Na hora do grande cartaz nacional do futebol, a cara da nossa RTP sempre parece, hoje, menos sobrecarregadamente futeboleira do que ontem.
Salve-se a aparência.
Já que, sobre o conteúdo, não há ilusões razoáveis a alimentar.
Entre o pontapé de saída e o apito final do árbitro, só nos resta esperar que, em matéria de futebol, nós, portugueses, é que sejamos o verdadeiro "Nokia".

quarta-feira, novembro 21, 2007
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Etiquetas: Futebol
velhas lutas, agora, a brincar
Os acasos da leitura de um jornal online levaram-me à descoberta, hoje, do google fight.
Aproveitei a novidade, pelo menos para mim, para reeditar velhas lutas regionais nesta curiosa e inocente brincadeira Google.
Aí ficam os "placardes" com alguns resultados:






Este último resultado, é, no mínimo, surpreendente. E até assustador, para alguns benfiquistas, como eu.
Afinal, o "google" é mesmo "lagarto".
Publicada por Dsousa à(s) 10:54 a.m. 0 comentários
terça-feira, novembro 20, 2007
Futebol a mais para uma página só...

É este, no momento em que escrevo, o aspecto da página da programação da RTP, para hoje.
Fora do futebol, fica apenas o programa "Sociedade Civil".
Mas dentro, fica ainda o "Trio D'Ataque".
Mesmo para mim, que só vim a esta página para saber a hora da transmissão do "Portugal-Inglaterra", acho que é futebol a mais para uma página só.
Publicada por Dsousa à(s) 6:35 p.m. 0 comentários
Etiquetas: Futebol
Teclas e temas

teclas e temas
Poucas teclas e muitos temas.
Duas teclas e milhares de opções.
Não é pelo número de teclas que se medem...os computadores.
Cada um é que sabe as teclas ... com que se cose.
A cada tecla a... sua excitação.
Há duas linguagens universais.
Uma é a musica.
A outra... A outra... esquece-me, agora , o nome!
Se a música é a respiração da alma (Liszt),
a "porn" será a transpiração do corpo?
Dos corpos?
Dos porcos?
Etc... Etc...Etc...
Mais nota menos nota,
Mais corpo menos corpo.
Publicada por Dsousa à(s) 2:59 p.m. 0 comentários
segunda-feira, novembro 19, 2007
José Saramago, o homem duplicado e em duplicado
Só nestes últimos dias é que me apercebi até onde Saramago leva a sua singular condição de "Homem Duplicado".
Não apenas por ter escrito o "Homem duplicado".
Não apenas por viver em duplicado.
Entre uma Espanha, que o adora, o venera, lhe tributa todas as homenagens e honrarias.E ele lhe corresponde de acordo com o clássico "ubi bene, ibi pátria".
E um Portugal, que o aceita e dele se orgulha como único "nobelizado" da sua literatura, mas lhe discute o passado e o presente, e de quem ele também discute não só passado e o presente, mas também o futuro como país independente.
De um Portugal, de que, no fundo, ele só respeita, porventura, muitos camaradas e poucos compatriotas, e mais por afinidades ideológicas do que por comuns sentimentos patrióticos, e até, mais do que amar-lhe a língua, dela se serve (e bem) como instrumento dócil às suas experimentações de escritor.
Mas, repito, não se trata de uma opção, como eu pensava.
É mesmo uma condição.
Uma condição que o marca, premonitoriamente, desde o nascimento.
"No Domingo, José Saramago será homenageado em Lisboa, já que, conforme recordou Juan Echanove, o escritor celebra o seu aniversário duas vezes: a 16, porque é efectivamente o dia em que nasceu, e a 19, porque foi este o dia em que o pai registou o seu nascimento".
O Saramago de 16 de Novembro é o Espanhol, o primeiro, o genuíno;
O Saramago de 19 de Novembro é o Potuguês, o duplicado, em segundo lugar e para efeitos oficiais, inclusivamente fiscais.
Observação final: Só não percebo muito bem como é que Saramago, pondo em dúvida as condições de Portugal para manter, no futuro, a sua situação de país independente, o admite para o País Basco.
A não ser que,para Saramago, prever o futuro seja sinónimo de desmentir o passado, todo o passado histórico de Portugal e do País Basco.
Publicada por Dsousa à(s) 10:56 a.m. 0 comentários
Etiquetas: Saramago
domingo, novembro 18, 2007
A 46 anos de distância
Foi com viva emoção que, ontem, 17-XI-2007, registei a coincidência de me encontrar a utilizar um texto de Coelho de Sousa para publicação no blogue Álamo Esguio, que venho mantendo, há cerca de três anos, e dedicado à sua memória e à publicação de textos da sua obra, uns já conhecidos, outros parcial ou totalmente inéditos, e me deparei com esta página, onde apenas constava uma data: 17-XI-961.
O mesmo dia, 46 anos passados!
Uma página inteira só para uma data!
No meio de um caderno de originais, em que as datas ou são esquecidas ou remetidas para um esconso canto da página!
É claro que há uma justificação banal e funcional para o facto.
Indicar que o poema da página seguinte devia ser incluído, a quando da sua utilização na rádio, no programa daquele dia 17 -XI-961, e não no programa de 3-XI-961, onde ele aparece escrito no caderno de originais.
Mas, ao reparar na coincidência de datas, achei que devia assinalá-la.
Mesmo continuando a considerar o facto uma mera coincidência
Sei que será algo de nulo significado para quem leia este "post", mas teve e tem para quem o escreve.
E os blogues servem, antes de mais,para isso mesmo.
Para registar,para os outros, aquilo que tem significado, em primeira mão, para quem o escreve.
Mas, para não me quedar apenas por este interesse meramente circunstancial e pessoal, de uma coincidência de datas, a 46 anos de distância, acrescento-lhe a transcrição de um dos poemas que Coelho de Sousa recitou naquele programa de 17-XI- 961 (As queixas dele..., noÁlamo Esguio
E tanto hei pregado e tanto ensinado
Tal qual semeador que lança à terra o grão...
Mas hei-de confessar que muito grão semeado
Tombou infelizmente em miserável chão.
Rochedos e espinhos trazem-no apagado
Como a virtude pura ao meio da paixão...
E as aves do céu que sobre ele tem baixado
Hão-de comer o mais que pouco deixarão.
E no entanto eu vim para que fosse geira
de messe loura e rica a terra toda inteira,
em que a semente-verbo fosse o vivo pão
Que alimentasse a vida, a alma, o coração,
A força no combate, e mais, sua vitória,
A eternidade, após a vida transitória. dentro de dias) e que é um dos muitos possíveis resumos da sua vida de pastor e poeta, semeador da semente de ideias e palavras.
Publicada por Dsousa à(s) 2:01 p.m. 0 comentários
Etiquetas: Coelho de Sousa
sábado, novembro 17, 2007
Afinal, Três MM (emes) não são "emes" (MM) a Mais.
Associação dos Maridos Mandados pela Mulher faz sucesso em MT
Entidade foi criada por amigos cansados de enfrentar cara feia após 'escapadas'. Em Diamantino, idéia teve apoio de programa de rádio.
Source: G1 > Brasil - NOTÍCIAS - Associação dos Maridos Mandados pela Mulher faz sucesso em MT
Brasileiro acha que sim.
Brasileiro acha que três "emes" não são demais.
E acrescenta mais um: O M de Mandamento.
De forma que, a associação de Diamantino tem, na verdade, 4 (quatro) "emes".
Associação dos Mandamentos dos Maridos Mandados pela Mulher.
Sim , porque os Mandamentos, escritos pelo homem (Com h, claro) e conferidos pela Mulher (com M, claro, Maiscúlo, claro)) para serem cumpridos pelo homem ( com h, claro) não são uma Minudência qualquer .
Outro M?
Não.
Ou melhor, sim.
Mas o outro M a acrescentar ainda, tem a ver com a importância dos Mandamentos.
É que, sem eles, esta nova situação de Maridos Mandados podia ser a simples substituição da tirania antiga do sexo forte, pela tirania nova do sexo fraco.
O que dá a garantia ao sexo forte, agora Mandado, de que não é assim, são exactamente os Mandamentos.
Por isto, é que eu acho, eu, que não sou brasileiro nem diamantino, nem mandante nem mandatário, mas acho que o nome da associação devia ter mais um M, o de Moderna.
Ficando, assim completa, no seu nome de:
Associação Moderna dos Mandamentos dos Maridos Mandados pela Mulher!
Mas, como a tendência destas associações, nos tempos que correm, é para crescerem e melhorarem, à cautela, convinha juntar-lhe mais dois MM, o de Maior e o de Melhor.
Resultado final.
Teriamos, então:
A Maior e Melhor Associação Moderna dos Mandamentos dos Maridos Mandados pelas Mulher.
Pensando bem, acabei por achar ainda algumas falhas na designação da singular associação.
É que a associação, tendo como perspectiva, a curto prazo, um destino universal, vai passar de associação a Multidão.
E pensando mais uma vez ainda, concluí que a função dos mandamentos deve ser reforçada, como instrumental que é, através de palavra própria. Mediante, por exemplo.
Teríamos, então, finalmente, e em definitivo:
A Maior e Melhor Multidão Moderna dos Maridos Mandados pela Mulher Mediante Mandamentos.
Resta-me acrescentar a primeira regra desta "Multidão": "Primeiro, os Mandamentos".
Em substituição do tradicional, "Primeiro, a mulher".
Publicada por Dsousa à(s) 1:18 p.m. 0 comentários
sexta-feira, novembro 16, 2007
O "lulismo" generalizado, a nova ameaça às democracias actuais ?
Y Lula se ‘comió’ a la oposición · ELPAÍS.comLa oposición podría presentar como alternativa, dicen los
politólogos, una democracia parlamentaria, sin resquicios para
los golpes de efecto populistas, con instituciones sólidas, con
partidos fieles a sus ideologías, con poderes independientes y
bien definidos, y con una lucha sin cuartel a la corrupción y a
la violencia. Y alertan de que un país sin oposición
puede a largo plazo crear mayores riesgos que una dictadura, ya que se
desvanecen los estímulos para luchar para cambiar la
situación.
A verdade é que, a situação de oposições que não se conseguem firmar como alternativa, parece tender a generalizar-se, pelo menos, nos nossos universos políticos mais próximos.
Para já não falarmos no caso extremo da Madeira que, penso, estar mais perto do modelo venezuelano de Hugo Chavez, do que do modelo brasileiro de Lula, podemos identificar várias situações de deliquescência e anomia, aparentemente irreversível, de oposições, sem perspectivas imediatas de regresso ao poder.
En França, o sarkosismo nascente, mas que parece a caminho de romper com os equilíbrios do semi-presidencialismo do gaulismo da V República, para se impor como hegemónico durante vários anos e mandatos.
De qualquer forma, a oposição de esquerda parece tardar em reencontrar-se e a de direita está em risco de se desagregar por completo em guerras de sucessão e na reconquista de espaço político.
Em Inglaterra, o blairismo vitorioso está a ponto, até, de conseguir resolver o problema mais difícil nestas situações, que é o da sucessão. E que parece não estar resolvido, apenas por alguns erros, mais de estratégia mediática do que de estratégia política, de Gordon Brown.
Na península ibérica, em Espanha, tudo parece jogar a favor de Zapatero e do seu "zapaterismo" que vai conseguindo, em simultâneo, manter a unidade mínima interna partidária para governar e superar os obstáculos dos nacionalismos e federalismos regionais mais exacerbados da "Espanha Invertebrada".
Em Portugal, o resultado do último Congresso do PSD, oferecendo a Sócrates, na mesma bandeja, a cabeça de Santana Lopes e de Luís Filipe Meneses, não podia ser mais propício a um reinado prolongado do "socratismo".
Na Alemanha, as "grandes coligações", com os dois maiores partidos desempenhando, ao mesmo tempo, as funções de poder e oposição, também parecem ter encontrado o "abre-te sésamo" para uma prolongada permanência no poder, não apenas sem alternativa, mas também sem alternância previsível.
E nos Açores?
Valerá sequer a pena fazer a pergunta e colocar a questão?
Ainda, ontem à noite, num programa da RTP-Açores, depois de os técnicos de "clínica geral política" se esmifrarem em receitas sobre o que o novo-velhíssimo líder do PSD, Costa Neves, devia e tinha de fazer, para conseguir arrastar a sua cruz até ao calvário das eleições de 2008, um deles punha o dedo na ferida.
Acabava por dizer, embora por outras palavras, que o povo dos Açores e a sociedade açoriana ainda não queriam mudar.
E é isto mesmo que falta.
Ou parece que virá a faltar em 2008, como já faltou em 2000 e 2004.
Apesar de o PSD, em ambos os casos, se ter auto convencido e auto intoxicado com uma pretensa hora de "mudança de ciclo".
Aspiração de mudança que estava, manifestamente, presente, em 1996, quando Mota Amaral, por isto mesmo, fugiu ao confronto eleitoral.
Além disso, no caso dos Açores, e de 1996, no passado, e 2008, no futuro, constata-se também outra coincidência que, em 1996, teve importância decisiva no sentido da mudança, e que, em 2008, a pode vir a ter no sentido da continuidade.
A força política no poder em Lisboa e a sua imagem na altura das eleições regionais.
À distância, o que se pode antecipar é que, por pior que seja, não deverá ser favorável ao anémico PSD-Açores e ao seu inflado líder, doentiamente inflado, pela idade política e pelo vazio (absoluto) de ideias.
Publicada por Dsousa à(s) 11:40 a.m. 0 comentários
quinta-feira, novembro 15, 2007
A palavra de rei...

A palavra de rei não se volta as costas.
Mas, agora, qualquer um, mesmo sem ser rei, nem um qualquer venezuelano Hugo, já pode levar às costas palavra de rei.
E repetir,
soberanamente,
regiamente,
majestaticamente,
imperialmente,
Por qué no?
a cada "hugo" da sua vida.
Publicada por Dsousa à(s) 9:40 a.m. 0 comentários
quarta-feira, novembro 14, 2007
Gastar, Gastar à grande e à... João Jardim
A proposta de orçamento foi ontem entregue ao parlamento regional, no momento em que o plenário aprovava, com os votos a favor do PSD e contra da oposição, o orçamento da assembleia, que mantém um custo global de 16,2 milhões de euros, apesar de ter reduzido o número de deputados de 68 para 47. Tal alteração deveria corresponder a uma poupança de três milhões de euros, sendo um milhão nos vencimentos dos deputados e dois milhões nas subvenções atribuídas aos grupos parlamentares em função do número de deputados.
Source: EDIÇÃO IMPRESSA
Gastar. Gastar mais. Sempre mais.
É a grande e primeira regra do jardinismo.
Em que se resumem todas as outras.
Há menos verbas do Orçamento de Estado para a Região?
Não interessa. Tem de se manter o nível dos gastos.
Há menos verbas da União Europeia ?
Não interessa. Tem de se manter o nível de todas as despesas.
A lei das Finanças das Regiões Autónomas é mais rigorosa quanto ao endividamento?
Não interessa. Há de continuar o mesmo ritmo de sempre no endividamento.
Ou até aumentá-lo.
Há menos deputados na Assembleia?
Menos 15 do que no passado.
Não interessa.
Não interessa nem sequer saber porquê nem para quê.
Interessa é manter a regra de ouro do jardinismo.
Gastar.Gastar mais. Sempre mais.
É a social democracia do desperdício.
Ou o desperdício da social democracia.
É a autonomia do bodo permanente.
A insularidade da fartura.
O ilhéu da obesidade orçamental crónica.
Publicada por Dsousa à(s) 2:26 p.m. 2 comentários
Etiquetas: Madeira
terça-feira, novembro 13, 2007
"La movida" em Paris para Novembro

O calendário parece muito completo.
Os temas aliciantes.
O elenco é de renome.
Os antecedentes históricos são mundialmente reconhecidos.
Há um gaulismo sarkozista (ou será um sarkozismo gaulista?) a querer fazer o grande teste da sua força real.
Além disso, Sarkozy apostou em fazer o seu ajuste de contas pessoal com o que diz restar do "Maio de 68".
Em resumo, Novembro 2007 promete grandes espectáculos de rua.
Em Paris.
Poucas estreias, provavelmente.
Muitas "reprises", seguramente.
Publicada por Dsousa à(s) 8:30 a.m. 0 comentários
Etiquetas: movimentos sociais
segunda-feira, novembro 12, 2007
Um aviso ou uma sugestão?

O símbolo vem-nos da Coreia do Sul.
Será um sugestão para os homens?
Um aviso para as mulheres ?
Foi algo que não consegui esclarecer.
Provavelmente, por causa da distância geográfica, cultural e linguística a que me encontro da Coreia.
Ou, pelo contrário, a minha pergunta significa apenas que, afinal, somos todos um pouco mais ...coreanos do que aquilo que gostaríamos de admitir, apesar da geografia, da cultura e da língua?
Publicada por Dsousa à(s) 4:40 p.m. 0 comentários
sexta-feira, novembro 02, 2007
Azares suecos com as ministras suecas
La ‘número dos’ del Gobierno sueco dimite tras ser sorprendida en estado de embriaguez · ELPAÍS.comEn apenas un año en el poder, el Gobierno sueco de
centro-derecha ha vivido varios escándalos políticos, que
han llevado a la dimisión de tres ministros. Las titulares de
Comercio, Maria Borelius, y Cultura, Cecilia Stegö Chilò,
dejaron el cargo unas semanas después de asumirlo por
irregularidades en su economía privada
Publicada por Dsousa à(s) 11:30 a.m. 1 comentários
Etiquetas: política
quinta-feira, novembro 01, 2007
Milhares de anos de prisão simbólica,contra centenas de crimes de mortes reais

São os símbolos possíveis à limitada e imperfeita justiça humana.
Aliás, pensando bem, a velha lei de talião, "do olho por olho e dente por dente" também não passava de um símbolo.
Tu mataste.
Tu serás morto.
O que tenta senão repor, através do símbolo de um acto da mesma natureza, a perda irreparável e irrecuperável de uma vida?
Parece que tem de aceitar-se como consequência, que, quanto mais monstruoso e gigantescamente desumano for o crime, como são todos os crimes de terrorismo de massas, como os do 11 de Setembro e 11 de Março, cada vez mais do domínio do simbólico têm de ser as suas penas.
Publicada por Dsousa à(s) 12:58 p.m. 0 comentários
Etiquetas: justiça
domingo, outubro 28, 2007
Esperar a morte ou fingir a vida?

A sociedade, os governos ou o raio que os partisse até tinham inventado uns quantos programas a pensar nos velhos.
Centros de dia, por exemplo, velhinhas fazendo flores de papel e velhos fabricando apitos. Cantando juntaram-se os dois à esquina, a tocar a concertina.
Ou universidades de terceira idade, estava boa essa, universidades para velhos que aprendiam por exemplo a distinguir o estilo gótico do românico, e quando já sabiam enterravam-nos. Ou aprendiam alemão, que tinha três artigos, der, die, das. Engasgavam-se no der, tropeçavam
no die e quando chegavam ao das estatelavam-se dentro do caixão e ficavam arrumados.
Era no que davam essas coisas de terceira idade.
Universidades para eles? Não valia a pena fingir. Para eles o que havia eram lares, infantários de terceira idade, com fraldas e babetes. E açoites no rabo, também, segundo alguns. Ora porra. Portanto não o lixassem com essas aldrabices
de universidades e o raio.
Ser velho era esperar a morte. Era preciso encarar isso. Ali estava ele portanto, sentado à espera dela. Que um dia bateria à porta, ou entraria, de repente, sem bater.
Foi este texto de Teolinda Gersão que, ontem, me ocorreu, quando assisti a uma reportagem da televisão, sobre uma, porventura generosa, mas sem dúvida bizarra, iniciativa camarária, de proporcionar aos "velhinhos" lá da terra umas experiências radicalmente jovens de saltos em pára-quedas e complementares acrobacias aeronáuticas.
Felizmente, entre prolongar a vida, caindo-lhe em cima de pára-quedas, e ser enterrado em estilo romano-gótico, há alternativas.
Talvez, nem sempre fáceis de descobrir.
É questão de não desistir de procurar.
Mesmo que, nesta busca, se esgote o resto dos dias que restam.
Publicada por Dsousa à(s) 11:42 a.m. 0 comentários
Etiquetas: velhice
quarta-feira, outubro 24, 2007
Os grandes problemas destes pequenos alpinistas da política são exactamente estes: A obsessão pelos ajustes de contas pelos lugares (cargos) perdidos,
e até já julgados pelo povo (caso de Santana Lopes), mas cujos processos, como litigantes de má-fé, eles estão sempre prontos a reabrir, e a obsessão pelos lugares (cargos) a que, ainda, podem aspirar, nem que seja como hipótese mais imaginária que real.
Mas não será mesmo, apenas e totalmente, num mundo mais imaginário que real, que eles se movimentam e jogam! Que está mesmo para além do virtual "second life."
Rui Gomes da Silva, o homem que sempre esteve com Santana e agora regressa, com Luís Filipe Menezes, ao lugar de vice-presidente do partido, não é explícito, mas deixa perceber o essencial quando diz: Estou absolutamente convicto de que Menezes vai ser primeiro-ministro. Quanto a Santana Lopes, já foi presidente de Câmara, líder do PSD e primeiro-ministro. Mas ainda tem dois cargos que pode ocupar na estrutura do Estado. Um é o de Presidente da República, o outro o de Presidente do Parlamento, lugar que ficaria vago se o PS perdesse em 2009 ou se, ganhando sem maioria absoluta, acabasse por cair.
Source: e-xpresso
Publicada por Dsousa à(s) 1:45 p.m. 1 comentários
Etiquetas: PSD
terça-feira, outubro 23, 2007
Os nomes dos heróis... todos
Este é um tipo de texto dificíili...íssimo de encontrar na imprensa portuguesa.
Um texto que fale de heróis vivos.De heróis vivos, por méritos adquiridos em acções e acontecimentos ocorridos na véspera.
De heróis vivos, que, depois da vitória, regressam, normalmente, às suas tarefas de todos os dias, sem esperar pelas coroas de louros.
De heróis vivos... num país que só gosta de reconhecer e homenagear, principalmente nestes domínios da política e da diplomacia, heróis... mortos, sobretudo, se enterrados e desenterrados várias vezes pelos ventos da história.
De heróis vivos de duas classes de portugueses - os políticos e os diplomatas - que metade dos seus concidadãos considera medíocre e incompetente, a primeira delas, e parasitária e inútil, a segunda.
Um texto que, muito poucos dos actuais jornalistas dos nossos auto-designados jornais de referência se atreveria a escrever, com receio dos preconceitos do jornalista do lado, ou dos humores do patrão de " cima".
Por isto mesmo, o texto é escrito por alguém que conhece as exigências e os meandros da diplomacia e da política e não costuma preocupar-se com o que os "outros" pensam ou repetam.
E não, por um jornalista.
O seu nome também mecere ser acrescentado a esta lista: Diogo Freitas do Amaral.
Por este escrito e por muitas outras razões.
A vitória da presidência portuguesa, reforçada mais ainda por ter sido obtida em Lisboa, tem um nome e tem um rosto - o do primeiro-ministro, eng. José Sócrates. Foi ele que, mais de um ano antes, tomou as necessárias (e por vezes difíceis) decisões preparatórias; foi ele que superintendeu activamente na actuação de todos os ministros do seu Governo antes e durante a presidência; foi ele que contribuiu decisivamente (em termos que não devem ser revelados por enquanto) para o êxito do último Conselho Europeu da presidência alemã, em Junho deste ano; foi ele que, com determinação e simpatia, conseguiu convencer os presidentes ou primeiros-ministros mais recalcitrantes; foi ele que coordenou a intervenção coadjuvante, mas preciosa, de Sarkozy, Merkel e Brown junto dos restantes países; e foi ele, enfim, que durante a cimeira, em Lisboa, pela noite fora, definiu onde era possível ceder e onde era preciso dizer não. Arriscou muito; e, portanto, ganhou muito. Já era um grande primeiro-ministro cá dentro; passou a sê-lo também lá fora. Mas, como toda a gente compreende, um processo destes é um trabalho colectivo. Três nomes foram já, muito justamente, elogiados em público: o do dr. Durão Barroso, como presidente da Comissão Europeia; o do dr. Luís Amado, como ministro dos Negócios Estrangeiros; e o do dr. Manuel Lobo Antunes, como secretário de Estado dos Assuntos Europeus. Há, porém, mais alguns nomes que entendo não deverem ser esquecidos: o do anterior secretário de Estado Fernando Neves, que orientou muito bem todos os trabalhos preparatórios da presidência portuguesa em 2005-2006; o do dr. Nuno Brito, diplomata de grandes méritos, que é desde 2005 o director-geral dos Assuntos Comunitários, em Lisboa; o do excelente embaixador de Portugal, junto da União Europeia, Álvaro Mendonça e Moura, que foi, antes e durante a presidência portuguesa, the right man in the right place; e, por último, os de todos quantos - no ministério, em Bruxelas, nas capitais dos países membros e na missão especial criada para apoio à presidência portuguesa, coordenada pelo dr. Jaime Leitão, também diplomata de carreira - contribuíram empenhadamente para o êxito de Portugal. Todos estão de parabéns.
Publicada por Dsousa à(s) 1:48 p.m. 1 comentários
Etiquetas: Tratado de Lisboa
sábado, outubro 20, 2007
Maragall igual si próprio! Sempre!
Sempre pronto a jogar nos limites do possível.
Sempre apostado em os superar.
Na política e na vida.
Força Pascual!
Força Maragall!

Pascual Maragall anuncia que tiene Alzheimer en CADENASER.comPascual Maragall anuncia que tiene Alzheimer
El ex presidente de la Generalitat de Cataluña y ex líder del PSC, Pasqual Maragall, ha anunciado hoy públicamente que sufre Alzheimer "desde hace unos meses". Maragall lo ha explicado en las puertas del Hospital de Sant Pau tras visitar la Unidad de Memoria y el Laboratorio de Investigación de Alzheimer del servicio de Neurología del centro barcelonés."En ningún sitio está escrito que la enfermedad sea invencible", ha dicho.
Publicada por Dsousa à(s) 3:27 p.m. 0 comentários
Etiquetas: pascual maragall
O Fado, o Tejo e o Desespero
Foi a cor e a visão ultra romântica que os suiços encontraram para enquadrar o desenlace do folhetim do casal sarkozy.
Publicada por Dsousa à(s) 1:04 p.m. 0 comentários
Etiquetas: Sarkozy
sexta-feira, outubro 19, 2007
Ni Putes ni Soumises
L’octobre noir de Sarkozy
L’heure des ruptures
L’octobre noir de Sarkozy
La présidence de l’actualité heureuse est terminée. Dans un climat social déjà tendu, le coup le plus sévère pour Sarkozy est aussi le plus intime. Carole Barjon dévoile les étapes de la séparation d’un couple qui, sous l’oeil des médias, aura toujours tout mélangé, passion et ambition, vie privée et vie publique
Não sei se Cecilia pertence ao não à associação feminista "Ni putes ni soumises," fundada pela actual membro do governo de Sarkozy, Fadela Amara.
Nem sei, em que percentagem, na sua vida real, ela se aproximou da concretização do lema da associação.
O que parece evidente, é que o casal Sarkozy conseguiu levar até ao limite da perfeição, em termos de gestão política e de imagem, o seu "affaire" conjugal. O texto para que acima se remete é bem ilustrativo deste tipo de gestão ao longo da vida do casal.
Podiamos comparar esta façanha com a ruptura do Mourinho com o Chelsea.
O domínio é completamente diferente, os efeitos pessoais de ambas as rupturas também, mas o modelo de gestão mediática é claramente semelhante.
Com uma pequena diferença.
Neste último caso, ela desenrola-se ainda dentro dos limites do modelo do herói e do vilão.
Um dos intervenientes faz o papel de mau. O nababo russo presidente do Chelsea.
O outro, o papel de mágico com expedientes inesgotáveis.
Podiamos comparar ainda este caso dos "sarkozy", com o caso, perfeitamente paralelo, do par Ségolène Royal e François Hollande, casal de relevo semelhante ao dos "sarkozy" na vida política francesa.
Ela candidata que foi às eleições presidenciais francesas deste ano.
Ele Secretário Geral que foi, e é, do PS francês.
A gestão mediática da sua separação foi absolutamente desastrada.
Ambos sairam do desenlace dos acontecimentos, com a imagem de pessoas agastadas, infelizes e destroçadas pelos factos. Que é o que, na realidade, quase sempre acontece.
Mas, na nossa sociedade-espectáculo o que fica é a imagem dos factos e não os factos.
E a imagem que, ontem, se podia colher de ambos os personagens da separação dos "sarkózy" era a de que nenhum deles parecia, nem ao de leve, afectado pelos acontecimentos que envolveram, de facto, o homem-Sarkózy mais que o político- Sarkózy, e a mulher- Cecília, mais que a eventual perfeita "ni putes ni soumises" que Cecília o seja.
Publicada por Dsousa à(s) 12:49 p.m. 0 comentários
Etiquetas: Sarkozy
quinta-feira, outubro 18, 2007
Informal, mas vital
Diário Digital

Que aquilo que começa como Cimeira Informal
venha a terminar como a CIMEIRA VITAL,
encerrando e ultrapassando os anos de impasse e atrofia,
em que o projecto europeu se tem vindo a arrastar.
Publicada por Dsousa à(s) 10:16 a.m. 0 comentários
Etiquetas: Europa
O Presidente vai cumprir a ordem de João Jardim?

Sobre as declarações que ele não deve fazer na Madeira.
Jardim é terminante. "Não faça declarações dessas na Madeira."
Aceitam-se apostas.
A minha aposta é que, ele, o Sr. Presidente da República vai repetir aquilo que já vem fazendo há muito.
"Comer e calar" perante todas as "jardinadas" bolsadas da Madeira.
Como tem feito, com uma cumplicidade lamentável, em todos os casos das "jardinices" mais recentes, como a recusa em cumprir a lei do aborto, a lei de finanças regionais, etc. etc.
Entretanto, vai aproveitando situações espúrias como as "Uniões de Facto" para que César se deixou embarrilar por Alberto João, para vir deixar, nos Açores, os recados que Alberto João lhe proíbe na Madeira!
http://jornal.publico.clix.pt/Default.asp?
Publicada por Dsousa à(s) 9:38 a.m. 0 comentários
Etiquetas: Carlos César, João Jardim, Presidente da República
segunda-feira, outubro 15, 2007
Estranha forma de (não) "liderar" um Congresso
Para um líder recém-eleito por sólida maioria em eleições directas, a prova do congresso ou é uma confirmação institucional clara dessa liderança ou é um fracasso.
Ou não é uma coisa nem outra.
E é um fracasso.
De qualquer forma, muito dificilmente poderá ser mais um caso a confirmar a tradição teatral de que um mau ensaio geral é prenúncio de uma boa estreia.
Este tipo de Congresso só pode servir para a consagração, institucional, orgânica, aparelhística se quiserem, do poder do líder.
Não para a diminuição ou divisão do poder com outros.
É claro que é também o momento da partilha orgânica do poder, a partir do vértice da pirâmide já encontrado, mas não para transformar o vértice da pirâmide, em simples peanha para a entronização de outros pequenos líderes secundários.
Na realidade, nada do que aconteceu no Congresso de Torres Vedras me pareceu de bom augúrio para o principal interessado, Luís Filipe Meneses.
Principalmente por culpa dele próprio.
Por sofreguidão de estreante.
Ele confirmou que as pernas lhe tremiam, quando se aprestava para o seu primeiro discurso de encerramento, mas não foi aí que o prestígio institucional da sua liderança, mais "tremida" e diminuída saíu.
Quando ele iniciou o Congresso, já levava a pena de morte institucional, suspensa da decisão sobre o centro de gravidade mediático do congresso que a comunicação social, inevitavelmente, sempre cria, em todos os congressos, e de modo particular nos do PSD que ela, comunicação social, sobretudo a televisa, dogmaticamente, decidiu que são, por definição, mediáticos.
Aos partidos em Congresso, só resta tentar aproximar esse centro mediático daquele centro que interessa ao partido.
Segundo os tropismos mais primários do monstro mediático, já se sabe o "petisco" que ele mais aprecia. O único de que se consegue mesmo alimentar.
É sempre o mesmo: o "petisco" dos problemas não resolvidos.
Pode ser apenas um, por contraposição a milhentos de outros, porventura, já resolvidos. Mas será, necessariamente, neste, em que ela centrará as sua atenções.
E qual era esse problema, no Congresso de ontem?
A liderança do Grupo Parlamentar.
Para cúmulo, todas as pistas deixadas pelo líder apontavam para a mesma pessoa, sem que ele o assumisse claramente como a sua opção, matando, no ovo, a mórbida tentação mediática.
Resultado: o problema não resolvido de Santana Lopes tornou-se no tema central e no centro de gravidade medíática do Congresso.
Não contente com isso, Meneses, em vez de fazer o que todos os líderes fazem, que é dirigir os trabalhos, em coordenação com a Mesa, fazendo avançar as intervenções de acordo com o seu impacto medíático previsível, procurou dirigi-lo do palco, num impulso irresístivel e desesperado para tentar recuperar o único "notável- baronete" do PSD, que não pudera evitar o Congresso, por não se poder furtar a dirigir a mesa.
O repto publico do líder a Manuela Ferreira Leite só podia ter um efeito inevitável: Criar mais um outro centro de gravidade, agora dentro do próprio Congresso, e transformar o líder em humilde suplicante. Tributário rejeitado de uma pessoa e das suas ideias. Nem mesmo pensando como o líder, Manuela quer estar, politicamente, comprometida com ele.
Quanto ao discurso de encerramento, foi um óptimo discurso de Congresso, mas teve o mesmo defeito da preocupação dominante das listas.
Para as listas dos órgãos do PSD, o critério prevalecente não pareceu ser um qualquer critério político de renovação, competência ou adequação geográfica ou estratégica que se esperaria, mas o critério arqueológico de recuperação de todos os fantasmas políticos do PSD, desde a mais remota origem, vivos ou mortos, com longo ou curto passado, pessoal político ou partidário.
O discurso obedeceu a idêntica preocupação de tocar em tudo e para todos.Foi muito enciclopédico, mas pouco definidor. Muito abrangente, mas pouco clarificador. Muito de plateia e muito pouco de gabinete de estudos. Foi muito um pontapé de saida simbólico e muito pouco a primeira jogada do início de um verdadeiro desafio.
Resta-me uma pergunta de açoriano?
Com este líder estará o PSD português condenado a repetir o percurso do PSD-Açores? Cada vez mais, um partido para dividir com outro, o PS nomeadamente, os dois níveis de poder do país? Para ele, o poder autárquico. Para o outro, de momento o PS, o poder nacional?
Para um líder que acha que o PS detesta as autarquias e odeia as regiãos, poderia ser um forçado tratado de "tordesilhas,"mas pode ser também, uma consoladora ou paliativa compensação.
Publicada por Dsousa à(s) 7:32 p.m. 2 comentários
quinta-feira, outubro 11, 2007
Uma mão cheia de derrotas
Acho que não se pode resumir de outra forma o resultado final da operação "jardim+cavaco" que César iniciou na Madeira com a badalada "União de Facto" e terminou nos Açores com o "veto" presidencial de "mais e melhores políticas e não de mais e maiores poderes".
O que é mais curioso ou irónico é que Cavaco respondeu a Carlos César, quase com as mesmas palavras e posições com que Carlos César e o PS iniciaram a sua caminhada da "Nova Autonomia," na década de 90 e a que se tinham, ambos, mantido fiéis, (salvo compreensíveis inflexões tácticas de circunstância) até às propostas iniciais do PS-Açores para a revisão Constitucional de 2004.
Lembremos só, num esforço breve de revisão histórica, que César fez discursos repetidos, entrevistas sucessivas e campanhas eleitorais continuadas, afirmando que os problemas da autonomia não se centravam na necessidade de mais poderes, nem o seu destino ou interesse para os açorianos tinham a mais remota relação com querelas como as que, sistematicamente, o PSD mantinha sobre, por exemplo, o Ministro da República.
Curiosamente ou nem tanto, o PS-Açores deixou-se envolver, (ou até as suscitou), pela segunda vez, em tempos mais recentes, em querelas protocolares e estatutárias relacionadas com a figura do Representante da República.Para além disso, o PS-Açores, sempre contrapôs a sua concepção de autonomia, orientada para a clarificação e delimitação, o mais rigorosa e cincunscrita possível, entre os poderes das Autonomias e os da República, por contraste com o PSD-Açores, protagonista-mór de uma concepção de autonomia baseada em conceitos genéricos, abstractos e imprecisos, que se evitavam definir, concretizar e delimitar, ao arrepio do que, explicitamente, previa a Constituição, para se poder continuar a manter em aberto o horizonte de uma autonomia, que Mota Amaral costumava resumir no mote: "A Região é o Estado aqui".
Foi precisamente esta omissão das instâncias políticas, regionais e nacionais, que o Tribunal Constitucional se apressou a preencher e continuará a fazer ressurgir, inevitavelmente, enquanto, manietados por essa velha concepção de autonomia que recusa a auto-limitação, rigorosa mas revitalizadora, em nome de um vago, inconsequente e contínuo aprofundamento ou alargamento, que serve de alimento a todas as revisões constitucionais e estatutárias, para, logo de seguida, se esboroar, a cada novo confronto concreto com o Tribunal Constitucional.
Reconheçamos que, aquilo que, na verdade, acontece, como é timbre, aliás, da bem característica mentalidade portuguesa, é que ninguém tem autêntica vontade política de romper com este círculo vicioso.
Nem os autonomistas, nos Açores, com receio de serem acusados de tomarem a iniciativa de limitar a autonomia, nem os centralistas de todas as cores, porque sabem que qualquer "perda", real ou aparente, nos textos políticos aprovados pela Assembleia da República será, rapidamente, recuperada pelo Tribunal Constitucional.
Fiquemos-nos, por agora, por esta grande derrota de fundo de Carlos César, deixando para próxima oportunidade as muitas outras derrotas, formais e de circunstância, que, na minha modestíssima e pessoal opinião, transformaram esta campanha de César, iniciada, na Madeira em má companhia e terminada, nos Açores, com uma mão cheia de fracassos.Este fracasso maior já foi sublinhado por alguém, que comparou a actual atitude de Cavaco para com César, à atitude de Mário Soares para com Mota Amaral, quando lhe recomendou a substituição da sua equívoca"autonomia progressiva" por uma saudável "autonomia tranquila".
Não sei se se poderá dizer, com inteiro rigor, que, neste caso, Cavaco "vestiu" a pele de Soares. Não tenho é grandes dúvidas que Carlos César nesta, (inesperada?) comédia de equívocos, conseguiu "vestir", de uma só vez, a "pele" de Mota Amaral e a de João Jardim.
Publicada por Dsousa à(s) 1:13 a.m. 2 comentários
Etiquetas: Carlos César, PS-Açores, PSD-Açores, visita presidencial
terça-feira, outubro 09, 2007
Um aceno muito especial para esta famíla. Agora que o seu chefe jaz morto e arrefece e os restantes estão a contas com a justiça chilena.
Um aceno muito especial de muita especial antipatia.
Confesso não ser um grande adepto das velhas maldições que duram até à quinta geração, mas não me repugna nada abrir uma que outra excepção.
Acabo de abrir uma, agora.
Publicada por Dsousa à(s) 11:43 a.m. 1 comentários
sábado, outubro 06, 2007
O grande confronto em Portugal
Quando as grandes opções da esquerda francesa passaram por Portugal.
A perspectiva de Jean Daniel.
Ensuite, cela a été la grande épreuve du Portugal.
Les uns n’avaient d’yeux que pour le vieil et noble
communiste Alvaro Cunhal. Les gauchistes avaient un faible pour Otello
de Carvalho qui inspire à BHL des accents lyriques. Le leader
social-démocrate Mario Soares dira plus tard que sans le soutien
du « Nouvel Observateur », une partie des socialistes
français, et donc de l’Internationale socialiste,
s’apprêtaient à livrer le Portugal aux communistes.
Kissinger s’y était déjà
résigné. BHL n’en dit rien.
Publicada por Dsousa à(s) 2:52 p.m. 1 comentários
sexta-feira, outubro 05, 2007
Costa Neves, mais longe e diferente de João Jardim do que seria necessário e útil ao PSD-Açores. Carlos César, mais semelhante e perto de João Jardim do que seria vantajoso e desejável, à imagem continental da autonomia dos Açores.
É evidente que me refiro, neste título, aos ecos nos OCS do continente, da actuação de um e outro, em níveis e âmbitos diferentes.
Costa Neves, no nível e âmbito partidário, no decurso das peripécias e do resultado das eleições directas do líder do PSD.
Carlos César, nas declarações prestadas e exploradas pelos OCS do continente na sua deslocação à Madeira, no âmbito da reunião das RUP.
Por hoje, falemos só de Costa Neves.
Muitos se recordarão que, na burocrática e "vexata" questão do pagamento das quotas dos militantes do PSD, Açores e Madeira partiam em situação semelhante: com divergências astronómicas entre o número de militantes-votantes apresentados pelas duas candidaturas. Creio mesmo que a situação da Madeira foi a primeira a surgir na comunicação social e, por isso, eu próprio me ter feito eco dela nesta entrada.
O que é certo é que, provávelmente, ninguém se recordará de como é que a questão foi resolvida na Madeira. Eu, pelo menos não me recordo. De qualquer maneira, foi resolvida "à João Jardim".
Como não era assunto que desse boa publicidade e imagem, foi resolvido discretamente, com um qualquer compromisso de bastidores ou mesmo com ordens expressas nesse sentido.
Com Costa Neves, ao contrário, foi resolvido de forma a fazer ressaltar aos olhos da opinião pública as maiores maleitas políticas que, desde sempre, caracterizam a prática pseudo autonomista do PSD-Açores, em termos partidários e de Região.
Incapaz de formular, (ou de impor a formulação) da sua verdadeira concepção da autonomia regional e, agora, partidária, ao nível dos textos legislativos (constitucionais e estatutários, no caso da Região e estatutários, no presente caso do partido), mas agindo na prática e procurando transmitir a falsa imagem de uma cobertura legislativa que, de facto, não existe.
Trata-se de uma autonomia em descarado e macaqueado "trompe l'oeil" que , há demasiados anos, vem prejudicando e dificultando o caminho para a superação dos impasses, em que a autonomia regional, revisão após revisão constitucional e revisão após revisão estatutária, se tem visto enredada (inextrincavelmente enredada).
Costa Neves, em todo este imbróglio da quotas nos Açores, tudo o que conseguiu foi mostrar que o PSD-Açores não sabe ser autonomista onde devia sê-lo, nos Estatutos Regionais do Partido que estabelecem o princípio do pagamento de quotas por todos os militantes, e finge ser autonomista naquilo que, em democracia, não pode sê-lo, defendendo uma prática anti-estatutária.
Publicada por Dsousa à(s) 12:21 p.m. 0 comentários
Etiquetas: Costa Neves, política, PSD-Açores
terça-feira, outubro 02, 2007
E por que não Mota Amaral recomeçar tudo de novo?
Por outras palavras, porquê Mota Amaral não fazer aquilo que, há já muitos anos, se dizia, como anedota verosímil, nos tempos do receio do holocausto nuclear nas crises "quentes" da guerra fria?
Depois da auto-destruição de todo o género humano, disse o macaco para a macaca, únicos sobreviventes do "dilúvio" nuclear: "Lá vamos ter que começar tudo de novo"!
Acho mesmo que Mota Amaral devia começar pela liderança parlamentar do PSD no continente, como preparação para voltar à liderança do PSD-Açores. Num partido que, cá como lá, parece ter perdido as referências do próprio passado e a orientação acertada para o futuro, só lhe resta recorrer a alguém que se disponha a "arregaçar as mangas" para novas "arrancadas". Recordo que as promessas de novas "arrancadas" eram recorrentes nos discursos de Mota Amaral, nos seus anos de governação açoriana, embora sempre sem grandes efeitos práticos. Tente, agora, aquilo que, então, lhe terá faltado!
Mota Amaral O nome do ex-presidente da Assembleia da República e do Governo Regional dos Açores anda nas bocas de alguns apoiantes de Menezes como uma das hipóteses a ter em conta. Figura respeitada dentro e fora do partido, Mota Amaral permitiria disfarçar o estilo populista que Menezes pode dar ao PSD. É um bom orador, tem humor, mas um estilo reservado - seria o oposto de Santana Lopes - que poderia deixar a imagem de algum cinzentismo à bancada "laranja". O facto de ter sido apoiante de Marques Mendes, ainda que discreto, permitiria a Menezes levantar a bandeira da unidade partidária, que salientou no seu discurso de vitória, e passar a ideia que não iria haver vinganças pós-eleitorais. O problema, e não é pequeno, é que o estilo e as ideias de Mota Amaral não casam em nada com o de Menezes e, a existir um convite, dificilmente ele seria aceite por Amaral. "O cargo requer energias que neste momento não estão ao meu alcance", disse ontem ao PÚBLICO.
Source: EDIÇÃO IMPRESSA
Publicada por Dsousa à(s) 11:21 a.m. 0 comentários
Etiquetas: Mota Amaral, PSD
segunda-feira, outubro 01, 2007
terça-feira, setembro 25, 2007
O Presidente do Conselho encarregado de fiscalizar a aplicação da lei, para que precisa de conhecer a lei?
Já a questão dos Açores é diferente:
à luz das regras internas e da história do partido, a
região goza de isenção de quotas para votar,
afirma o Presidente do Conselho de Jurisdição do PSD.
Estatutos do
PSD Açores - Partido Social Democrata dos Açores
Artigo 7°
(Direitos dos Militantes)3. O exercício dos direitos de eleger e de ser eleito depende do pagamento actualizado das quotas, nos termos de Regulamento aprovado pelo Conselho Regional.
Artigo 8°
(Deveres dos Militantes)c) Contribuir para as despesas do Partido através do regular pagamento das quotizações;
Publicada por Dsousa à(s) 12:45 p.m. 0 comentários
Etiquetas: PSD
segunda-feira, setembro 24, 2007
A segunda vez como caricatura da primeira




A grande aposta do PSD, nas eleições directas para a liderança, que ora decorrem em 2007, era conseguir, com estes dois candidatos MM (Mendes e Meneses), para o partido e para a dinâmica política geral do país, o quase milagre da multiplicação da dinamização interna e do interesse da sociedade, que os candidatos AS( Alegre e Sócrates) conseguiram, para o PS, nas directas de 2004.
Seria o sonho da ante-câmara do poder, obtido na sombra e no rasto do sucesso do adversário.
Mas o que se sonhava repetição saiu caricatura.
E, dificilmente, poderia ser de outra maneira.
As chamadas eleições directas dos líderes, sempre muito reclamadas e propagandeadas como panaceia para vários males dos partidos e do sistema partidário, também podem transformar-se em mais um factor da sua degradação.
Tudo depende dos candidatos em confronto.
Toda a gente tem de reconhecer que os actuais dois candidatos do PSD estão a léguas, como personalidades e características de liderança, de Alegre e de Sócrates.
Por isso mesmo, só os podiam repetir como caricatura.
Por isso mesmo, tudo aquilo em que tocam, estragam.
Debates, ideias, métodos, questões internas, questões nacionais, passado pessoal e partidário, futuro partidário e nacional, etc., etc. etc.; tudo estragado pelo imbecil campeonato "de quem é mais incoerente e há mais tempo", com que os dois contendores tem entretido um país entediado e distante dessas bizantinas questiúnculas.
É que as directas são excelentes para fazer ressaltar as qualidades ou méritos dos candidatos ou dos partidos, mas não as criam e só as ampliam se elas já existem previamente. E são, igualmente, implacáveis a fazer ressaltar as insuficiências e limitações.
Quem, nos Açores, tenha assistido ao espectáculo de degradação contínua e, aparentemente irreversível, do PSD-Açores, com estas directas, está a assistir à sua "reprise" no continente.

Publicada por Dsousa à(s) 11:36 a.m. 0 comentários
Etiquetas: política
sábado, setembro 22, 2007
Outra forma de "ventilhar".
Bem vistas as coisas,
creio que se trata mesmo disto:
De outra forma de
ventilhação.
Por esta razão, a aparente excentricidade japonesa tem todo o cabimento neste "Ventilhador".
Publicada por Dsousa à(s) 4:10 p.m. 0 comentários
Etiquetas: excentricidade
sexta-feira, setembro 21, 2007
Brasil tem 40 mil "Madeleines" por ano.
Um minuto da sua atenção, para a imagem das quatro que conseguiram chegar às páginas do "Globo".

Source: G1 > Brasil - NOTÍCIAS - Brasil tem 40 mil 'Madeleines' a cada ano
Publicada por Dsousa à(s) 3:49 p.m. 1 comentários
Etiquetas: crianças
quarta-feira, setembro 19, 2007
Estes senhores magistrados são uns brincalhões, não são?
Se tiver dúvidas e quiser ser esclarecido, é só "clicar" no título.
O esclarecimento chegará rápido ao seu computador.
Este, por exemplo, entre muitos outros:
E, já agora, a última questão: se um juiz (que há meses sabe que o CPP entrava em vigor no dia 15 de Setembro) previa que tinha de libertar alguém já sentenciado em 1ª Instância por uma questão de prazos, bastava-lhe decretar (até sábado passado) a especial complexidade do processo, alargando o prazo de dois anos e meio para três anos e quatro meses, ganhando assim 10 meses.
Publicada por Dsousa à(s) 1:57 p.m. 0 comentários
Etiquetas: justiça
Que velho que eu sou! Ou que novo é o Arriaga. Apenas alguns meses mais "maduro" que eu próprio.

Abençoadas gralhas!
Que nos dão a ilusão de termos sido contemporâneo de figuras de "Panteão".
A propósito de figuras de Panteão, convém não esquecer que, segundo Vasco Pulido Valente, Aquilino Ribeiro não é regicida, não matou o Rei, fez pior, "matou" a língua (ou senão a matou passou a vida inteira a conspirar contra ela). Como é que o fez ? Escrevendo. É verdade. Segundo o dito Vasco: "Aquilino Ribeiro é um escritor medíocre "
Ele há, cada "Valen...tão"!
Publicada por Dsousa à(s) 11:28 a.m. 0 comentários
Etiquetas: Aquilino Ribeiro
segunda-feira, setembro 17, 2007
Grupo Desportivo desmente deputados do PSD-Terceira
Quem se der ao incómodo de ler o texto que segue, provavelmente, chegará à conclusão que o título deste "post" era o melhor título para o próprio texto.
Claro que pode pensar-se em muitas razões para o "DI" tentar diminuir o impacto do texto, a começar logo no título, mas a verdade é que os títulos, por regra, pretendem obter precisamente o efeito contrário.
Vá-se lá perceber porque é que o "DI" preferiu a excepção à regra!
Publicada por Dsousa à(s) 6:45 p.m. 0 comentários
Etiquetas: jornalismo
domingo, setembro 16, 2007
Maria Callas

Hoje, 16 de Setembro, é um dos seus dias.
O dia da sua morte.
Há trinta anos.
Mas o reencontro com ela sempre foi fácil.
Esta semana ainda será mais fácil.
Entre muitas outras oportunidades, pode aproveitar estas:


Le monde de la musique
Publicada por Dsousa à(s) 1:43 p.m. 0 comentários
sábado, setembro 15, 2007
As diferenças...abissais entre os dois candidatos a líderes do PSD e a primeiros ministros reduzem-se a estas numéricas diferenças espectaculares
entre os respectivos "stocks" de espingardas-votantes, em cada recôndito recanto do partido.
O que até se compreende, para a tradição partidária do PSD, que sempre tratou o partido, como se ele fosse o país (todo) e o país, como se ele fosse (todo) do partido.
Expresso de 15 de Setembro de 2007
Publicada por Dsousa à(s) 2:06 p.m. 0 comentários
Etiquetas: PSD
terça-feira, setembro 11, 2007
Os sons de um 11 de Setembro que também não pode ser esquecido.
Publicada por Dsousa à(s) 11:32 a.m. 0 comentários
Etiquetas: Chile-11 de Setembro de 1973
segunda-feira, setembro 10, 2007
Aos politiqueiros da Portela, Portela+1 e quejandos
Não tanto por serem defensores de uma solução tecnicamente inviável neste caso concreto, mas, sobretudo, por serem politiqueiros neste caso concreto e em todos os outros. Por serem politiqueiros, agora e sempre. Merecem ser condenados, agora e sempre.
Expresso de 8 de Setembro de 2007
Publicada por Dsousa à(s) 10:50 a.m. 0 comentários
Etiquetas: política à portuguesa
sábado, setembro 08, 2007
Placas significativas
No seu último número de Agosto, o semanário "Le Point" publicava o expressivo anúncio seguinte, com uma suposta placa de um suposto "Lycée Jean Jacques Rousseau," como forma incisiva de publicitar um programa sobre a "dimensão da falência do sistema escolar francês."
regional

Publicada por Dsousa à(s) 2:14 p.m. 0 comentários
Etiquetas: Região









