he said.
The African gateway for UK cocaine - Telegraph


quarta-feira, agosto 08, 2007

Sempre e por todo o lado, o mesmo diálogo de surdos ou a mesma incapacidade de antecipação e prevenção de interpretações estritas, por parte dos políticos-legisladores ou de leitura em contexto, por parte dos magistrados? A mítica cegueira da justiça reduz-se, sempre, à prosaica cegueira dos seus agentes em concreto?

 

Dans leur Traité de droit criminel, Roger Merle et André Vitu soulignent que " la force des liens familiaux a paru au législateur assez puissante pour légitimer l'existence d'immunités particulières ".
La force des liens familiaux s'est certainement relâchée, mais, surtout, un amendement parlementaire dans une loi qui n'avait rien à voir avec le vol commis par un enfant aux dépens de ses parents a changé l'article du code pénal.
Depuis 2006, " les dispositions du présent article ne sont pas applicables lorsque le vol porte sur des objets ou documents indispensables à la vie quotidienne de la victime, tels que des documents d'identité, relatifs au titre de séjour ou de résidence d'un étranger ou des moyens de paiement ".
L'amendement, voté à l'unanimité par le Parlement, était bien intentionné.
Il visait à " lutter contre les époux confisquant les documents d'identité, de séjour ou encore les moyens de paiement de leur conjoint afin d'exercer à son encontre des pressions ".
Mais ce dispositif de la loi du 4 avril 2006 sur la prévention et la répression des violences au sein du couple est entré dans le code pénal.
Le parquet de Thionville a pris sa décision en en faisant une lecture stricte : la jeune fille a volé des moyens de paiement de sa mère.

Source: Le Monde.fr : Les titres du Monde

terça-feira, agosto 07, 2007

Um fortuito acaso editorial deve ter juntado estas duas notícias. Uma, sobre a recusa da Fretilin, em Timor, de aceitar, de bom grado, o seu afastamento do poder ( ou até de qualquer sombra de poder, pois nem na Mesa da Assembleia de Timor está representada), apesar de ter ganho as eleições. A outra, sobre a falha informática que, em Portugal, impede o "maior banco privado português" de realizar uma simples assembleia geral. Só mesmo um cego acaso pode ter juntado, aquilo que até é desculpável por insuficiente maturidade democrática, que só o tempo pode vir a permitir, e aquilo que é indesculpável por inesperada senilidade precoce, que o tempo só poderá vir a agravar.

 

José Ramos-Horta convidou ontem Xanana Gusmão a formar Governo, com base na Aliança com Maioria Parlamentar.
Esta coligação foi constituída por quatro partidos após as legislativas, onde a Fretilin foi o partido mais votado, com 29 por cento, o que levou os seus simpatizantes a bloquearem estradas como forma de protesto. 

 A assembleia geral do BCP foi ontem suspensa, na sequência de uma falha informática que inviabilizou a contagem de votos, e será retomada no próximo dia 27 de Agosto.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

segunda-feira, agosto 06, 2007

O mais significativo nesta mudança, nem sequer vem referido na notícia. Os vereadores sem pelouro, ou seja todos os vereadores da oposição, passam a ter mais assessores que os vereadores com pelouros, ou seja, que os vereadores da maioria que governa a Câmara de Lisboa.

 

Pelo Bloco de Esquerda, que estabeleceu um acordo pós-eleitoral com o PS, o vereador Pedro Soares frisou que esta medida "é um sinal muito importante de mudança para Lisboa".

Source: ÚLTIMA HORA - PÚBLICO.PT

sexta-feira, agosto 03, 2007

António Costa continua a surpreender





E os mais surpreendidos parecem ser aqueles que, teoricamente, deviam estar mais receptivos ao espírito de ruptura com o passado e mudança: os jornalistas e os "neo-independentes" (Carmona e Helena Roseta), que se apresentaram como os novos rostos para uma nova política na capital e no país.
Afinal, é António Costa que aparece a protagonizar os primeiros passos efectivos nesse rumo e sentido.
Escolheu o caminho mais difícil. O da audácia política e do afrontamento directo dos preconceitos mais radicados e das soluções mais inesperadas.
Juntar, à volta de opções claras, abertas e pormenorizadas, o partido do poder no país e o mais encarniçado modelo de contra-poder, tem algo da magia da verdadeira política no sentido mais radical do termo.


Se conseguir traduzir para o dia a dia da autarquia este rumo, quase se pode considerar premonitória esta foto da tomada de posse que o jornal Publico, muito provavelmente, pretendeu que fosse precisamente o contrário: inscrever o seu nome no quadro histórico dos grandes nomes da Câmara de Lisboa.



António Costa conciliador mas determinado na tomada de posse 02.08.2007, Ricardo Dias Felner Perante a hostilidade manifestada por alguns vereadores, o novo presidente da autarquia respondeu com beijos, abraços e diálogo

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

E assim vai o nosso jornalismo de referência. Dividido entre os jornalistas que não sabem escrever e aqueles que não sabem ler. Este Cerejo parece pertencer a estes últimos. Basta passar os olhos pelo comunicado da PGR para perceber que não há qualquer referência a qualquer certificado de qualquer ano.

Se não se chama Cerejo, leia o comunicado. 

 

Procuradoria-Geral da República arquivou inquérito à licenciatura de José Sócrates
02.08.2007,
José António Cerejo
Comunicado apenas refere conclusões sobre a alegada falsificação de um certificado emitido em 1996 num impresso que só podia existir depois de 1998

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

quarta-feira, agosto 01, 2007

Quando terminará este estado permanente de dúvida hiperbólica, em que teima em viver a administração da República, em relação aos cidadãos portugueses dos Açores e da Madeira?

 

As primeiras dúvidas surgiram com cidadãos da Madeira e dos Açores que têm um sistema de saúde próprio.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

Jardim, o Charrua da Madeira?; Ou Charrua, o João Jardim do Norte? Em qualquer caso, ambos do PSD e ambos a caminho do arquivamento.

Jardim foi intitulado pelo jornal espanhol El Mundo como "o professor português do insulto".

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

"Charruar"contra o lixo opinativo

Processo Charrua com decisão política - EXPRESSO - Notícias, opinião, blogues, fóruns, podcasts. O semanário de referência português.  - Actualidade



Processo Charrua com decisão política - EXPRESSO -


Óptima decisão política, por impedir que uma ordinarice abaixo de qualquer classificação se transformasse num modelo de opinião política e que o seu trauliteiro autor se transformasse num herói da liberdade de expressão.


Não é que não tenha faltado, da parte daqueles que deviam ter sido os primeiros a perceber que a liberdade de expressão em Portugal bem merecia outros modelos e outros heróis, como a maioria dos nossos políticos e jornalistas, quem, tudo fizesse, para "canonizar" tão lamentável exemplar de professor e funcionário público.
Arquivar o caso e remeter o seu protagonista às origens é uma elementar medida de sanidade.
Está feito. E bem feito.

terça-feira, julho 31, 2007

sexta-feira, julho 27, 2007

Manda o bom-senso que os candidatos a líder do PSD, ao menos, tentem evitar as mesmas explicações ridículas em que já caiu o actual líder.

 

Sobre a polémica em torno da aplicação da lei do aborto, Menezes defendeu que esta deve ser aplicada em todo o território, Madeira incluída, sendo que, defendeu, "manda o bom senso que haja uma compensação financeira para que ela possa ser aplicada".

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

segunda-feira, julho 23, 2007

Mala de cartão, provavelmente não tem. Mas mala com muitos cartões, bem podia ter.


Por favor, não façam da minha vida um romance. Não sou como a Linda de Suza e a sua mala de cartão", disse ela em Junho à Le Point. "Quanto mais tentam tornar romanesca a minha vida, mais legitimidade me tiram", disse à Nouvel Observateur.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

O fundo da divergência está em saber quem deve ajuizar da ofensa.

Os jornalistas acham que deve ser o jornalista-ofensor.
O responsável da ERC acha que deve ser o leitor-ofendido.
Eu também acho que só pode ser este último, embora com limitações que evitem cair-se nos exageros exactamente contrários àqueles que, hoje, os OCS cometem. 

Trata-se do reconhecimento de uma margem de cidadania que protege, em condições de eficácia, alguém que, sem ser um ser hiper-sensível, considera que a sua reputação e boa fama foi atingida",

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

quarta-feira, julho 18, 2007

Mais um aviso para os "destemidos" defensores da Portela+1



O professor de Transporte Aéreo da UFRJ Respício Espírito Santo disse que o maior problema do Aeroporto de Congonhas não está relacionado à infra-estrutura ou ao congestionamento de vôos.  O problema é a cidade, que engoliu o aeroporto. Não foram respeitadas as distância de segurança em torno do dele  disse.


Source: Especialistas avaliam as causas do acidente - O Globo Online

segunda-feira, julho 16, 2007

Noite muito má também para o jornalista do respeitável"Público" começar a aprender a escrever em português.

30 por centos, ninguém saberá bem o que é.
De Mendes e Portas, qual deles é que "não vai esquecer tão depressa"?
Ou "não vão" esquecer os dois?
Seria o que o senhor jornalista queria dizer, mas não disse, por não saber "português" suficiente para isso?
Se Carmona e Roseta foram "as outras estrelas," afinal, quem foi ou foram "as não-outras estrelas"?
 Ao fim e ao cabo, ainda parece ter havido  muitas "estrelas," em noite de tantas trevas... jornalísticas!
 

O PS ganhou todas freguesias, mas não chegou aos 30 por centos. Carmona e Roseta foram as outras estrelas de uma noite que, de tão má, Mendes e Portas não vai esquecer tão depressa

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

sábado, julho 14, 2007

Felizmente, há sempre um "ilustre" constitucionalista de serviço, ao serviço de todas as aberrações autonomistas de Jardim.

 

Diferente é a posição do constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia, em cujo parecer o governo regional se fundamentou para tomar a polémica decisão politica, conforme revelou Jardim Ramos. Segundo Bacelar Gouveia, estando o serviço de saúde regionalizado, a Madeira pode legislar em termos de protecção e de saúde, e não aplicar a lei que permite a interrupção voluntária da gravidez.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

quarta-feira, julho 11, 2007

Finalmente, um "Carmona" acima de toda a suspeita?

 

Le problème de cette démarche, c'est qu'en matière de santé publique, tout comme en démocratie, il n'y a rien de pire que d'ignorer la science, ou d'en marginaliser l'expression pour des raisons dépendant de l'orientation politicienne. Le rôle du chirurgien général est d'être le médecin du pays, pas celui d'un parti politique", a-t-il ajouté.

Source: Le Monde.fr : La Une en 8 clics

sábado, julho 07, 2007

Mais uma experiência do "socialismo num só país"?

As anteriores experiências históricas, na Rússia, em Cuba , na China, não deixaram boas recordações!
Terá o "petro-socialismo" melhor sorte?
É muito duvidoso, mas nada se perde em ir acompanhando o fenómeno!

terça-feira, julho 03, 2007

Entre o J J e o J B



É entre estes dois personagens madeirenses,
que parece acomodar-se refém a vida pública e mediática deste Portugal-Século-XXI.
O JJ, por achar que nunca tem dinheiro suficiente para as suas fantasias autonómicas,
atravanca-nos a História com eleições extemporâneas, que ameaçam mudar tudo menos ele e acabam por (parecer) mudar a ele (tudo) e ao resto nada;
com arrotos mediáticos, que, pela sua repetição já começam a ter quase sabor de agradecimento a quem lhe vem dando de comer;
com revisões estatutárias novas que já nascem velhas e ameaças de revisões constitucionais futuras para tentar retocar o seu sótão de teias de aranhas de ideias de um antiquíssimo passado.
O JB, por parecer achar que tem dinheiro a mais e poder a menos, usa o dinheiro como arma de arremesso contra todos os poderes que pareçam debilitados, o Estado português na Cultura, o Mega Ferreira no Centro Cultural de Belém, o Jardim Gonçalves (mais um madeirense!) no BCP, O Luis Filipe Vieira no Benfica, a Sogrape nos vinhos, etc. etc.
Tenho de reconhecer que me incomoda muito mais o JJ que o JB.
É que eu sei que o JJ tem sido, e promete continuar a ser, um obstáculo à renovação da imagem e do conteúdo das autonomias insulares.
JB, pelo seu lado, bem pode ser o agente da destruição renovadora que o nosso capitalismo convencional e domesticado está necessitando, para se actualizar e revelar a sua verdadeira face.
E deixar, definitivamente, de parecer, apenas, uma outra forma de trabalhar por conta de outrém.

A despropósito das Eleições em Lisboa (I)



E mostrava os altos da cidade, os velhos outeiros da Graça e da Penha, com o seu casario escorregando pelas en­costas ressequidas e tisnadas do sol.
No cimo assentavam pesadamente os conventos, as igrejas, as atarracadas viven­das eclesiásticas, lembrando o frade pingue e pachorrento, beatas de mantilha! tardes de procissão, irmandades de opa atulhando os adros, erva-doce juncando as ruas, tremoço e fava-rica apregoada às esquinas, e foguetes no ar em louvor de Jesus.
Mais alto ainda, recortando no radiante azul a miséria da sua muralha, era o Castelo, sórdido e tarimbeiro, donde outrora, ao som do hino tocado em fagotes, descia a tropa de calça branca a fazer a bernarda!
E abrigados por ele, no es­curo bairro de S. Vicente e da Sé, os palacetes decrépitos, com vistas saudosas para a barra, enormes brasões nas paredes rachadas, onde, entre a maledicência, a devoção e a bisca, arrasta os seus derradeiros dias, caquética e caturra, a velha Lisboa fidalga!