domingo, novembro 18, 2007

A 46 anos de distância

Foi com viva emoção que, ontem, 17-XI-2007, registei a coincidência de me encontrar a utilizar um texto de Coelho de Sousa para publicação no blogue Álamo Esguio, que venho mantendo, há cerca de três anos, e dedicado à sua memória e à publicação de textos da sua obra, uns já conhecidos, outros parcial ou totalmente inéditos, e me deparei com esta página, onde apenas constava uma data: 17-XI-961.
O mesmo dia, 46 anos passados!
Uma página inteira só para uma data!
No meio de um caderno de originais, em que as datas ou são esquecidas ou remetidas para um esconso canto da página!

É claro que há uma justificação banal e funcional para o facto.
Indicar que o poema da página seguinte devia ser incluído, a quando da sua utilização na rádio, no programa daquele dia 17 -XI-961, e não no programa de 3-XI-961, onde ele aparece escrito no caderno de originais.
Mas, ao reparar na coincidência de datas, achei que devia assinalá-la.
Mesmo continuando a considerar o facto uma mera coincidência
Sei que será algo de nulo significado para quem leia este "post", mas teve e tem para quem o escreve.
E os blogues servem, antes de mais,para isso mesmo.
Para registar,para os outros, aquilo que tem significado, em primeira mão, para quem o escreve.



Mas, para não me quedar apenas por este interesse meramente circunstancial e pessoal, de uma coincidência de datas, a 46 anos de distância, acrescento-lhe a transcrição de um dos poemas que Coelho de Sousa recitou naquele programa de 17-XI- 961 (As queixas dele..., noÁlamo Esguio




E tanto hei pregado e tanto ensinado
Tal qual semeador que lança à terra o grão...
Mas hei-de confessar que muito grão semeado
Tombou infelizmente em miserável chão.

Rochedos e espinhos trazem-no apagado
Como a virtude pura ao meio da paixão...
E as aves do céu que sobre ele tem baixado
Hão-de comer o mais que pouco deixarão.

E no entanto eu vim para que fosse geira
de messe loura e rica a terra toda inteira,
em que a semente-verbo fosse o vivo pão

Que alimentasse a vida, a alma, o coração,
A força no combate, e mais, sua vitória,
A eternidade, após a vida transitória.
dentro de dias) e que é um dos muitos possíveis resumos da sua vida de pastor e poeta, semeador da semente de ideias e palavras.

sábado, novembro 17, 2007

Afinal, Três MM (emes) não são "emes" (MM) a Mais.

Associação dos Maridos Mandados pela Mulher faz sucesso em MT
Entidade foi criada por amigos cansados de enfrentar cara feia após 'escapadas'. Em Diamantino, idéia teve apoio de programa de rádio.

Source: G1 > Brasil - NOTÍCIAS - Associação dos Maridos Mandados pela Mulher faz sucesso em MT

Brasileiro acha que sim.
Brasileiro acha que três "emes" não são demais.
E acrescenta mais um: O M de Mandamento.
De forma que, a associação de Diamantino tem, na verdade, 4 (quatro) "emes".
Associação dos Mandamentos dos Maridos Mandados pela Mulher.
Sim , porque os Mandamentos, escritos pelo homem (Com h, claro) e conferidos pela Mulher (com M, claro, Maiscúlo, claro)) para serem cumpridos pelo homem ( com h, claro) não são uma Minudência qualquer .
Outro M?
Não.
Ou melhor, sim.
Mas o outro M a acrescentar ainda, tem a ver com a importância dos Mandamentos.
É que, sem eles, esta nova situação de Maridos Mandados podia ser a simples substituição da tirania antiga do sexo forte, pela tirania nova do sexo fraco.
O que dá a garantia ao sexo forte, agora Mandado, de que não é assim, são exactamente os Mandamentos.
Por isto, é que eu acho, eu, que não sou brasileiro nem diamantino, nem mandante nem mandatário, mas acho que o nome da associação devia ter mais um M, o de Moderna.
Ficando, assim completa, no seu nome de:
Associação Moderna dos Mandamentos dos Maridos Mandados pela Mulher!
Mas, como a tendência destas associações, nos tempos que correm, é para crescerem e melhorarem, à cautela, convinha juntar-lhe mais dois MM, o de Maior e o de Melhor.
Resultado final.
Teriamos, então:
A Maior e Melhor Associação Moderna dos Mandamentos dos Maridos Mandados pelas Mulher.

Pensando bem, acabei por achar ainda algumas falhas na designação da singular associação.
É que a associação, tendo como perspectiva, a curto prazo, um destino universal, vai passar de associação a Multidão.
E pensando mais uma vez ainda, concluí que a função dos mandamentos deve ser reforçada, como instrumental que é, através de palavra própria. Mediante, por exemplo.
Teríamos, então, finalmente, e em definitivo:
A Maior e Melhor Multidão Moderna dos Maridos Mandados pela Mulher Mediante Mandamentos.
Resta-me acrescentar a primeira regra desta "Multidão": "Primeiro, os Mandamentos".
Em substituição do tradicional, "Primeiro, a mulher".

sexta-feira, novembro 16, 2007

O "lulismo" generalizado, a nova ameaça às democracias actuais ?

Y Lula se ‘comió’ a la oposición · ELPAÍS.com



Y Lula se ‘comió’ a la oposición · ELPAÍS.com



La oposición podría presentar como alternativa, dicen los
politólogos, una democracia parlamentaria, sin resquicios para
los golpes de efecto populistas, con instituciones sólidas, con
partidos fieles a sus ideologías, con poderes independientes y
bien definidos, y con una lucha sin cuartel a la corrupción y a
la violencia. Y alertan de que un país sin oposición
puede a largo plazo crear mayores riesgos que una dictadura, ya que se
desvanecen los estímulos para luchar para cambiar la
situación.



A verdade é que, a situação de oposições que não se conseguem firmar como alternativa, parece tender a generalizar-se, pelo menos, nos nossos universos políticos mais próximos.
Para já não falarmos no caso extremo da Madeira que, penso, estar mais perto do modelo venezuelano de Hugo Chavez, do que do modelo brasileiro de Lula, podemos identificar várias situações de deliquescência e anomia, aparentemente irreversível, de oposições, sem perspectivas imediatas de regresso ao poder.
En França, o sarkosismo nascente, mas que parece a caminho de romper com os equilíbrios do semi-presidencialismo do gaulismo da V República, para se impor como hegemónico durante vários anos e mandatos.
De qualquer forma, a oposição de esquerda parece tardar em reencontrar-se e a de direita está em risco de se desagregar por completo em guerras de sucessão e na reconquista de espaço político.
Em Inglaterra, o blairismo vitorioso está a ponto, até, de conseguir resolver o problema mais difícil nestas situações, que é o da sucessão. E que parece não estar resolvido, apenas por alguns erros, mais de estratégia mediática do que de estratégia política, de Gordon Brown.
Na península ibérica, em Espanha, tudo parece jogar a favor de Zapatero e do seu "zapaterismo" que vai conseguindo, em simultâneo, manter a unidade mínima interna partidária para governar e superar os obstáculos dos nacionalismos e federalismos regionais mais exacerbados da "Espanha Invertebrada".
Em Portugal, o resultado do último Congresso do PSD, oferecendo a Sócrates, na mesma bandeja, a cabeça de Santana Lopes e de Luís Filipe Meneses, não podia ser mais propício a um reinado prolongado do "socratismo".
Na Alemanha, as "grandes coligações", com os dois maiores partidos desempenhando, ao mesmo tempo, as funções de poder e oposição, também parecem ter encontrado o "abre-te sésamo" para uma prolongada permanência no poder, não apenas sem alternativa, mas também sem alternância previsível.
E nos Açores?
Valerá sequer a pena fazer a pergunta e colocar a questão?
Ainda, ontem à noite, num programa da RTP-Açores, depois de os técnicos de "clínica geral política" se esmifrarem em receitas sobre o que o novo-velhíssimo líder do PSD, Costa Neves, devia e tinha de fazer, para conseguir arrastar a sua cruz até ao calvário das eleições de 2008, um deles punha o dedo na ferida.
Acabava por dizer, embora por outras palavras, que o povo dos Açores e a sociedade açoriana ainda não queriam mudar.
E é isto mesmo que falta.
Ou parece que virá a faltar em 2008, como já faltou em 2000 e 2004.
Apesar de o PSD, em ambos os casos, se ter auto convencido e auto intoxicado com uma pretensa hora de "mudança de ciclo".
Aspiração de mudança que estava, manifestamente, presente, em 1996, quando Mota Amaral, por isto mesmo, fugiu ao confronto eleitoral.
Além disso, no caso dos Açores, e de 1996, no passado, e 2008, no futuro, constata-se também outra coincidência que, em 1996, teve importância decisiva no sentido da mudança, e que, em 2008, a pode vir a ter no sentido da continuidade.
A força política no poder em Lisboa e a sua imagem na altura das eleições regionais.
À distância, o que se pode antecipar é que, por pior que seja, não deverá ser favorável ao anémico PSD-Açores e ao seu inflado líder, doentiamente inflado, pela idade política e pelo vazio (absoluto) de ideias.





quinta-feira, novembro 15, 2007

A palavra de rei...



A palavra de rei não se volta as costas.

Mas, agora, qualquer um, mesmo sem ser rei, nem um qualquer venezuelano Hugo, já pode levar às costas palavra de rei.

E repetir,
soberanamente,
regiamente,
majestaticamente,
imperialmente,


Por qué no?
a cada "hugo" da sua vida.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Gastar, Gastar à grande e à... João Jardim

A proposta de orçamento foi ontem entregue ao parlamento regional, no momento em que o plenário aprovava, com os votos a favor do PSD e contra da oposição, o orçamento da assembleia, que mantém um custo global de 16,2 milhões de euros, apesar de ter reduzido o número de deputados de 68 para 47. Tal alteração deveria corresponder a uma poupança de três milhões de euros, sendo um milhão nos vencimentos dos deputados e dois milhões nas subvenções atribuídas aos grupos parlamentares em função do número de deputados.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

Gastar. Gastar mais. Sempre mais.

É a grande e primeira regra do jardinismo.
Em que se resumem todas as outras.
Há menos verbas do Orçamento de Estado para a Região?
Não interessa. Tem de se manter o nível dos gastos.
Há menos verbas da União Europeia ?
Não interessa. Tem de se manter o nível de todas as despesas.
A lei das Finanças das Regiões Autónomas é mais rigorosa quanto ao endividamento?
Não interessa. Há de continuar o mesmo ritmo de sempre no endividamento.
Ou até aumentá-lo.
Há menos deputados na Assembleia?
Menos 15 do que no passado.
Não interessa.
Não interessa nem sequer saber porquê nem para quê.
Interessa é manter a regra de ouro do jardinismo.
Gastar.Gastar mais. Sempre mais.

É a social democracia do desperdício.
Ou o desperdício da social democracia.
É a autonomia do bodo permanente.
A insularidade da fartura.
O ilhéu da obesidade orçamental crónica.

terça-feira, novembro 13, 2007

"La movida" em Paris para Novembro



O calendário parece muito completo.
Os temas aliciantes.
O elenco é de renome.
Os antecedentes históricos são mundialmente reconhecidos.
Há um gaulismo sarkozista (ou será um sarkozismo gaulista?) a querer fazer o grande teste da sua força real.
Além disso, Sarkozy apostou em fazer o seu ajuste de contas pessoal com o que diz restar do "Maio de 68".
Em resumo, Novembro 2007 promete grandes espectáculos de rua.
Em Paris.
Poucas estreias, provavelmente.
Muitas "reprises", seguramente.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Um aviso ou uma sugestão?





O símbolo vem-nos da Coreia do Sul.
Será um sugestão para os homens?
Um aviso para as mulheres ?
Foi algo que não consegui esclarecer.
Provavelmente, por causa da distância geográfica, cultural e linguística a que me encontro da Coreia.
Ou, pelo contrário, a minha pergunta significa apenas que, afinal, somos todos um pouco mais ...coreanos do que aquilo que gostaríamos de admitir, apesar da geografia, da cultura e da língua?

sexta-feira, novembro 02, 2007

Azares suecos com as ministras suecas

La ‘número dos’ del Gobierno sueco dimite tras ser sorprendida en estado de embriaguez · ELPAÍS.com


La ‘número dos’ del Gobierno sueco dimite tras ser sorprendida en estado de embriaguez · ELPAÍS.com



En apenas un año en el poder, el Gobierno sueco de
centro-derecha ha vivido varios escándalos políticos, que
han llevado a la dimisión de tres ministros. Las titulares de
Comercio, Maria Borelius, y Cultura, Cecilia Stegö Chilò,
dejaron el cargo unas semanas después de asumirlo por
irregularidades en su economía privada

quinta-feira, novembro 01, 2007

Milhares de anos de prisão simbólica,contra centenas de crimes de mortes reais



São os símbolos possíveis à limitada e imperfeita justiça humana.
Aliás, pensando bem, a velha lei de talião, "do olho por olho e dente por dente" também não passava de um símbolo.
Tu mataste.
Tu serás morto.
O que tenta senão repor, através do símbolo de um acto da mesma natureza, a perda irreparável e irrecuperável de uma vida?
Parece que tem de aceitar-se como consequência, que, quanto mais monstruoso e gigantescamente desumano for o crime, como são todos os crimes de terrorismo de massas, como os do 11 de Setembro e 11 de Março, cada vez mais do domínio do simbólico têm de ser as suas penas.

domingo, outubro 28, 2007

Esperar a morte ou fingir a vida?



A sociedade, os gover­nos ou o raio que os partisse até tinham inventado uns quantos programas a pensar nos velhos.
Centros de dia, por exemplo, velhinhas fazendo flores de papel e velhos fabricando apitos. Cantando juntaram-se os dois à esquina, a tocar a concertina.
Ou universida­des de terceira idade, estava boa essa, universidades para velhos que aprendiam por exemplo a distinguir o estilo gótico do românico, e quando já sabiam enter­ravam-nos. Ou aprendiam alemão, que tinha três arti­gos, der, die, das. Engasgavam-se no der, tropeçavam
no die e quando chegavam ao das estatelavam-se dentro do caixão e ficavam arrumados.
Era no que davam essas coisas de terceira idade.
Universidades para eles? Não valia a pena fingir. Para eles o que havia eram lares, infantários de terceira idade, com fraldas e babe­tes. E açoites no rabo, também, segundo alguns. Ora porra. Portanto não o lixassem com essas aldrabices
de universidades e o raio.
Ser velho era esperar a morte. Era preciso enca­rar isso. Ali estava ele portanto, sentado à espera dela. Que um dia bateria à porta, ou entraria, de repente, sem bater.


Foi este texto de Teolinda Gersão que, ontem, me ocorreu, quando assisti a uma reportagem da televisão, sobre uma, porventura generosa, mas sem dúvida bizarra, iniciativa camarária, de proporcionar aos "velhinhos" lá da terra umas experiências radicalmente jovens de saltos em pára-quedas e complementares acrobacias aeronáuticas.
Felizmente, entre prolongar a vida, caindo-lhe em cima de pára-quedas, e ser enterrado em estilo romano-gótico, há alternativas.
Talvez, nem sempre fáceis de descobrir.
É questão de não desistir de procurar.
Mesmo que, nesta busca, se esgote o resto dos dias que restam.


quarta-feira, outubro 24, 2007

Os grandes problemas destes pequenos alpinistas da política são exactamente estes: A obsessão pelos ajustes de contas pelos lugares (cargos) perdidos,

e até já julgados pelo povo (caso de Santana Lopes), mas cujos processos, como litigantes de má-fé, eles estão sempre prontos a reabrir, e a obsessão pelos lugares (cargos) a que, ainda, podem aspirar, nem que seja como hipótese mais imaginária que real.
Mas não será mesmo, apenas e totalmente, num mundo mais imaginário que real, que eles se movimentam e jogam! Que está mesmo para além do virtual "second life."


Rui Gomes da Silva, o homem que sempre esteve com Santana e agora regressa, com Luís Filipe Menezes, ao lugar de vice-presidente do partido, não é explícito, mas deixa perceber o essencial quando diz: Estou absolutamente convicto de que Menezes vai ser primeiro-ministro. Quanto a Santana Lopes, já foi presidente de Câmara, líder do PSD e primeiro-ministro. Mas ainda tem dois cargos que pode ocupar na estrutura do Estado. Um é o de Presidente da República, o outro o de Presidente do Parlamento, lugar que ficaria vago se o PS perdesse em 2009 ou se, ganhando sem maioria absoluta, acabasse por cair.

Source: e-xpresso

terça-feira, outubro 23, 2007

Os nomes dos heróis... todos

Este é um tipo de texto dificíili...íssimo de encontrar na imprensa portuguesa.

Um texto que fale de heróis vivos.
De heróis vivos, por méritos adquiridos em acções e acontecimentos ocorridos na véspera.

De heróis vivos, que, depois da vitória, regressam, normalmente, às suas tarefas de todos os dias, sem esperar pelas coroas de louros.

De heróis vivos... num país que só gosta de reconhecer e homenagear, principalmente nestes domínios da política e da diplomacia, heróis... mortos, sobretudo, se enterrados e desenterrados várias vezes pelos ventos da história.

De heróis vivos de duas classes de portugueses - os políticos e os diplomatas - que metade dos seus concidadãos considera medíocre e incompetente, a primeira delas, e parasitária e inútil, a segunda.

Um texto que, muito poucos dos actuais jornalistas dos nossos auto-designados jornais de referência se atreveria a escrever, com receio dos preconceitos do jornalista do lado, ou dos humores do patrão de " cima".
Por isto mesmo, o texto é escrito por alguém que conhece as exigências e os meandros da diplomacia e da política e não costuma preocupar-se com o que os "outros" pensam ou repetam.
E não, por um jornalista.

O seu nome também mecere ser acrescentado a esta lista: Diogo Freitas do Amaral.
Por este escrito e por muitas outras razões.

A vitória da presidência portuguesa, reforçada mais ainda por ter sido obtida em Lisboa, tem um nome e tem um rosto - o do primeiro-ministro, eng. José Sócrates. Foi ele que, mais de um ano antes, tomou as necessárias (e por vezes difíceis) decisões preparatórias; foi ele que superintendeu activamente na actuação de todos os ministros do seu Governo antes e durante a presidência; foi ele que contribuiu decisivamente (em termos que não devem ser revelados por enquanto) para o êxito do último Conselho Europeu da presidência alemã, em Junho deste ano; foi ele que, com determinação e simpatia, conseguiu convencer os presidentes ou primeiros-ministros mais recalcitrantes; foi ele que coordenou a intervenção coadjuvante, mas preciosa, de Sarkozy, Merkel e Brown junto dos restantes países; e foi ele, enfim, que durante a cimeira, em Lisboa, pela noite fora, definiu onde era possível ceder e onde era preciso dizer não. Arriscou muito; e, portanto, ganhou muito. Já era um grande primeiro-ministro cá dentro; passou a sê-lo também lá fora. Mas, como toda a gente compreende, um processo destes é um trabalho colectivo. Três nomes foram já, muito justamente, elogiados em público: o do dr. Durão Barroso, como presidente da Comissão Europeia; o do dr. Luís Amado, como ministro dos Negócios Estrangeiros; e o do dr. Manuel Lobo Antunes, como secretário de Estado dos Assuntos Europeus. Há, porém, mais alguns nomes que entendo não deverem ser esquecidos: o do anterior secretário de Estado Fernando Neves, que orientou muito bem todos os trabalhos preparatórios da presidência portuguesa em 2005-2006; o do dr. Nuno Brito, diplomata de grandes méritos, que é desde 2005 o director-geral dos Assuntos Comunitários, em Lisboa; o do excelente embaixador de Portugal, junto da União Europeia, Álvaro Mendonça e Moura, que foi, antes e durante a presidência portuguesa, the right man in the right place; e, por último, os de todos quantos - no ministério, em Bruxelas, nas capitais dos países membros e na missão especial criada para apoio à presidência portuguesa, coordenada pelo dr. Jaime Leitão, também diplomata de carreira - contribuíram empenhadamente para o êxito de Portugal. Todos estão de parabéns.

Source: DN Online: O NOVO TRATADO EUROPEU: TRIPLA VITÓRIA

sábado, outubro 20, 2007

Maragall igual si próprio! Sempre!

Sempre pronto a jogar nos limites do possível.
Sempre apostado em os superar.
Na política e na vida.
Força Pascual!
Força Maragall!



Pascual Maragall anuncia que tiene Alzheimer en CADENASER.com



Pascual Maragall anuncia que tiene Alzheimer en CADENASER.com


Pascual Maragall anuncia que tiene Alzheimer


El ex presidente de la Generalitat de Cataluña y ex líder del PSC, Pasqual Maragall, ha anunciado hoy públicamente que sufre Alzheimer "desde hace unos meses". Maragall lo ha explicado en las puertas del Hospital de Sant Pau tras visitar la Unidad de Memoria y el Laboratorio de Investigación de Alzheimer del servicio de Neurología del centro barcelonés."En ningún sitio está escrito que la enfermedad sea invencible", ha dicho.

O Fado, o Tejo e o Desespero

Foi a cor e a visão ultra romântica que os suiços encontraram para enquadrar o desenlace do folhetim do casal sarkozy.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Ni Putes ni Soumises

Actualité, L’octobre noir de Sarkozy



Actualité,


L’octobre noir de Sarkozy



L’heure des ruptures
L’octobre noir de Sarkozy
La présidence de l’actualité heureuse est terminée. Dans un climat social déjà tendu, le coup le plus sévère pour Sarkozy est aussi le plus intime. Carole Barjon dévoile les étapes de la séparation d’un couple qui, sous l’oeil des médias, aura toujours tout mélangé, passion et ambition, vie privée et vie publique






Não sei se Cecilia pertence ao não à associação feminista "Ni putes ni soumises," fundada pela actual membro do governo de Sarkozy, Fadela Amara.
Nem sei, em que percentagem, na sua vida real, ela se aproximou da concretização do lema da associação.
O que parece evidente, é que o casal Sarkozy conseguiu levar até ao limite da perfeição, em termos de gestão política e de imagem, o seu "affaire" conjugal. O texto para que acima se remete é bem ilustrativo deste tipo de gestão ao longo da vida do casal.
Podiamos comparar esta façanha com a ruptura do Mourinho com o Chelsea.
O domínio é completamente diferente, os efeitos pessoais de ambas as rupturas também, mas o modelo de gestão mediática é claramente semelhante.
Com uma pequena diferença.
Neste último caso, ela desenrola-se ainda dentro dos limites do modelo do herói e do vilão.
Um dos intervenientes faz o papel de mau. O nababo russo presidente do Chelsea.
O outro, o papel de mágico com expedientes inesgotáveis.
Podiamos comparar ainda este caso dos "sarkozy", com o caso, perfeitamente paralelo, do par Ségolène Royal e François Hollande, casal de relevo semelhante ao dos "sarkozy" na vida política francesa.
Ela candidata que foi às eleições presidenciais francesas deste ano.
Ele Secretário Geral que foi, e é, do PS francês.
A gestão mediática da sua separação foi absolutamente desastrada.
Ambos sairam do desenlace dos acontecimentos, com a imagem de pessoas agastadas, infelizes e destroçadas pelos factos. Que é o que, na realidade, quase sempre acontece.
Mas, na nossa sociedade-espectáculo o que fica é a imagem dos factos e não os factos.
E a imagem que, ontem, se podia colher de ambos os personagens da separação dos "sarkózy" era a de que nenhum deles parecia, nem ao de leve, afectado pelos acontecimentos que envolveram, de facto, o homem-Sarkózy mais que o político- Sarkózy, e a mulher- Cecília, mais que a eventual perfeita "ni putes ni soumises" que Cecília o seja.







quinta-feira, outubro 18, 2007

Informal, mas vital

Diário Digital


Diário Digital



Image-0437


Que aquilo que começa como Cimeira Informal
venha a terminar como a CIMEIRA VITAL,
encerrando e ultrapassando os anos de impasse e atrofia,
em que o projecto europeu se tem vindo a arrastar.


O Presidente vai cumprir a ordem de João Jardim?


Sobre as declarações que ele não deve fazer na Madeira.
Jardim é terminante. "Não faça declarações dessas na Madeira."
Aceitam-se apostas.
A minha aposta é que, ele, o Sr. Presidente da República vai repetir aquilo que já vem fazendo há muito.
"Comer e calar" perante todas as "jardinadas" bolsadas da Madeira.
Como tem feito, com uma cumplicidade lamentável, em todos os casos das "jardinices" mais recentes, como a recusa em cumprir a lei do aborto, a lei de finanças regionais, etc. etc.
Entretanto, vai aproveitando situações espúrias como as "Uniões de Facto" para que César se deixou embarrilar por Alberto João, para vir deixar, nos Açores, os recados que Alberto João lhe proíbe na Madeira!





http://jornal.publico.clix.pt/Default.asp?





segunda-feira, outubro 15, 2007

Estranha forma de (não) "liderar" um Congresso

Para um líder recém-eleito por sólida maioria em eleições directas, a prova do congresso ou é uma confirmação institucional clara dessa liderança ou é um fracasso.
Ou não é uma coisa nem outra.
E é um fracasso.
De qualquer forma, muito dificilmente poderá ser mais um caso a confirmar a tradição teatral de que um mau ensaio geral é prenúncio de uma boa estreia.
Este tipo de Congresso só pode servir para a consagração, institucional, orgânica, aparelhística se quiserem, do poder do líder.
Não para a diminuição ou divisão do poder com outros.
É claro que é também o momento da partilha orgânica do poder, a partir do vértice da pirâmide já encontrado, mas não para transformar o vértice da pirâmide, em simples peanha para a entronização de outros pequenos líderes secundários.
Na realidade, nada do que aconteceu no Congresso de Torres Vedras me pareceu de bom augúrio para o principal interessado, Luís Filipe Meneses.
Principalmente por culpa dele próprio.
Por sofreguidão de estreante.
Ele confirmou que as pernas lhe tremiam, quando se aprestava para o seu primeiro discurso de encerramento, mas não foi aí que o prestígio institucional da sua liderança, mais "tremida" e diminuída saíu.
Quando ele iniciou o Congresso, já levava a pena de morte institucional, suspensa da decisão sobre o centro de gravidade mediático do congresso que a comunicação social, inevitavelmente, sempre cria, em todos os congressos, e de modo particular nos do PSD que ela, comunicação social, sobretudo a televisa, dogmaticamente, decidiu que são, por definição, mediáticos.
Aos partidos em Congresso, só resta tentar aproximar esse centro mediático daquele centro que interessa ao partido.
Segundo os tropismos mais primários do monstro mediático, já se sabe o "petisco" que ele mais aprecia. O único de que se consegue mesmo alimentar.
É sempre o mesmo: o "petisco" dos problemas não resolvidos.
Pode ser apenas um, por contraposição a milhentos de outros, porventura, já resolvidos. Mas será, necessariamente, neste, em que ela centrará as sua atenções.
E qual era esse problema, no Congresso de ontem?
A liderança do Grupo Parlamentar.
Para cúmulo, todas as pistas deixadas pelo líder apontavam para a mesma pessoa, sem que ele o assumisse claramente como a sua opção, matando, no ovo, a mórbida tentação mediática.
Resultado: o problema não resolvido de Santana Lopes tornou-se no tema central e no centro de gravidade medíática do Congresso.
Não contente com isso, Meneses, em vez de fazer o que todos os líderes fazem, que é dirigir os trabalhos, em coordenação com a Mesa, fazendo avançar as intervenções de acordo com o seu impacto medíático previsível, procurou dirigi-lo do palco, num impulso irresístivel e desesperado para tentar recuperar o único "notável- baronete" do PSD, que não pudera evitar o Congresso, por não se poder furtar a dirigir a mesa.
O repto publico do líder a Manuela Ferreira Leite só podia ter um efeito inevitável: Criar mais um outro centro de gravidade, agora dentro do próprio Congresso, e transformar o líder em humilde suplicante. Tributário rejeitado de uma pessoa e das suas ideias. Nem mesmo pensando como o líder, Manuela quer estar, politicamente, comprometida com ele.

Quanto ao discurso de encerramento, foi um óptimo discurso de Congresso, mas teve o mesmo defeito da preocupação dominante das listas.
Para as listas dos órgãos do PSD, o critério prevalecente não pareceu ser um qualquer critério político de renovação, competência ou adequação geográfica ou estratégica que se esperaria, mas o critério arqueológico de recuperação de todos os fantasmas políticos do PSD, desde a mais remota origem, vivos ou mortos, com longo ou curto passado, pessoal político ou partidário.
O discurso obedeceu a idêntica preocupação de tocar em tudo e para todos.Foi muito enciclopédico, mas pouco definidor. Muito abrangente, mas pouco clarificador. Muito de plateia e muito pouco de gabinete de estudos. Foi muito um pontapé de saida simbólico e muito pouco a primeira jogada do início de um verdadeiro desafio.
Resta-me uma pergunta de açoriano?
Com este líder estará o PSD português condenado a repetir o percurso do PSD-Açores? Cada vez mais, um partido para dividir com outro, o PS nomeadamente, os dois níveis de poder do país? Para ele, o poder autárquico. Para o outro, de momento o PS, o poder nacional?
Para um líder que acha que o PS detesta as autarquias e odeia as regiãos, poderia ser um forçado tratado de "tordesilhas,"mas pode ser também, uma consoladora ou paliativa compensação.

quinta-feira, outubro 11, 2007

Uma mão cheia de derrotas

Acho que não se pode resumir de outra forma o resultado final da operação "jardim+cavaco" que César iniciou na Madeira com a badalada "União de Facto" e terminou nos Açores com o "veto" presidencial de "mais e melhores políticas e não de mais e maiores poderes".

O que é mais curioso ou irónico é que Cavaco respondeu a Carlos César, quase com as mesmas palavras e posições com que Carlos César e o PS iniciaram a sua caminhada da "Nova Autonomia," na década de 90 e a que se tinham, ambos, mantido fiéis, (salvo compreensíveis inflexões tácticas de circunstância) até às propostas iniciais do PS-Açores para a revisão Constitucional de 2004.
Lembremos só, num esforço breve de revisão histórica, que César fez discursos repetidos, entrevistas sucessivas e campanhas eleitorais continuadas, afirmando que os problemas da autonomia não se centravam na necessidade de mais poderes, nem o seu destino ou interesse para os açorianos tinham a mais remota relação com querelas como as que, sistematicamente, o PSD mantinha sobre, por exemplo, o Ministro da República.
Curiosamente ou nem tanto, o PS-Açores deixou-se envolver, (ou até as suscitou), pela segunda vez, em tempos mais recentes, em querelas protocolares e estatutárias relacionadas com a figura do Representante da República.

Para além disso, o PS-Açores, sempre contrapôs a sua concepção de autonomia, orientada para a clarificação e delimitação, o mais rigorosa e cincunscrita possível, entre os poderes das Autonomias e os da República, por contraste com o PSD-Açores, protagonista-mór de uma concepção de autonomia baseada em conceitos genéricos, abstractos e imprecisos, que se evitavam definir, concretizar e delimitar, ao arrepio do que, explicitamente, previa a Constituição, para se poder continuar a manter em aberto o horizonte de uma autonomia, que Mota Amaral costumava resumir no mote: "A Região é o Estado aqui".
Foi precisamente esta omissão das instâncias políticas, regionais e nacionais, que o Tribunal Constitucional se apressou a preencher e continuará a fazer ressurgir, inevitavelmente, enquanto, manietados por essa velha concepção de autonomia que recusa a auto-limitação, rigorosa mas revitalizadora, em nome de um vago, inconsequente e contínuo aprofundamento ou alargamento, que serve de alimento a todas as revisões constitucionais e estatutárias, para, logo de seguida, se esboroar, a cada novo confronto concreto com o Tribunal Constitucional.
Reconheçamos que, aquilo que, na verdade, acontece, como é timbre, aliás, da bem característica mentalidade portuguesa, é que ninguém tem autêntica vontade política de romper com este círculo vicioso.
Nem os autonomistas, nos Açores, com receio de serem acusados de tomarem a iniciativa de limitar a autonomia, nem os centralistas de todas as cores, porque sabem que qualquer "perda", real ou aparente, nos textos políticos aprovados pela Assembleia da República será, rapidamente, recuperada pelo Tribunal Constitucional.
Fiquemos-nos, por agora, por esta grande derrota de fundo de Carlos César, deixando para próxima oportunidade as muitas outras derrotas, formais e de circunstância, que, na minha modestíssima e pessoal opinião, transformaram esta campanha de César, iniciada, na Madeira em má companhia e terminada, nos Açores, com uma mão cheia de fracassos.

Este fracasso maior já foi sublinhado por alguém, que comparou a actual atitude de Cavaco para com César, à atitude de Mário Soares para com Mota Amaral, quando lhe recomendou a substituição da sua equívoca"autonomia progressiva" por uma saudável "autonomia tranquila".
Não sei se se poderá dizer, com inteiro rigor, que, neste caso, Cavaco "vestiu" a pele de Soares. Não tenho é grandes dúvidas que Carlos César nesta, (inesperada?) comédia de equívocos, conseguiu "vestir", de uma só vez, a "pele" de Mota Amaral e a de João Jardim.

terça-feira, outubro 09, 2007

Um aceno muito especial para esta famíla. Agora que o seu chefe jaz morto e arrefece e os restantes estão a contas com a justiça chilena.

Um aceno muito especial de muita especial antipatia.
Confesso não ser um grande adepto das velhas maldições que duram até à quinta geração, mas não me repugna nada abrir uma que outra excepção.
Acabo de abrir uma, agora.


sábado, outubro 06, 2007

O grande confronto em Portugal

Quando as grandes opções da esquerda francesa passaram por Portugal.


A perspectiva de Jean Daniel.


Carnets d’actualité




Ensuite, cela a été la grande épreuve du Portugal.
Les uns n’avaient d’yeux que pour le vieil et noble
communiste Alvaro Cunhal. Les gauchistes avaient un faible pour Otello
de Carvalho qui inspire à BHL des accents lyriques. Le leader
social-démocrate Mario Soares dira plus tard que sans le soutien
du « Nouvel Observateur », une partie des socialistes
français, et donc de l’Internationale socialiste,
s’apprêtaient à livrer le Portugal aux communistes.
Kissinger s’y était déjà
résigné.
BHL n’en dit rien.



Carnets d’actualité



sexta-feira, outubro 05, 2007

Costa Neves, mais longe e diferente de João Jardim do que seria necessário e útil ao PSD-Açores. Carlos César, mais semelhante e perto de João Jardim do que seria vantajoso e desejável, à imagem continental da autonomia dos Açores.

É evidente que me refiro, neste título, aos ecos nos OCS do continente, da actuação de um e outro, em níveis e âmbitos diferentes.
Costa Neves, no nível e âmbito partidário, no decurso das peripécias e do resultado das eleições directas do líder do PSD.
Carlos César, nas declarações prestadas e exploradas pelos OCS do continente na sua deslocação à Madeira, no âmbito da reunião das RUP.
Por hoje, falemos só de Costa Neves.
Muitos se recordarão que, na burocrática e "vexata" questão do pagamento das quotas dos militantes do PSD, Açores e Madeira partiam em situação semelhante: com divergências astronómicas entre o número de militantes-votantes apresentados pelas duas candidaturas. Creio mesmo que a situação da Madeira foi a primeira a surgir na comunicação social e, por isso, eu próprio me ter feito eco dela nesta entrada.
O que é certo é que, provávelmente, ninguém se recordará de como é que a questão foi resolvida na Madeira. Eu, pelo menos não me recordo. De qualquer maneira, foi resolvida "à João Jardim".
Como não era assunto que desse boa publicidade e imagem, foi resolvido discretamente, com um qualquer compromisso de bastidores ou mesmo com ordens expressas nesse sentido.
Com Costa Neves, ao contrário, foi resolvido de forma a fazer ressaltar aos olhos da opinião pública as maiores maleitas políticas que, desde sempre, caracterizam a prática pseudo autonomista do PSD-Açores, em termos partidários e de Região.
Incapaz de formular, (ou de impor a formulação) da sua verdadeira concepção da autonomia regional e, agora, partidária, ao nível dos textos legislativos (constitucionais e estatutários, no caso da Região e estatutários, no presente caso do partido), mas agindo na prática e procurando transmitir a falsa imagem de uma cobertura legislativa que, de facto, não existe.
Trata-se de uma autonomia em descarado e macaqueado "trompe l'oeil" que , há demasiados anos, vem prejudicando e dificultando o caminho para a superação dos impasses, em que a autonomia regional, revisão após revisão constitucional e revisão após revisão estatutária, se tem visto enredada (inextrincavelmente enredada).
Costa Neves, em todo este imbróglio da quotas nos Açores, tudo o que conseguiu foi mostrar que o PSD-Açores não sabe ser autonomista onde devia sê-lo, nos Estatutos Regionais do Partido que estabelecem o princípio do pagamento de quotas por todos os militantes, e finge ser autonomista naquilo que, em democracia, não pode sê-lo, defendendo uma prática anti-estatutária.

terça-feira, outubro 02, 2007

Uma viagem até à Birmânia, com monges na rua e militares que deviam mandar nos quarteis, mas mandam é nas ruas, só nos pode fazer bem.


E por que não Mota Amaral recomeçar tudo de novo?

Por outras palavras, porquê Mota Amaral não fazer aquilo que, há já muitos anos, se dizia, como anedota verosímil, nos tempos do receio do holocausto nuclear nas crises "quentes" da guerra fria?

Depois da auto-destruição de todo o género humano, disse o macaco para a macaca, únicos sobreviventes do "dilúvio" nuclear:

"Lá vamos ter que começar tudo de novo"!

Acho mesmo que Mota Amaral devia começar pela liderança parlamentar do PSD no continente, como preparação para voltar à liderança do PSD-Açores.

Num partido que, cá como lá, parece ter perdido as referências do próprio passado e a orientação acertada para o futuro, só lhe resta recorrer a alguém que se disponha a "arregaçar as mangas" para novas "arrancadas".

Recordo que as promessas de novas "arrancadas" eram recorrentes nos discursos de Mota Amaral, nos seus anos de governação açoriana, embora sempre sem grandes efeitos práticos.

Tente, agora, aquilo que, então, lhe terá faltado!

Mota Amaral O nome do ex-presidente da Assembleia da República e do Governo Regional dos Açores anda nas bocas de alguns apoiantes de Menezes como uma das hipóteses a ter em conta. Figura respeitada dentro e fora do partido, Mota Amaral permitiria disfarçar o estilo populista que Menezes pode dar ao PSD. É um bom orador, tem humor, mas um estilo reservado - seria o oposto de Santana Lopes - que poderia deixar a imagem de algum cinzentismo à bancada "laranja". O facto de ter sido apoiante de Marques Mendes, ainda que discreto, permitiria a Menezes levantar a bandeira da unidade partidária, que salientou no seu discurso de vitória, e passar a ideia que não iria haver vinganças pós-eleitorais. O problema, e não é pequeno, é que o estilo e as ideias de Mota Amaral não casam em nada com o de Menezes e, a existir um convite, dificilmente ele seria aceite por Amaral. "O cargo requer energias que neste momento não estão ao meu alcance", disse ontem ao PÚBLICO.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

terça-feira, setembro 25, 2007

O Presidente do Conselho encarregado de fiscalizar a aplicação da lei, para que precisa de conhecer a lei?

Já a questão dos Açores é diferente:
à luz das regras internas e da história do partido, a
região goza de isenção de quotas para votar,
afirma o Presidente do Conselho de Jurisdição do PSD.


Estatutos do


PSD Açores - Partido Social Democrata dos Açores





Artigo 7°
(Direitos dos Militantes)


3. O exercício dos direitos de eleger e de ser eleito depende do pagamento actualizado das quotas, nos termos de Regulamento aprovado pelo Conselho Regional.


Artigo 8°
(Deveres dos Militantes)


c) Contribuir para as despesas do Partido através do regular pagamento das quotizações;



segunda-feira, setembro 24, 2007

A segunda vez como caricatura da primeira



A grande aposta do PSD, nas eleições directas para a liderança, que ora decorrem em 2007, era conseguir, com estes dois candidatos MM (Mendes e Meneses), para o partido e para a dinâmica política geral do país, o quase milagre da multiplicação da dinamização interna e do interesse da sociedade, que os candidatos AS( Alegre e Sócrates) conseguiram, para o PS, nas directas de 2004.
Seria o sonho da ante-câmara do poder, obtido na sombra e no rasto do sucesso do adversário.
Mas o que se sonhava repetição saiu caricatura.
E, dificilmente, poderia ser de outra maneira.
As chamadas eleições directas dos líderes, sempre muito reclamadas e propagandeadas como panaceia para vários males dos partidos e do sistema partidário, também podem transformar-se em mais um factor da sua degradação.
Tudo depende dos candidatos em confronto.
Toda a gente tem de reconhecer que os actuais dois candidatos do PSD estão a léguas, como personalidades e características de liderança, de Alegre e de Sócrates.
Por isso mesmo, só os podiam repetir como caricatura.
Por isso mesmo, tudo aquilo em que tocam, estragam.
Debates, ideias, métodos, questões internas, questões nacionais, passado pessoal e partidário, futuro partidário e nacional, etc., etc. etc.; tudo estragado pelo imbecil campeonato "de quem é mais incoerente e há mais tempo", com que os dois contendores tem entretido um país entediado e distante dessas bizantinas questiúnculas.
É que as directas são excelentes para fazer ressaltar as qualidades ou méritos dos candidatos ou dos partidos, mas não as criam e só as ampliam se elas já existem previamente. E são, igualmente, implacáveis a fazer ressaltar as insuficiências e limitações.
Quem, nos Açores, tenha assistido ao espectáculo de degradação contínua e, aparentemente irreversível, do PSD-Açores, com estas directas, está a assistir à sua "reprise" no continente.





sábado, setembro 22, 2007

Outra forma de "ventilhar".

Bem vistas as coisas,
creio que se trata mesmo disto:
De outra forma de
ventilhação.
Por esta razão, a aparente excentricidade japonesa tem todo o cabimento neste "Ventilhador".

sexta-feira, setembro 21, 2007

Brasil tem 40 mil "Madeleines" por ano.

Um minuto da sua atenção, para a imagem das quatro que conseguiram chegar às páginas do "Globo".


Das 40 mil do título, procure reter a imagem destas 4.



Source: G1 > Brasil - NOTÍCIAS - Brasil tem 40 mil 'Madeleines' a cada ano

quarta-feira, setembro 19, 2007

Estes senhores magistrados são uns brincalhões, não são?

Se tiver dúvidas e quiser ser esclarecido, é só "clicar" no título.
O esclarecimento chegará rápido ao seu computador.
Este, por exemplo, entre muitos outros:

E, já agora, a última questão: se um juiz (que há meses sabe que o CPP entrava em vigor no dia 15 de Setembro) previa que tinha de libertar alguém já sentenciado em 1ª Instância por uma questão de prazos, bastava-lhe decretar (até sábado passado) a especial complexidade do processo, alargando o prazo de dois anos e meio para três anos e quatro meses, ganhando assim 10 meses.

Que velho que eu sou! Ou que novo é o Arriaga. Apenas alguns meses mais "maduro" que eu próprio.


Abençoadas gralhas!
Que nos dão a ilusão de termos sido contemporâneo de figuras de "Panteão".
A propósito de figuras de Panteão, convém não esquecer que, segundo Vasco Pulido Valente, Aquilino Ribeiro não é regicida, não matou o Rei, fez pior, "matou" a língua (ou senão a matou passou a vida inteira a conspirar contra ela). Como é que o fez ? Escrevendo. É verdade. Segundo o dito Vasco: "Aquilino Ribeiro é um escritor medíocre "
Ele há, cada "Valen...tão"!

segunda-feira, setembro 17, 2007

Grupo Desportivo desmente deputados do PSD-Terceira

Quem se der ao incómodo de ler o texto que segue, provavelmente, chegará à conclusão que o título deste "post" era o melhor título para o próprio texto.
Claro que pode pensar-se em muitas razões para o "DI" tentar diminuir o impacto do texto, a começar logo no título, mas a verdade é que os títulos, por regra, pretendem obter precisamente o efeito contrário.
Vá-se lá perceber porque é que o "DI" preferiu a excepção à regra!

domingo, setembro 16, 2007

Maria Callas




Hoje, 16 de Setembro, é um dos seus dias.
O dia da sua morte.
Há trinta anos.
Mas o reencontro com ela sempre foi fácil.
Esta semana ainda será mais fácil.
Entre muitas outras oportunidades, pode aproveitar estas:






Le monde de la musique

sábado, setembro 15, 2007

As diferenças...abissais entre os dois candidatos a líderes do PSD e a primeiros ministros reduzem-se a estas numéricas diferenças espectaculares

entre os respectivos "stocks" de espingardas-votantes, em cada recôndito recanto do partido.

O que até se compreende, para a tradição partidária do PSD, que sempre tratou o partido, como se ele fosse o país (todo) e o país, como se ele fosse (todo) do partido.




Expresso de 15 de Setembro de 2007

segunda-feira, setembro 10, 2007

Aos politiqueiros da Portela, Portela+1 e quejandos

Não tanto por serem defensores de uma solução tecnicamente inviável neste caso concreto, mas, sobretudo, por serem politiqueiros neste caso concreto e em todos os outros. Por serem politiqueiros, agora e sempre. Merecem ser condenados, agora e sempre.

Expresso de 8 de Setembro de 2007

sábado, setembro 08, 2007

Placas significativas

No seu último número de Agosto, o semanário "Le Point" publicava o expressivo anúncio seguinte, com uma suposta placa de um suposto "Lycée Jean Jacques Rousseau," como forma incisiva de publicitar um programa sobre a "dimensão da falência do sistema escolar francês."





Não pude lê-la sem me recordar da, também muito significativa, placa de inauguração de uma estrada na Região, que, em meados do mês passado, apareceu na blogolândia
regional






Pode ser que o ridículo não mate e que o insólito se tenha banalizado, mas há pequenas distracções ( de instituições, que não de pessoas, claro) que, mesmo pequenas, são indesculpáveis.

quinta-feira, setembro 06, 2007

O regresso do progressivo ou o progresso regressivo?

Não sei.
O que sei é que, ao ver ontem na RTP-Açores, a eterna dupla política de Costa Neves e Mota Amaral, sob um cartaz da "Autonomia Progressiva," debitando banalidades sobre um Estatuto que "nos abre e não nos fecha"e outras maravilhas que tais, senti um incontrolável impulso de regresso ao passado.


Foi o que fiz, via google.
Não fui muito longe, podem dizer.
É verdade.
Fiquei-me por um "Povo Livre" de 2001 e um "Anjo Mudo" de 2005.
Mas quem tiver "ganas" de regressão mais profunda nesse anacrónico passado pode explorar outras vias e tentar ressuscitar outros fantasmas.
Para mim, estes me bastam.














ANJO MUDO: 02/01/2005 - 03/01/2005
Permito-me, Senhor Reitor, citar V. Exa. quando na cerimónia de comemoração do dia da Região Autónoma dos Açores, nesta mesma Universidade, em 2003, disse: "Não falemos mais em "autonomia progressiva", uma expressão que gerou desconfiança na comunidade portuguesa. Não falemos mais em "autonomia tranquila", uma expressão que significa uma capitulação desnecessária. Não vale a pena falar de "nova autonomia", porque importa que ela tenha raízes bem antigas. Não vale a pena falar de "autonomia cooperativa", porque a cooperação tem de ser uma característica intrínseca de todo o processo autonómico. Esforcemo-nos, tão só, para que a autonomia seja sempre Regional - de todas as ilhas sem excepção - seja sempre Constitucional, isto é que seja inscrita no texto regulador da nossa vida colectiva".Acompanho-o neste desafio.
ANJO MUDO: 02/01/2005 - 03/01/2005

(via Google)

terça-feira, setembro 04, 2007

O sapateiro(continental), que vai além - muito além - da chinela (insular)

Diário Insular OnLine


EM VEZ DO REPRESENTANTE DA REPÚBLICA CASTANHEIRA DE BARROS (PSD) PROPÕE
Açores com presidente da Região Autónoma
“Um representante eleito pelos próprios açorianos reveste-se de muito maior representatividade do que um nomeado pelo Presidente da República.


Diário Insular OnLine


Foi preciso esperar para desembarcar nos Açores um representante de um PSD do continente que, hoje, já perdeu toda a memória histórica (a própria e a alheia) da autêntica tradição autonómica, para nos brindar, em nome desse PSD, (sem ontem e, previsivelmente, sem amanhã), com uma ideia que, em todas as revisões constitucionais, os legítimos representantes dos açorianos nunca acolheram: reforçar a representatividade ou as competências do representante da soberania.
Toda a história da autononomia aponta, consistentemente, no sentido contrário àquele, com que este continental "amigo de Peniche," simulou presentear os "indígenas" dos Açores.


domingo, setembro 02, 2007

O avassalador furacão da modernidade


Com Setembro, mês de furacões e tempestades tropicais, os ventos fortes/fracos da modernidade tecnológica sopram impetuosamente na direira portuguesa.
No PSD, os ficheiros actualizados ainda viajam, desactualizadamente, em caixotes de papelão (reciclado, espera-se!) mas a caminho da inevitável informatização.
No CDS, os textos do líder ainda são escritos à mão, mas o seu destino é o céu tecnológico da Web.2.0- o Youtube.
É esta sábia e muito bem doseada mistura de tradição e modernidade que vai garantindo à direita portuguesa, uma sólida e "marceliana" evolução na continuidade... sem esperança e sem futuro!

quinta-feira, agosto 30, 2007

O Decepado Durão



"Não há nenhuma acusação legal contra mim nesta matéria.
De facto, não tive conhecimento". diz Durão".
(via EDIÇÃO IMPRESSA).


Há uma certa diferença entre dizer-se que se tem as mãos limpas e dizer-se que nem sequer se tem mãos.
Durão insiste em dizer que não tem mãos.
Acredite quem quiser! Ou puder...


quarta-feira, agosto 22, 2007

Dois "pequenos" lapsos à PSD. Assinaturas nos lugares errados.

EDIÇÃO IMPRESSA




EDIÇÃO IMPRESSA



O blogue oficial da candidatura à liderança do PSD de
Luís Filipe Menezes incluiu artigos assinados pelo autarca de
Gaia transcritos a partir, nomeadamente, da Wikipedia. Textos sobre
Miguel Torga, os cineastas Michelangelo Antonionni e Ingmar Bergman e
sobre Hiroxima.


Um assessor do candidato admite ter ocorrido "um lapso






O Tribunal Constitucional dá como "cabalmente provado" que o PSD
recebeu ilegalmente em 2002 mais de 233 mil euros em donativos
indirectos da empresa de construção civil Somague
. Em
causa está a liquidação pela construtora de gastos
do PSD na campanha para as autárquicas de 2001. A factura foi
paga à empresa Novodesign.

Depois das vitórias, da "Empresa na Hora", da "Casa na Hora", a derrota dos Helicópteros "fora de horas". A velha arte do Estado português de "chatear" toda a gente: Os senhores notários, pela rapidez, os heróicos bombeiros, pela demora.

 

A sociedade que gere as aeronaves ainda não pediu certificação ao INAC Os dez helicópteros comprados pelo Estado para combater os incêndios não podem voar porque a sociedade constituída para gerir as aeronaves ainda não pediu a devida certificação ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC). A Empresa de Meios Aéreos (EMA), criada em Abril, garante que o pedido deverá ser entregue hoje. O atraso e as complicações burocráticas deverão impedir o INAC de atribuir a licença para que a EMA opere a frota de aparelhos nos próximos meses. Depois de entregues todos os documentos, o INAC dispõe de três meses para avaliar o processo.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

sexta-feira, agosto 10, 2007

E o jornalismo de "reprodução"?


Diário Insular OnLine




A pergunta e a designação (que pode parecer um pouco "esdrúxula") podem justificar-se, porque, no editorial deste mesmo dia, DI fala nos males do jornalismo de investigação em Portugal.
Que dizer dos males do jornalismo, que bem se pode classificar apenas de "reprodução", quando se limita a tentar, sem o conseguir com clareza, apenas reproduzir aquilo que alguém disse?
"Região com défice nos zeros" será "reprodução" rigorosa da informação que se pretende transmitir, sobre "as contas (da Região) deste ano com défice zero" ?
A mim não me parece. De todo. Até porque ter défice nalguma coisa, seja nos zeros ou noutra coisa qualquer, é ter falta disso mesmo. O que não é, seguramente o caso da Região, em relação aos "zeros".
Para já não adiantar nada, sobre a ambiguidade "das receitas geradas, suficientes para as suas despesas".
Não se trata, de forma nenhuma, de "todas" as despesas da Região, com somos obrigados a deduzir pelo modo como está redigido, mas apenas as despesas de funcionamento.
Enfim. Algum jornalismo regional de simples "reprodução", bem necessitado parece estar de ser "medicamente assistido".



CONTAS DE 2007
Região com défice nos zeros


O vice-presidente do Governo Regional anunciou, ontem, que a Região fechará as suas contas deste ano com défice zero.
Sérgio Ávila, perante os jornalistas, garantiu que a Região gera receitas suficientes para as suas despesas.


Diário Insular OnLine



quinta-feira, agosto 09, 2007

Guiné-Bissau: primeiro narco- Estado assumido?

Parece ser a única dúvida sobre os resíduos de Estado que ainda subsistem na Guinéu-Bissau.
Se já se assume como "primeiro narco-Estado de África", como subentende o britânico "Thelegraph," na interpretação das palavras do 1º ministro, ou se ainda resiste a este trágico destino como, benevolamente, prefere acreditar o luso "Público".





 Publico EDIÇÃO IMPRESSA
Na sua tomada de posse, em Abril, o primeiro-ministro Martinho N"Dafa
(que substituiu Aristides Gomes) prometeu combater a
corrupção e o narcotráfico para voltar a dar
credibilidade ao país.
Publico



The African gateway for UK cocaine - Telegraph



Guinea Bissau’s prime minister, Martinho Dafa Cabi, insists
that because cocaine is a vice only among feckless Westerners, their
own governments should lead the fight against it. "Nobody here
makes it or consumes it, and we are too weak to fight the problem
alone," he said.
The African gateway for UK cocaine - Telegraph


quarta-feira, agosto 08, 2007

Sempre e por todo o lado, o mesmo diálogo de surdos ou a mesma incapacidade de antecipação e prevenção de interpretações estritas, por parte dos políticos-legisladores ou de leitura em contexto, por parte dos magistrados? A mítica cegueira da justiça reduz-se, sempre, à prosaica cegueira dos seus agentes em concreto?

 

Dans leur Traité de droit criminel, Roger Merle et André Vitu soulignent que " la force des liens familiaux a paru au législateur assez puissante pour légitimer l'existence d'immunités particulières ".
La force des liens familiaux s'est certainement relâchée, mais, surtout, un amendement parlementaire dans une loi qui n'avait rien à voir avec le vol commis par un enfant aux dépens de ses parents a changé l'article du code pénal.
Depuis 2006, " les dispositions du présent article ne sont pas applicables lorsque le vol porte sur des objets ou documents indispensables à la vie quotidienne de la victime, tels que des documents d'identité, relatifs au titre de séjour ou de résidence d'un étranger ou des moyens de paiement ".
L'amendement, voté à l'unanimité par le Parlement, était bien intentionné.
Il visait à " lutter contre les époux confisquant les documents d'identité, de séjour ou encore les moyens de paiement de leur conjoint afin d'exercer à son encontre des pressions ".
Mais ce dispositif de la loi du 4 avril 2006 sur la prévention et la répression des violences au sein du couple est entré dans le code pénal.
Le parquet de Thionville a pris sa décision en en faisant une lecture stricte : la jeune fille a volé des moyens de paiement de sa mère.

Source: Le Monde.fr : Les titres du Monde

terça-feira, agosto 07, 2007

Um fortuito acaso editorial deve ter juntado estas duas notícias. Uma, sobre a recusa da Fretilin, em Timor, de aceitar, de bom grado, o seu afastamento do poder ( ou até de qualquer sombra de poder, pois nem na Mesa da Assembleia de Timor está representada), apesar de ter ganho as eleições. A outra, sobre a falha informática que, em Portugal, impede o "maior banco privado português" de realizar uma simples assembleia geral. Só mesmo um cego acaso pode ter juntado, aquilo que até é desculpável por insuficiente maturidade democrática, que só o tempo pode vir a permitir, e aquilo que é indesculpável por inesperada senilidade precoce, que o tempo só poderá vir a agravar.

 

José Ramos-Horta convidou ontem Xanana Gusmão a formar Governo, com base na Aliança com Maioria Parlamentar.
Esta coligação foi constituída por quatro partidos após as legislativas, onde a Fretilin foi o partido mais votado, com 29 por cento, o que levou os seus simpatizantes a bloquearem estradas como forma de protesto. 

 A assembleia geral do BCP foi ontem suspensa, na sequência de uma falha informática que inviabilizou a contagem de votos, e será retomada no próximo dia 27 de Agosto.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

segunda-feira, agosto 06, 2007

O mais significativo nesta mudança, nem sequer vem referido na notícia. Os vereadores sem pelouro, ou seja todos os vereadores da oposição, passam a ter mais assessores que os vereadores com pelouros, ou seja, que os vereadores da maioria que governa a Câmara de Lisboa.

 

Pelo Bloco de Esquerda, que estabeleceu um acordo pós-eleitoral com o PS, o vereador Pedro Soares frisou que esta medida "é um sinal muito importante de mudança para Lisboa".

Source: ÚLTIMA HORA - PÚBLICO.PT

sexta-feira, agosto 03, 2007

António Costa continua a surpreender





E os mais surpreendidos parecem ser aqueles que, teoricamente, deviam estar mais receptivos ao espírito de ruptura com o passado e mudança: os jornalistas e os "neo-independentes" (Carmona e Helena Roseta), que se apresentaram como os novos rostos para uma nova política na capital e no país.
Afinal, é António Costa que aparece a protagonizar os primeiros passos efectivos nesse rumo e sentido.
Escolheu o caminho mais difícil. O da audácia política e do afrontamento directo dos preconceitos mais radicados e das soluções mais inesperadas.
Juntar, à volta de opções claras, abertas e pormenorizadas, o partido do poder no país e o mais encarniçado modelo de contra-poder, tem algo da magia da verdadeira política no sentido mais radical do termo.


Se conseguir traduzir para o dia a dia da autarquia este rumo, quase se pode considerar premonitória esta foto da tomada de posse que o jornal Publico, muito provavelmente, pretendeu que fosse precisamente o contrário: inscrever o seu nome no quadro histórico dos grandes nomes da Câmara de Lisboa.



António Costa conciliador mas determinado na tomada de posse 02.08.2007, Ricardo Dias Felner Perante a hostilidade manifestada por alguns vereadores, o novo presidente da autarquia respondeu com beijos, abraços e diálogo

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

E assim vai o nosso jornalismo de referência. Dividido entre os jornalistas que não sabem escrever e aqueles que não sabem ler. Este Cerejo parece pertencer a estes últimos. Basta passar os olhos pelo comunicado da PGR para perceber que não há qualquer referência a qualquer certificado de qualquer ano.

Se não se chama Cerejo, leia o comunicado. 

 

Procuradoria-Geral da República arquivou inquérito à licenciatura de José Sócrates
02.08.2007,
José António Cerejo
Comunicado apenas refere conclusões sobre a alegada falsificação de um certificado emitido em 1996 num impresso que só podia existir depois de 1998

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

quarta-feira, agosto 01, 2007

Quando terminará este estado permanente de dúvida hiperbólica, em que teima em viver a administração da República, em relação aos cidadãos portugueses dos Açores e da Madeira?

 

As primeiras dúvidas surgiram com cidadãos da Madeira e dos Açores que têm um sistema de saúde próprio.

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

Jardim, o Charrua da Madeira?; Ou Charrua, o João Jardim do Norte? Em qualquer caso, ambos do PSD e ambos a caminho do arquivamento.

Jardim foi intitulado pelo jornal espanhol El Mundo como "o professor português do insulto".

Source: EDIÇÃO IMPRESSA

"Charruar"contra o lixo opinativo

Processo Charrua com decisão política - EXPRESSO - Notícias, opinião, blogues, fóruns, podcasts. O semanário de referência português.  - Actualidade



Processo Charrua com decisão política - EXPRESSO -


Óptima decisão política, por impedir que uma ordinarice abaixo de qualquer classificação se transformasse num modelo de opinião política e que o seu trauliteiro autor se transformasse num herói da liberdade de expressão.


Não é que não tenha faltado, da parte daqueles que deviam ter sido os primeiros a perceber que a liberdade de expressão em Portugal bem merecia outros modelos e outros heróis, como a maioria dos nossos políticos e jornalistas, quem, tudo fizesse, para "canonizar" tão lamentável exemplar de professor e funcionário público.
Arquivar o caso e remeter o seu protagonista às origens é uma elementar medida de sanidade.
Está feito. E bem feito.