quinta-feira, setembro 06, 2007

O regresso do progressivo ou o progresso regressivo?

Não sei.
O que sei é que, ao ver ontem na RTP-Açores, a eterna dupla política de Costa Neves e Mota Amaral, sob um cartaz da "Autonomia Progressiva," debitando banalidades sobre um Estatuto que "nos abre e não nos fecha"e outras maravilhas que tais, senti um incontrolável impulso de regresso ao passado.


Foi o que fiz, via google.
Não fui muito longe, podem dizer.
É verdade.
Fiquei-me por um "Povo Livre" de 2001 e um "Anjo Mudo" de 2005.
Mas quem tiver "ganas" de regressão mais profunda nesse anacrónico passado pode explorar outras vias e tentar ressuscitar outros fantasmas.
Para mim, estes me bastam.














ANJO MUDO: 02/01/2005 - 03/01/2005
Permito-me, Senhor Reitor, citar V. Exa. quando na cerimónia de comemoração do dia da Região Autónoma dos Açores, nesta mesma Universidade, em 2003, disse: "Não falemos mais em "autonomia progressiva", uma expressão que gerou desconfiança na comunidade portuguesa. Não falemos mais em "autonomia tranquila", uma expressão que significa uma capitulação desnecessária. Não vale a pena falar de "nova autonomia", porque importa que ela tenha raízes bem antigas. Não vale a pena falar de "autonomia cooperativa", porque a cooperação tem de ser uma característica intrínseca de todo o processo autonómico. Esforcemo-nos, tão só, para que a autonomia seja sempre Regional - de todas as ilhas sem excepção - seja sempre Constitucional, isto é que seja inscrita no texto regulador da nossa vida colectiva".Acompanho-o neste desafio.
ANJO MUDO: 02/01/2005 - 03/01/2005

(via Google)

terça-feira, setembro 04, 2007

O sapateiro(continental), que vai além - muito além - da chinela (insular)

Diário Insular OnLine


EM VEZ DO REPRESENTANTE DA REPÚBLICA CASTANHEIRA DE BARROS (PSD) PROPÕE
Açores com presidente da Região Autónoma
“Um representante eleito pelos próprios açorianos reveste-se de muito maior representatividade do que um nomeado pelo Presidente da República.


Diário Insular OnLine


Foi preciso esperar para desembarcar nos Açores um representante de um PSD do continente que, hoje, já perdeu toda a memória histórica (a própria e a alheia) da autêntica tradição autonómica, para nos brindar, em nome desse PSD, (sem ontem e, previsivelmente, sem amanhã), com uma ideia que, em todas as revisões constitucionais, os legítimos representantes dos açorianos nunca acolheram: reforçar a representatividade ou as competências do representante da soberania.
Toda a história da autononomia aponta, consistentemente, no sentido contrário àquele, com que este continental "amigo de Peniche," simulou presentear os "indígenas" dos Açores.


domingo, setembro 02, 2007

O avassalador furacão da modernidade


Com Setembro, mês de furacões e tempestades tropicais, os ventos fortes/fracos da modernidade tecnológica sopram impetuosamente na direira portuguesa.
No PSD, os ficheiros actualizados ainda viajam, desactualizadamente, em caixotes de papelão (reciclado, espera-se!) mas a caminho da inevitável informatização.
No CDS, os textos do líder ainda são escritos à mão, mas o seu destino é o céu tecnológico da Web.2.0- o Youtube.
É esta sábia e muito bem doseada mistura de tradição e modernidade que vai garantindo à direita portuguesa, uma sólida e "marceliana" evolução na continuidade... sem esperança e sem futuro!

quinta-feira, agosto 30, 2007

O Decepado Durão



"Não há nenhuma acusação legal contra mim nesta matéria.
De facto, não tive conhecimento". diz Durão".
(via EDIÇÃO IMPRESSA).


Há uma certa diferença entre dizer-se que se tem as mãos limpas e dizer-se que nem sequer se tem mãos.
Durão insiste em dizer que não tem mãos.
Acredite quem quiser! Ou puder...


quarta-feira, agosto 22, 2007

Dois "pequenos" lapsos à PSD. Assinaturas nos lugares errados.

EDIÇÃO IMPRESSA




EDIÇÃO IMPRESSA



O blogue oficial da candidatura à liderança do PSD de
Luís Filipe Menezes incluiu artigos assinados pelo autarca de
Gaia transcritos a partir, nomeadamente, da Wikipedia. Textos sobre
Miguel Torga, os cineastas Michelangelo Antonionni e Ingmar Bergman e
sobre Hiroxima.


Um assessor do candidato admite ter ocorrido "um lapso






O Tribunal Constitucional dá como "cabalmente provado" que o PSD
recebeu ilegalmente em 2002 mais de 233 mil euros em donativos
indirectos da empresa de construção civil Somague
. Em
causa está a liquidação pela construtora de gastos
do PSD na campanha para as autárquicas de 2001. A factura foi
paga à empresa Novodesign.

Depois das vitórias, da "Empresa na Hora", da "Casa na Hora", a derrota dos Helicópteros "fora de horas". A velha arte do Estado português de "chatear" toda a gente: Os senhores notários, pela rapidez, os heróicos bombeiros, pela demora.

 

A sociedade que gere as aeronaves ainda não pediu certificação ao INAC Os dez helicópteros comprados pelo Estado para combater os incêndios não podem voar porque a sociedade constituída para gerir as aeronaves ainda não pediu a devida certificação ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC). A Empresa de Meios Aéreos (EMA), criada em Abril, garante que o pedido deverá ser entregue hoje. O atraso e as complicações burocráticas deverão impedir o INAC de atribuir a licença para que a EMA opere a frota de aparelhos nos próximos meses. Depois de entregues todos os documentos, o INAC dispõe de três meses para avaliar o processo.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

sexta-feira, agosto 10, 2007

E o jornalismo de "reprodução"?


Diário Insular OnLine




A pergunta e a designação (que pode parecer um pouco "esdrúxula") podem justificar-se, porque, no editorial deste mesmo dia, DI fala nos males do jornalismo de investigação em Portugal.
Que dizer dos males do jornalismo, que bem se pode classificar apenas de "reprodução", quando se limita a tentar, sem o conseguir com clareza, apenas reproduzir aquilo que alguém disse?
"Região com défice nos zeros" será "reprodução" rigorosa da informação que se pretende transmitir, sobre "as contas (da Região) deste ano com défice zero" ?
A mim não me parece. De todo. Até porque ter défice nalguma coisa, seja nos zeros ou noutra coisa qualquer, é ter falta disso mesmo. O que não é, seguramente o caso da Região, em relação aos "zeros".
Para já não adiantar nada, sobre a ambiguidade "das receitas geradas, suficientes para as suas despesas".
Não se trata, de forma nenhuma, de "todas" as despesas da Região, com somos obrigados a deduzir pelo modo como está redigido, mas apenas as despesas de funcionamento.
Enfim. Algum jornalismo regional de simples "reprodução", bem necessitado parece estar de ser "medicamente assistido".



CONTAS DE 2007
Região com défice nos zeros


O vice-presidente do Governo Regional anunciou, ontem, que a Região fechará as suas contas deste ano com défice zero.
Sérgio Ávila, perante os jornalistas, garantiu que a Região gera receitas suficientes para as suas despesas.


Diário Insular OnLine



quinta-feira, agosto 09, 2007

Guiné-Bissau: primeiro narco- Estado assumido?

Parece ser a única dúvida sobre os resíduos de Estado que ainda subsistem na Guinéu-Bissau.
Se já se assume como "primeiro narco-Estado de África", como subentende o britânico "Thelegraph," na interpretação das palavras do 1º ministro, ou se ainda resiste a este trágico destino como, benevolamente, prefere acreditar o luso "Público".





 Publico EDIÇÃO IMPRESSA
Na sua tomada de posse, em Abril, o primeiro-ministro Martinho N"Dafa
(que substituiu Aristides Gomes) prometeu combater a
corrupção e o narcotráfico para voltar a dar
credibilidade ao país.
Publico



The African gateway for UK cocaine - Telegraph



Guinea Bissau’s prime minister, Martinho Dafa Cabi, insists
that because cocaine is a vice only among feckless Westerners, their
own governments should lead the fight against it. "Nobody here
makes it or consumes it, and we are too weak to fight the problem
alone," he said.
The African gateway for UK cocaine - Telegraph


quarta-feira, agosto 08, 2007

Sempre e por todo o lado, o mesmo diálogo de surdos ou a mesma incapacidade de antecipação e prevenção de interpretações estritas, por parte dos políticos-legisladores ou de leitura em contexto, por parte dos magistrados? A mítica cegueira da justiça reduz-se, sempre, à prosaica cegueira dos seus agentes em concreto?

 

Dans leur Traité de droit criminel, Roger Merle et André Vitu soulignent que " la force des liens familiaux a paru au législateur assez puissante pour légitimer l'existence d'immunités particulières ".
La force des liens familiaux s'est certainement relâchée, mais, surtout, un amendement parlementaire dans une loi qui n'avait rien à voir avec le vol commis par un enfant aux dépens de ses parents a changé l'article du code pénal.
Depuis 2006, " les dispositions du présent article ne sont pas applicables lorsque le vol porte sur des objets ou documents indispensables à la vie quotidienne de la victime, tels que des documents d'identité, relatifs au titre de séjour ou de résidence d'un étranger ou des moyens de paiement ".
L'amendement, voté à l'unanimité par le Parlement, était bien intentionné.
Il visait à " lutter contre les époux confisquant les documents d'identité, de séjour ou encore les moyens de paiement de leur conjoint afin d'exercer à son encontre des pressions ".
Mais ce dispositif de la loi du 4 avril 2006 sur la prévention et la répression des violences au sein du couple est entré dans le code pénal.
Le parquet de Thionville a pris sa décision en en faisant une lecture stricte : la jeune fille a volé des moyens de paiement de sa mère.

Source: Le Monde.fr : Les titres du Monde

terça-feira, agosto 07, 2007

Um fortuito acaso editorial deve ter juntado estas duas notícias. Uma, sobre a recusa da Fretilin, em Timor, de aceitar, de bom grado, o seu afastamento do poder ( ou até de qualquer sombra de poder, pois nem na Mesa da Assembleia de Timor está representada), apesar de ter ganho as eleições. A outra, sobre a falha informática que, em Portugal, impede o "maior banco privado português" de realizar uma simples assembleia geral. Só mesmo um cego acaso pode ter juntado, aquilo que até é desculpável por insuficiente maturidade democrática, que só o tempo pode vir a permitir, e aquilo que é indesculpável por inesperada senilidade precoce, que o tempo só poderá vir a agravar.

 

José Ramos-Horta convidou ontem Xanana Gusmão a formar Governo, com base na Aliança com Maioria Parlamentar.
Esta coligação foi constituída por quatro partidos após as legislativas, onde a Fretilin foi o partido mais votado, com 29 por cento, o que levou os seus simpatizantes a bloquearem estradas como forma de protesto. 

 A assembleia geral do BCP foi ontem suspensa, na sequência de uma falha informática que inviabilizou a contagem de votos, e será retomada no próximo dia 27 de Agosto.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

segunda-feira, agosto 06, 2007

O mais significativo nesta mudança, nem sequer vem referido na notícia. Os vereadores sem pelouro, ou seja todos os vereadores da oposição, passam a ter mais assessores que os vereadores com pelouros, ou seja, que os vereadores da maioria que governa a Câmara de Lisboa.

 

Pelo Bloco de Esquerda, que estabeleceu um acordo pós-eleitoral com o PS, o vereador Pedro Soares frisou que esta medida "é um sinal muito importante de mudança para Lisboa".

Source: ÚLTIMA HORA - PÚBLICO.PT

sexta-feira, agosto 03, 2007

António Costa continua a surpreender





E os mais surpreendidos parecem ser aqueles que, teoricamente, deviam estar mais receptivos ao espírito de ruptura com o passado e mudança: os jornalistas e os "neo-independentes" (Carmona e Helena Roseta), que se apresentaram como os novos rostos para uma nova política na capital e no país.
Afinal, é António Costa que aparece a protagonizar os primeiros passos efectivos nesse rumo e sentido.
Escolheu o caminho mais difícil. O da audácia política e do afrontamento directo dos preconceitos mais radicados e das soluções mais inesperadas.
Juntar, à volta de opções claras, abertas e pormenorizadas, o partido do poder no país e o mais encarniçado modelo de contra-poder, tem algo da magia da verdadeira política no sentido mais radical do termo.


Se conseguir traduzir para o dia a dia da autarquia este rumo, quase se pode considerar premonitória esta foto da tomada de posse que o jornal Publico, muito provavelmente, pretendeu que fosse precisamente o contrário: inscrever o seu nome no quadro histórico dos grandes nomes da Câmara de Lisboa.



António Costa conciliador mas determinado na tomada de posse 02.08.2007, Ricardo Dias Felner Perante a hostilidade manifestada por alguns vereadores, o novo presidente da autarquia respondeu com beijos, abraços e diálogo

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

E assim vai o nosso jornalismo de referência. Dividido entre os jornalistas que não sabem escrever e aqueles que não sabem ler. Este Cerejo parece pertencer a estes últimos. Basta passar os olhos pelo comunicado da PGR para perceber que não há qualquer referência a qualquer certificado de qualquer ano.

Se não se chama Cerejo, leia o comunicado. 

 

Procuradoria-Geral da República arquivou inquérito à licenciatura de José Sócrates
02.08.2007,
José António Cerejo
Comunicado apenas refere conclusões sobre a alegada falsificação de um certificado emitido em 1996 num impresso que só podia existir depois de 1998

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

quarta-feira, agosto 01, 2007

Quando terminará este estado permanente de dúvida hiperbólica, em que teima em viver a administração da República, em relação aos cidadãos portugueses dos Açores e da Madeira?

 

As primeiras dúvidas surgiram com cidadãos da Madeira e dos Açores que têm um sistema de saúde próprio.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

Jardim, o Charrua da Madeira?; Ou Charrua, o João Jardim do Norte? Em qualquer caso, ambos do PSD e ambos a caminho do arquivamento.

Jardim foi intitulado pelo jornal espanhol El Mundo como "o professor português do insulto".

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

"Charruar"contra o lixo opinativo

Processo Charrua com decisão política - EXPRESSO - Notícias, opinião, blogues, fóruns, podcasts. O semanário de referência português.  - Actualidade



Processo Charrua com decisão política - EXPRESSO -


Óptima decisão política, por impedir que uma ordinarice abaixo de qualquer classificação se transformasse num modelo de opinião política e que o seu trauliteiro autor se transformasse num herói da liberdade de expressão.


Não é que não tenha faltado, da parte daqueles que deviam ter sido os primeiros a perceber que a liberdade de expressão em Portugal bem merecia outros modelos e outros heróis, como a maioria dos nossos políticos e jornalistas, quem, tudo fizesse, para "canonizar" tão lamentável exemplar de professor e funcionário público.
Arquivar o caso e remeter o seu protagonista às origens é uma elementar medida de sanidade.
Está feito. E bem feito.

terça-feira, julho 31, 2007

sexta-feira, julho 27, 2007

Manda o bom-senso que os candidatos a líder do PSD, ao menos, tentem evitar as mesmas explicações ridículas em que já caiu o actual líder.

 

Sobre a polémica em torno da aplicação da lei do aborto, Menezes defendeu que esta deve ser aplicada em todo o território, Madeira incluída, sendo que, defendeu, "manda o bom senso que haja uma compensação financeira para que ela possa ser aplicada".

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

segunda-feira, julho 23, 2007

Mala de cartão, provavelmente não tem. Mas mala com muitos cartões, bem podia ter.


Por favor, não façam da minha vida um romance. Não sou como a Linda de Suza e a sua mala de cartão", disse ela em Junho à Le Point. "Quanto mais tentam tornar romanesca a minha vida, mais legitimidade me tiram", disse à Nouvel Observateur.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

O fundo da divergência está em saber quem deve ajuizar da ofensa.

Os jornalistas acham que deve ser o jornalista-ofensor.
O responsável da ERC acha que deve ser o leitor-ofendido.
Eu também acho que só pode ser este último, embora com limitações que evitem cair-se nos exageros exactamente contrários àqueles que, hoje, os OCS cometem. 

Trata-se do reconhecimento de uma margem de cidadania que protege, em condições de eficácia, alguém que, sem ser um ser hiper-sensível, considera que a sua reputação e boa fama foi atingida",

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

quarta-feira, julho 18, 2007

Mais um aviso para os "destemidos" defensores da Portela+1



O professor de Transporte Aéreo da UFRJ Respício Espírito Santo disse que o maior problema do Aeroporto de Congonhas não está relacionado à infra-estrutura ou ao congestionamento de vôos.  O problema é a cidade, que engoliu o aeroporto. Não foram respeitadas as distância de segurança em torno do dele  disse.


Source: Especialistas avaliam as causas do acidente - O Globo Online

segunda-feira, julho 16, 2007

Noite muito má também para o jornalista do respeitável"Público" começar a aprender a escrever em português.

30 por centos, ninguém saberá bem o que é.
De Mendes e Portas, qual deles é que "não vai esquecer tão depressa"?
Ou "não vão" esquecer os dois?
Seria o que o senhor jornalista queria dizer, mas não disse, por não saber "português" suficiente para isso?
Se Carmona e Roseta foram "as outras estrelas," afinal, quem foi ou foram "as não-outras estrelas"?
 Ao fim e ao cabo, ainda parece ter havido  muitas "estrelas," em noite de tantas trevas... jornalísticas!
 

O PS ganhou todas freguesias, mas não chegou aos 30 por centos. Carmona e Roseta foram as outras estrelas de uma noite que, de tão má, Mendes e Portas não vai esquecer tão depressa

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

sábado, julho 14, 2007

Felizmente, há sempre um "ilustre" constitucionalista de serviço, ao serviço de todas as aberrações autonomistas de Jardim.

 

Diferente é a posição do constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia, em cujo parecer o governo regional se fundamentou para tomar a polémica decisão politica, conforme revelou Jardim Ramos. Segundo Bacelar Gouveia, estando o serviço de saúde regionalizado, a Madeira pode legislar em termos de protecção e de saúde, e não aplicar a lei que permite a interrupção voluntária da gravidez.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

quarta-feira, julho 11, 2007

Finalmente, um "Carmona" acima de toda a suspeita?

 

Le problème de cette démarche, c'est qu'en matière de santé publique, tout comme en démocratie, il n'y a rien de pire que d'ignorer la science, ou d'en marginaliser l'expression pour des raisons dépendant de l'orientation politicienne. Le rôle du chirurgien général est d'être le médecin du pays, pas celui d'un parti politique", a-t-il ajouté.

Source: Le Monde.fr : La Une en 8 clics

sábado, julho 07, 2007

Mais uma experiência do "socialismo num só país"?

As anteriores experiências históricas, na Rússia, em Cuba , na China, não deixaram boas recordações!
Terá o "petro-socialismo" melhor sorte?
É muito duvidoso, mas nada se perde em ir acompanhando o fenómeno!

terça-feira, julho 03, 2007

Entre o J J e o J B



É entre estes dois personagens madeirenses,
que parece acomodar-se refém a vida pública e mediática deste Portugal-Século-XXI.
O JJ, por achar que nunca tem dinheiro suficiente para as suas fantasias autonómicas,
atravanca-nos a História com eleições extemporâneas, que ameaçam mudar tudo menos ele e acabam por (parecer) mudar a ele (tudo) e ao resto nada;
com arrotos mediáticos, que, pela sua repetição já começam a ter quase sabor de agradecimento a quem lhe vem dando de comer;
com revisões estatutárias novas que já nascem velhas e ameaças de revisões constitucionais futuras para tentar retocar o seu sótão de teias de aranhas de ideias de um antiquíssimo passado.
O JB, por parecer achar que tem dinheiro a mais e poder a menos, usa o dinheiro como arma de arremesso contra todos os poderes que pareçam debilitados, o Estado português na Cultura, o Mega Ferreira no Centro Cultural de Belém, o Jardim Gonçalves (mais um madeirense!) no BCP, O Luis Filipe Vieira no Benfica, a Sogrape nos vinhos, etc. etc.
Tenho de reconhecer que me incomoda muito mais o JJ que o JB.
É que eu sei que o JJ tem sido, e promete continuar a ser, um obstáculo à renovação da imagem e do conteúdo das autonomias insulares.
JB, pelo seu lado, bem pode ser o agente da destruição renovadora que o nosso capitalismo convencional e domesticado está necessitando, para se actualizar e revelar a sua verdadeira face.
E deixar, definitivamente, de parecer, apenas, uma outra forma de trabalhar por conta de outrém.

A despropósito das Eleições em Lisboa (I)



E mostrava os altos da cidade, os velhos outeiros da Graça e da Penha, com o seu casario escorregando pelas en­costas ressequidas e tisnadas do sol.
No cimo assentavam pesadamente os conventos, as igrejas, as atarracadas viven­das eclesiásticas, lembrando o frade pingue e pachorrento, beatas de mantilha! tardes de procissão, irmandades de opa atulhando os adros, erva-doce juncando as ruas, tremoço e fava-rica apregoada às esquinas, e foguetes no ar em louvor de Jesus.
Mais alto ainda, recortando no radiante azul a miséria da sua muralha, era o Castelo, sórdido e tarimbeiro, donde outrora, ao som do hino tocado em fagotes, descia a tropa de calça branca a fazer a bernarda!
E abrigados por ele, no es­curo bairro de S. Vicente e da Sé, os palacetes decrépitos, com vistas saudosas para a barra, enormes brasões nas paredes rachadas, onde, entre a maledicência, a devoção e a bisca, arrasta os seus derradeiros dias, caquética e caturra, a velha Lisboa fidalga!

segunda-feira, junho 25, 2007

DN Online: Ali, o Químico, vai para a forca sem remorsos

DN Online: Ali, o Químico, vai para a forca sem remorsos:
"'Obrigado, meu Deus, por eu ser executado em nome do corajoso exército iraquiano.
Longa vida ao Iraque.
Longa vida ao exército iraquiano.'"




O que a história recordará?
A bela frase ou as más acções?
Uma frase ou 180.000 curdos mortos?
Uma frase teatral,
no fim da sua vida?
Ou muitas acções de morte,
no decurso de toda ela?
Espera-se que a História,
continue a não ter
critérios de telejornal.
Assim, de certeza,
uma só bela frase
toda uma vida má
nunca mais apagará!

domingo, junho 24, 2007

sexta-feira, junho 22, 2007

Um ludista no sec. XXI

 

Andrew Keen vs. a Internet

Citações do autor de The Cult of the Amateur:

"Em vez de criar obras-primas, estes milhões e milhões de macacos exuberantes - muitos sem mais talento criativo que os nossos primos do reino animal - estão a criar uma infinita floresta digital de mediocridade."

"[A Wikipedia ou o Digg] são muito perigosos [porque são alimentados por] activistas da Internet que nos estão a roubar a nossa cultura."

"Os blogues (...) minaram o nosso sentido do que é verdadeiro e falso, do que é real ou imaginário. Hoje em dia, os miúdos já não sabem a diferença entre notícias credíveis de jornalistas profissionais e o que lêem em ZeNinguem.blogspot.com."

"Da mesma forma que nem toda a gente deve ser médico ou professor ou astronauta, nem toda a gente devia ser autor. A maior parte das pessoas não tem nada de interessante para dizer."

"Seríamos mais pobres se, em vez de 70 milhões de blogues, não tivessemos nenhum? Por outras palavras, o que é que os blogues têm feito pela civilização?"

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

terça-feira, junho 12, 2007

Estou como o Lino

É verdade.

De repente.
Eu, com os meus blogues,
fiquei como o Lino
com a sua OTA.
Cansei-me
de martelar
a mesma nota.

Vou suspender
esta rota.
Aterrar
noutra margem.
Empurrar outra porta.

Tanto mais
que ninguém nota,
nem se importa.
Não há, aqui à volta,
qualquer Portela
em risco de exceder
a quota
dela.


Seis meses
devem chegar
para saber
(em definitivo,
e sem engano)
se o ventilhador
e o epigrama
me deixam dor.
Ou são apenas
cinza
sem chama
ou ardor.

Por brio,
por convicto brio,
vou manter
o Álamo Esguio.
Prolongá-lo mesmo
com outras
variantes.
E continuar
a esvaziar
(talvez a encher,
quem sabe!)
algumas estantes.

Deixo aí, o tempo marcado
para eventual regresso.
Até lá!
Internauta,
aqui passante.
É só um instante.
Breve.
Incerto.
Como a vida,
para aquém
ou
Para além da net.


Myspace Countdown Clocks at WishAFriend.com

terça-feira, junho 05, 2007

Afinal, o que se ganha com este tipo de "independentes"?

A substituição dos desentendimentos, profundos ou superficiais, de conteúdo ou de forma, de estrutura ou de conjuntura, de aparelho ou de personalidades, que, habitualmente, impedem as coligações entre partidos, como acaba de acontecer em Lisboa com as tentativas, mais simuladas que reais, de reconstituição da coligação do PS com o PC/ BE, pelo vago e indefinido "encontro de vontades que não foi possível"?

Que adianta isso, se, no caso concreto das eleições intercalares de Lisboa, Helena Roseta e Sá Fernandes, podendo embora aspirar a chegar também a outras franjas eleitorais, têm como seu terreno comum de disputa eleitoral, o eleitorado não-comunista da esquerda do PS?
Até podem ambos querer "afirmar-se" contra o PS, mas parece claro que só o podem fazer "firmando-se" no mesmo eleitorado.
Com a circunstância de o eleitorado "natural" do PS, que poderia estar agastado com o anterior PS, conotado com a actual gestão da Câmara de Lisboa, se deve ter esfumado com o tipo de lista apresentada pelo PS, quase tão distante da de Carrilho como as da própria Helena Roseta e Sá Fernandes.
Nesta cosmética eleitoral, quer o PS quer o PSD, não deixaram de ser eficazes, embora com modelos diferentes.
E a candidatura do próprio Carmona fez o resto. Eles aí estão todos juntos (Carmona e os seus vereadores "arguidos"), para assacarem com a totalidade das responsabilidades dos incomensuráveis erros da sua gestão da Câmara de Lisboa.

Miguel Portas tinha comentado minutos antes o falhado acordo entre a candidatura de Sá Fernandes e a candidatura independente da ex-militante socialista. "Em Lisboa dissemos, a quem tinha de saber, que não colocaríamos obstáculos ou condicionantes de natureza partidária a um entendimento entre José Sá Fernandes e Helena Roseta", afirmou, explicando que "o encontro de vontades não foi possível".

Source: Gmail - PUBLICO PLUS - Última Hora

quarta-feira, maio 30, 2007

As cadeiras vazias do dia da Região




Haverá alguma razão para que, nas imagens televisivas da transmissão em directo da cerimónia oficial das comemorações do dia da Região, na passada segunda-feira, as imagens que nunca mais se vão apagar da memória visual dos teleespectadores, sejam as da imensidão de cadeiras vazias, que ressaltavam em qualquer panorâmica do recinto preparado para o acontecimento?
Claro que há uma razão.
A mesma razão que faz com que, do recente Congresso do CDS/PP, por mais artifícios de comunicação de Paulo Portas, as imagens que hão-de marcar para sempre aquele Congresso, serão as da quantidade esmagadora de cadeiras vazias a reduzir a zero, o número, já escasso, de delegados presentes.
A mesma razão que leva a que se arraste, há mais de meia dúzia de anos, a decisão sobre a transmissão televisiva das actividades do Parlamento Regional. Aquilo que, erradamente, se resume na expressão oficializada de "Canal Parlamento".
Errada porque, com ela, se insinua, voluntariamente ou não, que, para a solução do problema, há apenas um processo. O recurso à solução tradicional adoptada pela Assembleia da República, com a montagem de uma estrutura dispendiosa e de nula audiência, que funciona com este nome. Mas não é assim. Há outras soluções, vindas do passado ou tirando partido dos mais recentes progressos tecnológicos nestes domínios.
Mas tudo isto são apenas desculpas de quem tarda em perceber o alcance desta decisão para uma Assembleia que tem, na sua imagem de proximidade ao povo que representa, a sua principal razão de existir e de funcionar.
E de quem, na grande oportunidade anual de dar uma imagem de entidade que o povo procura e nela se revê, através da organização do dia da Região, de que recentemente se passou a encarregar, não toma nenhuma providência, não se dá ao incómodo de qualquer cautela ou diligência, para que a regra da representação sem o povo, que é o seu drama de todos os dias, tenha, no dia da Região, a sua excepção.
Mas não.
Lá estão as cadeiras vazias, a ganhar dimensões de tragédia ( ou caricatura impiedosa) na sua força televisiva.
Quanto ao resto. Antes, quando a responsabilidade da organização do dia da Região era do executivo, tinhamos uma sessão com dois discursos. Um do Presidente do Governo, que era de circunstância, mas se esforçava por ser de reflexão. Outro de um convidado, que era de reflexão, mas se esforçava por se enquadrar na circunstância da comemoração.
Hoje passámos a ter dois discursos de circunstância. Um deles continua a esforçar-se por ser de reflexão. O outro... é, somente, a sua circunstância.
Além disto, há ainda a atribuição das insígnias honoríficas regionais.
Sobre este acto na passada segunda feira, apenas uma observação.
Para a escolha das entidades "insigniadas," e atendendo à unanimidade parlamentar da sua indicação, seria de esperar uma maior convergência de consensos, fora do parlamento, em relação àquelas que foram escolhidas por mérito da sua carreira política.
No jogo de agraciado rosa contra agraciado laranja, só me têm chegado ecos de descontentamento e surpresa, em relação a uma das rosas escolhidas.
Sempre foi rosa de mais espinhos que pétalas. E parece continuar a sê-lo.
Apenas mais um sinal de que, muita vez, quem representa o povo através dos partidos, está em risco permanente de se afastar, ao mesmo tempo, dos partidos e do zé-povinho?



terça-feira, maio 29, 2007

Shimon Peres, a previsibilidade imprevisível

Shimon Peree tem uma história política muito semelhante à do próprio país que serve há mais de meio século.
Toda a gente sabe qual foi a sua última derrota política.
Ninguém se recorda, já, de qual foi a sua última vitória.
Toda a gente sabe qual foi o último partido político a que pertenceu.
Ninguém faz a menor ideia de qual será o próximo.
Toda a gente sabe quem foi o seu último adversário.
Ninguém sabe qual será o seu próximo aliado.
Toda a gente sabe qual foi o último cargo a que se candidatou.
Ninguém sabe qual será o cargo para que estará disponível na próxima oportunidade política.
O cúmulo da ironia seria Shimon Peres,
que, enquanto líder do Partido Trabalhista de Israel,
sofreu derrotas sucessivas, frente à direita israelita do Likud,
acabasse por encerrar a sua sinuosa vida política
com uma derrota frente à candidata do seu antigo partido à Presidência de Israel,
a nossa conhecida Colette Avital
(antiga embaixadora de Israel, em Portugal).






DN Online: Veterano Shimon Peres candidato do Kadima à presidência de Israel



De regresso a Israel em 1953 assumiu cargos de chefia em todos os governos trabalhistas. Líder histórico do partido, em 2005 decidiu sair para se juntar ao velho rival Ariel Sharon no Kadima, a formação que este criara para chegar à paz com os palestinianos. Agora, é como candidato do partido centrista que tem a última hipótese de vencer a eleição nacional que sempre lhe escapou.
DN Online: Veterano Shimon Peres candidato do Kadima à presidência de Israel






segunda-feira, maio 28, 2007

Uma vitória da democracia

A simples realização de eleições é sempre uma vitória da democracia.
As eleições são sempre uma vitória da legitimação do poder pelo voto,
em substituição de outras formas de legitimação pela força das armas, do dinheiro ou da classe.
Mas, quando a esta vitória de todos, se pode juntar a satisfação dos dois principais contendores,
é caso para redobrado júbilo.
É o que, com mais ou menos sentido de humor, se pode dizer que ocorreu com as eleições autonómicas e municipais de ontem em Espanha.
O que significa apenas que as derrotas que todos sofreram (O PSOE em Madrid, por exemplo)não chegam para alterar substancialmente os actuais equilíbrios de poder em Espanha.
E as vitórias que todos tiveram (O PSOE, em Barcelona, Canárias, Sevilha, etc. e, genericamente, em número de lugares conseguidos nas autarquias) permitem-lhe apenas novo alento para pensar em reformular e afinar estratégias para o próximo embate decisivo das eleições gerais em Espanha.
Rajoy presenta los mejores resultados del PP en unas municipales y Zapatero asegura estar


Por su parte, Zapatero, no sin ironía, se ha referido a los resultados en estos términos:


"Yo estoy satisfecho de los resultados, veo que el PP también. Ésta es una de las cosas positivas de la democracia".
Rajoy presenta los mejores resultados del PP en unas municipales y Zapatero asegura estar "satisfecho" de los resultados - Cadena SER




sábado, maio 26, 2007

Uma má tradução portuguesa de Orwell

Uma vida, uma ficha 26.05.2007, José Pacheco Pereira


(via EDIÇÃO IMPRESSA)





Uma vida, uma ficha,
e um George Orwell,
de trazer por casa,
de levar à blogosfera,
e de chegar aos jornais,
chamado Pacheco Pereira.
Mas, ao contrário do autêntico Orwell,
não usa a imaginação para
antecipar o futuro.
Usa-a, para deformar
e caricaturar o presente.
E os seus desencantos
de vida e de pensamento
são sempre com o presente,
mal disfarçados em visões de futuro apocalíptico.
E, neste caso, desencanto com o presente político.
Ao contrário da maioria dos portugueses,
que escolheram este presente político e,
a avaliar pelas sondagens, continuam
a dar-lhe o seu apoio maioritário,
esta nossa versão portuguesa de George Orwell,
não gosta da presente situação política.
Está no seu direito.
Mas isto não chega para fazer dele o George Orwell,
que ele, modéstia à parte, (como sempre) se imagina já sendo.

quinta-feira, maio 24, 2007

O PSD-Açores Quer o Quê?




Mais debate político?
Claro que não quer.
Não quer.
Nem nunca quis.
Por agora, deixemos falar o Regimento da Assembleia,
para fazermos uma ideia daquilo que qualquer partido pode fazer,
na Assembleia Regional,
sobre a promoção de debates políticos.
Por agora também, comecemos por dar a palavra aos números,
para se fazer uma ideia daquilo que o PSD fez,
até hoje,
nesta matéria
e, sobretudo,
o que não fez,
em cerca de 30 anos de Assembleia
e 10 de oposição.


O que diz o Regimento?
1 "Os deputados podem formular oralmente perguntas ao Governo Regional, em pelo menos, uma reunião plenária por período legislativo"( artigo 180º do Reg.).
Vamos já aos números,
para percebermos a "força" da falta de vontade,
que o inefável e impagável PSD de Mota Amaral, Vítor Cruz, Costa Neves, Manuel Arruda, Costa Neves de novo,
conseguiu (evitar) fazer,
neste vastíssimo campo de debate político,
que são as perguntas orais ao Governo Regional.
Se pegarmos na letra do Regimento,
para tentar fazer um cálculo das oportunidades perdidas pelo PSD-Açores,


de promover o debate político na Assembleia, através de uma sessão de perguntas ( pelo mínimo) ao Governo,
em cada período legislativo
(sempre pelo mínimo, nunca pelo máximo, claro)
podemos arriscar o número provável de 179,5 oportunidades perdidas em 30 anos,
e de 59,5 oportunidades perdidas em 10 anos.
Como se percebe, este cálculo tem por base uma média de 6 períodos legislativos por ano.
É possivel saber o número exacto.
Mas não é isto que me interessa, por agora.
O que me interessa é dar a perceber a dimensão
e o número escandaloso de oportunidades perdidas
por este desperdício político,
que sempre foi, este PSD dos Açores.


E reconheçamos que este PSD do Costa Nevesx2 nem sequer é dos piores.
Não é, não senhor.
É mesmo o melhor de todos eles.
Melhor do que o PSD de Mota Amaral?
De Vítor Cruz?
De Manuel Arruda?
De Costa Neves X 1?
Pois claro que é.
Os outros todos,
perderam todas as oportunidades,
sem uma única excepção,
de utilizarem este mecanismo regimental de fiscalização do Governo e de debate político.
Costa Neves x 2, conseguiu ser a heróica, esforçada e meritória excepção.
Conseguiu fazer meia sessão de perguntas ao Governo.
Levou até 2007 para o conseguir.
Mas foi o único a vencer a inércia de mais duas décadas do PSD-Açores.
Conseguiu o verdadeiro passe de mágica da viragem.
Que é sempre o mais difícil.
E não tenho dúvidas que, num próximo Costa Nevesx3,
ele conseguirá levar o PSD-Açores a fazer uma sessão completa,
inteirinha, do princípio ao fim, de perguntas ao Governo.
Força, Costa Nevesx2.
O Guiness espera por ti.
Costa Nevesx2, ânimo!
"Pica," a fundo, para a sessão de perguntasx1.
O Chanceler de todas as ordens honoríficas portuguesas está a tua espera em Belém.
E as insígnias regionais ainda estão mais perto.
Até porque o "record" promissor da sessão de perguntas x 0,5,
já ninguém te pode roubar.
Tanto mais que há outros desafios regimentais, à tua espera.
Alguns deles, se calhar desconheces, como os debates políticos "urgentes".
Não sabias que o Regimento os prevê?
Não admira.
Tens andado tão ocupado a reclamar alterações ao Regimento,
que nem tempo tens,
nem fôlego te sobra,
para passar os olhos pelo actual.
Compreende-se.
Meia sessão de perguntas é um trabalho hercúleo.
Cuida-te.


Diário Insular  OnLine

PARLAMENTO
PSD quer mais debate político.
O líder do PSD anunciou ontem que vai propor aos restantes partidos com assento na Assembleia Legislativa - PS e CDS/PP - uma reforma do parlamento.
Aumentar o debate político e a fiscalização ao Governo são as principais metas.
Diário Insular OnLine












terça-feira, maio 22, 2007

Que país visitou Bento XVI?


Porquê este ar assustado e receoso?


Talvez, porque os "banhos de multidão,"
Não eram bem "à João Paulo II"?
Mas...



Mesmo assim, houve muita, fértil e festiva
imaginação popular.




E ainda maior animação e muita vocação para paparazi,
nos membros importantes da família.



Apesar disso, aquele olhar preocupado,
de germânico em terra de latinos,
aquele ar de pássaro caído do ninho,
não se desanuviou.

Por favor, levanta voo, Bento!
Por favor, levanta voo, Ratz!

Uma nova pista para Madeleine

A ideia é inglesa.
A pista é ,
sobretudo,
para espanhóis e ingleses.
O local do crime é que não mudou:
Algarve.
Ou será que também mudou para
ALLgarve?





ELPAIS.com - El captor de Madeleine puede estar en tu álbum de fotos - Internacional



El captor de Madeleine puede estar en tu álbum de fotos.
La policía británica pide a los turistas que visitaron el Algarve en mayo que envíen sus imágenes de viaje por si ayudan a encontrar a la menor Madeleine
ELPAIS.com - El captor de Madeleine puede estar en tu álbum de fotos - Internacional







sábado, maio 19, 2007

"Perguntar nada resolve"



Esta foi a advertência da mãe a Gunter Grass.
Ele, porém, passou a sua vida de escritor,
hoje com 79 anos
e uma obra literária vasta e polémica,
a desrespeitar este conselho materno.
Desde a sua estreia literária, com " O Rapaz do Tambor,"
até ao seu último livro autobiográfico,
lançado, agora, em edição espanhola.
Depois de tudo ter perguntado sobre a sociedade alemã
e os seus fantasmas
mal resolvidos e mal reconhecidos
e sobre o século que lhe foi dado viver
( "Mon siécle",na tradução francesa)
Gunter Grass,
hoje,
no declinar da sua vida,
resolve fazer as perguntas mais difíceis
sobre si próprio,
sobre a sua juventude de conivência ingénua com o nazismo agonizante.
Este é o tema central desta entrevista.











ELPAIS.com -







Yo me preguntaba cómo un chico que no era precisamente tonto había creído hasta el final en la victoria final.
Cómo fue posible que no lo pusiera en duda en ningún momento.
Cómo es posible que no se haya preguntado por el profesor del colegio que había desaparecido, y que volvió después de cierto tiempo, cómo no me pregunté qué había pasado con él.
Cómo no le preguntamos:
¿dónde ha estado usted?
¿En un campo de concentración?
¿Qué es un campo de concentración?
¡¿Cómo es posible no haberse hecho preguntas?!
¿Y qué había pasado con el compañero de clase que era testigo de Jehová y que no quería tocar su fusil?
¿Por qué desapareció?
Son cosas muy importantes sobre las que no me pregunté, cómo es posible que no me las preguntara.
ELPAIS.com - "Me dejé seducir por el nazismo sin hacer preguntas" - Cultura y Espectáculos - Agenda Ocio

















quarta-feira, maio 16, 2007

Bush contra Michael Moore

A doutrina neo-conservadora da guerra preventiva,
aplicada por Bush,
não a um país,
como o Iraque,
mas a um cidadão americano,
como Michael Moore.




MichaelMoore.com : Open Letter from Michael Moore to U.S. Treasury Secretary Henry Paulson



I believe that the decision to conduct this investigation represents the latest example of the Bush Administration abusing the federal government for raw, crass, political purposes.


Over the last seven years of the Bush Presidency, we have seen the abuse of government to promote a political agenda designed to benefit the conservative base of the Republican Party, special interests and major financial contributors.


From holding secret meetings for the energy industry to re-writing science findings to cooking the books on intelligence to the firing of U.S. Attorneys, this Administration has shown time and time again that it will abuse its power and authority.
MichaelMoore.com : Open Letter from Michael Moore to U.S. Treasury Secretary Henry Paulson



O Diario catalão La Vanguardia tem mais pormenores sobre esta exemplar estória bushista.

segunda-feira, maio 14, 2007

O outro assédio



O assédio para que a mulher seja o menos mulher possível.
O assédio de que , no Ocidente, as mulheres se podem queixar,
perante a lei,
é o assédio que sobrevaloriza um aspecto parcial da feminilidade,
em prejuízo da sua personalidade humana global.
Sobrevaloriza a diferença entre os sexos,
com desrespeito pela comum humanidade e natureza entre os dois.
O assédio de que aqui se fala e retrata pretende diminui-la em ambos.
Esconder a sua feminilidade para a anular como pessoa.












ELPAIS.com - Los vigilantes del decoro asedian a las iraníes - Internacional







Los vigilantes del decoro asedian a las iraníes
Más de 3.000 mujeres han sido detenidas en la ofensiva del régimen de Ahmadineyad contra la "vestimenta indecorosa" ÁNGELES ESPINOSA - Teherán - 14/05/2007
ELPAIS.com - Los vigilantes del decoro asedian a las iraníes - Internacional

















quinta-feira, maio 10, 2007

Que fazer com estas derrotas?

del.icio.us tags: , ,


Esta é a pergunta que os derrotados das eleições do passado dia 6 de Maio se devem estar fazendo, na Madeira e em França.
Em França, seguramente que se está agindo no sentido de lhe dar resposta e tirar lições.
O tempo político urge, com novas eleições à porta.
Na Madeira, é bem possivel que o estado de choque com os desastrosos resultados para as oposições, sempre previsíveis para os meros observadores, e sempre traumatizantes para os próprios intervenientes, ainda não tenha propiciado reflexão útil, para além dos habituais e inevitáveis lamentos sobre a fatalidade de ser oposição na Madeira.
Primeira questão.
Será mesmo possível englobar o caso francês e o caso madeirense numa mesma reflexão?
Pode não ser fácil, mas julgo que não será de todo impossível.
Tentemos.
Para que uma derrota política possa servir de alavanca a uma reflexão que aspire a ser ponto de partida para relançar os derrotados de hoje, no caminho de eventuais vitórias de amanhã, exige-se que se consigam juntar duas condições simétricas e simultâneas:

A primeira é que se tenham artes de construir uma alternativa para um eleitorado.

A segunda, é que se disponha de (ou se construa) um eleitorado para uma alternativa.
Estas duas condições, à primeira vista, podem parecer simples truismos ou elementares jogos de palavras.
Penso que não são.
A alternativa para um eleitorado, implica a construção de um projecto político, que seja percebido pelo eleitorado como inovador e mobilizador, em relação ao protagonizado pelo poder vigente.
E que, além de projectos claros e consistentes, agregados à volta de um tema central dominante, seja protagonizado por equipas de pessoas com credilidade na sociedade e com uma liderança emergente ou já consolidada.
Quanto ao eleitorado para uma alternativa, comecemos por explicitá-lo, por ser de conteúdo mais acessível e até quantificável, pelo menos aproximadamente.
Exemplifiquemos, na tentativa de o tornar ainda mais compreensível.
No caso de França, um capital eleitoral de 47%, como o obtido por Ségolène, no passado dia 6, resultando ainda, por acréscimo, de uma base eleitoral em movimento entre a direita e a esquerda, como se constatou na primeira volta, pelos 18% do eleitorado do centro de François Bayrou, é, seguramente, uma base eleitoral suficiente, para se perceber que há condições politicas e sociais, para se continuar a aperfeiçoar uma alternativa e consolidá-la para o futuro.
Também parece óbvio que, mesmo descontadas as circunstâncias, estruturais e ocasionais, em que foram disputadas as recentes eleições na Madeira, nem os 15% do PS, nem mesmo acrescentados das percentagens, ainda mais residuais e marginais, dos restantes partidos da oposição, são bastantes, para alicerçar uma base de apoio suficiente para a construção de uma alternativa.
Em reforço desta última afirmação, pode-se lembrar que, em 2004, o PS-Madeira conseguia uma das mais altas percentagens eleitorais da sua história, situando-se perto dos 28% do eleitorado.
Por contraste, e para um caso em que o PS conseguiu uma base eleitoral suficiente, para se posicionar como alternativa, como aconteceu nos Açores em 1996, o seu pior resultado de sempre verificou-se nas eleições de 1994, para o Parlamento Europeu.
Nessa altura, o PS-Açores quedou-se pelos 28% dos votos, mas não tinha qualquer representante seu na lista do PS e praticamente não participou na campanha eleitoral.
Entre este mínimo de 28% do PS-Açores, em 1994, e aquele máximo do PS-Madeira, em 2004, julgo que é fácil de deduzir onde se situa o patamar de um eleitorado para uma alternativa.

Mas esta segunda condição não se recebe, pelo menos inevitavelmente, como simples herança do acaso ou da história.
Pode construir-se, a partir da elaboração de uma alternativa para um eleitorado.
É o que poderá ser tema de próximas considerações sobre o assunto.
Esperemos que o sejam.

terça-feira, maio 08, 2007

O que fazer com esta vitória?

DN Online: O QUE FAREI COM ESTA VITÓRIA?


O QUE FAREI COM ESTA VITÓRIA?



DN Online: O QUE FAREI COM ESTA VITÓRIA?




É a única pergunta para a qual ninguém pode ajudar João Jardim a responder.
E este artigo de Mário Resende é bem a prova disto.
Prova e contraprova.
Porque escrito precisamente para alertar que:
João Jardim, "durante a campanha, ameaçou, aqui e ali, dar passos no sentido de um futuro que
só é equívoco para quem não estiver atento".
Mas, apesar desta afirmação,
nem o mais atento e arguto dos leitores de Mário Resende,
consegue descortinar
nem quais sejam esses passos
nem qual seja esse futuro.
Partindo do princípio que João Jardim se vai manter dentro do quadro legal existente,
só pode tomar iniciativas em dois domínios:
no domínio mediático e no domínio legal.
No domínio mediático, o máximo que pode fazer é continuar a diparatar contra os órgãos de soberania
e os seus representantes.
Não é nada que já não venha fazendo há muitos anos.
E estas eleições não lhe vieram dar
nem mais legitimidade
nem mais descaramento
para o continuar a fazer.
No domínio legal,
só descubro duas possibilidades:
Bombardear a Assembleia da República
com propostas sucessivas de alteração da Lei das Finanças das Regiões Autónomas
ou do Estatuto Político-Administrativo.
Ou ainda, inundá-la com outras iniciativas legislativas,
mais ou menos afrontosas da Constituição.
O que resultará daqui?
Depois de algum barulho mediático,
elas rolarem
para o poço sem fundo das gavetas das Comissões da Assembleia.
Ainda neste âmbito, pode descarregar sobre o Tribunal Constitucional,
repetidos e imaginosos pedidos de fiscalização da constitucionalidade das leis da República,
a começar pela das Finanças das Regiões.
E daí?
As gavetas do Tribunal Constitucional, para os pedidos de ficalizações sucessivas da constitucionalidade,
não são menos inesgotáveis do que as da Assembleia da República.
Resta-lhe esperar dois anos, abancado na sua nova maioria absoluta,
tal como já estava na anterior,
à espera que mude a maioria na Assembleia da República.
Tanto barulho, para tão pouco!
Uma sugestão:
Por que não tentar dar funcionamento efectivo a alguns dos mecanismos de consulta entre as Regiões e o Estado,
que, na vigência da anterior LFRA, pouco ou nada funcionaram?
Talvez seja uma forma mais eficaz de compensar a (reduzida) redução de verbas que sofreu com a actual versão da lei.
Mas também não deixaria de ser o cúmulo da ironia!

sábado, maio 05, 2007

Uma esquerda em renovação

Penso que vale a pena procurá-la,
na cola da batalha presidencial que se trava em França.
Quem se reveja neste campo
e nestas preocupações
tem tudo a ganhar
em ler este editorial
do novo director
do renovado "Liberation".
Une gauche renouvelée

Une gauche qui rassemble ceux qui croient qu’un autre monde est possible pour plus tard et ceux qui souhaitent, pour aujourd’hui, un monde meilleur, qu’ils soient d’une gauche radicale ou réformiste, cabrée dans ses refus ou bien ouverte au centre.
Pourquoi Ségolène Royal ?
Pas parce qu’elle est socialiste, mais parce qu’elle a su, avant tout, s’affranchir des pesanteurs de la vieille gauche pour ouvrir la brèche du renouveau.
Pas parce qu’elle est une femme, mais parce qu’elle est une femme libre.
On dit que ses chances sont minces.
Peut-être.
Mais l’élection n’est pas jouée avant que le peuple en ait décidé.
Nous y croyons.
Et, en cas d’échec, nous préférons être minoritaires en respectant notre idéal, plutôt que de l’affadir dans une neutralité sans âme.
A gauche donc, plus que jamais, sans exclure quiconque.
Au nom de notre passé, au nom de notre avenir.
Une gauche renouvelée

sexta-feira, maio 04, 2007

Afinal, É fácil, É barato e dá milhões

Não é isto mesmo que as pessoas ( e os governos ) querem?
Ou deviam querer?
Então, por que é que esperam?
Se o custo de fazer é menor que o custo de não fazer?
Se, hoje, tudo se tende a medir pela bitola do custo-benefício,
porque continuam a não-fazer?
Com elevadíssimo custo (para todos)
e sem benefício
(senão para alguns,
muito poucos,
embora sejam poucos
com muito
).
Controlar el cambio climático resulta posible y barato - Cadena SER


Controlar el cambio climático resulta posible y barato La ONU considera que mantener la temperatura en valores actuales supondría sólo gastar el 0,12% del PIB mundial 04-05-2007 AGENCIAS
Controlar el cambio climático resulta posible y barato - Cadena SER

quinta-feira, maio 03, 2007

É possível ganhar um debate, sem que o adversário o tenha perdido?

 

Technorati tags:

 

Acho que sim.
Se preenchidas algumas condições prévias.
Se o debate for na televisão.

Se o debate ocorrer dentro de uma campanha eleitoral.
Se as expectativas sobre o debate forem desequilibradas e um dos contendores tiver conseguido equilibrá-las.
Se um dos protagonistas do debate tiver de lutar, não só contra o adversário, mas contra estereótipos arreigados, como os de sexo, origem ou religião.
E se esta luta tiver sido ganha.
Se a atitude mantida durante o debate tiver sido a da determinação, persistência, convicções firmes, capacidade de luta, força para se impor ao aversário e para  o levar a reconhecer, explicitamente, ou a aceitar, implicitamente, falhas, erros ou imprecisões. 
Se o adversário tiver um legado político pouco coerente ou consequente com as posições que defende e isto conseguir ser posto em evidência.

Se as quase inevitáveis falhas ou imprecisões técnicas ocorridas durante o debate se revelarem  mais penalizadoras ou menos desculpáveis, para quem, por força das funções anteriormente exercidas, teria maior obrigação de evitá-las.

 

É certo que, este estendal de condições pode parecer excessivo em número e demasiado genérico, apenas  com o objectivo, consciente ou não, de esboçar um quadro muito concreto, para atribuir uma vitória, já previamente desejada ou mais ou menos preconceituosamente atribuída.
Tudo isto é possível.
Mas também é certo que é precisamente isto o que, realmente, penso do resultado do debate de ontem entre os dois "S" (Sarko-Sego) candidatos à Presidência de França.
Mal comparando embora, creio que Ségolène, ontem, se encontrava numa situação muito semelhante à de Mário Soares, nas últimas eleições presidenciais, em Portugal.
O seu maior inimigo não eram as suas ideias, méritos ou qualidades, no confronto com o seu adversário.
O principal inimigo a superar, eram os estereótipos correntes sobre alguém que já cumprira e conquistara o seu lugar  na história do país e, pela sua idade, devia aguardar apenas a entronização definitiva pelos historiadores e não, mais uma vez, forçar os eleitores a reconfirmarem tudo isso.
Só que Mário Soares nunca conseguiu essa superação.
Penso que, ontem, Ségolène Royal, pode ter dado um passo importante para esse objectivo.
Se chegará ou não, para lhe dar a vitória eleitoral, é outra questão.

A reacção de Bayrou, ao debate, e que dá título ao Le Monde, pode ser apresentada como uma confirmação possível do que fica dito.

quarta-feira, maio 02, 2007

Duelos em Maio

Tem sido esta a regra, em França, desde 1974.
É em Maio que os candidatos da 2ª volta das Presidenciais
jogam todos os seus trunfos nos écrans da televisão, perante 20/30 milhões de franceses.
Desta vez, será hoje mesmo.
Será um jogo decisivo para a França e para a Europa.
Pessoalmente, espero que o/a imprevisto/a vença o/a regra.