Algo esencial ha cambiado en Carolina del Sur. La rivalidad entre Obama y Clinton, como es lógico, se iba haciendo más agria a medida que avanzaba la campaña. Pero lo que ha ocurrido aquí es diferente de la tensión propia de una campaña política. Aquí se han tocado los nervios sensibles del Partido Demócrata y de esta sociedad: la convivencia entre razas, la armonía social. Alguien ha decidido resucitar los viejos rencores de la lucha por los derechos civiles, tapados en el país por una losa de pragmatismo y sentido común. Alguien ha levantado una esquinita de esa losa, dejando escapar un tufo de arcaicos debates sobre Martin Luther King, Lyndon Johnson, la revancha y el miedo. Y, por mucho que se busque, no se encuentra a ese alguien en el campo de Obama.
Todo cambió en Carolina del Sur · ELPAÍS.com
Por mim, espero que as profecias não se concretizem.
A minha candidata do coração é Hillary.
Porque também acho que, só ela, podia ser (pode ainda ?) o coração de uma mudança sem rupturas, como a própria História dos Estados Unidos mostra serem as "revoluções" vencedoras naquele país.
Mas as erradas tácticas eleitorais, cedendo às pressões dos ganhos imediatos de votos, pode ter comprometido o futuro desta mudança "por dentro do sistema" que, penso, só Hillary estaria em condições de protagonizar.
Repito, espero que os maus augúrios da Carolina do Sul, não se confirmem e, sobretudo, não alastrem a outros espaços e outras primárias.
domingo, janeiro 27, 2008
Na Carolina do sul, Hillary perdeu, de vez, o "Norte"?
Publicada por Dsousa à(s) 9:40 a.m. 0 comentários
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sábado, janeiro 26, 2008
Um último adeus ao Presépio
É o que vos pede Coelho de Sousa,
no Álamo Esguio.
Apesar de já ir alto o mês de Janeiro,
ele continua "Ante o Presépio" a recitar os seus poemas,
embevecido,
como a criança que pede à mãe que não desmonte o presépio
na ingénua esperança infantil de prolongar o Natal pelo ano todo.
Coelho de Sousa também fala para as mães.
Sobretudo para aquelas que são esquecidas todo o ano!
Pedi às rosas disseram
O que mais queriam ser
E as rosas me responderam
Ao menos mães parecer...
ÁLAMO ESGUIO
Publicada por Dsousa à(s) 8:39 a.m. 0 comentários
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quinta-feira, janeiro 24, 2008
George Soros, as entidades reguladoras e o mercado
Las regulaciones no se reformaron "sino que se abandonaron", señala, convencido de que "los mercados no llegan al equilibrio por sí solos".
Soros pide que se regule el sistema financiero · ELPAÍS.com
- Desta conversa de George Soros, seria muito importante
que se gravassem
na eternidade do bronze
e na mente do maior número possível
de dirigentes políticos deste nosso mundo de hoje,
tendencialmente propensos a interpretações ligeiras
da suposta "mão invisível" que rege o mercado,
estas duas ideias,
fortes como punhos atirados às " trombas"
das incongruências e das monstruosidades
do sistema financeiro internacional: - As entidades reguladoras do mercado não se reformularam
para se adaptarem às novas exigências,
evaporaram-se, simplesmente.
Por sinal, os exemplos em Portugal estão na ordem do dia.
- Os mercados não chegam ao equilíbrio por si sós.
Por outras palavras, a chamada " mão inivisível" só é mão que comanda, quando é mão de alguém
(pessoa, grupo ou lei).
A opção está apenas entre
a mão que se esconde nos interesses vários
ou a mão que se revela na lei.
Publicada por Dsousa à(s) 6:35 p.m. 0 comentários
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quarta-feira, janeiro 23, 2008
O Dilema Açoriano 2008
ÁLAMO MENESES, SECRETÁRIO REGIONAL DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA
Universidade dos Açores carece de revisão
A Universidade dos Açores (UA) tem um problema estrutural, pelo que a questão não é meramente financeira. O Governo Regional está disponível para, em conjunto com a UA e os Ministérios da Educação e das Finanças, resolver os actuais problemas, estando fora de causa quaisquer despedimentos
Diário Insular OnLineA UNIVERSIDADE DOS AÇORES E O REITOR
por: Bento BarcelosA questão essencial do financiamento das despesas de funcionamento da U.A., que não estão asseguradas na sua totalidade pelo Governo da República, gerando um problema agravado ano após ano, exige essencialmente uma resolução política.
http://www.diarioinsular.com/noticias/ver.php?edicao=5_18_Janeiro_2008&n_id=45875
Pessoalmente, eu próprio desejaria que todas as opções políticas que se irão colocar aos açorianos nas eleições regionais deste ano de 2008, tivessem a clareza do dilema que estes dois textos sobre a Universidade dos Açores exprimem.
Neste caso, qualquer leitura, por mais ligeira que seja, nos evidencia que estamos perante dois políticos encarando o mesmo problema por duas ópticas, estrutural e radicalmente diferentes.
Pode mesmo dizer-se que estamos em face de
- Dois Secretários Regionais da Educação;
- Duas soluções políticas para a Universidade dos Açores;
- Duas visões políticas de fundo da Autonomia dos Açores;
- Duas formas, historicamente e ideologicamente opostas, de encarar o tema central da Autonomia Regional, das relações entre o poder Regional e a República, que se esconde/revela nestes dois textos;
- Dois caminhos para a procura e o encontro das soluções que, neste caso, a Universidade reclama e, em geral, os Açores se defrontam.
Quem se der ao trabalho de confrontar os dois textos e, para isso, terá de recorrer ao próprio DI, que, julgo, continua integralmente acessível apenas a assinantes, vai verificar que
a visão de Bento Barcelos é
- Retórica e proclamatória;
- Estereotipada e repetidora incansável de slogans batidos e rebatidos;
- Que, segundo ele, existem apenas dois lados do problema: O lado bom/autonomista da parte da Universidade que reclama mais dinheiro, e o lado mau do Governo da República/centralista que o recusa.
Vai verificar, igualmente, que
a visão de Álamo Meneses é
- Global e sistemática;
- Aprofundada e realista;
- Política, mas não retórica nem proclamatória;
- Substitui os slogans pelo debate e confronto de soluções;
- Situa-se para além do estafado e gasto tema "amaralista" da Autonomia versus centralismo, ou tripolaridade+insularidade.
Para não alongar, além dos mais,
estes dois textos em que, ainda por cima, o do Álamo é uma entrevista e, como tal, condicionada pelo entrevistador, o do Bento, um texto-de-secretária, sem condicionantes e (em teoria, pelo menos) pensado e repensado, são
o retrato de dois políticos e da sua obra de Secretários Regionais da Educação.
E, esperemos que sejam, pelo que podem antecipar do futuro, a opção entre o regresso ao passsado ou a continuidade na senda das soluções discutidas e negociadas.
Publicada por Dsousa à(s) 10:15 a.m. 1 comentários
Etiquetas: eleições 2008, politica, universidade
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Liberte-se um pouco dos seus descuidos de sempre
Ou antes, entregue-se aos seus cuidados mais genuínos.
Vá até ao Álamo Esguio.
Apesar de estarmos quase tão perto do Carnaval,
como longe do Natal,
Coelho de Sousa está ainda
"ante o presépio"
a lembrar verdades e temas que nunca devíamos esquecer.
Como este
:
ÁLAMO ESGUIO
Descuidados ou atentos,
Sejam velhos, sejam novos
Ninguém foge aos seus intentos
A morte é dona dos povos.
Publicada por Dsousa à(s) 11:00 a.m. 0 comentários
Etiquetas: Álamo Esguio, morte
sábado, janeiro 19, 2008
Nós, portugueses, adoramos viver de equívocos
E temos a necessidade compulsiva de vivermos banhados em mitos.
Este da baixa de impostos é um dos equívocos mitológicos em que, há anos, mergulhamos com a maior volúpia.
Todos os partidos políticos portugueses vivem obcecados por dois temores patológicos nesta área.
Serem considerados irresponsáveis, se tomarem a iniciativa de baixar os impostos.
Vivem atormentadas noites de insónia,
só de imaginarem que outro partido possa,
temerariamente, abalançar-se à iniciativa antes deles próprios.
Por favor, chamem o bombeiro Joseph Stiglitz,
que tem créditos de Nobel para apagar fogos neste material inflamável.
Joseph Stiglitz, Nobel de Economía:
"Bajar los impuestos es una equivocación"
Joseph Stiglitz, Nobel de Economía: "Bajar los impuestos es una equivocación" en CADENASER.com
Publicada por Dsousa à(s) 3:35 p.m. 0 comentários
Etiquetas: impostos
Mitos da medicina actual
Aí vão sete mitos da nossa moderna medicina.
Segundo as pesquisas recentes de dois médicos ingleses.
O número deve ser apenas simbólico,
como os sete pecados capitais,
as sete obras de misericórdia, etc,
e outras listas semelhantes dos nossos códigos culturais.
A versão da lista em português, e possíveis falhas,
é da minha exclusiva responsabilidade.
Medical myths -- Vreeman and Carroll 335 (7633): 1288 -- BMJMedical myths
- People should drink at least eight glasses of water a day
- We use only 10% of our brains
- Hair and fingernails continue to grow after death
- Shaving hair causes it to grow back faster, darker, or coarser
- Reading in dim light ruins your eyesight
- Eating turkey makes people especially drowsy
- Mobile phones create considerable electromagnetic interference in hospitals.
Sete mitos da medicina moderna
- Deve-se beber cerca de um litro de água por dia
- Habitualmente, só usamos 10% das nossas capacidades cerebrais
- Os cabelos e as unhas crescem mesmo depois da morte
- Barbear-se torna mais escuros e grossos e mais rápidos a crescer, os pêlos do corpo humano (de homem e mulher, claro, com toda a gente entendia antes dos actuais escrúpulos do "género")
- Ler com má iluminação prejudica a acuidade visual futura*
- Comer perú provoca sonolência
- Os telefones móveis provocam interferências nos equipamentos electromagnéticos dos hospitais.
*A nossa prestimosa EDA agradece a queda do mito. É menos um tormento de consciência.
Publicada por Dsousa à(s) 2:15 p.m. 0 comentários
Etiquetas: mitos médicos
segunda-feira, janeiro 14, 2008
O partido Socialista Catalão tem identidade olfactiva exclusiva

É, pelo menos, o que assegura o próprio PSC
(Partido Socialista da Catalunha) na sua página oficial.
O que não há duvida é que anda no ar, na vizinha Espanha,
um forte odor eleitoral que bem pode estar a perturbar as capacidades olfactivas normais
de muitos eleitores e dirigentes partidários.
Reconheça-se, porém, que, num pais em que as disputas politicas até podem envolver a mistura de substâncias bem mais explosivas, uma fragrância que associe aroma de rosa de damasco com um tom de patchuli possa transmitir um estado de tranquilidade, confiança, igualdade e eficácia que os seus produtores garantem evolar-se dos 4000 frasquinhos de 1 euro cada que o PSC recomenda a simpatizantes benévolos e a adversários implacáveis.
Em suma, originalidades eleitorais, que nada nos garante que não possam vir a ser replicadas no ano eleitoral açoriano de 2008, com umas fragrâncias marinhas de odor táctico "à C. César" : "É hoje"! É hoje"! (ou "será melhor deixar para amanhã ?!") ou o cheirinho da auto-ilusão "à C. Neves": "por favor, leve este frasquinho de "oxigénio democrático", com um desconto de 25% e direito a uma passagem gratuita na não-empresa açoriana SATA"!
El PSC presenta una fragancia inspirada en los valores socialistas El aroma contiene pétalos de rosa de Damasco y una nota de pachuli, que favorece la reflexión y el entendimiento, según uno de los creadores del perfume
El PSC presenta una fragancia inspirada en los valores socialistas · ELPAÍS.com
Publicada por Dsousa à(s) 2:21 p.m. 2 comentários
Etiquetas: política " à espanhola"
domingo, janeiro 13, 2008
Política à portuguesa ao rubro
É o que todos podemos constatar, neste início de 2008, nos três polos principais da actividade política deste país. Portugal continental e Regiões autónomas dos Açores e Madeira.
Em todos eles, uma característica comum.
As entidades que detêm o poder instituído, mais ainda, o personalizam, é que detêm a iniciativa política e definem a agenda dos temas centrais em debate.
No continente, Cavaco Silva e José Sócrates. Nas Regiões autónomas, Carlos César, nos Açores, e Alberto João, na Madeira.
Em traços gerais, Cavaco Silva continua a viver e a sobreviver, em termos politicos, do ritual anual de três discursos: discurso de ano novo, discurso de 25 de Abril e discurso de 5 de Outubro.
Acrescenta-lhe, pelo meio, uns "Roteiros" de designação e intuitos vários, mas que só lhe servem para fazer a sua prova de vida burocrática, perante o país mediático e para que o país real não se esqueça, de todo, da existência do inquilino de Belém, até lá chegado por eleição directa.
Mais do que o cumprimento desses três actos rituais não se lhe pode pedir que faça.
Nem ele tem "golpe de asa" para ir além deles.
O caso de José Sócrates parece-me totalmente diferente.
É mesmo o inverso de Cavaco Silva.
Está em permanente situação de prova crucial, para definir o seu estatuto e o seu lugar político.
Lembremos apenas que as duas decisões que teve de tomar no início do ano, foram decisões que foi forçado a assumir, digamos, "no fio da navalha" da sua própria credibilidade política que acabara de atingir o seu máximo fulgor e expressão, com a brilhantíssima presidência da União Europeia, que, só em Portugal, alguns zoilos encartados conseguem manchar com algumas infundadas reticências.
Mas nem sequer teve a oportunidade de "passear" pelo país o seu Tratado de Lisboa, a pretexto de um referendo, que os seus adversários dizem ansiar, mas só efectivamente a ele, Sócrates, e à sua maior glória, serviria.
Podendo dar-se ainda ao luxo de, ao Tratado, acrescentar na sua fulgurante trajectória, o apoio do maior partido da oposição e de não ter mudado de posição sobre a sua ratificação por referendo.
Somando-lhe ainda o facto de o fazer, em contraste com o seu principal opositor.
Mas tudo isso lhe foi negado.
Teve de assumir o mais difícil.
Demonstrar que não mudara de opinião, quando vai fazer, sobre matéria idêntica, o contrário daquilo que prometera em campanha eleitoral e programa de governo.
O paradoxo do novo aeroporto de Lisboa é, em tudo, semelhante.
A credibilidade de Sócrates aumenta, quando ele é forçado a fazer o contrário daquilo que o seu Governo defendera como inevitável durante dois anos. Renegar a Ota por Alcochete. Tendo ao mesmo tempo de manter o Ministro que se transformara, por culpa própria ou não, no símbolo da Ota contra Alcochete.
São paradoxos vivos da política " à portuguesa" no seu melhor.
Por hoje, deixemo-nos ficar pelos paradoxos do rectângulo continental.
Não há-de faltar oportunidade futura para os dois outros paradoxos insulares.
Publicada por Dsousa à(s) 12:03 a.m. 0 comentários
Etiquetas: política à portuguesa
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Natal e contra natal
Por pouco,
Por bem pouco,
Este Natal
Não foi
O Natal sem retorno
O Natal sem regresso,
O Natal da outra viagem,
O Natal da viragem,
O Natal para
O outro nascimento.
Para a luz, de vez, sem sombras.
Para as sombras, de vez, sem luz.
Para mim
(quase)
Foi assim.
Para OVentilhador,
este Natal de 2007
vai ser uma pausa
para respirar,
até 2008
ter rosto
e se afirmar.
Quem persistir
em continuar,
em clima de natal
pela blogosfera
tem muito
por onde optar.
Pode ir longe
ou ficar por perto.
Por perto,
tem um guia:
O Álamo Esguio
Publicada por Dsousa à(s) 1:37 p.m. 1 comentários
sábado, dezembro 22, 2007
A carta de Ingrid (ainda) para todos nós ou (já) para nenhum de nós
No tengo ganas de nada. Creo que eso es lo único que está bien, no tengo ganas de nada porque aquí en esta selva la única respuesta a todo es ’no’. Es mejor, entonces, no querer nada para quedar libre al menos de deseos.
Noticias políticas de Colombia - ELTIEMPO.COM
Na mesma altura em que, segundo os tradicionais hábitos de natal, as nossas crianças escrevem cartas ao Pai Natal ou, ainda mais tradicionalmente, ao próprio menino Jesus, tentando fazer-lhe prova de que tiveram a vida de boas acções que merece prémio, Ingrid Betancourt também teve de usar Uma carta para fazer prova de vida.
Mas, como já mostrava o vídeo da "prova de vida," Ingrid vive um momento doloroso de quem já parece estar de costas para a vida.
Ainda não se despediu dela, mas já não espera dela grande coisa.
Ainda não renega a vida, mas já não tem ilusões sobre ela.
Ainda não desistiu da vida, mas já se sente acabrunhada pelos violentíssimos desafios diários que a vida lhe reservou nos últimos cinco anos.
Ainda não deseja a morte, mas a vida já lhe é um somatório desesperante de actos sem sentido.
É por isso mesmo que ler esta carta, divulgá-la, relê-la e senti-la, é um acto de solidariedade para quem, tendo arriscado tudo para dar sentido à vida de um país inteiro, acaba por parecer ter perdido o sentido para a sua própria vida.
Publicada por Dsousa à(s) 2:31 p.m. 0 comentários
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Por que não começar o Natal com Ingrid Betancourt ?
Com qual delas?
A que viveu uma vida plena, em liberdade e lutas por convicções e causas?
E que inspirou e movimentou, e continua a inspirar e movimentar, milhares de pessoas dentro e fora do seu país?
Ou a que definha e agoniza, há cinco anos, nas florestas da sua Colômbia, nas mãos de uma guerrilha sem fins nem objectivos?
Com as duas, claro.
Como a revelam estes dois vídeos que, mesmo não sendo novidade e mesmo vistos e revistos, nos deixam sempre atormentados pela desconfortável sensação de "holocausto", de todo o Holocausto, vivido por milhões de seres humanos durante a segunda guerra mundial,hoje, resumido e assumido numa só pessoa: Ingrid Betancourt.
Deixa um espaço para ela, no teu próprio Natal que aí vem.
Qualquer que ele seja, uma destas "Ingrid," ou as duas, tem de ter um lugar nele.
Um lugar para Ingrid, por favor!
Publicada por Dsousa à(s) 7:46 p.m. 1 comentários
Etiquetas: Ingrid Betancourt
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Boa memória e má inteligência
Los chavales españoles memorizan pero piensan menos, según el Informe PISA en CADENASER.com
Um meu antigo e já falecido professor costumava dizer que
"toda a gente se queixa de falta e falhas de memória,
mas ninguém se costuma queixar de falta ou falhas de inteligência".
Em relação aos jovens espanhóis, a queixa
sobre esta prerrogativa humana da racionalidade
aparece agora com fundamentos científicos.
Em Portugal, tudo o que sabemos é que temos
um rei de "Boa Memória".
Quanto ao povo em si,
nunca chegou a merecer
qualquer cognome especial nestes domínios,
mas costuma andar entre
a "memória curta"
e a
"esperteza saloia".
Publicada por Dsousa à(s) 10:54 a.m. 0 comentários
Etiquetas: memória
Segolene ouvida em Espanha?
E ignorada em França?
Até parece.
Mas o mais provável é que estejamos perante duas gerações de políticos,
em que o político da geração mais jovem
(Zapatero)
superou as barreiras dos papeis sociais tradiconais que,
para a outra,
(Ségolène)
significaram uma luta de toda a vida,
por enquanto, temporária
(ou definitivamente) perdida.
Le Monde.fr : Ségolène Royal « Toute ma place au premier rang »La difficulté d’être femme en politique, à ce niveau, reste-t-elle l’une des explications centrales des réticences à l’égard de votre candidature ?
Oui, c’était une révolution. Il y a eu un procès lancinant en incompétence. C’est typiquement le procès que l’on fait aux femmes. En clair, il y a en politique des sujets de filles et des sujets de garçons. Les sujets de filles sont forcément secondaires : l’éducation, l’environnement, le social, le handicap, la famille. Tout ce qui passionne les Français et qui fait l’essentiel de leur vie quotidienne, car ce sont les domaines où ils mesurent le progrès social dont ils peuvent bénéficier. Et puis vous avez les sujets de garçons : l’économie et l’international. Forcément, une fille est incompétente sur les sujets de garçons. Eh bien, je revendique le fait que ces sujets de garçons - l’économie et l’international - sont des sujets très importants, dans lesquels j’ai aussi une compétence, sans doute à améliorer, ce à quoi je m’emploie. Car l’économie et l’international sont quand même au service du progrès social, du progrès éducatif, de la lutte contre les inégalités, de la remise en avant du facteur humain. Je revendique le droit pour les femmes à avoir cette double compétence, même si - je n’en disconviens pas - sur un certain nombre de sujets, comme les retraites ou le financement de la Sécurité sociale, je n’avais pas toutes les réponses.
Zapatero promete guarderías para los niños de 0 a 3 años · ELPAÍS.com
Publicada por Dsousa à(s) 10:15 a.m. 0 comentários
terça-feira, dezembro 18, 2007
Coelho de Sousa : 1 de Dezembro em 1961

Se ficou com alguma curiosidade, em razão de uma entrada anterior neste blogue, sobre a vivência poética da data histórica do primeiro de Dezembro de 1640, reactualizada pelo ambiente de guerra que rebentara em África, em 1961, pode ler esta e outras estrofes de Coelho de Sousa que tenho vindo a publicar no Álamo Esguio , desde o passado dia 7.
Eles são como os quarenta da manhã
que deu a Portugal tamanha glória.
E cada mãe agora é qual Vilhena mãe
Que aos filhos arma cavaleiros para a vitória.
Publicada por Dsousa à(s) 5:06 p.m. 0 comentários
Etiquetas: Coelho de Sousa
Carta de uma jovem para todos os jovens. Como viver na nova Europa
Sobretudo,
quando nos lembramos de,
esta mesma semana,
termos assistido ao lamentável espectáculo televisivo,
de um estudante universitário português se queixar
que a associação da sua universidade
não tinha sido procurada pelo Governo
para receber ou promover iniciativas
sobre informação relativa à União Europeia
ou ao novo Tratado.
Façam como a autora da carta:
Procurem as oportunidades!
Mexam-se, porr...!
Não queiram passar,
directamente,
sem qualquer incómodo
ou o menor esforço pessoal,
de privilegiados filhos-família,
a acomodados filhos-do-pai-Estado! 
Gracias, Europa, gracias · ELPAÍS.com
Me veo obligada a agradecer públicamente a la Unión Europea la ayuda que está prestando a mi carrera profesional, al mismo tiempo que doy a conocer las múltiples oportunidades que Europa ofrece a jóvenes profesionales que, como yo, intentan abrirse un carrera investigadora.
Publicada por Dsousa à(s) 9:49 a.m. 0 comentários
Etiquetas: Europa
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Costa Neves é um (Re)descobridor
Diário Insular OnLineTenho de ser cauteloso ao fazê-lo, sob pena do PS e de Carlos César aparecerem logo de seguida a copiá-las”, sublinha.
Costa Neves é O (Re)descobridor.
Redescobriu a política do Sigilo.
Aquela lendária política
que teria levado os portugueses,
na época dos descobrimentos,
a tomarem posse de um
"novo mundo"
sem que o
"velho mundo"
quase disso se desse conta.
É com essas portuguesíssimas
e espertíssimas cautelas
que Costa Neves pretende
bolinar
e arribar
ao Brasil,
ao Cabo das Tormentas,
ao Cabo Bojador,
ao Cabo Branco,
ao Cabo Verde,
à Foz do rio Zaire,
que são,
para ELE,
intrépido navegador da política,
(com sangue dos Corte-Reais,
num seu qualquer órgão),
as próximas eleições regionais.
Mas não pensem que
ELE,
se vai deixar cair
na ingénua esparrela de Colombo
e oferecer a um qualquer César,
ou a um outro açoriano qualquer,
de menos régio nome
mas dono de um voto
(que ELE irá,
magicamente,
empalmar)
os seus planos
de arribar à India-do-poder
navegando para Leste
ou Ocidente
de qualquer ideia
ou solução alternativa.
Nunca.
Nunca.
ELE
vai continuar,
intrépidamente,
a navegar para a Índia.
Mesmo que sózinho.
Mesmo que,
só sigilosamente,
ELE
consiga
o desembarque na Índia
dos votos açorianos.
ELE,
Costa Neves,
quanto maior é,
para
menor número de seguidores,
tanto menor fica
para a maioria
da gente dos Açores.
Mas, para a História,
ELE,
Costa Neves,
já tem nome ímpar
e de valor:
Costa Neves - O (Re)descobridor.
Publicada por Dsousa à(s) 10:25 p.m. 1 comentários
Etiquetas: Costa Neves
quarta-feira, dezembro 12, 2007
Kadhafi, o Dali Líbio ?
" Il rappelle le peintre Salvador Dali ",
" Il rappelle le peintre Salvador Dali ",
Le Monde.fr : Les titres du Monde

Mais encenação, menos encenação,
a teatralidade aproxima-os.
Tudo o resto, porém, os afasta.
As diferenças nas semelhanças
são muito maiores
do que
as semelhanças nas diferenças.
Além do mais, a "loucura" do catalão
Salvador Dali,
conseguiu ser muito mais construtiva
na pintura do que a do líbio Kadhafi na política.

E Dali tinha uma capacidade de auto-reflexão
que todos percebemos totalmente ausente em Kadhafi.

Publicada por Dsousa à(s) 3:06 p.m. 0 comentários
terça-feira, dezembro 11, 2007
A Impressionante Fábrica de Ídolos
Só pode ser em "Fábrica de Ídolos", em série e por atacado, que se pode ter transformado, o PSD-Açores, no seu último Congresso.
Vejam só as alturas vertiginosas,
a que conseguiram elevar o seu último "D. Sebastião" para a liderança!
Tudo isto vale apenas como confissão e reconhecimento de que, com o actual líder, o "Alcácer-Quibir" do PSD-Açores, iniciado em 1996, continua.
Diário Insular OnLinecomo é o caso da Dra. Berta Cabral, esta impressionantemente aclamada como a melhor presidente de Câmara do País.
Publicada por Dsousa à(s) 11:35 a.m. 0 comentários
Etiquetas: PSD-Açores
domingo, dezembro 09, 2007
Sócrates: Aquele ar...ou este ?
Depende
do gosto do freguês.
Ou da imagem
que se pretende "vender"
ao público português.
De Sócrates, o jornal Público preferiu
vender esta.
E, de Durão Barroso, esta:
Não muito diferente
daquela de Sócrates.
Reconheça-se.
Seguramente, com a ideia,
(ou o preconceito)
de que seriam as que
melhor
traduziam
o ar triunfal
de ambos na cimeira.
A SIC"online",
de Sócrates, preferiu esta:
Cada objectiva
vende a imagem "subjectiva"
que o fotógrafo quer.
Cada espectador captará
a perspectiva
que melhor lhe convier
ou aprouver.
Publicada por Dsousa à(s) 2:03 p.m. 0 comentários
Aberração jornalística
EDIÇÃO IMPRESSA
Nem que seja, reproduzindo uma afirmação de um interveniente anti -Mugabe num acontecimento paralelo à cimeira.
Nem que seja, depois de apresentar várias páginas documentando e evidenciando o oposto desta afirmação.
Nada justifica que um jornal a repita em título "como se" fosse a opinião do jornal ou dos seus jornalistas.
Publicada por Dsousa à(s) 11:50 a.m. 0 comentários
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Afinal, para que servem os Açores?
Sim, afinal, para que servem os Açores?
Para
Expandir Portugal
(com X, como manda qualquer elementar gramática ou dicionário de português; mesmo os de origem brasileira como o "Houaiss".
ou
Para Extender o País.
(Também com X, como o DI, no título do seu principal artigo da sua vistosa revista de domingo passado, resolveu escrever, contra todos os dicionários ou gramáticas da vasta lusofonia?
E escrever em título garrafal, para mostrar a força e a certeza da sua convicção de recordista persistente em gralhas monumentais.Claro que nada impede que o DI chame aos Açores EXTENSORES de Portugal.
Só que o extensor
estende.
Por mais que se esforce, nunca conseguirá
extender.
Publicada por Dsousa à(s) 7:34 p.m. 1 comentários
Etiquetas: DI
Chavez: A derrota que, afinal...é uma vitória! A vitória que, afinal...é uma derrota!
No meio de tudo isto, a democracia é o quê?
E o povo venezuelano serve para quê?
Meros instrumentos ao serviço de um aprendiz de feiticeiro, que se mostra disposto a tudo, para transformar a derrota em vitória, enquanto se entretém,por agora, a tentar fazer passar a vitória por derrota.
Chávez afirma que llevará su reforma constitucional de nuevo a las urnas en CADENASER.com

"Fue una victoria de mierda y la nuestra una derrota de coraje", ha declarado Chávez.
"Para mí fue la mejor derrota" porque la "victoria pírrica" de su propuesta "más bien hubiese sido catastrófica" y "a estas alturas este país estaría incendiado y nunca hubiera quedado claro quién ganó; las dudas hubieran apuntado con razón contra mí", ha declarado.
Chávez afirma que llevará su reforma constitucional de nuevo a las urnas en CADENASER.com
Publicada por Dsousa à(s) 9:07 a.m. 0 comentários
Etiquetas: Hugo Chavez
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Chavez: Vencido, mas não convencido
Derrotado, mas não resignado.
Audio: Chávez: "Esa victoria pírrica no la hubiera querido" en CADENASER.comA verdade é que a maioria dos venezuelanos, neste caso, parece ter tomado à letra a celebrada pergunta régia de Juan Carlos e referendou-a nas urnas : Por que NO te callas?
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domingo, dezembro 02, 2007
O Socialismo de todas as almas e para todos os tempos históricos
O socialismo de todas as transformações.
O socialismo que se vai transformando a si próprio à medida que transforma a sociedade.
O socialismo das transformações cumulativas e da "acumulação" das transformações.
O socialismo que é outra forma de dizer e, sobretudo, de realizar, a liberdade e a democracia.
O socialismo, cuja preocupação central não é de nos tornar a todos mais iguais, plasmando um sonhado "homem novo" por uma cartilha ou vulgata ideológica qualquer, mas um socialismo, que tem, como objectivo principal, ajudar o Estado e a sociedade no seu conjunto, a criarem estruturas, que possam permitir e proporcionar a todos e cada um, pelo menos tendencialmente, condições equivalentes, que lhes permitam tornar-se diferente nas suas potencialidades ou limitações plenamente assumidas e respeitadas pelo próprio e pelos outros.
Neste socialismo, é necessário continuar a acreditar e a tentar implantar na sociedade, quer, quando ela tenha os limites estreitos de uma região ou de um país, ou quando, como agora, se tem de confrontar com os novos desafios de uma sociedade global.
É este o "socialismo de todas as almas", porque é ó unico meio de transformação de todos "os corpos" sociais de todas as sociedades.
Este socialismo só necessita de um ponto, de um único ponto de apoio, para a utilização das suas ferramentas de transformação social: a crença inabalável de que o homem não está prisioneiro das estruturas da sociedade em que vive. Pode tranformá-las, melhorá-las e colocá-las (repito o "tendencialmente") ao serviço de todos.
Só não será um socialismo sem mitos, como alguém, há muitos anos já, propôs, para título de livro e ideário de partido, porque se alicerça neste "mito".
En el congreso de 1981, el PSOE hizo suyo un programa político inspirado en el reformismo radical (o radicalismo constitucional) defendido por uno de sus principales ideólogos, el sociólogo José María Maravall. Desde principios de 1980, éste venía animando a su partido a dejar de soñar en el milenio y a deshacerse de las telarañas seudorrevolucionarias que constreñían su libertad de maniobra, proponiendo en su lugar una visión del socialismo democrático entendido como proceso de transformaciones acumulativas (&) para Maravall el socialismo debía entenderse como un proceso de acumulación de reformas centradas en la transformación democrática del Estado, la reforma igualitaria de la sociedad y la salida de la crisis económica con conquistas acumulativas que sean avances positivos hacia el socialismo democrático para lo cual era necesario articular y expresar una mayoría de progreso, una mayoría integrada por una pluralidad de capas y clases sociales. Cuando Blair, Giddens o Beck teorizan a finales de los años noventa la tercera vía están poniendo sobre el papel lo que los socialistas españoles, por una vez, habían practicado antes que sus homólogos europeos: modernizar el socialismo, la socialdemocracia, en los albores del siglo XXI.
Source: Todas las almas · ELPAÍS.com
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sábado, dezembro 01, 2007
O primeiro de Dezembro em Coelho de Sousa
Aqueles que, porventura, venham a acompanhar os textos que, nesta data, estão a ser publicados no Álamo Esguio poderão confirmar que Coelho de Sousa, no programa do Rádio Clube de Angra, que realizou em 3 de Novembro de 1961, incluiu as três quadras que se seguem, antecedidas de um "mote", e que haveria de retomar, com muito mais propriedade, no programa que emitiu no próprio dia 1 de Dezembro de 1961.
Como estamos no dia 1 de Dezembro de 2007, aqui ficam, em celebração e memória do primeiro de Dezembro da heroicidade portuguesa anti-castelhana, contra a União Ibérica dos Filipes da dita Castela, os versos de Coelho de Sousa.
Dentro de dias, a partir do próximo dia 7, começará a ser editado no Álamo Esguio o texto integral do programa de rádio de Coelho de Sousa, alusivo ao primeiro de Dezembro.
(VI)
E como se o passado
fora pouco,
agora e tanta vez,
ousado e louco.
Posto em delírio,
o mal em mim refez
o quanto fora asado
em nuvem de martírio.
Outrora a heroicidade portuguesa
Cruzou dum pólo ao outro todo o mar,
Agora, são heróis de igual nobreza
Cruzando aos quatro ventos pelo ar.
Outrora foi a cruz das caravelas,
A dilatar o Império e a Fé em Deus,
Agora a mesma cruz sobe às estrelas
E em asas de aviões domina os céus!
Oh! raça lusitana, oh! gente forte,
Vencendo em mil batalhas, mil vitórias,
Por terra e mar e ar, embora a morte,
és grande e nobre. Aqui as tuas glórias !
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sexta-feira, novembro 30, 2007
Duas páginas de uma cultura secular


Estas duas páginas são páginas genuínas arrancadas à nossa melhor história.
À história da cultura popular açoriana das nossas comunidades rurais.
Penso que ninguém discutirá a afirmação de que a expressão mais representativa dessa cultura pertence, de pleno direito histórico, às nossas filarmónicas.
No caso em concreto destas duas páginas, marcadas pela humidade e pela passagem do tempo em mãos nem sempre cuidadosas, trata-se de uma história de 121 anos, ontem, completados.
Trata-se da acta de uma reunião realizada em 29 de Novembro de 1886, em que um grupo de 14 sebastianenses se reúne para fundar a "União Popular", nome com que, então, resolveram baptizar a filarmónica de São Sebastião, na mesma noite e acto em que a geravam, "constituindo-se em (seus) sócios" como se diz na acta.
Essa noite de primeira reunião foi também noite de profunda união popular entre todos os presentes.
Apenas 14, mal excedendo a dezena, que costuma ser historicamente - na grande história dos grandes acontecimentos (cristianismo, maoismo, entre outros exemplos) - mas também -como se vê neste exemplo - na história dos pequenos acontecimentos que fazem a história anónima e real dos povos e comunidades, o número-mágico (ou quase) para iniciativas destinadas a durar e a perdurar.
Como continua a ser este, ainda hoje, o feliz destino da "Sociedade Filarmónica União Sebastianense", como acabou por ser designada, posteriormente.
Como se vê, a "União" ficou-lhe, no nome e na realidade, da sua já longa vida de 121 anos.
Para muitos mais ainda.
É o que se espera e deseja nesta data.
E que se registe em acta.
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quarta-feira, novembro 28, 2007
Por favor, ponha na lapela uma orelha verde
"Antes de decir que es una tontería hay que probar Twitter" · ELPAÍS.com
A propósito da discussão, no encontro bloguista de Sevilha, no último fim-de-semana, sobre os "nano-blogues", o chamado Twiter, ocorreu-me o texto de Teolinda Gersão da sua obra-prima "O SILÊNCIO", recentemente reeditado, em que se procura mostrar que o problema do nosso tempo não é a invenção ou reinvenção de novas formas de comunicar, mas encontrar pessoas que estejam preparadas para escutar.
O texto é dos anos oitenta e tem como símbolo da "caixa de vidro mental" a televisão.
A circunstância de, entretanto, a internet ser outra "caixa de vidro mental mundializada" deu ainda mais actualidade e premência ao tema de um mundo que se, então, tinha começado "a enlouquecer", hoje, pode (deve) estar/está completamente "louco".

"É um mundo que começou a enlouquecer, disse de repente.
Um mundo eficiente, de silêncio total, em que ninguém mais fala com ninguém.
As pessoas estão sentadas, ombro contra ombro, à espera, mas o objectivo da espera é sempre falso, o autocarro, o comboio, o avião, porque todos os lugares são iguais e nada é diferente em parte alguma.
E enquanto se espera o silêncio cresce, vai ficando sempre mais denso e mais pesado, e algumas pessoas começam a ficar inquietas, porque de repente percebem que estão bloqueadas, dentro de caixas de vidro, o universo é um conjunto gigantesco de sucessivas caixas de vidro, e elas apenas transitam, ou são transportadas, de umas para as outras, casas, escritórios, autocarros, hospitais, aeroportos, aviões, transatlânticos, é inútil percorrer milhões de quilómetros porque o mundo fica sempre cada vez mais longe, é como se flutuassem, imponderáveis, num espaço vazio, os seus pés não assentam mais sobre a terra, correm seis dias sobre escadas rolantes e tapetes rolantes e no sétimo dia ficam parados sobre uma alcatifa, e o mundo que não tocam mais vem até elas apenas em imagens, dentro da televisão-caixa-de-vidro.
Então algumas pessoas são tomadas de pânico e começam a falar, porque acham necessário modificar este estado de coisas, mas descobrem que não é possível falar porque as pessoas do lado as olham com estranheza, a tal ponto se habituaram a viver dentro de caixas bem isoladas que.qualquer som espontâneo as incomoda, transportam em volta da cabeça uma caixa de vidro mental que se fecha por si mesma à menor suspeita de desordem,
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Etiquetas: escutar, internet, nano-blogues
segunda-feira, novembro 26, 2007
Piores, que os piores funcionários públicos portugueses! Quem diria?!!
Un 54 por ciento comprará desde trabajo lo que repercutirá en la producción de EEUU
Según otros estudios, un 54,5 por ciento de los empleados estadounidenses con conexión a Internet -un 5 por ciento más que el año pasado- proyectan hacer hoy compras en la Red desde su puesto de trabajo, lo que repercutirá en la productividad de la economía de EEUU.
En total, las pérdidas por empleados distraídos con la caza de ofertas podrían ascender a 488 millones de dólares, aseguran los expertos de Challenger, Gray & Christmas.
Los estadounidenses gastarán 700 millones de dólares en el "Cyber Monday" en CADENASER.com
Publicada por Dsousa à(s) 3:21 p.m. 1 comentários
Etiquetas: internet
domingo, novembro 25, 2007
Parece evidente que Saramago já vive num "outro" 25 de Novembro. Um 25 de Novembro, em que, mesmo quem não é rei, se sente coroado, como se
rei fora.
Atenção! Muita atenção! O rei não vai nu. Mas a coroa vai sem rei!
Saramago: "Si yo fuera rey, la coronación sería esta exposición"
El Premio Nobel de Literatura, José Saramago, acudió en Lanzarote a la inauguración de la sala que lleva su nombre en la Fundación César Manrique
EFE 25-11-2007
Source: Saramago: "Si yo fuera rey, la coronación sería esta exposición" en CADENASER.com
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Etiquetas: Saramago
25 de Novembro, a data que ninguém quer
O que quero sublinhar é que, por via dos interesses das superpotências e da relação de forças na sociedade e na instituição militar portuguesas, em 1975, o País evitou uma guerra civil e repôs os ideais de Abril. Parece, assim, de todo estranho e injusto que, hoje, quando se contam 30 anos sobre a vitória das forças democráticas no 25 de Novembro, a data seja tratada como se fosse maldita, todos a evitando em nome de cumplicidades posteriores, de interesses partidários ou eventos eleitorais de calendário. Tenho ainda a esperança de que o Presidente Sampaio, tão preocupado em deixar uma marca da sua presidência, preste à data e ao seu significado a merecida homenagem. Isto é, fale da história da democracia.
josé manuel barroso
DN Online: 25 de Novembro, a data que ninguém quer.
Este título, válido há dois anos, quando se perfaziam 30 anos sobre o 25 de Novembro, continua, se possível, ainda mais válido, dois anos depois.
E Sampaio, como Presidente da República de então, também nunca chegou a fazer a reclamada homenagem à data.
Talvez algo de semelhante se consiga daqui por três anos, quando os 35 anos sobre os acontecimentos obrigarem a lembrá-los de novo.
Por mim, desejo apenas aproveitar a oportunidade para recordar uma figura da nossa história democrática recente e que teve um papel decisivo no 25 de Novembro de 1975.
E que, de forma nenhuma, enjeitava a data. Muito ao contrário. Sempre se reclamou da sua assunção e clarificação integral.
Refiro-me ao Coronel Melo Antunes que, nesta, como noutras datas históricas posteriores ao 25 de Abril, interveio na campo da acção concreta e, igualmente, no aspecto teórico, para encaminhar e esclarecer os acontecimentos no seu pleno e total significado.
Dois extractos apenas do muito que, sobre o tema, diz na Entrevista a M.M.Cruzeiro, publicada no "Círculo de Leitores" com o título "Melo Antunes, O sonhador pragmático":
" O que se passou no 25 de Novembro foram várias coisas, por isso se fala em mais do que um 25 de Novembro, entre elas a tentativa de o transformar numa "pinochetada" como eu costumo dizer.
Isto é claríssimo e fez, obviamente, com que nos tivéssemos de bater, pelo menos, em duas frentes: aquela para a qual nos tinhamos preparado e outra, a da direita militar.
Mas a "pinochetada" foi evitada pela firmeza com que defendemos as nossas posições, disso não tenho quaisquer dúvidas (...)."
"O Eanes já assumira compromissos fortes...para que as operações militares terminassem e penso que já tinha feito aquela intervenção na televisão no sentido de desencorajar qualquer possibilidade de "caça às bruxas," qualquer hipótese de o movimento resvalar para aquilo que a direita militar queria... Se (o) conseguissem..., no plano civil, seria a decapitação das forças que eles consideravam, obviamente, desde sempre, como as principais responsáveis pela situação que o país vivia.
Mas essa não era a questão, nós também as considerávamos culpadas, a questão é que, para eles, este era o momento de acabar com o projecto global de se instituir uma democracia política. Ao fim e ao cabo, tratava-se da recuperação do antigo regime por outros meios, nada mais."
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sábado, novembro 24, 2007
A Sevilla - A "bloguevila" europeia deste fim-de-semana

Continua válido o convite para passar este fim-de-semana em Sevilha, na bloguice pegada.
Um dos caminhos para lá chegar sem sair de casa pode ser
este.
Mas há mais caminhos.
Procura-os.
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sexta-feira, novembro 23, 2007
Os Açores para Salazar: Dinheiro deitado ao mar.

É verdade.
É isto mesmo que Filomena Marona Beja nos diz que Salazar pensava ( e dizia) dos investimentos realizados nos Açores.
Reproduzo o episódio, na íntegra:
"Sim, eram precisos dispensários.
Bairros económicos.
Completar a rede de estradas do Continente.
Começar as dos Açores.
O Outro atento.
O frenesim do seu Ministro parecia-lhe, era, uma imprudência.
Sabia, contudo, que precisaria de espalhar pelo País alguns sinais de Esperança.
Aprovara, na semana anterior, os Planos Rodoviários de Angra do Heroísmo
e Ponta Delgada.
«Sessenta e quatro mil contos atirados ao mar largo.
O que se há-de fazer?»
E já Duarte:
«Boa altura para Raul de Mesquita Lima
embarcar para a Horta.»
Prosseguir o trabalho das Ilhas."
Nota: O OUTRO, que nunca aparece, na obra, identificado pelo nome próprio e, muito menos , por Salazar, é mesmo o dito cujo.
Duarte é Duarte Pacheco, o célebre Ministro das Obras Públicas de Salazar, nos anos trinta e quarenta do século passado.
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quinta-feira, novembro 22, 2007
Todos a Sevilla. A los Toros? No. A las bitácoras (blogues, em (bom) castelhano)
Los ’bloggers’ tomarán Sevilla
Se espera que más de 800 personas se reúnan este fin de semana
ROSA JIMÉNEZ CANO 22-11-2007
La segunda edición de Eventoblog tiene lugar este fin de semana en la capital hispalense.
Si la primera resultó un éxito, en esta durante más de seis meses, la organización ha estado cuidado las mesas y escuchando las críticas de la blogosfera para mejorar todo lo posible el programa y el desarrollo.
Los ’bloggers’ tomarán Sevilla en CADENASER.com
Publicada por Dsousa à(s) 10:11 p.m. 0 comentários
Etiquetas: blogues
quarta-feira, novembro 21, 2007
Na hora do grande cartaz nacional do futebol, a cara da nossa RTP sempre parece, hoje, menos sobrecarregadamente futeboleira do que ontem.
Salve-se a aparência.
Já que, sobre o conteúdo, não há ilusões razoáveis a alimentar.
Entre o pontapé de saída e o apito final do árbitro, só nos resta esperar que, em matéria de futebol, nós, portugueses, é que sejamos o verdadeiro "Nokia".

Publicada por Dsousa à(s) 6:20 p.m. 0 comentários
Etiquetas: Futebol























